O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 64
Reencontro


Notas iniciais do capítulo

Algumas vezes, pessoas encontram umas as outras nos lugares mais inesperados.

Isso nem sempre é uma boa coisa.



OS CORREDORES DO PRIMEIRO ANDAR ESTAVAM REPLETOS DE MARCAS DE BATALHA. Fossem elas os cortes ou os trincos nas paredes, fossem elas o sangue, fossem elas os corpos, cada corredor pelo qual passava trazia daquelas marcas, sem exceção. E era exatamente isso que estava fazendo com que aquele homem estivesse tão aterrorizado. Maldição... maldição! Isso não pode ser verdade, simplesmente não pode!

Um dos vários mercenários que haviam sido contratados pelo Olho Vermelho para lutarem em uma batalha que estava por vir, tinha sido ordenado a avançar contra os inimigos quando o ataque começou, e foi exatamente isso que ele fez. Junto de um esquadrão de cinquenta homens ele avançou pelos corredores que até então estavam em perfeitas condições, brincando com alguns colegas sobre quem iria conseguir os melhores espólios. No fim das contas, havia sido o único sobrevivente do seu grupo. Haviam batido de frente com um mercenário caolho que lutava pelo Salão Cinzento, e foi só o fato de ter se desesperado e começado a correr assim que viu o demônio de chamas que ele criou que lhe salvou. Os outros morreram... todos eles morreram! Os gritos... eu ainda consigo ouvir os gritos.... Havia abandonado há muito tempo a sua arma, e por isso suas mãos estavam vazias quando as levou a suas orelhas, tampando-as com toda a sua força. Faça-os parar! Faça os gritos parar, por favor!

E foi então que viu aquilo.

Se esgueirando entre os corpos de alguma forma, envolta por todo aquele sangue e destruição, uma caixa de papelão estava avançando.

Não foi capaz de acreditar naquilo de início, mas era inegável; por mais que fosse algo absurdo, a caixa de papelão estava realmente se movendo por entre o que havia sido um campo de batalha de uma forma que provavelmente deveria ser sorrateira. Não era como se fosse realmente a caixa em si que se movia – ela sempre se erguia um pouco quando movia e ele podia ver as pernas de um homem caminhando por baixo dela – mas ainda assim, era no mínimo estranho que alguém estivesse realmente tentando se disfarçar com uma caixa de papelão. Principalmente considerando que não tinha nenhuma caixa de papelão ali!

Virou-se rapidamente em direção àquela caixa, e assim que fez isso ela parou de se mover. As pernas se encolheram e a caixa ficou perfeitamente parada no chão como se não fosse nada demais, algo que talvez até pudesse servir para disfarça-la um pouco... não fosse pelo fato de que era uma droga duma caixa numa droga dum campo de batalha! Parte de sua mente lhe dizia que aquilo provavelmente era uma armadilha e que ele deveria correr dali tanto quanto antes, mas uma outra parte dela suplicava para que ele fosse ao menos ver do que se tratava aquilo. E lentamente ele se viu fazendo o seu caminho até aquela caixa. Essa é uma péssima ideia, pensou ele, sentindo uma gota de suor frio escorrer pela lateral de seu rosto, mas nem mesmo esse pensamento fez com que ele parasse.

Em pouco tempo, estava bem diante da caixa.

Sentia seus braços como se estivessem dormentes. Respirava com dificuldades, tendo de usar tanto a sua boca quanto as suas narinas para ter ar o suficiente para se aguentar de pé. Seu coração palpitava a mil em seu peito, parecendo até que ele podia romper sua carne a qualquer momento e sair saltitante pelo corredor. Eu nunca pensei que um dia uma caixa como essa iria me deixar assim, tão nervoso. Com cuidado e sentindo que poderia se arrepender disso a qualquer momento, chutou a caixa com toda a delicadeza possível. Por que eu estou fazendo essa merda?, pensou ele, mesmo enquanto agia. Isso não vai acabar bem. Essa caixa vai acabar explodindo na minha cara ou coisa do tipo. Essa é uma ideia muito, muito ruim.

Tal como esperava, a caixa se moveu com o seu chute..., mas não de uma forma natural. Foi uma forma muito súbita a como ela se moveu, muito brusca, muito... artificial. Se tinha qualquer dúvida antes, aquilo comprovou que alguém estava dentro daquela caixa..., mas mesmo assim, viu seus joelhos se dobrando, seu corpo se agachando ao nível dela. Péssima ideia, péssima ideia, péssima ideia! Sabia muito bem que o que estava fazendo era uma péssima ideia..., mas simplesmente não conseguia controlar sua curiosidade. Por mais que soubesse que deveria estar correndo para longe dali naquele exato momento, a sua curiosidade de querer ver quem exatamente estava ali era simplesmente grande demais.

Mas nunca chegou a ver ninguém. Quando ficou ao nível da caixa e moveu seu rosto em direção ao buraco dela, o que se mostrou para ele foi o que parecia ser um cano de algum tipo de ferramenta estranha, algo que parecia ser constituído de uma barra de metal colocada por cima de um suporte de metal.

O disparo veio acompanhado por um estrondo. O dardo atingiu o homem bem no centro da testa, com força o suficiente para jogar a cabeça dele para trás. Um filete curto de sangue escorreu do lugar perfurado, um momento antes que os olhos do outro perdessem a luz e o foco e que seu corpo desmoronasse no chão como uma marionete que perdeu os fios. Ele quase chegou a cair em cima da caixa, mas Syd foi rápido o bastante para mover-se para o lado antes disso. Ufa, essa foi por pouco, pensou o Invicto, olhando o corpo derrotado de mais um de seus oponentes no chão, roncando profundamente. Mais um pouco e ele iria me tirar do estado de Cautela para me levar pro Alerta. Tenho que ser mais cuidadoso, bem mais cuidadoso. Com uma de suas mãos ele limpou um pouco de suor que começava a surgir em sua testa, e logo em seguida se colocou novamente a andar, esgueirando-se sorrateiramente de forma camuflada pela Fortaleza Voadora que era Pandemonium.

– Na na nã, na na na nã nan, na na nã, na na na nã nan, na na nã, na na na nã nan, nã nã nã nan nã NAN NAN NAN NAN.

– Ah, pelo amor dos Deuses, não me diga que você vai voltar com sua cantoria! – Reclamou Jane de cima de sua cabeça, rabugenta como sempre.

– Ei, ei, não reclame – disse calmamente o Invicto. – Essa canção é o que está nos salvando. Enquanto eu estava cantando nenhum inimigo nos notou, mas foi só eu parar de cantar que esse cara logo veio pra cima de nós.

– Ele não veio pra cima de nós por você ter parado de cantar! Ele veio pra cima de nós porque somos uma maldita caixa de papelão ambulante em meio a uma zona de batalha! Francamente, o que diabos faz com que você pense que disfarçar-se nessa coisa vai fazer algo de bom em uma situação como essa?!

– Snake sempre usou caixas de papelão para se infiltrar nas mais avançadas e impregnáveis fortalezas, e ele sempre teve sucesso.

Quem diabos é Snake?!

– Metal Gear.

O que diabos é Metal Gear?!

– ... Como você não sabe o que é Metal Gear? Que tipo de criatura sem cultura é você, Jane?

– ... Syd, eu não sei se você reparou, mas eu sou literalmente o que vocês humanos definem como uma “cadela”. Em outras palavras, uma cachorra. Graças aos experimentos daquele idiota louco eu consigo falar e me transformar em humana durante um período limitado de tempo, mas o que exatamente faz com que você pense que eu entendo qualquer merda da cultura humana, seu idiota?!

– ... Na na nã, na na na nã nan, na na nã, na na na nã na-

NÃO, CHEGA DISSO!

A caixa de papelão que servia como cobertura para Syd foi arremessada para cima quando a poodle que ele trazia em sua cabeça de transformou de uma única vez, passando da forma de cão para a de mulher num instante. O aumento súbito do peso fez com que seus joelhos cedessem e com que o Invicto batesse a cara no chão, apenas um momento antes que uma mão macia segurava seu rosto com força e firmeza. Sem que pudesse estabelecer qualquer resistência decente, o corpo de Syd foi forçosamente virado até que seu rosto estivesse voltado para o teto, e foi só então que ele conseguiu ver Jane. A mulher-cachorro estava sentada em cima de sua barriga com os joelhos apoiados um de cada lado do seu corpo, segurando sua espada-bengala em uma das mãos enquanto com a outra segurava o rosto de Syd. As feições dela eram normalmente sempre calmas e bem racionais, mas se você olhasse para o rosto dela agora, nunca imaginaria isso; ela tentava disfarçar, mas o tique nervoso sobre uma de suas sobrancelhas e o sorriso forçado mostrando seus caninos avantajados deixava bem claro que Jane estava mais do que apenas um pouco irritada.

– Ei, Syd, que tal fazermos um acordo? – Murmurou ela, inclinando-se um pouco para olhar diretamente dentro dos olhos do homem. – Você não volta a cantar essa maldita música, nunca!, e talvez eu não corte a sua língua. O que acha?

– Ere acorto puude ce egociavel? – Logicamente, não conseguiu falar de forma decente enquanto ela apertava suas bochechas, e por isso Jane moveu sua mão para o pescoço dele no lugar disso. – Ah, melhor, bem melhor! ... Bom, e aí, Jane? Esse acordo pode ser negociável?

Nem bem aquelas palavras haviam saído de seus lábios e uma parte da espada de Jane de mostrou enquanto um brilho perigoso brilhava simultaneamente nos olhos da mulher-cachorro.

– Eu estou brincando, brincando! – Gritou Syd, sua pele ficando um pouco pálida de medo quando viu a expressão maníaca no rosto dela. Puxa, que mulherzinha mais sem graça. As pessoas deveriam aprender a aceitar uma piada um pouco melhor. – Eu concordo com as suas condições, obviamente. Bem... generosas, elas.

– Sim, generosas demais – grunhiu ela, levantando-se de cima dele com um salto e se afastando um pouco para o lado. A parte superior de seu corpo ergueu-se quase que imediatamente, suas mãos indo direto massagear seu pescoço, tentando aliviar um pouco a dor que sentia no lugar que ela havia apertado. Pelos Deuses, ela pode nem ser originalmente uma mulher e ter braços finos, mas a força dela é estrondosa. – Ei, não vá reagir tão exageradamente assim por algo tão pequeno – resmungou Jane, suspirando ao ver a forma como Syd massageava seu pescoço. – Vamos enfrentar muitos inimigos perigosos aqui, sabia? Se você está sentindo coisas tão pequenas assim, então você vai ter sérios problemas quando enfrentar os inimigos realmente poderosos.

– E o que te faz pensar que eu tenho a menor intenção de enfrentar os monstros daqui? – Retrucou ele, batendo a poeira de suas calças enquanto ia se levantando também. – Eu estava usando a caixa por um motivo, sabe?

Dizer aquilo fez com que Jane olhasse para ele com uma expressão um pouco diferente. Seus olhos estavam arregalados, sua boca aberta e todas as expressões de seu rosto denotando algo que ele só podia compreender como surpresa, antes de todas elas se fecharem em uma carranca severa.

– Você tem de estar brincando comigo... – murmurou ela, virando seu corpo completamente na direção de Syd e avançando dois passos contra ele. – Você é um mercenário, não é? Essas pessoas são seus aliados, e a própria razão pela qual você está aqui é para ajuda-las. Eu não acredito que você vai apenas abandoná-las, Syd.

Em geral, Syd já havia sido chamado por múltiplas vezes no passado de covarde, de forma direta e indireta e também por meios um tanto quanto coloridos. Normalmente conseguia ignorar isso – a maioria das pessoas consegue ignorar virtualmente qualquer insulto se ela chegar a se acostumar com ele. Mas ser acusado de estar abandonando algo... isso lhe trazia más lembranças. Lembranças de um dia de muito tempo atrás, lembranças da primeira vez que ele fugiu de algo. Do dia em que seu reino estava prestes a enfrentar Ember Vyhler, do dia em que ele abandonou seu exército e sua nação para o que agora chamavam de Imperador do Norte. Tantas pessoas morreram ali.... Um de seus irmãos havia sido morto em uma batalha anterior contra as forças de Ember, e o outro – um garoto de não mais que doze anos que servia como o escudeiro de um cavaleiro – havia sido massacrado pelas forças dele na última batalha. Seus pais e sua namorada, Stela, não chegaram a se envolver na batalha, mas isso não os salvou; havia se perdido e demorado cerca de três semanas até chegar à sua vila, e quando a alcançou as forças do Imperador já haviam a muito passado o lugar na tocha. Tudo que viu quando andou pelos campos que outrora haviam sido verdes foram corpos carbonizados, indistinguíveis uns dos outros.

Havia fugido de situações perigosas inúmeras vezes em sua vida, mas essa primeira era dentre todas a única que mexia profundamente com ele, e por isso, era a que mais odiava.

– Eu não vou abandonar ninguém – retrucou ele de forma ríspida, sua expressão normalmente sorridente tornando-se preenchida pela raiva. – Isso dito, eu também não pretendo ser nenhum idiota. Se você quer ser uma suicida e sair por aí enfrentando pessoas que estão em um nível muito acima do seu, vá em frente, mas não venha agir como se eu tivesse que lhe acompanhar nisso ou se é desonrado da minha parte não fazer o mesmo. Eu nem sei você, mas eu vou escolher os meus oponentes de forma esperta.

– Ah, sim! Claro que vai! Qual será o seu oponente, Syd?! O rato, ou a barata? Talvez uma malévola formiga! Ou será que esses te assustam demais? – Se antes ela já parecia irritada com o que havia feito com a caixa, agora Jane parecia realmente raivosa, avançando contra ele com uma hostilidade que fazia com que ele temesse que ela pudesse lhe acertar a qualquer momento. Normalmente a personalidade de Syd iria fazer com que ele logo agisse em prol a acalmar os nervos e evitar problemas, mas ele mesmo estava com raiva, e a raiva era ótima em enublar o julgamento de alguém. – Isso é uma grande piada... você é uma grande piada! Quer dizer que se você visse um aliado sofrendo em uma luta contra um inimigo forte você iria correr e se esconder?! Como você consegue ser ousado o suficiente para se chamar de mercenário sendo assim? Como você consegue ser ousado o suficiente para se chamar de homem sendo assim?!

– Você está sequer pensando no que você fala antes de abrir a boca, Jane? – Questionou Syd, erguendo uma sobrancelha em franca descrença. – Se eu ver um aliado sendo sofrendo nas mãos de um inimigo e eu souber que posso fazer alguma coisa quanto a isso, então eu vou ajuda-lo! Mas caso esse inimigo seja forte demais para que eu possa fazer algo, então eu não farei nada! Isso é óbvio, não é? Não faz sentido lutar uma batalha que você sabe que vai perder! Não há honra nisso, nem nobreza, apenas estupidez sem limites! E a vida é um bem precioso demais para que você a jogue fora de forma estúpida.

– Se a vida é tão preciosa assim, então você também não deve simplesmente ficar de braços cruzados enquanto vê alguém perder a sua! – Esbravejou a outra, praticamente rosnando pra cima de Syd. – Não me venha com essa de “a vida é preciosa”, Syd, essa é uma desculpa muito fraca! A verdade é que você é apenas um covarde! Você tem medo, não é? É por isso que você está rastejando por aí enquanto os outros estão ativamente buscando inimigos para derrotar. Você tem medo demais das lutas! Ou, melhor ainda... você tem medo demais de morrer! Seu maldito covarde!

– Sim, você tem razão – concordou uma voz que não pertencia a Syd, nem tampouco a Jane. Uma voz masculina, grossa e profunda, que trazia uma nota de seriedade e superioridade quando soava, como a voz que você esperaria de alguém com sangue nobre nas veias. Uma voz que não era de todo estranha para Syd. – Ele de fato teme a morte. Sydwel Ostrower é um covarde como nenhum outro, não é? Desertor imundo.

Uma careta de raiva tomou conta do seu rosto no momento em que ouviu aquilo, e movido por sua fúria Syd moveu-se na direção daquela voz, retirando duas pistolas dos coldres em seu cinturão enquanto fazia isso, mas até mesmo a raiva dele se foi no momento em que viu quem havia falado.

As chamas dançavam ao redor daquele homem a cada passo que ele dava. Seu braço esquerdo estava rígido, sua mão fechada em um punho duro, enquanto seu braço direito estava envolvido por uma armadura de chamas sólidas que vinham desde o seu ombro até a grande espada de fogo que se estendia a partir de onde deveria estar a mão dele. Seus olhos estavam fixos em Syd, e embora ele estivesse claramente tentando manter uma máscara de indiferença em seu rosto, ele não conseguia evitar que parte da sua raiva vazasse em caretas assustadoras e tiques nervosos. Esse cara... ele é aquele garoto, um dos mercenários que haviam sido contratados para enfrentar Ember. O Pássaro de Fogo...

– De todos os lugares, eu nunca imaginei que encontraria você de novo aqui. Muito menos como um inimigo. – A medida que ele andava, Cleus era acompanhado pelas chamas que queimavam ao seu redor, transformando um corredor que antes era de pedra em um inferno ardente. Jane foi bem rápida em sacar completamente sua espada (por mais que estivesse irritada com Syd, ela sabia diferenciar aliados de inimigos), mas nem mesmo toda a sua coragem foi o suficiente para fazer com que ela avançasse contra seu oponente. Ela apenas apontou sua arma para Cleus e assumiu uma postura defensiva, e por mais que ela tentasse disfarçar, era claro como o dia para Syd que ela estava tremendo de medo e nervosismo perante de Cleus. Eu poderia comentar sobre como isso é irônico, mas isso seria estúpido. Não existe ninguém no mundo que não estaria com medo em uma situação como essa. O poder e a intenção assassina que conseguia sentir emanando de Cleus eram incríveis, muito além de qualquer outro que Syd já sentiu algum dia. – Foi um grande erro da sua parte escolher enfrentar o Olho Vermelho, Desertor. Você está em Pandemonium, a nossa casa. Não há pra onde fugir aqui, nem aonde se esconder. Se você quer sobreviver, você vai ter de me enfrentar. E só pra deixar isso bem claro... não terei misericórdia.

SHELL: Dentre os membros do Olho Vermelho, Cleus é o mais honrado, sem dúvida alguma. Balak e os outros tem uma tendência a lançar insultos aos seus inimigos, “trocar farpas”, por assim dizer, mas Cleus não faz isso. A não ser que ele realmente não goste de quem ele enfrenta, ele se mantém respeitoso. Mas não entendam isso da forma errada. Ele é provavelmente o mais “agradável” dos membros do Olho Vermelho, mais isso não faz com que ele seja menos cruel em combate. Cleus é incrivelmente forte – tão forte quanto inclemente, e caso tenham dúvidas disso, basta olharem para o corpo de Goa.

Se vocês enfrentarem ele, vão com tudo, pois ele não vai medir esforços para lhes derrubar.



Notas finais do capítulo

FATOS INTERESSANTES!

*Vocês talvez tenham notado isso aqui agora, mas deixem-me deixar isso em palavras; as observações de Shell sobre Cleus não estão completamente certas. Embora ele realmente não meça esforços para derrubar seus inimigos e seja em geral respeitoso e tudo mais, Cleus é bem clemente na verdade. Dentre todo o Olho Vermelho, ele é provavelmente o personagem com a maior consciência, algo demonstrado pela reação dele ao ver o estrago que havia feito em Goa. Por vezes vocês verão isso nessa história. Lembrem-se; o que um personagem diz é a opinião desse personagem, e apenas isso. Ela pode estar certa ou errada, ou no meio termo entre um e outro. Ela pode vir colorida de muitas formas, e provavelmente vai vir. Como leitores, não façam algo como apenas aceitar o que um personagem diz como um fato. Leiam entre as linhas, pensem, raciocinem, e decidam então o que vale e o que não vale a pena dentre o que foi dito.

*Para os que não entenderam a referência, a música que Syd está cantarolando para si mesmo é o tema de Metal Gear Solid (ou, ao menos, parte dele). Vocês podem acompanhar esse tema na integra nesse vídeo, caso queiram: https://www.youtube.com/watch?v=zqqq8uqSDnk



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