Herdeiro da Morte escrita por Silvy


Capítulo 7
Arma e Mestre


Notas iniciais do capítulo

Desculpem a demora, e aqui esta um capítulo recheado de surpresas



O mar incontrolável é uma vasta energia indomável. Ninguém consegue controlá-lo, mas podem tentar segui-lo, basta fazer como ele, ser selvagem e indomável. Segue a corrente e ele te levara ao teu destino. Assim é o mar. Grande, cruel e o habitar de centenas de seres vivos.

– É uma citação bonita

– Talvez – digo ainda olhando para o livro

– Como é ainda não ter uma arma própria?

– Por que queres saber? – Pergunto finalmente olhando para a garota que tinha-me abordado no meio da minha leitura.

– Estava apenas curiosa, já que és o único finalista sem uma arma, alem disso apenas vieste para Hogwarts agora. Estão dizendo que não tem como tu te graduares.

– E tu acreditas nisso?

– Talvez sim, talvez não, eu não tomo partidos ou tomo conclusões precipitadas como eles

– Isso é bom

– É?

– É

Então um silêncio constrangedor pairou entre nós.

– Arma ou mestre de armas?

– Arma

– Quem é o teu mestre?

– Não tenho – diz me deixando incrédulo

– Como não? Tu não tens estado aqui dês do primeiro ano?

– Tenho

– Então como…?

– Não achei nenhum que me agrada-se

– Não será que ninguém te quis? - Pergunto sarcástico

– Não, simplesmente nenhum fez minha alma pulsar, ninguém é suficientemente forte ou digno para me usar – diz rodopiando com os braços abertos e um sorriso triste no rosto, o vestido lilas rodopiava junto com o longo cabelo rosa preso em duas marias-chiquinhas altas.

– Eu não tenho arma, tu não tens quem te empunhe, podemos tentar a ressonância para saber se somos compatíveis, mal não vai fazer ao tentarmos – digo pondo o livro na mesa ao lado e me levantando – Afinal eu tenho o mesmo problema que tu, ninguém aguenta absorver o meu poder.

– Você é realmente tolo, Laxus Night dos Sonserina – diz segurando as lagrimas – Acha que um sonserina e uma lufa-lufa podem ser arma e mestre? É totalmente impossível.

– Porque? – Pergunto segurando o seu pulso

– Nunca um sonserina se uniu a uma lufa-lufa ou vice-versa, é totalmente impossível, nossas almas não ressoam juntas, somos demasiado diferentes.

– Mas podemos tentar

– Para que? Para comprovarmos o que já sabíamos dês do começo?

– Se não tentarmos não saberemos

– Olha só o que temos aqui, dois fracassados sem parceiros… não me digam que vão tentar a ressonância?

– Vai te embora Malfoy

– Oras, o que uma mera arma que não pode ser empunhada pode fazer? Afinal ninguém te quer como arma, és demasiado defeituosa, se não terias um mestre não é verdade?

– É mentira! – Grita, me acordando dos meus pensamentos obscuros para com o Malfoy do meu mundo, ao que parece o Malfoy desta dimensão é ainda pior.

– Malfoy é?

– Exato, se sabes quem sou é melhor saberes logo que não te deves meter no meu caminho – diz-me fazendo rir

– Estas rindo do que fracassado? – Pergunta furioso

– De ti, doninha albina

– Como? – Dava para ver que ele estava cada vez mais furioso, era divertido irrita-lo

– O que ouviste ou és surdo?

– Ora seu…

– Malfoy doninha albina combina contigo, não achas? Alem disso se existe alguém aqui que é fracassado deve ser você, não eu ou ela. Ninguém ainda foi forte o suficiente para empunha-la então você é mais fraco que ela não?

E Malfoy sabia que isso é verdade, dava para perceber isso na sua cara que estava vermelha e ate dava para notar uma veia, coitado ainda morre com raiva e riu, céus morrer de raiva, essa é óptima!

– Diga-me Malfoy onde esta sua arma? Ou você é um fracassado como nos chamou?

– Ela esta estudando

– Ah, ela esta fazendo os teus trabalhos também?

– Não tens nada a haver se esta ou não!

– Então por que não vais para ope de alguém do teu nível?

– Irei mesmo! Qualquer um é melhor do que estar ao pé de dois fracassados como vocês – diz e logo vai embora

– Não devias ter feito isso, Malfoy vai voltar ainda mais chato e agora vai perseguir-te pelo castelo para te ferrar

– Não te preocupes, do Malfoy posso eu bem, mas agora vamos á assuntos mais importantes, qual é o teu nome?

– Bianca Victorique Fox, terceira filha da tradicional e mui nobre casa Fox, também conhecida como a ovelha negra da família por não ter um parceiro

– Laxus James Night, único membro vivo da casa Night

– Eu sei, todos pensavam que não havia sobrevivente nenhum dessa casa vivo ate tu apareceres, o ministério deve estar totalmente revoltado por haver um herdeiro vivo já que esta a mais de dois anos tentando ficar com a tua herança, deve ser por isso que os duendes não deram ela para o parente mais próximo ou para o ministério.

– Isso é algo que tenho de resolver o mais cedo possível – digo e quem olha-se para meus olhos veria o quanto escureceram mas logo voltam a ficar normais e dou um sorrisinho – Agora, vamos começar a nossa ressonância?

Ela suspira pesadamente e logo sorri me dando as mãos e logo começo a recitar o encantamento que Hades tinha-me ensinado para eu utilizar quando encontrar minha arma e logo a voz dela se une a minha recitando a canção da ressonância para saber se podíamo-nos ligar.

Estou ardendo por dentro

Minha alma borbulha em extasse

O destino me guiou até ti

Porque nos pertencemos um ao outro

E nada nos poderá separar

Nem a morte nem a vida

Eu te encontrei e agora eu te ligo a mim

Um pedaço de mim está em ti

E assim a ligação esta feita

Eu sou teu (tua)

Agora e para sempre

E assim um cordão dourado sai do peito dela enquanto um negro sai do meu, ambos se enroscam como se entrelaçando e depois o dela vai para meu coração e o meu para o dela, e tudo isso enquanto uma luz nos envolvia nos aquecendo e dando uma sensação de extasse puro. Nos havíamos ressuado, nos estávamos ligados de agora em diante. A minha vida lhe pertencia tal como a dela a mim. Então quando a luz se desvaneceu uma espada de lamina negra enorme, praticamente do meu tamanho com o punho coberto de tiras de cobre apareceu, parecia uma arma simples e normal, mas se olhasse bem para ela dava para ver que era extremamente afiada e feita de um mineral do submundo que era indestrutível, sim, ela tinha-se transformado numa arma digna de um descendente de Hades.

– Parece que arranjaste um mestre de armas – digo ainda admirando a bela arma que ela tinha-se transformado

– E eu um artesão – diz com a sua voz meio grave por vir de dentro da lâmina

– Artesão é a outra forma de chamar mestre de armas ne?

– Sim, a maior parte prefere chamar de artesão do que mestre, não? – Pergunta suando um pouco irónica

– Se me quiseres chamar assim, não á problema nenhum Biazinha

– Biazinha? Vai tomar no teu orifício anal!

– Nossa, que maldade para uma menina tão pequena

– Para ti é Victorique!

– Vic?

– Vic é a tua avó!

– Nossa não precisa ofender minha pobre avozinha – digo fingindo que estou ofendido – que tal Tori?

– Tori? É, gostei, mas por que Tori?

– Sei lá, tirei do meio do teu nome

– Idiota – diz e logo ela brilha se transformando na sua forma humana – Quem diria que nos tornaríamos parceiros?

– Pois é… - digo cousando a parte de trás da minha cabeça

– Podíamos ter ido para um sítio mais reservado – diz e logo olho para os lados vendo que tinha bastante gente nos olhando, bando de curiosos.

– Não tenhem mais nada para fazer não? – Digo friamente pra estes paspalhos que só sabem ficar a ver a vida dos outros

– Temos de ir ter com o director para me registares como tua arma e eu te registar como meu artesão – diz segurando minha mão e me arrastando com ela para a sala do idiota do Dumbledore, e enquanto passo pelos corredores ia jurar que tinha visto os cabelos inconfundíveis de Ginevra Wesley





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