Minha Doce Perdição escrita por Gabszinha FerCosta


Capítulo 25
Capítulo 24-O flagra/ Fazendo as pazes/ Carta anônima




Isabella Marie Swan

Algumas semanas…

Eu odiava ficar sem fazer nada no final de semana, mas Edward estava trabalhando, em pleno sábado, e eu estava aqui, sozinha. Não completamente sozinha, mas eu tinha que ficar.

Resolvi trocar de roupa e descer, eu precisava tomar um ar, de tudo isso.

Peguei uma calça jeans e vesti, mas ela não fechou, como a maioria de minhas roupas, então decidi colocar um vestido. Eram os únicos que davam, eu precisava de roupas novas, e largas.

Saí do quarto e pude escutar a discussão.

–Será que algum dia, você poderá me perdoar?

Desci e percebi que eram Esme e Carlisle discutindo de novo.

–Não, Esme! O que você fez não tem perdão. Mentiu pra mim por todos esses anos. –Ele disse.

–Eu sei que eu errei, mas não sabe no quanto eu me arrependi. Eu te amo, Carlisle. –Ela disse.

–Não adianta dizer que me ama Esme, isso não vai me fazer esquecer de tudo. –Carlisle disse.

Ela o olhou.

–Você…me ama? –Ela perguntou.

Ele respirou fundo.

–Amo. –Ele respondeu.

–E por que não acredita que eu o amo? Que eu me arrependi?

Ele a olhou.

–Eu bem que queria acreditar em você, de verdade. –Ele disse.

–E por que não acredita? –Ela perguntou.

–Por que eu não consigo. –Ele disse, e percebi que ele estava chorando.

Entrei na sala.

–Ótimo, só faltava você aqui. –Ele disse, limpando o rosto.

–Não se preocupe, eu já estou de saída. –Disse, indo até a porta.

–Aonde vai, Bella? –Esme perguntou.

–Ver as meninas na boate. –Respondi.

–Edward pediu para você usar o seu carro. –Ela disse.

Assenti.

–Ok.

Fui para a garagem e entrei na minha Ferrari.

Dirigi direto para a boate, saindo por fim daquele inferno.

Cheguei lá e encontrei James meio abatido.

–Oi, Jay. –Disse.

Ele me olhou.

–Bella, oi, quanto tempo. –Ele disse.

–Oi. –Lhe dei um beijo na bochecha. –Tudo bem? Você parece meio abatido.

–Não é nada. –Ele respondeu.

–E isso tem alguma coisa haver com a Vic?

Ele respirou fundo.

–Ela não está aqui, está com o seu pai. –Ele disse.

–Então não precisa me dizer nada, eu não quero saber nada sobre esse homem. –Disse.

Ele assentiu.

–Tudo bem, o que faz aqui?

–Vim fazer uma visita. –Respondi.

–Que bom. Chegou uma carta pra você. –Ele disse.

–Uma carta?

–É, está no seu quarto.

Assenti.

–Tudo bem, eu vou buscar. –Disse, e fui em direção ao meu quarto.

–Não Bella! Deixa que eu pego. –James disse, vindo atrás de mim.

–Eu sei o caminho, James. –Disse.

–Espera!

Abri a porta e peguei no flagra, Lauren, e ela estava com alguém, fiquei surpresa com quem.

–Bella.

–Jasper.

Eu não acreditei que ele estava fazendo isso, ele estava traindo Alice.

–Não se preocupe, eu só vim pegar uma coisinha. –Disse, e peguei a carta que estava no criado mudo.

Saí do quarto, e James veio atrás.

–Bella.

–Ta tudo bem James, não se preocupe. –Dei um beijo em sua bochecha. –Eu tenho que ir, vou fazer uma visita para o Edward, dê um beijo nas meninas.

Ele assentiu.

Saí da boate e entrei no meu carro. Respirei fundo, eu não podia ficar nervosa.

Dirigi direto para o hospital.

Cheguei no hospital e fui falar com a recepcionista.

–Boa tarde. –Disse.

–Boa tarde. –Ela disse.

–Estou procurando o Dr. Edward Cullen. –Disse.

–É alguma paciente? Por que ele só está recebendo com hora marcada. –Ela disse.

–Sou Isabella Cullen, esposa dele. –Respondi.

Ela assentiu.

–Só um momento. –Ela disse e pegou o telefone, ligando para sua sala. –Renata, avise para o Dr. Cullen, que sua esposa está subindo. –Ela disse. –Ok. –Ela desligou e me olhou. –Pode subir, é no 6º andar.

Sorri.

–Obrigada.

Fui para o elevador e subi para o 6º andar.

Saí do elevador e encontrei uma mulher bem novinha.

–Boa tarde, deve ser a Sra. Cullen. –Ela disse.

Sorri.

–Sim. –Respondi.

–Eu vou avisar o Dr. Cullen. –Ela pegou o telefone e ligou para a sala do Edward. –Dr. Cullen, sua esposa está aqui. –Ela disse. –Sim, senhor. –Ela desligou. –Ele pediu para entrar.

–Obrigada.

Entrei na sala do Edward.

–Oi lindo. –Disse, entrando na sala do Edward.

–Oi gatinha. –Ele me deu um selinho. –O que faz aqui?

–Vim fazer uma visita ao meu marido. –Disse, me sentando em sua mesa.

–E como você está? –Ele perguntou, passando a mão na minha barriga.

Sorri.

–Ótima doutor. –Respondi.

Ele riu.

–Eu preciso te contar uma coisa. –Disse.

–O que?

Respirei fundo.

–Eu fui ver as meninas na boate, conversei com o James, e ele me disse que tinha uma carta pra mim no meu quarto, e quando fui buscar, ele tentou me impedir de ir no quarto, mas foi inútil. –Disse.

Ele assentiu.

–E o que tinha no quarto, pra ele não querer que você veja? –Ele perguntou.

–Lauren, com o Jasper. –Respondi.

–Jasper? Meu irmão Jasper? –Ele perguntou.

–E eu conheço outro?

–Não acredito nisso. –Ele disse.

–Pois é, eu também não acreditei quando eu vi, eu pensei que ele amasse a Alice. –Disse.

–E ele ama, não sei o por que dele ter feito isso. –Ele disse. –Talvez ele esteja confuso, depois de tudo o que aconteceu lá em casa.

–Ah Edward, isso não justifica nada, se fosse assim, seu pai e você já teria arrumado outra. –O olhei. –Você arrumou outra, enquanto estivemos separados?

Ele me olhou.

–Claro que não! O tempo em que ficamos separados, eu só fiquei pensando em você. –Ele me beijou. –Mas o que ele fez quando te viu? Te ameaçou, fez alguma coisa?

Neguei.

–Não, se ele tivesse tentado fazer alguma coisa comigo, eu já tinha te contado. Assim que dei o flagrante, peguei a minha carta e saí da boate bem rapidamente, para não dar tempo dele vir falar comigo, mas estou come medo de voltar pra casa agora, e se ele quiser fazer alguma coisa comigo?

–Não se preocupe vida, eu não vou deixar meu irmão fazer nada com você, quer ficar aqui no hospital comigo?

–E eu vou ficar fazendo o que aqui? –Perguntei.

–Eu não tenho muitas consultas, você pode ficar aqui na minha sala, e ir embora comigo. –Ele disse.

–Eu vim com o meu carro. –Disse.

Ele assentiu.

–Eu deixo o meu carro aqui no estacionamento, e a gente vai embora no seu, ta bom?

Sorri.

–Eu te amo. –Disse.

Ele sorriu.

–Eu também te amo. –Ele disse.

Passei o resto do meu dia com o Edward em sua sala, enquanto ele trabalhava.

**********

Edward e eu fomos embora para casa, ao chegarmos em casa toda a família estava do mesmo jeito, cada um para o seu lado. Assim que o Jasper me viu, mudou completamente.

–Bella, onde esteve o dia inteiro? –Esme perguntou.

–Passei o dia com o Edward. –Respondi.

Ela assentiu.

–Mas você está bem? –Ela perguntou.

Assenti.

–Sim, não se preocupe.

Ela sorriu.

A campainha tocou e Esme foi abrir a porta.

–Boa noite.

Era o meu pai, com dois dos seus capangas.

–O que faz aqui?

–Vim fazer uma verificação. –Ele respondeu.

Assenti.

–Sei, veio saber se estou viva? Estou muito bem sem ver essa sua cara velha. –Disse.

–Bom, é quase isso. Sua amiga Lauren me procurou. Me disse que está grávida, meus parabéns.

O olhei.

–Fala logo o que quer. O que a Lauren te disse?

–Disse que estava sendo maltratada dentro dessa casa, e você sabe muito bem que eu não deixaria ninguém te machucar, por mais que não nos demos muito bem, se lembra do ultimo? –Ele sorriu. –Então? Me diga quem eu vou ter que levar para o pau de arara.

Olhei para o Carlisle, depois para o Jasper e encarei meu pai.

–Ninguém. –Respondi.

Ele me olhou.

–Como assim ninguém?

–Lauren mentiu. Ninguém me trata mal aqui, nós nos damos muito bem. Lauren disse isso, por que ela está com inveja da vida que estou tendo agora. –Respondi.

Ele me encarou.

–Tem certeza? Não está mentindo para proteger alguém?

Assenti.

–Sim pai, não se preocupe, se alguém estivesse me fazendo mal, você seria a primeira pessoa que eu chamaria para dar uma lição. –Disse.

Ele assentiu.

–Tudo bem, se você diz, eu acredito. Mas qualquer coisa, sabe que pode me chamar, estou sempre na boate. –Ele disse.

–Ok.

Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.

–Tchau. Vamos embora.

Meu pai foi embora junto com os seus comparsas.

–Por que a Lauren o procurou para fazer fofoca? –Edward perguntou.

Olhei para o Jasper.

–Não faço a mínima idéia.

–E que história é aquela de pau de arara?

–É o instrumento de tortura do meu pai. Ele não é só um traficante qualquer, ele é um estilo de mafioso, e perigoso. –Respondi.

–Mas pau de arara? Esse negocio é bem antigo. –Alice disse.

–É, mas não para o meu pai.

–Ele…já colocou alguém que te fez mau? –Edward perguntou.

Assenti.

–Sim, foi um cliente, ele tentou me comprar, mas eu não queria, ele era…bem estranho. Ele tentou me fazer mau, aí James contou ao meu pai, meu pai o colocou nesse pau de arara e o matou queimado. –Me virei para o Carlisle e Jasper. –Então se eu tivesse aberto o bico, ele faria o mesmo com certas pessoas.

Eles não disseram nada.

Me virei para o Edward.

–Eu vou tomar um banho, pode pegar alguma coisa pra eu comer?

Ele assentiu.

–Claro, vai lá que daqui a pouco eu levo. –Ele disse.

–Ta. –Dei um selinho nele e voltei para o quarto.

Entrei no banheiro e tomei um banho para relaxar, saí do banho e coloquei um roupão.

Saí do banheiro e tomei um susto ao ver o Jasper, sentado em minha cama.

–O que faz aqui? Cadê o Edward?

–Ele está fazendo um lanche pra você. Eu quero conversar com você.

–Eu não tenho nada para conversar com você, ainda mais sozinha com você, se esqueceu do que meu pai fará, se fizer alguma coisa comigo?

–Não se preocupe, eu não vou te machucar. –Ele disse.

O olhei.

–Veio me dizer do seu caso com a Lauren? Jasper, por que se meteu com ela? Lauren já destruiu o casamento de muitos dos seus clientes e vai destruir o seu. Viu o que ela fez? Foi falar com o meu pai e se não fosse por mim, você poderia ter sido morto por ele.

–Eu sei. Depois que você saiu de lá, achei que viria correndo contar para a Alice, então eu acabei tudo com a Lauren, eu só não imaginava que…

–Ela fosse falar com o meu pai? Jasper, você não conhece a Lauren.

–Olha Bella, eu não vou mais ver a Lauren, mas eu preciso que você não conte nada a Alice, ela não vai me perdoar. –Ele pediu.

–E se eu não contar, não vai mais traí-la?-Perguntei.

Ele assentiu.

–Eu prometo. –Ele disse.

–Está bem. Mas com uma condição. –Disse.

–Que condição? –Ele perguntou.

–Que me deixe em paz. Não quero mais nenhuma ofensa vinda de sua parte. –Respondi.

Ele assentiu.

–Feito. –Ele estendeu a mão pra você.

–Feito. –Apertei sua mão.

Ele me abraçou.

–Muito obrigado. Salvou meu casamento. –Ele me olhou. –Desculpe ter te tratado tão mal desde que voltou. Eu achei que era uma pessoa ruim, que tinha destruído minha família, mas está me ajudando e ainda não disse nada ao seu pai. Vejo que você é uma boa pessoa.

Sorri.

–É bom fazer as pazes com você, Jasper. –Disse.

Ele sorriu.

–É mesmo.

A porta se abriu e Edward entrou.

–Eu trouxe o seu lanche. –Ele olhou para o irmão. –O que faz aqui, Jasper?

–Só estava conversando com a Bella, mas já estou indo, tchau. –Ele saiu do quarto.

Edward me olhou.

–Ele tentou fazer alguma coisa com você?

Sorri.

–Eu acho que depois da visita do meu pai, ninguém vai tentar me fazer mal. Ele só veio me pedir para não contar nada a Alice, sobre o que eu vi. Ele disse que não vai mais traí-la, e eu disse que em troca, ele parava de me ofender. Então acabamos fazendo as pazes. –Disse.

Ele sorriu.

–Isso é bom, menos um te odiando. –Ele disse.

–É, agora só falta o seu pai. –Disse.

–Será que a Alice não vai descobrir, que ele andou pulando a cerca? –Ele perguntou.

–Talvez, se ele não fizer mais, ela pode até não descobrir, mas ele tem que tomar cuidado com a Lauren. –Disse.

Ele assentiu.

Me lembrei da carta que eu tinha recebido, peguei o envelope, não havia remetente, abri e vi que ela uma carta anônima, com letras de revistas.

A sua mãe é uma vadia, e você é outra. Vocês duas vão me pagar caro.”

–Mas o que é isso?

–O que?

–Essa é a carta que eu peguei no meu quarto, quando dei o flagrante no Jasper. –Lhe entreguei.

–O que? Você e sua mãe tem algum inimigo? –Ele perguntou.

–Não, eu quase não vejo minha mãe, para termos um inimigo em comum. –Respondi.

–Isso é estranho. –Ele disse.

–É, vou falar com o James depois, para ver se ele sabe quem enviou essa carta. –Disse.

Ele assentiu.

–Quer o seu lanche agora? Por que eu queria passar um tempo com você. –Ele perguntou.

Sorri.

–Posso abrir mão do sanduíche, e matar minha fome com você. –Disse.

Ele riu.

–Perfeito! –Edward me agarrou.

E toda a tensão desse dia, foi por água abaixo.





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