Os Marotos - Love Is In The Air. escrita por Nina Black


Capítulo 80
Sonserina


Notas iniciais do capítulo

Olá! Como vocês estão?
Bem, esse capitulo é bem cheio de mistérios, e coisas não certas... mas é essa a intenção. Caro que cheio de pistas sobre o que está acontecendo.
E é um capitulo especial sobre a minha casinha do coração. Sim, eu sou uma Sonserina.
Espero que gostem. Eu tentei fazer de modo de que as pessoas que não gostam de Sonserina gostassem desse capitulo.
Sobre as capas... Obrigada a todos que se ofereceram a fazer. Eu agradeço muito.
E tem mais coisinhas especiais:
Obrigada a Book Lover pela linda recomendação! Eu adorei! E esse capitulo é dedicado a você!
E passamos dos 800 comentários no capitulo passado!
Eu só tenho a agradecer a vocês! Muito obrigada por tudo.
Beijos! E espero que gostem!



"Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

E ali fará seus verdadeiros amigos,

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram"

– Canção do Chapéu Seletor - Harry Potter e a Pedra Filosofal.

POV Régulo Black:

Acordo ás cinco e meia, em ponto, como sempre, aliás.

Me levanto da minha cama, e vou direto para meu banheiro, onde tomo um banho, e já desço pronto para ir para a escola. Decidi usar uma calça jeans azul escuro, uma camisa de manga comprida cinza e por cima um casaco militar verde escuro, junto com um tênis preto . Muito sério para ir pra escola? Com certeza, mas fazer o que...

Para não ficar tão “minha mãe” (entenderão isso mais para frente), eu desabotoei o casaco. Estava frio, e eu não iria tirar ele tão cedo.

Desci a escadaria que separava os quartos das salas, e fui em direção á sala de jantar, onde meu pai e minha mãe já estavam tomando café da manhã.

Claro, uma família super normal. Em um dia normal.

– Oi, mãe. – Eu falei me sentando em sua frente.

– Olá, filho. – Ela falou tirando o tablet dela da frente do rosto e dando um sorriso mínimo para mim. – Espero que tenha dormido bem.

– Dormi sim. – Eu falei pegando uma xícara de café. – Oi, pai. – Eu falei.

– Bom dia, filho. – Ele falou tirando o jornal de vista. – Pronto para ir para a escola? Se quiser, posso pedir para nosso motorista te deixar na porta.

– Não precisa, valeu. – Eu falei sorrindo e mordendo uma torrada.

Depois desse típico papo, que acontece todo santo dia, um silêncio mortal corrompeu a sala.

Minha mãe voltou a mexer no tablet dela, clicando aquele negócio sem parar, e meu pai voltou a ler o jornal. Até que eu vejo a seguinte manchete na parte de trás:

“Industrias Black promovem parceria com empresa americana, o que a faz ficar com um lucro de mais de 10% nesse momento”.

– Então estamos voltando? – Eu comentei tentando quebrar o gelo. Apenas meu pai saiu do que ele estava fazendo e olhou para mim com certa graça. Olhou para a manchete e em seguida para mim.

– Nunca saímos para poder voltar, não é mesmo? – Ele disse em tom de graça.

– Muuuito engraçado... – Eu falei revirando os olhos. Olhei para minha mãe, e ela nem tinha tirado os olhos da tela do tablet.

Depois que terminei de tomar meu café, subi novamente para meu quarto para pegar minhas coisas.

O corredor que dava acesso aos cômodos era de um azul escuro, aliás, todas as paredes daqui de casa eram escuras, e todos os móveis eram negros.

No final do corredor estava o quarto dos meus pais, dos lados estava o meu, e bem em frente estava o do Sirius. O qual eu não tinha permissão de entrar. E depois tinha os quartos de hóspedes.

Não sei por que minha mãe não me deixa entrar nele. É um quarto normal, não?

Depois de pegar minha mochila e meu celular, eu saio de casa e vou até a garagem pegar meu carro. E nisso recebo uma mensagem da Narcisa.

Estou te esperando no teatro hoje. Preciso conversar com você. E me faça o favor de não demorar, pois tenho mais o que fazer, pirralho.

N.B.

Quanto amor.

Eu sou só alguns meses mais novo que ela!

Peguei meu carro (Lyonheart K preto), e fui para a escola.

(...)

– Narcisa? – Eu a chamei assim que eu cheguei ao teatro, e estava tudo escuro.

Apenas acho que eu cheguei mais cedo que ela... E eu tive a certeza disso assim que eu ouvi a porta se abrindo atrás de mim. Olhei para trás e a loira estava lá.

– Que bom que você é pontual. – Ela comentou jogando sua bolsa cor de rosa em uma das poltronas. – Podemos conversar com mais calma.

– Eu já não digo o mesmo de você... – Eu comentei cruzando os braços. – Pode falar.

Ela ajeitou sua jaqueta de couro vermelha e pareceu que a coisa iria ser séria.

– Régulo... – Ela começou. – Eu não sei com quem falar. Então você me veio na cabeça. Você vai mesmo... Participar daquilo? – Ela falou e eu fiquei sério.

Coisas estranhas estão acontecendo ultimamente. E digamos que, como sou da Sonserina, não tenho muito direito de escolha.

– O que quer dizer? Cissa, você tem que fazer parte disso. Lúcio está contando com você do lado dele. – Eu comentei. – você sabe que apesar de ele ser um idiota perto de alguns... Ele te ama.

– Eu sei... Mas é que... Eu não sei se é isso que eu realmente quero, sabe, fazer parte disso. É complicado... Parece que só por ser irmã da Bella, eu tenho que ser uma deles. Eu tenho que obedecer...

– Você fala como se ele fosse o dono de tudo... – Eu comentei alto.

– Ele ainda não é. – Ela falou sombria, e eu estremeci. – Mas eu não vim te chamar só pra desabafar. Sabe que eu não sou assim. E sabe que, como sou namorada do Lúcio, sei tudo sobre o que está acontecendo.

– E o que está acontecendo? – Eu perguntei me sentando, lá vai história...

– A sua amiga de olhos azuis, Carly, não está ajudando muito ele. Na verdade, ela nem quer saber dele. Você não disse nada pra ela, disse? – Ela falou preocupada.

– Não, eu não disse nada. E você acha que eu já não sei que ele está de olho nela? – Eu falei nervoso. – O que mais me irrita é que, eu não quero me afastar dela, e que eu não posso contar nada. – Eu falei sério. – Iria ser... Complicado demais.

– Iria ser perigoso demais! Não acredito que você já pensou nessa possibilidade... – Ela falou. – Você pode sair, sabendo das consequências, mas não pode contar a mais ninguém! Se isso acontecer, ele te mata!

– Acha que eu não sei disso? – Eu falei me levantando. – Você não percebeu, tudo o que ele faz, e o que nós fazemos, tudo vai sair como ele sendo o privilegiado! Não tem uma, nem mesmo uma única saída para aqueles que não suportam mais! Assim que entramos nisso, o circulo se fecha.

Ela ficou me encarando e depois sorriu minimamente, como se chegasse á uma conclusão particular.

– Você realmente gosta dela. Já ficaram juntos? – Ela perguntou fazendo uma cara maliciosa.

– Que pergunta... – Eu suspirei. – Não. Ela acha que não está pronta, e respeito isso. E fora que ela nem é minha namorada séria... – Eu falei baixo e ela, como eu já esperava, riu alto.

– Justo você respeitando alguém? Justo você? Pensei que os irmãos Black não tinham esse hábito... Mas pelo visto os dois mudaram... Por duas morenas! Que coincidência! – Ironia da Narcisa... Sempre agradável de ouvir... Tão agradável como um coice de cavalo.

– Eu quero que ela não se assuste com tudo o que ela conhece, e eu sou parte disso. Eu pretendo contar á ela, só por cima. Só o que quase todo mundo de lá já está cansado de saber. Ninguém vai suspeitar, e ela não vai denunciar ninguém.

– Só não vai inventar de sair contando tudo o que vê, tá? – Ela disse se levantando. – Não se esqueça que ele odeia tudo o que possa vir da Grifinória, e tudo o que possa vir de... Pessoas diferentes de nós. – Vulgo, pobres. – E ele ainda não sabe que a Miller é fruto de uma aventurazinha do pai dela com uma indigente. Quando ele souber disso... Pode apostar, ele vai usar isso...

Eu parei atônito.

– O que? – Eu falei surpreso. – Como você sabe disso?

– Isso não vem ao caso. Eu sei muita coisa, sobre muitas pessoas, e você deveria saber disso. Eu só lhe peço, primo, não faça nenhuma besteira. Senão eu vou ser obrigada a falar. E muita gente que você gosta vai sofrer com isso. – Ela colocou a mão no meu ombro. – Ela não sabe disso, então, por favor, pelo bem da sua namoradinha, não diga isso a ninguém.

– Por que eu acreditaria nisso? – Eu falei me afastando.

Ela pareceu um pouco perturbada com isso, e ficou uns segundos pensando.

– Porque você não tem outra escolha. – Ela pegou sua bolsa. – Eu preciso achar Lúcio. – Ela se virou, mas ficou parada. – Uma ultima pergunta. – Ela disse sem ao menos se virar. – Você ainda considera o Sirius como um irmão?

– Por que está me perguntando isso? – Eu perguntei á ela.

– Porque eu acho que você vai sair mais triste do que pensa. Te vejo na aula. – Ela falou saindo dali.

Certo... Isso sim é uma conversa estranha.

Se eu considero o Sirius como um irmão? Ele é meu irmão, eu querendo isso ou não.

Se eu quero esmagar a cabeça dele toda vez que eu o vejo? Claro.

Se eu quero brigar com ele? Claro.

Se eu quero que ele volte pra casa? Claro.

Querendo ou não, um irmão chato faz falta.

Saí dali e fui para o andar da Sonserina, o que não demorou muito, já que era a Sala mais baixa do prédio.

Ela estava quase vazia, como sempre aliás. A maioria dos Sonserinos preferem ficar nas sombras do pátio da Sonserina antes das aulas. Mas eu não costumo fazer isso, então eu sempre fico aqui lendo um livro, ou adiantando lição de casa.

Me sentei no sofá da frente, que dava para uma escrivaninha e peguei meu material. Comecei a fazer lição de História.

Mas ai eu ouço um barulho atrás de mim. Alguém era péssimo em se esconder. Ou essa pessoa quer que eu perceba que estava ali.

Me levantei de supetão, e acabei deixando a cadeira cair, fazendo a pessoa escondida dar um pulo e “se revelar”.

– Você me deu um susto! – Carly falou colocando a mão no peito, tentando retomar o fôlego. – Acho que isso era pra ser ao contrário. – Ela falou sorrindo e eu sorri de volta.

– Desculpe estragar sua surpresa. – Eu falei enquanto ela se sentava na poltrona mais próxima da cadeira que eu estava sentado.

– Eu quero aproveitar que estamos aqui sozinhos... Eu quero te perguntar uma coisa. – Ela falou chacoalhando a perna, ou seja, isso estava na cabeça dela a um tempo.

– Pode falar - Eu disse me sentando, só que dessa vez, no braço da poltrona que ela estava sentada, e a abracei. – Sou todo ouvidos.

– Eu andei conversando com a Lilian... – Ela falou me encarando, e eu fiz uma cara de confuso. E não é pra menos, o que ela estava conversando com uma Grifinória? – E... Você sabe que há uma grande chance de a pessoa que roubou aqueles papéis da Grifinória ser daqui. E eu sei que não fui eu, nem você. – Ela me encarou, como se fosse um teste, e eu concordei com a cabeça.

– E...?

– E eu disse á ela que iria ajudar eles.

– Você... O que? – Eu falei confuso. – O que?

– Reg... Não é só porque somos da Sonserina, que temos que ser maus com eles, e ficar o tempo todo se provocando... Isso não tem explicação. – Ela falou se levantando. – Vai me ajudar a ajuda-los?

Eu fiquei a encarando.

Eu não podia fazer isso. Ajudar Grifinórios? E o pior, sabendo que um dos principais envolvidos são meus colegas, e que isso pode sim me afetar?

– Carly... Eu... Não posso. – Eu disse frustrado e ela me encarou.

– Por que?

– Eu simplesmente não posso. Me desculpe, e desculpe a Evans e o Potter por isso. Eu realmente queria que tudo isso se resolvesse, mas não estou disposto a correr risco entre os sonserinos daqui... E você também não devia.

Acho que embromei bem.

– Estou tentando ajudar meus amigos. Foda-se o que esse povo pensa. – Ela falou se levantando. – Você pode até não ajudar... Mas eu ainda vou fazer de tudo para eles descobrirem quem foi, com ou sem você. – Ela falou se levantando rapidamente e pegando sua mochila, que estava atrás do sofá de onde ela saiu.

Assim que ela foi indo em direção á porta, eu a impedi.

Não podia deixar ela ir embora com essa impressão de mim.

– O que foi? – Ela perguntou séria. – Eu tenho que ir no meu armár...

Não deixei que ela terminasse, e a beijei. No começo, ela pareceu meio assustada (e não é pra menos), mas logo depois foi tomando consciência do que estava acontecendo, e me empurrou.

Ok... Não era exatamente isso o que eu esperava que acontecesse...

– Ei! – Eu protestei e ela me olhou sem nenhuma expressão. – Por que fez isso?

– Não devia insistir em mim, sabia? Sabe que esse negócio de namoradinhos que andam falando que nós somos, é só porque nós viramos amigos esse ano, e porque sou sua dupla nos trabalhos de Biologia. Só! – Ela disse isso e foi embora. Mas antes ela parou, e nem ousou olhar para a minha cara. – Nunca mais tente isso sem minha permissão.

E saiu da sala. Nisso eu ri nervosamente.

– Claro... Com certeza eu vou fazer isso... – Eu falei lambendo meus lábios em seguida, tentando imaginar os lábios dela novamente nos meus.

Digamos que, sendo Sonserina ou não... Meu lado Black sempre prevalece.



Notas finais do capítulo

Esse capitulo teve umas partes confusas? Sim.
Mas eu garanto a vocês que tudo será resolvido ;)
E ai, gostaram de um capitulo especial do Sonserina? Querem outro? O que acharam?
Beijos, e até o próximo!