A Garota Dos Defeitos escrita por Tamires Rodrigues


Capítulo 17
Supermercado


Notas iniciais do capítulo

Oii volteeei gente volteei , mil desculpas pela demora . Candy obrigadaa pela ideia!
Fiquei sem internet e estava em semana de prova . Estou ansiosa pelos comentários.
P.S: Só coloquei esse gif porque o Ansel tá muito divo k.
Obrigado Beca pela ajuda e irmazinha ? Você também é demais.



No sábado de manhã antes de ir para o trabalho, eu fui visitar vovó, o estado de saúde dela me preocupou ainda mais nos últimos dias, mas não importa o quanto eu insista ela se recusa ir ao médico. É como se estivessem escondendo algo de mim.

Ela fez uma fornada dos meus biscoitos de chocolate, e comemos enquanto assistíamos a um filme de comédia romântica.

Vovó desligou a TV e me puxou do sofá assim que o filme acabou.

— Vou aproveitar sua visita ao máximo querida, vamos ao supermercado.

—Mas hoje é sábado – reclamei com uma careta de dor. Ela tinha puxado meu braço machucado._Não podemos ir na segunda-feira?

Segundo dona Angeline, ela estava com a dispensa completamente vazia então deveríamos ir no sábado mesmo, não reclamei mais.

Eu estava tão focada notando o quanto minha mãe e ela são parecidas que praticamente pulei 2 metros de altura quando escutei meu nome ser chamado por ninguém mais que Phil Wolf. Sim, eu senti vontade fugir, principalmente quando vovó tomou frente da conversa.

—Phil quanto tempo não nós vemos- ela disse, e sorriu._Acho que dá última vez foi na formatura do ensino médio.

 Meus pais e Phil se formaram juntos, foi nesse período que meu pai mudou de bairro e eles deixaram de ser tão bons amigos. A forma como eles interagem hoje é como se nunca tivessem se afastado. Perguntei-me se era isso que aconteceria com Giovana e eu, já que não estávamos nos falando desde que anunciei sobre meu emprego.

— Os longos cabelos se foram - ela salientou.

Arqueei uma sobrancelha tentando não rir, eu nunca imaginei Phil de outro jeito senão como agora – com o cabelo em corte militar.

O quão surreal é estar parada no meio do supermercado debatendo com a minha avó e o pai do garoto que basicamente faz com que eu queira cometer um assassinato, discutindo seu antigo corte de cabelo, usado na adolescência. Eu devo ter batido com a cabeça outra vez enquanto dormia outra vez.

—Vó eu vou... - gaguejei pensando em um jeito de fugir. -Eu vou pegar a ervilha congelada.

Eu estava prestes a me afastar, quando ambos chamaram meu nome. Perfeito, realmente perfeito, se já é difícil fugir das insinuações de como Gabriel e eu devemos nos casar, ter cinco lindos filhos e um cachorro chamado Rex, imagina com os dos dois juntos. Virei-me para encarar os dois com um sorriso falso e grande no rosto, alternando mentalmente em sair correndo gritando fogo e me encolher no corredor dos chocolates e chorar.

— Eu estava dizendo agorinha mesmo a Suzanne, – vovó disse casualmente – o quanto você criou seu filho bem.

Oh, meu Deus eu não ouvi isso.

Será que ela está falando de outro garoto que eu não conheço? Obviamente não daquele que me atropelou ontem à noite, o mesmo que se envolve em brigas desde o primeiro dia de aula.

Phil sorriu completamente alheio aos meus pensamentos.

— Sua neta também é uma jovem adorável.

Vovó concordou com a cabeça. Eu quis bater longamente com a minha cabeça na parede mais próxima.

— E não é incrível que eles tenham quase a mesma a idade?- continuou despreocupadamente. - Já que Suzanne faz aniversario em pouco tempo.

Santo Jesus ambos estavam ao menos me notando? Duvido muito. 

Afinal o que diabos eles achavam que estavam fazendo?  Vendendo um peixe na feira?

—Realmente é incrível. Vocês deveriam combinar de fazer algo junto - ele sugeriu com um olhar considerável - e nem um pouco sutil -  para mim.

— Eu concordo. Eu vivo dizendo para essa menina teimosa que ela deveria sair mais.

Por favor, alguém pode ter a bondade de me estrangular.

Phil se virou para mim esperando.

Meu sorriso se tornou um pouco mais falso e apertado..

— Claro – falei- Por que não?

— Talvez amanhã depois do almoço com seus pais.

Talvez uma bala perdida? Quem sabe outro atropelamento?

—Como assim almoço?- perguntei debilmente com a maior cara de louca desesperada._Tipo meus pais... E vocês?

Diga não. Diga não. Diga não. Diga não.

— Sim, querida-vovó murmurou sorrindo-foi exatamente o que ele quis dizer.

Franzi a testa.

— Deve estar havendo algum engano. – Ninguém tinha me contado nada sobre isso.

— Estranho Fernando e eu falamos sobre isso ontem.

Eu nem vi meus pais ontem à noite! Eu estava dormindo quando eles chegaram.

— Oh, eu não consegui falar com meus pais- expliquei. - Ontem quando cheguei do trabalho, fui direito para cama.

Eu estava divagando, mas quem se importa? Eu não podia ir á um almoço com Gabriel. Sempre que ficávamos juntos algum desastre acontecia.

— Acho que eu não vou poder ir – comecei formulando uma mentira, evitando os olhos dos dois._Eu consegui um emprego de meio-período no Adams, conhece o Adam’s Phil?-Não fiz uma pausa dando tempo para ele responder, apenas continuei: - Meu primeiro dia, foi ontem , sabe? Então como novata eu preciso trabalhar nos domingos também. – Em parte era verdade, eu realmente começaria a trabalhar nos finais de semanas por ser a novata, mas só a partir da semana que vem.

— Sukes – vovó ergueu uma sobrancelha – sua escala não começa só na

 Que vem?

Droga, eu contei a ela? Tinha esquecido.  Talvez hoje quando eu fosse trabalhar eu tentasse mudar isso, talvez um dos garçons quisesse mudar.

Bati meu braço sem querer no carrinho do supermercado, e mordi o lábio para não xingar pela dor.

— Oh, - meu sorriso se tornou mais apertado - então nos encontramos amanhã Phil.

Eu esperava que não.

 

 

 



Notas finais do capítulo

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