Missão Garoto Perfeito *Interativa escrita por katnissberry


Capítulo 16
O Grande Jogo


Notas iniciais do capítulo

Voltei! Mas já vou ter que sair de novo. Vou viajar. :) Vou tentar deixar alum capítuo pronto, mas só volto dia 4. De qualquer forma, espero que gostem.



*Serena

Já tinha um tempo, desde o doce pedido do Lucas para a atuação como sua namorada, com o objetivo de enciumar minha melhor amiga. Isso parece errado? Sim, isso parece errado. Mas pense comigo: um menino que você sabe que é gente boa te chama para ajudar a juntá-lo com sua BFF. Isso não é tão maléfico, principalmente se seu objetivo for arranjar um menino fofo e legal para a sua amiga. E era assim que eu me senti até ontem. Nada mais que uma amiga em busca da felicidade de sua Best.

Ontem, Lucas me levou para ver um filme muito engraçado, chamado Anjos da Lei. Ok, é idiota e não tem quase nada romântico, mas aquela sua risadinha fofa ecoando no seu quarto foi tudo que eu precisava para me apaixonar por ele. Sim, eu, Serena Ávila sou afim do Lucas. Isso é muito ruim? Tipo... Numa escala de 10 a 0, é acima de 6? Eu sou tão malvada assim?!

Ontem a noite, o Lucas sabia que se eu desligasse o celular e visse o filminho que a Clarice tanto queria assistir no quarto dele com ele, ela morreria de ciúmes. E deu certo. É claro que o filme não tem cenas melodramáticas, e estávamos em cantos diferentes do sofá, mas alguma coisa me despertou uma paixão inigualável, e eu não conseguiria dizer não para aquele rosto bonito, por isso e por conta de beijinhos na frente da Cla, eu continuei com aquele namoro. Justo eu, que convenci a Clarice a desistir do Léo, para uma menina que mal conhecia não conseguia desistir dele para a minha BFF.

Já era cedo da manha de quarta-feira, o dia do grande jogo. Acordei pronta para contar tudo para Clarice.

–Precisamos conversar. –falei.

–Agora não dá, Serena. To ocupada. Hoje é o grande dia. Além do mais, não precisa se desculpar, eu entendo o namoro de vocês.

–Então podemos conversar hoje a noite? Podemos ver um filme.

–Anjos da Lei? Sem problemas, eu já tenho companhia. Tenho um encontro. Mas não fica triste, não. Aproveita e vê um filminho com o Lucas.

–Mas você vai sair com quem?

–Eu conheci ontem, ele é muito legal!

–Qual é o nome dele? -Harry.

–Que Harry?- perguntou Jenn entrando no banheiro, onde conversávamos sozinhas.

–Não tem nenhum Harry no primeiro ano.

–Tem sim, ele tem olhos azuis, cabelo escuro...

–Harry Miller? –perguntou Cat, entrando em seguida. –Irmão da Stephanie?

–Esse mesmo. –afirmei.

–Ele é do segundo ano.

Ta namorando com ele?

–Não, só tenho um encontro hoje a noite.

–Sortuda, ele é um gato. –falou Luize, entrando.

–Concordo! –gritou Annie do quarto. A campainha do quarto tocou, e Annie abriu a porta. Todas cercaram a ruiva para ver quem era.

–Estão prontas, meninas? –perguntou Laura entrando no quarto.

–Sim!- responderam todas. Era agora, a grande hora.

***

*Catarina

Depois de cinco dias trabalhando naquele look magnifico, nossos uniformes estavam prontos, e já vestidos. Ao chegarmos na quadra vivenciei o maior crime da moda já cometido. O time masculino estava sem roupas combinadas, pelo contrário, tinham vestido a primeira camisa e tirado a primeira bermuda do armário. Alguns até tiveram bom gosto de pegar um uniforme de algum time famoso que eu nunca ouvi falar e vestiu. Mas o maior crime não foi deles, e sim do treinador, com uma sandália e um par de meias listrado, se contar com aquela camisa toda suada e fedendo a salgadinho. Ele bocejou, deu uma última mordida no seu chocolate e se levantou.

–Estão prontas?

–Sim. –falou Laura, tremendo de nervoso.

–Falta uma. –disse Rafael.

–Cuida do seu time. –argumentei.

–Nossa! Tem alguém revolts aqui!

–Algum problema?

–Claro que não, não precisa dedurar para a diretora não.

–O que?

–Você deve ser daquele tipo que conquista as professoras falando mal dos outros.

–Da onde você tirou isso?

–Ta na cara!

–Óbvio que não.

–Então o que vai fazer hoje a noite?

–Nada.

–Topa um encontro?

–Topo.

–Passo no seu quarto as oito.

–Combinado. –falei dando as costas.

O que eu acabei de fazer?!

–Bom meninas, o Rafael ta certo. Arranjem mais uma menina.

–Eu jogo. –falou uma menina atrás da gente.

Olhei para trás e reconheci a menina de rabo de cavalo loiro se aproximando.

–Eu falei que ia pensar. –ela disse – E pensei. Sou atacante. Apenas passem a bola para mim.

–Então ta, em seus lugares.

Todos se posicionaram. Aqueles olhares nervosos pelo campo verde. A arquibancada, estava lotada de meninos, alguns eu reconheci. O Harry, e o irmão, Bruno. Sem contar com o Lucas. Fred e Léo eram bons jogadores, mas o melhor de todos era o Rafael, líder do time. Assim que o reinador apitou, a bola no pé dele, nem se mexeu. Ele olhou para mim, de um sorrisinho, e então, a bola voou. Léo foi na liderança, e passou para o Antônio, que marcou um gol na Laura. 1x0. Serena e Megan foram com a bola, e bem na cara do gol, Serena errou o passe.

–Caramba garota! Vê se faz alguma coisa direito! –gritou Megan.

Lateral. Léo jogou a bola para Fred, que deixou ela escapar, deixando Serena no controle. Gol. 1x1.

–Ta bom assim? –ela perguntou sorrindo.

15 minutos depois, gol do Rafael. E meia hora mais tarde, o da Megan, que veio depois do belo passe da Annie. Segundo tempo. 2x2. Léo assumiu o gol. Meia hora depois, nada. Fred chutou para gol, mas Laura cortou o barato dele, segurando a bola. Último minuto de jogo. Era a chance para fazer o gol que mudaria tudo. A boa se aproximou de mim. Chutei para a primeira pessoa vestida de rosa que apareceu. Luize dominou a bola, e bem na cara do gol, chutou. Mas ela não era nenhuma Annie, Megan ou Serena. Para falar a verdade foi um péssimo chute. Foi mais para toque. Ela tocou na bola, e ela rolou numa velocidade maravilhosa, para não alar o contrário. Parecia uma tartaruga. Todos apenas olharam, já sabiam que o Léo pegaria aquilo de olhos fechados. Ele olhou para a morena, que estava parada lhe encarando. Ele fechou os olhos, e deu um passo para o lado. Gol. 3x2. Fim de jogo.

–O que foi isso? –gritou Rafael.

Não ouvi mais nada. Fui com as meninas comemorar, quando olhei para trás, só vi todos os meninos cercando ele, alguns gritado, outros erguendo o punho. Luize continuava lá, parada, olhando para a boa, já no canto do gol, atrás da linha. Ui até ela, e a puxei.

–O que acabou de acontecer? –ela perguntou assustada.

–Eu disse, ele te ama.

–Não é possível.

–Claro que é, e vocês vão ser felizes juntos.

–Esse é problema.

–Como assim?

–Eu tenho namorado.