Olhos negros escrita por Yukia, Ms White


Capítulo 7
Capítulo Seis


Notas iniciais do capítulo

Bia: Geeente, nos desculpem pela demora! Não nos matem, por favor!! Nem joguem seus sapatos em nós kkk.
Juro que queríamos ter postado antes, mas estava muito complicado para a gente... :/ Eu mesma estava na minha semana de provas e por isso tive muito dificuldade para escrever o capítulo e a Yukia também está fazendo um cursinho e passou por um triste bloqueio de criatividade, então nada de capítulo feito... Novamente, nos desculpem! Prometo tentar escrever o próximo capítulo o mais rápido possível! :3
Boa leitura, seus perfeitos!



Esses dias que eu não estava andando com Jeremy ou Katlin, os espíritos não apareceram, e não me perturbaram nenhuma vez.

Eu estava até a estranhar. Foram poucas as vezes, desde pequena, que fiquei um dia sequer sem sentir suas presenças. Porém, hoje, eles voltaram. E voltaram especialmente, ativos. Não pararam um minuto de gritar em meus ouvidos, com um som super agudo. Ficavam esperneando e fazendo muito barulho. Nunca tinha sentido tanta dor de cabeça como estou sentindo agora. Além de que estou sentindo aquelas dores intermináveis e horríveis.

— Parem, por favor! – Pedi a eles.

Mas nem sequer pareceram ouvir. Estou a ter quase um enfarto agora; me deito na cama e tento dormir, mas foi em vão. Fecho os olhos e fico pensando em algo para reverter essa situação. Até que, em meio a um suspiro de desistência, tenho uma ideia. Levanto dificilmente da minha cama e pego o dinheiro do ônibus e meu celular.

Eu ganhei o celular da minha mãe semana passada, pois como eu andava saindo mais, ela ficava preocupada, mas no fim, quase não usei-o.

— Está indo para algum lugar filha? Você não estava doente? — Minha mãe pergunta preocupada.

— Mais ou menos, mãe, por isso vou na farmácia comprar um remédio... — não queria mentir, mas era minha única escolha.

— Não quer que eu compre pra você?

— Não, obrigada. A propósito, porque você não está trabalhando hoje? — pergunto mudando de assunto.

— Eu vou no dentista, por isso ganhei esse dia de folga.

— Ah sim. Já vou indo então mãe, daqui a pouco eu volto!

Saio de casa, apressada, indo em direção ao ponto de ônibus. Pego-o e vou até o cemitério mais perto. Sim, um lugar assustador para qualquer um, mas não para mim, uma pessoa que está acostumada a ver mais mortos do que beber água.

Os sons dos espíritos gritando ao meu ouvido cessam. Aqui é um lugar de respeito para eles, como um santuário, não podem fazer barulho. Deito minha cabeça no chão duro e frio e tiro uma soneca, eu estava precisando muito de uma.

*

Acordo meio desorientada, perdida. Olho para o céu... Meu Deus do céu, já está de noite e eu estou em um cemitério. Minha mãe deve estar louca de preocupação. Saio correndo em direção ao ponto de ônibus e enquanto eu o espero, pego meu celular e ligo para o telefone um pouco velho que eu tenho em casa, para tentar ter o mínimo de contato com minha mãe.

— Melany? — Ouço uma voz conhecida, mas não reconheço de primeiro. — Onde você está? O que aconteceu com você? Você está bem?

— Alô?

— É o Jeremy, Melany. Estou preocupado com você! Me fala, o que está acontecendo?

Eu não posso vê-lo... é isso que está acontecendo!

— N-nada! — Olho para os lados, avistando o ônibus. — Eu já vou para casa...

E desligo na cara dele, antes de ouvir qualquer palavra que seja.

“Pode acontecer algo horrível se você chegar perto dele...” algo sussura e olho para o lado, tentando avistar algo. Não vejo absolutamente nada, “E será sua culpa!” olho para o lado e vejo algo levemente preto, assustador.

— Não...! — Coloco a mão nos meus ouvidos. — O que eu fiz para vocês? Me deixem em paz!

Entro correndo no ônibus, que tinha acabado de chegar e me sento no fundo, na janela. Porque eles enchem o meu saco toda hora?

Encosto minha cabeça no vidro e fico olhando para a paisagem, nem tão bonita, com muitas casas e mercados e poucas àrvores. Como vou para casa com todos lá? Bom, veremos o que irá acontecer...

Após um tempo, finalmente chego ao meu destino e saio do ônibus, tomando coragem para ir para casa, e repito baixinho que nada irá acontecer. Irei chegar lá, dizer “oi”, falar que passei no parque e perdi a hora e levarei Katlin para meu quarto. Como se tudo estivesse normal, se bem que, nunca foi normal para mim...

Sinto-me ansiosa por vê-lo após tanto tempo, e nem faz tanto tempo assim! Estou ficando doida!

A escola não me deixará faltar por muito mais tempo, só estou em casa pois estava doente, com aquelas dores de cabeças como enxaqueca, porém já estou em casa há uma semana e meia, e não posso faltar tanto por ser bolsista. Provavelmente, amanhã ou depois voltarei para a escola, nem que eu vá arrastada. Não posso deixar esses “fantasminhas” atrapalharem mais do que atrapalham!

Mal percebo e já estou no portão de casa, abro-o rapidamente e entro.

Preparo mental. Respira e vai fundo!

Com passos rápidos, vou na direção da porta, abrindo-a. E olhando lá dentro sorrateiramente, aparentemente não tem ninguém, mas não se pode acreditar nas aparências!

Entro mais fundo, fechando a porta em seguida, indo para a cozinha. Onde ouço vozes e respiro fundo novamente e digo:

— Cheguei!

Passos apressados e eu olhando para o chão, perfeito para um reencontro.

— Filha! Por onde você andou? Estava preocupada! — minha mãe começa a falar em um tom bem mais alto. — E por que não estava atendendo o telefone?!

— E-eu perdi a hora no parque que sempre ia quando criança... Desculpa mãe.

— Melanie... Você está bem? — ouço Jeremy.

— Sim! Estou melhor!

Vejo Katlin ao seu lado olhando para mim, também com cara de preocupação, só com algumas coisas a mais, como ela saber sobre tudo e ficar com medo junto comigo.

— Eu vou levar minhas coisas ao quarto... — continuo olhando para Katlin, só que agora como se dissesse “Vem comigo!”.

Viro rápido e corro até meu quarto, jogando minha mochila na cama e vejo Katlin chegando na porta e fechando-a.

— Eu não consegui não trazê-lo! Ele estava muito preocupado e não importava o que eu falava ele não se abateu!

— Tudo bem... De alguma forma, me sinto melhor vendo-o — Respiro fundo. — E ver que vocês estão bem! — Dou um leve sorriso.

— Sabe quando você volta para a escola?

— Sim, talvez amanhã mesmo...

Ela me abraça e no meio disso tudo grita “Jeremy” que vem correndo ver o que houve.

— Parece que ela volta amanhã pro colégio!

Ele sorri, parecendo melhor com essa notícia.

— E o trabalho de história? Consegui atrasar a entrega pois você estava doente. Apresentamos amanhã?



Notas finais do capítulo

Bia: Esse capítulo é um pouco cansativo, mas ele é importante :3
Espero que tenham gostado!
Um abraço de urso em vocês! Até!