Contágio escrita por MrArt


Capítulo 37
Estação 2 - Capítulo 37 - Matagal da Morte


Notas iniciais do capítulo

Heeeeeeeey, depois de uns 63452345 anos finalmente um capítulo novo o/

Boa leitura :3



– Bel On –

Já era tarde... eu percebi por causa do movimento do sol, acho que em breve ele vai se por, e eu devo sair daqui imediatamente, foi um milagre a Kei me emprestar o jipe dela. Eu inventei uma desculpa qualquer para ela dizendo que ia procurar alguns remédios, mas parei aqui num posto de gasolina da estrada.

Por sorte, eu havia decorado o caminho para o acampamento.

Eu joguei o cigarro no chão e o pisei com a bota, para que me entregar ao fumo? Me deixar mais triste? Não vai fazer as coisas serem como eram antes... nunca irá ser, e isso só tende a piorar cada dia que passa.

Lia, Sasha, Yumi... todas elas haviam partido, e eu não pude fazer nada para que isso parasse de se repetir, mais pessoas foram morrendo e eu continue aqui... viva.

– Ei... tem alguém aí? – Perguntei deixando o meu revolver em mãos, não posso me arriscar à qualquer um, estava ouvindo passos da alguém correndo na mata atrás do posto – A-Ah! – Me assustei ao ver uma mulher sair de lá – Ei, mais um passo e eu atiro! – Disse e ela parou de correr, deixei a arma apontada para a mesma.

– Pelo amor de Deus! – Ela disse segurando um bebe, ERA UM BEBE MESMO! – Leva o meu filho daqui... eles me morderam e mataram meu marido na outra estrada – Ela chorava sem parar – Por favor!

– Espera... eu vou pegar – Olhei para trás e vi vários zumbis saindo da mata – CUIDADO! – A moça tentou correr, mas os zumbis a pegaram antes de mim mesma conseguir atirar no primeiro que surgiu – N-NÃO! – Os gritos da mulher e o bebe sendo devorados dava muita agonia – Que merda! – Corri até o jipe, pulei no banco do motorista o mais rápido que pude, liguei o veículo e saí de lá o mais rápido que podia.

– Kei On –

Bel estava demorando muito com meu jipe, essa procura de remédios não havia caído, mas emprestei mesmo assim o veículo para ela. Bel é uma pessoa confiável, bem, creio que seja sim.

Depois de ter cessado a vigia da tarde, deixei o cargo com o Akio, que parecia mais disposto que os dias anteriores, já fazia alguns dias desde que todos ficaram doentes e bem... alguns estavam mortos na estação.

Tivemos que matar os que haviam sido zumbificados, depois os enterramos numa área fora do acampamento, prestamos luto, mas depois voltamos a ativa, esse apocalipse não vai parar por nada.

– Ela está demorando muito – Robert disse para mim enquanto andava pelo acampamento, ela já havia recuperado as forças, assim como a Kimberly – Precisamos ir atrás... está perigoso ficar por aí sozinho.

– Robert, ela vai ficar bem! – Ouvi o barulho do meu jipe se aproximando, Renata foi correndo abrir o portão improvisado de madeira, Bel entrou com o veículo e o deixou parado num espaço qualquer – Onde você estava?!

– Eu falei, fui procurar remédios! – Ela disse assustada, saindo do jipe.

– Posso saber por que você não está com os remédios? – Cruzei os braços.

– É... Eu não achei, por que quando eu finalmente cheguei perto de acha-los – Ela disse ficando mais pálida ainda – Uma manda de errantes saiu do matagal e me seguiram.

– Espera, eram quantos mais ou menos... – Robert perguntou demonstrando preocupação – Se forem muitos temos que tomar o máximo de cuidado.

– Eu não tive tempo de contar, só sei que saia vários deles da mata enquanto eu passava de carro – Bel falou se sentando num banco qualquer.

– No mínimo eles estão atrás de você até agora, porcaria em Bel! Agora vamos ter que sair daqui! – Falei com o meu rifle em mãos.

– É... Vamos ter que sair daqui agora – Disse Renata do portão.

Corri até Renata, ela estava ainda no portão, parada, quando cheguei até a mesma, entendi claramente o seu susto, havia um enorme número de errantes atravessando morro abaixo, todos em passos mais rápidos do que o normal.

– Merda... – Falei dando um chute no portão – Sai daí Renata, vai no arsenal pegar as armas com a Fernanda, pega tudo! Tudo mesmo! Se tivermos que sair daqui vamos ter que ficar preparados! – Conclui.

– Beleza – Renata disse saiu correndo em direção à barraca de armas – Mas o... – Vimos um estrondo fora das cercas do acampamento, uma enorme fumaça começou a subir, depois de grande parte dela sumir, vimos os errantes começaram a subir o morro, devido o barulho da bomba.

– DESGRÇADO! AMALDIÇOADO SEJA O SEU NOME! – Berrei com extrema raiva, estávamos todos perdidos agora, aquelas aberrações estavam subindo em números gigantes, não hesitei em ficar com a minha arma pronta para ataque

– Kei! – Robert gritou e foi até até mim correndo, Polly e Akio estavam com ele – O que tá acontecendo?!

– Eles nos descobriram! Se eu pegar o Fred eu mato ele! Tenho quase certeza que foi ele que causou a maldita explosão – Falei, e todos me olharam com fervor, estava claro, Fred o único que não estava presente ali.

– Vamos ter que abandonar o acampamento – Robert disse – Peguem tudo o que puder e coloquem no ônibus! Vamos ter que sair agora!

Corri até Akio e o abracei, o abraço foi quebrado devido a situação em que estávamos, falei para o Akio ir direto para o ônibus, não quero que ele corra o risco de ser estraçalhado por aquelas coisas, ele não hesitou e foi para lá imediatamente.

– Kei, aqui! – Renata saiu da barraca de armas e me jogou uma bolsa, ouvi o barulho do portão sendo destruído, era muito perturbador...

– Renata, vai para ônibus agora – Falei, Renata me encarou.

– Mas... eu tenho que ajudar vocês e... – Renata tentou falar.

– Você ouviu a Kei, vamos agora! – Topher a puxou pelo braço correndo, com Kimberly atrás dele.

Os zumbis quebraram o portão, eles começaram a pisar por tudo o que tinha no caminho, eles já haviam me notado e estavam atrás de mim, o ônibus ficava ao fundo do acampamento, mas eu ainda poderia fazer algo para nos dar tempo.

Todos estavam correndo desesperados, Marjorie, uma das poucas que não ficaram doentes, estava no chão berrando sendo devorada pelos errantes, era pânico total.

– Engulam essa... – Retirei a granada presa à minha cintura, tirei o pino dela e a joguei para os errantes e saí correndo em direção ao ônibus.

– Kei! Vem logo! – Bel gritou da porta do ônibus, ouvi a explosão que me ensurdeceu por alguns segundos, notei um líquido nas minhas costas, provavelmente deveria ser o sangue deles, se eles ainda tem...

– Estão todos aqui?! – Perguntei olhando o ônibus – Tem certeza que vai dirigir? – Olhei para o Andrew, que afirmou.

– Espera! – Kimberly disse preocupada – A Fernanda não está aqui!

Ouvi uns gritos do lado de fora, Fernanda saia da sua barraca com duas malas, provavelmente ela devia estar arrumando suas coisas para partir, mas não sabia as consequências que iriam lhe proporcionar.

– Merda, Kei, ela não vai conseguir, tem mais deles vindo! – Andrew disse girando a chave, ligando o veículo.

Fernanda estava se aproximando, ela deixou as malas cair no chão para ter mais tempo de correr, mas foi em vão, ela acabou tropeçando na alça da mala, a atrapalhando ainda mais



Notas finais do capítulo

Até o próximo ¬u¬



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