Divergente's Refúgio - Interativa escrita por MaryDuda2000


Capítulo 2
Cogitando o novo


Notas iniciais do capítulo

Olá! Esse é oficialmente o primeiro capítulo de Divergente's Refúgio com o qual já comecei com a estreia de alguns dos personagens mandados. Creio que todos que mandaram as fichas estão acompanhando e que gostem da participação dos seus personagens na historia.



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Fora de Chicago, Tris, Quatro, Caleb e Marcus se deparam com uma visão terrivelmente inesperada que em suas mentes nunca fora projetada. Agora estava sendo procurados pelo exército da Audácia comandado por Jeanine dentro da “cidade perfeita” e tinham de imaginar o que fazer para sobreviver naquele local por eles desconhecido e, quem sabe, o qual não lhes renderia muito mais do que voltar, render-se e ser morto por traição a ordem de “paz” da cidade?!

Isso era algo que estava fora de cogitação. Abandonar sua liberdade, perder sua vida para sustentar a hegemonia da Erudição sobre o restante das facções e prejudicando assim não só os divergentes, mas também todos aqueles que se opunham a seu sistema de governo?! Seriam evidentes milhares de mortes. Crianças, adultos, famílias inteiras sendo destruídas para a “solução dos erros humanos que poderiam levar a fatal extinção da raça humana”?!

Viver é um risco e eles sabiam muito bem daquilo. Tris e Caleb tinham desobedecido no sistema à lei principal que o movia: “Facção antes da família”. Agora, unidos mesmo sem a presença de Natalie, o feixe mais forte da família, mulher fiel e mãe dedicada que faria de tudo para proteger a família, e o pai, Andrew, quem sempre foi um exemplo de altruísmo e liderança, sempre preocupado com os outros e liderando ao lado de Marcus a Abnegação.

O grupo andou por um bom tempo, Tris era constantemente consolada por Caleb, o qual muito pouco falava, pensava e repensava muito sobre tudo que acontecera sem acreditar que tal facção que escolhera ser a certa quisera matar, não só sua família como, muitos membros da sociedade.

Marcus e Quatro seguiam na liderança desde decida do trem até a entrada numa floresta de altas árvores, chão coberto por folhas, umas verdes outras secas, num sol imensamente quente, mas com raios quebrados devido os grandes e retorcidos galhos que não permitiam sua chegada ao chão, mesmo permitindo a passagem do calor gritante que ardia a pele deles, deixando para trás ao atravessarem as fronteiras da Chicago onde cresceram.

Local desconhecido, só sabiam o que até agora tinham visto. Caminharam por bastante tempo, entre idas e vindas, Tris acabou por tropeçar numa pedra encoberta por um médio monte de folhas e, ao ser arremessada para frente, terminou por torcer o tornozelo esquerdo ao tentar manter-se de pé.

Sem pestanejar, Quatro, que ao lado de Marcus guiava o grupo, correu para ajudar a amada que já era amparada pelo pai e irmão ao seu lado.

Nesse momento, Caleb pegou a arma que estava com Quatro e seguiu com Marcus a frente do grupo. Quatro ficou com Tris e, com seu senso protetor e digamos que bem romântico da parte dele, pegou-a no colo e a carregou nos próprios braços, até que, enfim chegaram a um vácuo no lado leste da floresta, segundo a bússola de Caleb, e ali pararam e se instalaram, pois aquele era o único lugar “confiável” para passarem a noite, que em poucas horas cairia.

Quatro encostou Tris a um tronco de árvore caído e junto com Marcus foi procurar quaisquer coisa que pudessem ajudar na estadia dele ali e averiguar a região analisando o que ali tinha, desde mantimentos até indícios de outros sinais de vida, humana ou animal, em suas proximidades, tentando assim conseguir certa paz para a noite do dia tão conturbado.

Tris ficou com Caleb, que tinha como missão momentânea cuidar dela até que os outros retornassem.

– Tris?! – disse Caleb.

– Sim?! – falou Tris.

– Desculpe-me por não lhe dar ouvidos quando fores lá no prédio da Erudição me avisar sobre o que estava acontecendo e eu lhe virei às costas. Nunca imaginei que tudo isso pudesse acontecer.

– Nenhum de nós imaginava! NINGUÉM imaginava! A culpa não é sua. Fizeste seu dever: “Facção em primeiro lugar”, lembra?!

– Sim, mas você é minha irmã e por mais que eu pertencesse a Erudição não deveria ter lhe tratado daquela maneira tão rude e insensível.

– Calma. Esquece, tá bom?! Eu entendo. Éramos novatos nas facções. Quaisquer que fossem uma suspeita ou erro nos tornariam um sem facção.

– Pois é... Naquele momento, aquele era meu maior medo.

– Verdade! Agora temos coisas mais importantes e criticas para cuidar, mas sabemos que dessa vez estaremos juntos, não é?!

– Sim – respondeu Caleb, por fim, abraçando a irmã.

Enquanto isso, Quatro e Marcus caminhavam aos arredores, cada vez se distanciando um pouco mais de onde Tris e Caleb estavam. Quatro ficava quieto o tempo todo, Marcus falava várias vezes coisas que nenhum dos outros dois respondia e/ou prestava atenção, procurando qualquer motivo que fosse para tirar o silêncio que escoava pela floresta.

Dentre baboseiras e, até mesmo assuntos importantes, porém nada interessante naquele momento, Quatro os parou e analisou piamente o trajeto da floresta a sua direita e levantou o braço em sinal de parada. Agacho-se e bem rente ao chão, observando bem, percebeu marcas, não de pegadas, mas um desgaste nas folhas que evidenciavam que, há pouco tempo, alguém tinha passado por ali.

– Não estamos sozinhos! – indagou Quatro e fazendo sinal de “venha”, seguiu a trilha.

Por várias curvas passaram, idas e vindas por árvores parecidas que, de certa forma, parecia um tipo de artimanha para que os fixadores da trilha não fossem encontrados.

– Vamos voltar! Essa trilha que você afirma ver não vai dar em lugar em lugar algum. – disse em alto e bom Marcus, sendo interrompido por Quatro com um sinal de “Xiii!”, ou, em outras palavras, um “cala a boca”.

Não demorou muito, após ser dita as frases de Marcus, o trio acabou por encontrar uma espécie de barragem num lago, onde na margem, havia uma jovem distraída e, ao seu lado, uma arma calibre 38 e, num cinto preso a sua cintura, uma pequena faca.

Cuidadosamente, Quatro aproximou-se ainda mais jovem e a rendeu de forma pacífica, porém esquemática pretendendo evitar que quaisquer umas das partes saíssem machucadas, sendo que a mais indefesa seria a jovem.

– Parada! – gritou Quatro aproximando-se.

Ao ouvir tais palavras, de imediato, a jovem de cabelos escuros, olhos lindamente azul marinho e suas roupas infantis juntamente a sua baixa estatura que demonstrava sua pouca idade ficou de pé e pegou a faca de seu cinto, armando-se, sendo intimidade ainda mais por Marcus que apontava sua arma em direção a cabeça da jovem.

– Quem são vocês? – perguntou a menina, desesperada.

– Acho que você quem deveria se apresentar, não?! – retrucou Quatro.

– Ok! Eu falo, mas abaixem as armas. – respondeu a jovem que teve o pedido atendido – Sou Violet, refugiada de Chicago.

– Fugiu de lá quando? – perguntou Marcus.

– Durante a confusão. Sou do grupo dos Sem facção. Por favor, não me matem. – implorou Violet agachando-se quase num sinal de “Pelo amor de Deus” para que não tirassem sua vida.

– Tudo bem. Tá sozinha?! – perguntou Quatro.

– Não. Estou com mais duas garotas que me ajudaram a fugir daquele inferno. – respondeu a menina.

– Então, se quiser, pode ver com a gente. Acho que temos bastante coisa ainda para conversar. – disse Quatro. Ao mesmo momento, sem opção, Violet viu-se na obrigação de seguir junto ao trio sem ao menos saber o que aconteceria a seguir.

O grupo voltava e buscava reencontrar o local onde Tris e Caleb tinham ficado. Seguiram de volta pela trilha e desembocaram exatamente na área onde os dois tinham ficado.

Surpreendentemente, Marcus foi o primeiro a reparar que Caleb e Tris, um ao lado do outro, estavam amarrados e encolhidos. Num gesto estranhado por estes, talvez culpa pela morte de Andrew ao ter se dado para trás a fim de defendê-los e suporte para entrarem na sala de comando da Audácia, o próprio correu em direção e foi atingido por uma faca na perna esquerda

Quatro puxa Violet para trás dele e a deixa junto a árvore com tronco grosso o bastante para escondê-la e servir de escudo caso atirassem, enquanto aproxima-se de Marcus e visualiza o rival. Trata-se de uma mulher, alta, magra cabelos castanhos escuros ondulados e olhos castanhos claros numa roupa preta de napa justa, típica da Audácia.

Não demorou muito para apresentações serem dispensadas, pois ambos se conheciam. Era Lena, uma jovem de dezessete anos que, no ano anterior a Tris, havia sido transferida para a Audácia e treinada por Eric.

– Curioso encontro, não é mesmo? – falou Lena sarcástica, entretanto nervosa, pois tinha certo medo de Quatro.

– Verdade. Foragida também?! – perguntou Quatro, aproximando-se de Marcus.

– Sim! Com aquele golpe, nós três estávamos correndo muito risco em continuar lá. – respondeu firmemente Lena.

– Nós três?! – indagou-se em voz alta Marcus, evidenciando-se.

– Sim. – gritou outra mulher que saiu de trás de uma árvore ao sentido oposto onde estava Violet escondida, também de tocaia, somente observando aquela cena.

– Olha, Isabela! – falou Quatro. Ela também pertencia a Audácia. Fora treinada por Quatro, tinha chegado no mesmo ano que Lena. Era de se recordar a disputa das duas entre o sétimo e oitavo lugar na colocação geral.

– Fugiu também?! Por acaso está com medo de morrer? Não é o grande da Audácia? Aliás, são só quatro medos, né?! Morrer é um deles? – questionou-o enquanto se aproximava.

– Sim! Fugi! Assim como vocês que também se viram ameaçadas pela investida. – respondeu Quatro, expressando um tanto de tédio.

Naquele momento, Violet saiu de trás da árvore, tentando correr, porém Marcus a agarrou pelo braço e a menina gritou.

– O que vocês estão fazendo com ela? – perguntou Lena ficando em posição de ataque novamente.

– Encontrei próxima a barragem de um lago. Ela está com vocês? – instigou Quatro.

– Está sim. Violet, eles lhe fizeram algum mal? – perguntou Lena.

– Não. Está tudo bem comigo. – respondeu Violet tensa com a situação ocorrente.

– Vamos fazer o seguinte?! Já que se conhecem e não sobreviverão nessa floresta sozinhas, porque não se unem a nós?! Todos estamos fugindo das tropas e o modo de vida de Chicago. Hein?! – disse Tris com a voz da razão, levantando-se ainda com dificuldades de ficar em pé, com o tornozelo inchado, e pelo fato de estar com as mãos atadas.

Lena e Isabela se entreolharam e assentiram uma para a outra. Foram até Caleb e Tris, soltando-os. Ao mesmo tempo, Quatro fazia sinal para Marcus soltar Violet.

Os grupos se afastaram um pouco. Violet correu para o encontro e um abraço de consolo com Lena e Isabela, enquanto Quatro e Marcus correram para falar como Caleb e Tris logo vendo como estavam.

Ficaram naquele clima de hostilidade e oposição, porém também alívio misturado com insegurança. As três jovens conversaram entre si numa espécie de roda e, por fim, Lena veio ao encontro Quatro, aceitar a oferta de Tris e melhorando e implantando assim uma espécie de proposta de proteção entre os grupos que, devido a situação em que ambos se encontravam, deveriam se unir e formar uma espécie e protetorado, com um lema semelhante aos Três Mosqueteiros, ao estilo: “Um por todos e todos por um”.

Sem mais alternativas e saídas, Quatro aceitou a proposta ai exposta. Aquela noite não foi uma das mais agradáveis. Todos ai naquela espécie de acampamento dormiam ao relento e sereno noturno sobre as gramíneas e folhas que diminuía a umidade do chão em contato com o corpo humano. Poderia ser dito que todos tiveram bons sonhos, todavia com os vários e conturbados acontecimentos e o clima de confiança desconfiada, nenhum deles conseguiu ter um sono preciso, porém o suficiente para recarregarem parte das energias gastas e conseguirem enfrentar o dia seguinte.


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Notas finais do capítulo

Personagens dos leitores:
— Lena Arellano
— Violet Johnson
— Isabela Collins
Bem, espero que tenham gostado! Críticas ou observações nos comentários, por favor! Imagens na primeira aparição, ocultadas pelo nome do personagem (em azul). Até a próxima!