Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 9
Estrada Sem Fim, ou Talvez Não


Notas iniciais do capítulo

Oiii, alguns de vocês provavelmente devem ter achado que eu morri kkk, mas eu estou de volta, bom, me desculpem a fic ter meio que dado uma pausa, mas de qualquer forma eu vou fazer o que eu puder para não demorar tanto tempo assim novamente. Esse capítulo é meio parado mas ele é necessário, porque vou precisar dele para os outros fazerem sentido. Beijos! Boa leitura!




Finalmente conseguimos ficar em um só lugar por pelo menos uma semana, não quero dizer que isso é exatamente uma vitória, mas ainda sim é algo.

Depois do que aconteceu conosco, depois que nosso prédio foi invadido pelos mortos, estamos fazendo o possível para nos manter vivos, e o mais importante, nos manter juntos.

Havíamos conseguido uma “vida” normal, era quase como se o mundo ainda existisse. Mas sabíamos que não havia mais nada lá fora, nada além de morte, dor e sofrimento. Porém alguns de nós ainda acreditávamos que podíamos ser felizes, eu nunca disse que eu tinha esperanças, mas talvez ainda possamos ter uma chance.

Estávamos perto de completar cinco dias sem nenhum acidente, ninguém havia morrido, não tínhamos nenhuma invasão, por algum motivo estranho eu estava começando a me sentir como se eu ainda tivesse uma família, me acostumei a ficar sozinha por um bom tempo, então, eu não queria mentir, aquele era um sentimento muito novo e estranho para mim.

Podia dizer que Daryl sentia o mesmo, acho que ele nunca me disse isso mas eu sei que ele também se acostumou bem com o grupo, a diferença entre nós era que ele realmente nunca teve uma família do tipo afetuosa, aquele tipo de família que se importa. Já eu, eu pude ter isso por um tempo, até as mesmas pessoas que eu considerava minha “família” desistirem de mim, sem ao menos aceitar quem eu realmente era. É exatamente nesse ponto que nossa diferença se torna uma incrível semelhança.

Eu não estava nem perto de imaginar o que aconteceria entre mim e Daryl, mas agora, podemos dizer que estamos juntos. Mesmo não sendo algo comum para nenhum de nós dois, acho que talvez devêssemos nos dar uma chance.

Quer dizer, não é como se não tivéssemos tempo para isso. Sei que não é fácil quando nos importamos com alguém, e para ser sincera eu nunca fui muito boa em lidar com outras pessoas. Mas Daryl era diferente, ele era a única pessoa em minha vida que eu sempre consegui entender, e de algum jeito estranho ele conseguia me entender tão bem quanto eu o entendia.

As vezes eu achava que Merle tinha razão, nenhum de nós dois nunca levou em consideração todas as brincadeiras estúpidas e insinuações sobre nossa relação, mas de um certo modo bem lá no fundo, tudo aquilo que ele dizia sobre nós, todos os comentários sem noção e coisas do tipo não eram uma mentira total.

Já disse Daryl e eu éramos, eu talvez ainda sejamos orgulhosos demais para concordar com qualquer frase que viesse do Merle. E ainda que ele não soubesse que estamos juntos, eu sabia que Daryl concordaria comigo em fazer com que Merle descobrisse com o tempo, ou talvez ele nunca soubesse, e nós estávamos torcendo para isso acontecer.

***

Quando estávamos quase nos acostumando com a sobrevivência naquela casa, as coisas deram errado. De novo. Eu realmente queria contar como isso aconteceu, mas é complicado, todos estávamos cansados de sermos atacados a todo segundo, eu já não queria mais ter que lutar contra a morte sem nem ter tempo para respirar. Mas eu tinha que conseguir, era necessário. Independente do quão difícil seria, eu nunca iria desistir de lutar, pessoas fracas desistem, e eu definitivamente não sou uma delas.

Aquelas pessoas eram minha família agora, e eu sabia que eu podia fazer algo por elas, não seria fácil, nunca foi.

Antes que pudéssemos realmente nos dar conta do que estava acontecendo ou o que nós estávamos fazendo, nos encontramos na estrada novamente. Sem abrigo, apenas o silêncio. Já estava escurecendo, e ainda estávamos na beira da estrada, com apenas uma simples fogueira e o resto de nossos pertences, ou seja o que conseguimos resgatar do ataque. Mesmo se conseguirmos outro lugar para morar, não seria a mesma coisa, tudo que iríamos fazer seria esperar por outra horda de errantes para tomar o lugar, e assim voltaríamos para estrada e faríamos tudo de novo, e de novo.

***

–Para onde vamos? –Perguntou Carl. –

–Ainda não sabemos. –Rick respondeu. –

–Estou com fome. –Reclamou o garoto. –

–Todos estamos. –Retrucou Glenn tentando não ser rude. –

Enquanto estávamos em volta daquela fogueira, fazendo o possível para não chamarmos atenção, T-Dog monitorava o perímetro. Não tínhamos mais comida, e muito pouca água.

Ouvimos movimentos vindos dos arbustos, e automaticamente pegamos nossas armas, estava muito escuro para saber o que era, podia ser qualquer coisa desde um simples coelho ou outro cadáver. Mas não tinha como saber.

De repente, um errante saiu de dentro da mata, ele era lento e desleixado, seria facilmente derrubado. Maggie estava mais próxima, tudo que ela pôde fazer foi acertá-lo com o cano de sua pistola. O errante caiu, rosnando e babando, ele parecia ter se alimentado recentemente.

Maggie o atingiu com a sola de sua bota, assim perfurando seu crânio e atingindo o cérebro.

–Temos que ir, acho que ele não era o único nessa região. –Disse Rick.

Estávamos andando em direção oposta da qual o errante havia saído, Daryl estava ao meu lado, senti sua mão segurar meu braço por um segundo me puxando levemente para trás.

–Fique com isso. –Ele disse à mim, quando me entregou uma faca de caça com dentes afiados em sua lâmina. –

–Daryl, eu tenho uma faca.

–Eu sei, mas fique com essa, de preferência mantenha em sua bota, se estiver no meio de uma luta, é mais fácil de recuperar. –Mantive a faca em minhas mãos por um instante e fiz o que ele disse, coloquei a faca em minha bota, junto com um cartucho de balas carregado. –

–Obrigada.

Ele piscou para mim e sorriu, hesitei por um momento lhe dando um beijo na bochecha.

Corremos até o acostamento aonde havíamos deixado os veículos, estávamos com dois carros e nossas motos, não era muito mas com certeza, o suficiente.

Glenn pegou o volante do Honda que costumava ser de Shane, e Maggie foi ao seu lado no banco do passageiro. Com Beth, Carl no banco de trás.

Rick pegou a caminhonete do Merle, com T-Dog no banco do passageiro. Merle ficou na carroceria com o resto de nossas armas enquanto Daryl e eu estávamos na frente do grupo com as motos.

Nossa rota estava próxima de alguns trilhos de trem, eu tinha uma certa impressão de que eu já havia estado ali. Foi exatamente ali que avistamos algo, na verdade, um lugar. Uma prisão.

Ignorei o fato de que não adiantaria criar esperanças por menores que fossem, aquele lugar estava tomado pelos mortos, claro que não era impossível, mas eu sei que quase ninguém iria concordar com essa idéia.

Encarei Daryl por um momento, e foi quando eu percebi que ele estava pensando o mesmo que eu, assim como ele sabia tão bem quanto eu de que essa idéia era loucura e provavelmente uma tentativa estúpida de suicídio.

Demos seta para estacionar e os outros fizeram o mesmo.

–Algo errado? –Rick perguntou saindo do carro já estacionado. –

–Não exatamente. –Respondi. –

–Então...

Não foi preciso falar nada, Rick entendeu o que estávamos pensando e apenas nos encarou como se fossemos loucos.

–Vocês só podem estar brincando não é? –Ele questionou franzindo o cenho. –

–Não estamos. –Daryl respondeu. –

O resto do grupo veio até nós para saber o que estava acontecendo. Discutimos por um tempo, e por fim, Maggie, Glenn e Beth estavam do nosso lado.

–Não vamos fazer isso! Eu não vou entrar ali! –Merle protestou. –

–Ele está certo, eu não vou por meus pés ali! –T-Dog concordou. –

Carl permaneceu ao lado do pai, que esperava uma chance de se manifestar.

–Nós podemos, e vamos fazer isso! –Rick finalmente cessou a discussão. –

–Se fizermos isso juntos, nós temos uma chance. –Maggie se manifestou com Glenn ao seu lado. –

–Vamos tomar a prisão. –Rick se decidiu. –



Notas finais do capítulo

Realmente espero que tenham gostado, quero saber a opinião de vocês nos comentários ok? Quero saber o que vocês acharam, até o próximo capítulo. Beijos!!!



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