Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 7
Lutando Pela Vida


Notas iniciais do capítulo

Primeiro, eu queria me desculpar por demorar tanto tempo para postar, minha escola estava de greve, e agora eu estou tendo que estudar muito, por isso não tenho tido tempo para escrever. Mas eu finalmente consegui, então boa leitura!




Carl tentou nos conduzir até a saída, mas hesitou quando viu Shane e mais um homem enorme parado com os braços cruzados em frente a porta, nos bloqueando.

–Isso é mesmo uma pena, achei que ele fosse o suficiente para matar vocês. Mas pelo visto é só mais um covarde estúpido. –Shane nos disse apontando para Merle, que ainda estava no chão se contorcendo de dor e cuspindo sangue. –

–Por que está fazendo isso agora? –Perguntei. –Quero dizer, se queria nos matar poderia muito bem ter feito isso no dia em que chegamos, por que agora?

–Não gosto de ser tão óbvio –Shane respondeu sarcástico. –Não os mataria naquele momento, se eu o fizesse eu mataria você primeiro. –Ele disse caminhando até mim, Daryl permaneceu com a arma erguida, eu tinha certeza que ele tinha Shane na mira. –

–Pensa mesmo que eu não consigo te matar? Só porque sou mulher?

–Bom, sinceramente sim. –Respondeu. –

–Então sugiro que pense melhor. –Respondi erguendo o arco e acertando uma flecha em sua barriga. Ele gritou e caiu de joelhos tentando retirar a flecha devagar, mas o quanto mais ele se esforçava para retirá-la mais ele gritava. –

Naquele momento o outro homem que estava com Shane, focou seu campo de visão em Daryl e o atacou. Enquanto ele lutava com Daryl, voltei minha atenção para Shane que tentava se levantar.

Caminhei até ele, e arranquei a flecha de sua barriga, ele ofegou e tossiu apoiando-se na parede para se levantar. Quando ele já estava de pé, agarrou a arma em seu cinto e apontou para mim. No exato momento em que ele estava prestes a puxar o gatilho acertei um chute em seu braço fazendo sua arma cair.

Shane deixou a arma e ergueu a faca atirando-a em minha direção, a faca passou de raspão pela minha testa, formando um corte levemente profundo. Ignorei o corte, peguei a faca e atirei de volta, cravando a lâmina em sua perna fazendo-o cair novamente.

Eu o imobilizei, minha bota pressionada em sua garganta o sufocava, ele perdia cada vez mais o fôlego, retirei meu pé de sua garganta, assim que ele fez menção de se levantar peguei minha faca e cravei a lâmina em seu peito, não fundo o suficiente para matá-lo mas o suficiente para fazê-lo ficar no chão.

Com ambas as facas o impedindo de se levantar, ele apenas ofegou e tentou dizer algo, mas eu o interrompi.

–Ainda acha que sou fraca demais para te matar?

–Você... Sua vadia! –Ele ofegou. -

Daryl já estava ao meu lado, quando olhei para trás, o homem que lutava com ele estava morto. Havia três flechas atravessando seu corpo, duas flechas em seu peito e uma em sua cabeça.

–Você está bem? –Daryl perguntou para mim, vendo o corte em minha testa. –

–Estou bem. –Respondi. –

Antes que pudéssemos dizer mais alguma coisa, vimos Merle se levantar, com a camisa empapada de sangue, ele caminhou até nós. Eu tinha a intenção de me desculpar, no exato momento em que abri minha boca para fazer isso, ele foi mais rápido e me interrompeu.

–Temos que sair daqui. O garoto está certo, tem mesmo uma bomba.

–Eu disse. –Carl concordou. –

Daryl e eu nos entreolhamos novamente, tudo que meu cérebro conseguia processar eram as nossas opções de sobrevivência.

–Onde está a bomba? –Daryl perguntou para o irmão olhando para Carl também. –

–Shane não nos disse onde está. –Carl respondeu. –

–Me desculpe pirralho, mas não importa onde está a bomba. Consigo me imaginar morrendo de várias formas, mas me explodir não é uma delas! –Merle retrucou para Carl. –

Paramos de discutir por um momento, e no mesmo segundo todos nos viramos para Shane, que ainda gemia de dor e tentava freneticamente respirar. Logo em seguida ele perdeu a força seu corpo pareceu relaxar, seus olhos perderam o foco, e ele havia parado de se contorcer, Shane finalmente estava morto.

Ouvimos o que parecia ser um relógio apitando baixo, o som estava vindo do lustre, era a única fonte de luz que havia na sala. Não podia acreditar, a bomba estava mesmo no lustre.

Tudo que tive tempo de fazer foi pegar minha faca de volta e a faca de Shane, assim que o desarmei corremos até a porta, descemos as escadas e em poucos segundos já estávamos fora do prédio, estávamos todos bem. Na verdade com bem eu quero dizer vivos, nenhum de nós estava exatamente bem.

Estávamos suficientemente afastados do prédio quando ele explodiu, era quase impossível acreditar que estávamos vivos, eu ainda não conseguia entender o que eu tinha feito, eu realmente havia matado Shane, de uma certa forma eu estava orgulhosa de mim por isso, não por tê-lo matado, mas sim por tê-lo enfrentado.

A explosão definitivamente atraiu alguns errantes, mas nenhum que pudesse nos ver, Merle pegou um carro que ainda tinha gasolina o suficiente para voltarmos.

Carl parecia assustado e perplexo ao mesmo tempo, me senti mal por ele, era só uma criança, ele nem ao menos sabia o que estava acontecendo, quase perdeu sua vida por uma briga estúpida. Não havia um jeito certo de contar isso tudo para Rick, se ele iria nos deixar ficar ou não, a decisão era somente dele.



Notas finais do capítulo

Então, gostaram? Me desculpem se ficou um pouco confuso, não sou muito boa com cenas de ação, mas espero que tenha ficado bom o suficiente. Não se esqueçam de comentar! Beijos.



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Sobrevivendo ao inferno" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.