Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 3
Uma nova chance


Notas iniciais do capítulo

Sei que eu demorei a postar, e esse capítulo não está muito bom, e também não está muito grande, mas aqui está.




Daryl e eu decidimos não parar até encontrar um abrigo pelo menos temporário, tínhamos gasolina o suficiente e tudo do que precisávamos. Não precisamos nem se quer discutir com Merle, ele estava bêbado demais para protestar sobre qualquer coisa. Ainda não faço a mínima ideia de como ele conseguiu dirigir.

Tudo o que conseguimos foi uma casa abandonada a alguns quilômetros dali, não era grande coisa mas era o suficiente naquele momento.

Antes de entrarmos algo nos parou subitamente, a casa era cercada por arbustos, então de primeira não vimos o que era, mas era exatamente essa a questão, o motivo de termos parado não era algo mas sim alguém. Nossas armas estavam prontas para atirar, quando vimos quem era.

Uma garota, cabelos castanhos, olhos verdes. Ela estava com uma arma em uma mão e uma faca na outra.

–Quem é você? –perguntei cautelosa-

–Quem são vocês? –Ela retrucou, apontando a arma.-

–Ok, já chega! Se ficarmos fazendo esse joguinho estúpido nós não vamos sair daqui!-Merle disse um pouco irritado.-

–Meu nome é Maggie, Maggie Greene.

–Alice,eu me chamo Alice, e estes são Daryl e Merle.

–Oi. –Ela disse abaixando a arma.-

Daryl e Merle corresponderam com um aceno de cabeça.

–O que estavam fazendo aqui? –Maggie perguntou.-

–Íamos apenas limpar o lugar, estamos na estrada a um bom tempo. –Respondi.-

–Bom, se vocês quiserem, eu tenho um grupo. É em um lugar seguro. –Maggie disse parecendo sorrir para mim.-

Nós três nos entreolhamos um pouco desconfiados enquanto Maggie nos encarava esperando uma resposta.

–Hã, Maggie, será que você pode dar um tempo pra gente conversar? –Perguntei.-

–Claro, tudo bem.

Depois de um tempo discutindo e tentando não nos matar, chegamos a um acordo.

–Tudo bem Maggie. –Me virei para ela que esperava ansiosa por uma resposta.-

–Tudo bem o que? –perguntou.-

–Nós vamos com você. –Daryl respondeu à ela.-

Maggie sorriu e pediu para que a seguíssemos, quando chegamos de volta à estrada ela parou em frente a um carro.

–Vocês tem carros não é? –Ela perguntou.-

–Sim. –Respondi apontando para as motos e a picape.-

–Motos? Hum,legal. –Ela disse.-

Quando damos a partida prontos para seguir Maggie, realmente nenhum de nós sabia o que esperar, nem mesmo Merle que sempre tinha um comentário estúpido para tudo, ele não disse absolutamente nada.

Poderíamos estar a caminho da morte, mas não tinha como saber. Tudo o que realmente podíamos fazer era confiar em nós mesmos e em Maggie. Eu sabia que Daryl não estava feliz com isso, porque eu o convenci a aceitar a oferta de Maggie, caso algo acontecesse sabia que ele iria me culpar, não ficaria tão bravo a ponto de apontar uma arma para mim mas não ficaria feliz comigo por um bom tempo.

Mesmo duvidando da oferta ainda poderíamos ter uma pequena esperança de que as coisas dessem certo pela primeira vez desde que nos reencontramos. Poderia dar certo, podem ser boas pessoas, quer dizer, Maggie não parece ser uma assassina ou coisa do tipo.

Nunca fui muito boa em confiar nas pessoas, mas dessa vez eu tinha um estranho pressentimento de que algo daria certo, é algo que não consigo explicar, por um momento pensei que minha família pudesse estar lá. Nesse grupo, esperando por mim, mas esse pensamento foi embora tão rápido quanto chegou. Era muita estupidez pensar naquilo, mesmo se ainda estivessem vivos eu não saberia como reagir, não saberia como me desculpar por tê-los abandonado para morte. Nunca ira saber.

Afastei todos os pensamentos possíveis, deixei minha mente completamente limpa, não pensei em mais nada, apenas me concentrei na estrada, e deixei que aquela concentração me guiasse para um novo futuro.

***

Havíamos diminuído a velocidade e Maggie virou a esquina estacionado o carro em frente a um prédio.

Ela fez uma menção para que a seguíssemos novamente quando estacionamos também, e assim o fizemos. Quando atravessamos a porta dupla daquele pequeno prédio, senti um frio na barriga. Não sabia o que esperar era difícil criar expectativas, não consigo imaginar Daryl, Merle e eu nos adaptando à um grupo de sobreviventes.

De um certo modo éramos melhores sem ninguém, sem regras, sem nenhum líder. Tudo o que fazíamos, desde que nos conhecemos era confiar uns nos outros e em mais ninguém. Era estranho pensar que agora, teríamos que fazer completamente o oposto.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado, por favor comentem. Beijos, até o próximo capítulo.



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