Sobrevivendo ao inferno escrita por Kat Mikaelson


Capítulo 2
Fuga


Notas iniciais do capítulo

Não foi o melhor capítulo, e eu sei que eu demorei pra postar mas aqui está. Espero que gostem, até o próximo , beijos.




Depois de quase uns 3 dias de viagem nós estávamos quase sem gasolina e principalmente, sem esperanças. Tínhamos que pensar sobre o que fazer, se fossemos para Atlanta estaríamos mortos em um único segundo. Era estúpido e perigoso demais.
Apesar de estarmos próximos de Atlanta, não podíamos perder tempo com uma visita suicida até lá. Para falar a verdade estávamos quase à 11,3 km da Cidade dos Mortos. Nós três concordamos em contornar a cidade, apenas isso.
Quando saímos de East Point, já estávamos com a gasolina na reserva então decidimos parar.
Estacionamos em uma rua completamente vazia e caminhamos até o posto de gasolina mais próximo.
–Então é isso? Merle perguntou.-Vamos ficar perambulando por aí ?
–Não estamos perambulando! Reclamei. –Estamos procurando gasolina.
–Que seja.
Enquanto caminhávamos Daryl andava a nossa frente sem dizer uma única palavra, não sabia o que havia de errado, ele quase nunca ficava assim. Talvez estivesse apenas pensando em tudo o que aconteceu, o que era normal, mas eu podia ver que havia mesmo algo além disso.
Caminhei um pouco mais rápido tentando alcançá-lo, deixando Merle quase tropeçando atrás de nós.
–Você está bem? Perguntei quando cheguei ao seu lado.
–Por que não estaria? Retrucou.
–Eu não sei, você não falou com a gente o dia inteiro.
–Estou bem. Só estive pensando.
–Pensando sobre o que exatamente?
– Sobre como vamos sobreviver.
–Talvez possamos achar outros sobreviventes, um grupo, se tivermos sorte.
–Não acho que estamos com muita sorte, pelo menos não agora.
Antes que eu pudesse dizer algo Merle nos alcançou reclamando e fazendo piadinhas estúpidas como de costume. Quando avistamos um posto de gasolina abandonado.
***
O posto era pequeno e não tinha quase nada, tudo o que encontramos foram algumas garrafas de gasolina e armas escondidas atrás de balcões abandonados. Entramos na lojinha de conveniência nos fundos do posto, os únicos errantes que encontramos foram facilmente derrubados. No caminho de volta alguns cadáveres ambulantes apareceram, não foi um problema, mas alguns não foram exatamente fáceis de matar.
Andamos mais um pouco para chegar até a rua onde estacionamos, abastecemos as motos e a picape. Saímos logo de lá, antes que os errantes fossem atraídos pelos motores nada discretos das motos.
Depois de rodar alguns quilômetros estávamos mesmo perdidos, já havíamos saído de East Point a muito tempo e acho que também já estávamos suficientemente longe de Atlanta.
De agora em diante tínhamos mesmo que achar um lugar seguro, não precisamos achar outros sobreviventes, apenas achar um lugar para tentar fingir que ainda temos uma vida normal. Mas antes disso precisaríamos saber onde estávamos.
Não era possível termos saído da Geórgia tão rápido, mas não haviam mais prédios nem casas, nada. Tudo o que conseguíamos ver eram árvores e arbustos.
Enquanto eu dirigia a moto ao lado de Daryl e Merle estava a nossa frente, por algum motivo ridículo ele gostava de “nos guiar” acho que ele se sentia importante com isso de alguma forma.
–Onde acha que estamos? Perguntei ao Daryl com a voz abafada pelo vento.
–Talvez muito ao sul, mas não tenho certeza. Ele respondeu.
–Acha que podemos passar a noite aqui? Vai escurecer logo.
–Sei disso, mas não tem casas ou nada do tipo, não sei se é mesmo seguro passarmos a noite na floresta, podem ter errantes, mais do que podemos matar.
–Não podemos ficar na estrada durante a noite, temos que correr o risco.
–Podemos acampar ali. Ele apontou para um conjunto de árvores que se sobrepunham formando quase um forte.
–Por mim parece ótimo.
Avisamos ao Merle para parar, e pegamos armas, comida e o resto da água que tínhamos, deixando os veículos no acostamento. Iríamos revezar os turnos de vigia durante a noite.
***

Já parecia ser tarde quando Merle deixou seu turno de vigia, não tinha certeza mas acho que ele estava bêbado quando saiu da vigia. Não podia culpá-lo, ninguém podia, uma garrafa de uísque pode muito bem ser sua melhor amiga num mundo como esse.
Eu era a última responsável pela guarda, depois que Merle saiu não consegui mais dormir, fiquei acordada encarando o vazio quando vi Daryl se aproximar.
–Não consegue dormir? Perguntou.
–É meio difícil não acha?
–Tem razão. Ele sussurrou.
–Não vejo porque dormir, já deixou de ser um hábito a muito tempo.
–Faz sentido, mas não importa se o mundo virou uma merda, uma hora você acaba desistindo de lutar.
–Por que diz isso?
–Porque agora, ou você mata ou você é morto. É uma merda de regra mas é a verdade.
–Deve ser a única regra que vale a pena seguir, não importa se é uma merda.
–Talvez para alguns filhos da puta ainda existam outras regras que valham a pena.
–Não se forem fracos. O mundo não é mais o mesmo, muitos ainda vão tentar impor regras estúpidas, e os mais fracos vão se submeter a elas, porque acham que precisão de um líder.
–Por isso Merle e eu nunca nos damos bem em grupos, algumas regras fazem as pessoas acreditarem que podem voltar a ser o que eram. Mas depois de um tempo você percebe que tudo o que tem que fazer é seguir em frente, não olhar pra trás.
Algo nos interrompeu, talvez um errante. Pegamos nossas armas e uma lanterna. Era uma horda, não tínhamos tempo para correr, então nos escondemos. Matamos o máximo de errantes possível, mas não tinha como pegar todos, principalmente do ângulo em que estávamos. O único lugar que encontramos para nos esconder foi o porta malas de um carro velho tombado no meio da mata.
Foi quando vimos que Merle também estava atirando, ele estava em cima de uma árvore com uma espingarda na mão, Daryl e eu só tínhamos duas armas de baixo calibre, eu sabia que Daryl não gastaria suas flechas a toa, então nesse caso tínhamos pouca munição.
Fizemos o máximo de silêncio possível depois que se afastaram, ficamos de guarda pelo resto da noite. Acho que nem me lembrava da última vez que usei uma arma, eu era boa com armas de fogo mas preferia usar o arco e flecha que ganhei de aniversário a alguns anos atrás.
Era bom depois de tanto tempo eu poder usar minhas armas novamente, meus pais nunca foram muito fãs do meu arco e flecha, quando eu o ganhei eles me disseram que era algo muito violento para uma garota aprender a usar.
Sempre fui obrigada a esconder minhas armas de fogo e facas da minha família. Meu pai me dizia que eu não era assim antes de conhecer Daryl e Merle, ele dizia que eles eram péssimas amizades e que se eu continuasse a vê-los eu acabaria desperdiçando a minha vida em uma prisão.
Nunca liguei para o que meu pai dizia, ele sabia que havia sido Daryl quem me dera todas as amas, mas depois de alguns anos ele se acostumou com a idéia. Minha família passou a me considerar uma delinqüente, meus pais não me deixavam sair de casa, fui obrigada a morar com eles por anos, até eu conseguir fugir. Passei dois anos morando com Daryl e Merle, até que tive que me mudar de novo, foi aí que “nos separamos”

***

De manhã decidimos voltar para estrada, se ficássemos ali por mais tempo seriamos devorados.
Peguei o arco e flecha e minhas armas comuns, coloquei minha 22 no cinto e minha faca também. Voltamos a procurar um lugar realmente seguro, quase chegamos a desistir, mas sabíamos que esse lugar ainda existia.



Notas finais do capítulo

Realmente espero que tenham gostado do capítulo, não sei quando vou postar o próximo mas vou fazer o possível para não demorar.



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