Sobrevivendo ao inferno escrita por Alice Quinn


Capítulo 19
We aren't ashes


Notas iniciais do capítulo

Penúltimo capítulo! Espero que gostem!! Boa leitura, beijos.




*Alguns meses depois*

Eu estava ansiosa. Maggie estava quase dando a luz, mas não vamos saber o sexo do bebê até que nasça. Beth e eu estivemos pensando em alguns nomes e Maggie também parecia super animada perante ao assunto.

Mas infelizmente não estava tudo tão bem quanto parecia, Merle não havia dado as caras desde que Daryl e eu deixamos Atlanta, apesar dele ter sido bastante claro conosco quanto a voltar à prisão. Eu sabia que Daryl ainda tinha esperanças de vê-lo novamente.

Naquela hora me senti um um tanto quanto culpada por não estar com Daryl, mesmo sabendo que ele havia saído com Rick e T-dog. Eu queria ter ido junto, eu não sei, acho que nós não tínhamos passado muito tempo juntos quanto costumávamos passar antigamente. Ambos estivemos muito ocupados fazendo nossa parte no grupo, era diferente de antes, não estávamos mais sozinhos.

Parei de mergulhar em pensamentos e me levantei da cama, como eu dividia a cela com Daryl, o espaço estava meio vazio sem ele ali. Bom, eu poderia resolver isso com ele mais tarde. Me levantei da cama e logo percebi que Maggie me esperava parada em minha porta.

_Bom dia. –Maggie me cumprimentou sorridente. –

_Bom dia. –Respondi sorrindo também. –

_Vamos tomar café? Estou morrendo de fome! –Maggie perguntou enquanto eu calçava minha botas. –

_Tudo bem, mas como conseguiu fazer o Glenn te deixar sair da cama sozinha?

_Ele não me viu, na verdade ele está ajudando a Beth a fazer o café da manhã. –Ela respondeu fazendo sinal para que eu guardasse segredo. –

_Não se preocupe. De mim ninguém vai saber. –Eu sorri. –

Assim que Maggie e eu saímos do bloco de celas e adentramos o refeitório, Beth que estava concentrada em uma panela no fogão improvisado se virou para nós.

_Maggie! Não era para você se levantar! Glenn e eu íamos levar o café pra você. –Beth correu até a irmã. –

_Beth, está tudo bem. Eu não me importo de vir até aqui.

_Mas devia. –Glenn veio logo atrás de Beth, dando um beijo carinhoso em Maggie. –

_Alguém viu o Carl? –Perguntei procurando pelo garoto. –

_Ele está na torre de vigia. Esperando os outros voltarem. Na verdade ele estava te procurando hoje mais cedo. –Beth disse, e eu saí para procurá-lo. –

***

Subi até a torre, e vi Carl totalmente concentrado no portão, esperando ver algum sinal do Honda que Rick dirigia.

_Não se preocupe. Ele s não devem demorar muito mais do que isso. –Percebi que no momento em que ele ouviu minha voz, ele se assustou. –Desculpe, se te assustei, é que, Beth disse que estava procurando por mim, mais cedo. –

_É sim, eu estava. Na verdade, eu só queria conversar com alguém que não fosse meu pai. –Ele respondeu, e não sei porquê mas, senti que ele estava meio triste com que tinha acabado de dizer. –

_ Achei que você e Beth fossem amigos. –Eu disse. –

_Somos, mas, eu não sei. Não é a mesma coisa.

_Sente falta de sua mãe não é? –Eu finalmente entendi. –

_Sim, quer dizer, nós somos todos uma família. Eu sei disso, mas sinto falta dela aqui e meu pai também sente, eu falei com a Beth sobre isso, e eu acho que eu posso senti-la aqui comigo. Você acha que isso é loucura?

_Claro que não, quer saber de uma coisa? Eu também sinto falta da minha mãe. E acredite, elas sempre estão conosco. –Eu sorri para ele, que logo retribuiu o gesto. –

_ Mas, é diferente. Você tem o Daryl, e você é forte. Quero dizer, se um dia não estivermos mais todos juntos, você poderia sobreviver à tudo isso sozinha, já eu, sem o meu pai, acho que não conseguiria ir muito longe. –Ele baixou a cabeça, assim como o tom de voz. –

_Não devia se subestimar Carl, claro que você conseguiria. Acredite em mim, você é muito mais forte do que pensa.

_Como você sabe?

_Porque posso ver isso em você. –Ele se virou para mim e sorriu. O que me fez sentir feliz. –

_Alice?

_O quê?

_Você acha que isso pode acabar um dia? Acha que o mundo pode voltar a ser o que era antes? –Não sei bem a razão, mas pude ver uma sinceridade tanto em seus olhos quanto em sua pergunta. –

_Talvez, mas não gosto muito de criar expectativas. De qualquer forma, as coisas mudaram, nós não somos cinzas. Nós podemos continuar.

_Obrigado.

_Se precisar de alguém para falar, não hesite em chamar.

Alguns segundos depois, nós ouvimos um carro se aproximar e a moto de Daryl. Carl correu para a escada, e eu o segui. Chegamos ao portão e Rick sorriu para o filho e me lançou um olhar curioso, porém também sorriu para mim.

_Estão todos bem? –Perguntou Rick. –

_Sim, e vocês? Algum problema? –Carl perguntou.-

_Não, estamos vivos.

Daryl se aproximou de mim , ele tinha algo em mãos, um pacotinho de papel dobrado. Fitei-o curiosa, e ele riu da minha expressão confusa.

_O que é... Isso?

_Se vai desconfiar de tudo, é melhor...

_Não! Daryl, sem brincadeiras! –Ele riu novamente, odiava ser ansiosa, mas não é todo dia que isso acontece. –

_Vem comigo. –Daryl fez com que eu o seguisse pelo pátio até o bloco de celas. –

_ Daryl, o que é?! Apenas diga! –Eu estava mesmo curiosa, Daryl raramente fazia suspense sobre algo, pelo menos comigo. O ouvi rir baixinho e sorri sem querer. –

_Ally, pare. Shh. –Ele me calou com um beijo. –

Quando chegamos em nossa cela, Daryl desembrulhou o pequeno pacote e retirou um objeto, uma correntinha, com um pingente brilhante. Me aproximei de Daryl que se sentou na cama fazendo um sinal para que eu fizesse o mesmo.

Me sentei ao seu lado, e por um momento achei que ele estava tentando não rir da minha ansiedade. Mas assim que ele foi se aproximando mais, senti suas mãos em meu rosto e fechei os olhos apenas sentindo seu toque.

Suas mãos eram ásperas, mas eu realmente não ligava. Eu me sentia confortável e sensível ao seu toque, de um jeito bom.

_Daryl... –Sussurrei. –

_O quê? –Respondeu igualando seu tom de voz ao meu. –

_O quê diabos você fez?

_O que quer dizer? –Perguntou com um riso nasalado. –

_Desde quando eu mereço presente?

_Pare de fazer perguntas. E me deixe te ajudar com isso. –Ele ergueu a corrente, colocando-a em volta de meu pescoço. –

Quando observei melhor o pingente, percebi o que era. Uma pequena flecha vermelha.

_Daryl... Onde encontrou isso?

_Encontrei em uma loja, durante a corrida de ontem. Me lembrei de você, e bom... Não sou muito bem com isso mas, eu não sei espero que tenha gostado.

Para ser sincera, nunca tinha visto Daryl assim, pude jurar que ele estava ficando vermelho, estava indecisa, não sabia dizer o que ele estava esperando, mas achei muito fofo de sua parte, eu realmente havia amado o colar, e por algum motivo ele estava confuso de um jeito fofo. Isso me fez sorrir e deitar a cabeça em seu ombro, o que o fez relaxar.

***

Já era quase noite quando dividimos o grupo para fazer uma limpa geral nas celas do andar de cima, enquanto, o resto de nós fazíamos algo para comer.

_Eu posso ajudar a limpar pai? –Carl perguntou. –

_Não acha melhor ficar na cozinha? –Glenn perguntou vindo logo atrás. –

_Eu não sei cozinhar, eu não vou ajudar em nada. –Respondeu. –

_Pode ir, mas fique perto da Alice, e não desobedeça.

_Vou ficar de olho nele, não se preocupe. –Disse á Rick enquanto Carl, Daryl e eu subíamos as escadas. –

Nós três já estávamos quase acabando de limpar as celas quando Carl se virou para mim e sorriu por um instante.

_O que foi? –Perguntei rindo de sua expressão distraída. –

_É um colar bonito. –Disse apontando para a pequena flecha que Daryl me dera. –

_Obrigada.

***

T-dog estava fazendo a vigia, e até então, tudo parecia tranquilo, até que o ouvimos gritar nossos nomes.

_T-dog, o que houve? –Rick perguntou à ele quando todos chegamos até a torre. –

_Alice, Daryl. Acho que vocês tem visitas. –Ele disse e eu congelei. –

Foquei minha visão no portão, e mesmo estando escuro, sei que Daryl assim como eu reconheceu a silhueta da última pessoa que queríamos ver naquele momento.



Notas finais do capítulo

Hey, o que acharam? Espero que gostem, continuem acompanhando. O último capítulo virá em breve! Beijinhos!!



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