Sobrevivendo ao inferno escrita por Katrina Mikaelson


Capítulo 11
Família


Notas iniciais do capítulo

Hey, capítulo novo! E tenho quase certeza de que vão gostar do que está por vir. Tudo o que posso dizer é que vocês terão algumas surpresas. Boa leitura!




Abri meus olhos lentamente, demorei um pouco para focar minha visão em algo, mas assim que o fiz, percebi que estava na cela de Daryl. As camas das celas eram pequenas, obviamente não havia sido projetadas para caber duas pessoas, eu ri para mim mesma com este pensamento. Quando realmente acordei, percebi que Daryl estava deitado ao meu lado, ele estava sem camisa com ambas as mãos entrelaçando minha cintura, seu rosto estava enterrado no travesseiro. Mantive-me ali, o observando e sorrindo para mim mesma, não tinha dúvida de que se eu pudesse me ver naquele momento, eu com certeza iria enxergar um sorriso bobo em meu rosto.

Tudo naquela prisão me tranquilizava de uma maneira que eu não consigo nem se quer explicar. Quer dizer, tínhamos um lar, finalmente estávamos seguros. Não importava por quanto tempo iria durar, pelo menos para mim apenas importava que estávamos ali naquele momento, juntos e salvos.Como uma família.

Sim, família. Já deixei claro que para mim a palavra família já não tinha mais significado, havia deixado de ter a muito tempo. Mas isso sem dúvida mudou, depois dessa bagunça, depois do mundo ter sido tomado pelos mortos e os poucos sobreviventes que ainda existiam permaneciam tentando de maneira constante encontrar uma saída e reconstruir suas vidas. Eu estava feliz, por que simplesmente em meio ao caos, eu havia encontrado uma chance, uma chance de mudar, uma chance de viver.

***

Duas semanas, já haviam se passado praticamente duas semanas que estávamos na prisão. Se tornou normal, agirmos daquela maneira. Não apenas como um grupo de sobreviventes, nossa conexão era bem maior que isso. O que era reconfortante de todas as formas.

Quando voltei meus pensamentos para aquele momento, me virei para o lado e pude ver Daryl ainda deitado ao meu lado, ele não havia nem se quer se movido, não fui capaz de me mexer, por algum motivo eu não queria acordá-lo, ele estava tão fofo dormindo.

Daryl finalmente se moveu, resmungando algo que eu não pude ouvir, ele se virou para o meu lado, percebi que ele já estava acordado.

–Hey. –Ele sussurrou para mim acariciando minha bochecha. –

–Bom dia. –Respondi sorrindo ainda com um tom de voz sonolento. –

–O que foi? –Perguntou sonolento quando percebeu que eu o encarava e disfarçava um sorriso. –

–Você é fofinho dormindo. –Eu disse dando uma risada discreta. –

Daryl me encarou por um momento com uma sobrancelha arqueada, depois deu uma risada rouca.

–Amo você. –Ele respondeu me dando um selinho demorado. –

Não pude evitar sorrir novamente, ele nunca havia dito isso, desde que estamos juntos eu podia jurar que eu ficaria chocada quando ele realmente dissesse que me amava, mas naquele segundo, foi exatamente ao contrário. Tudo o que consegui fazer foi retribuir o gesto e beijá-lo novamente.

–Também te amo. –Sussurrei para ele. –

***

Nós saímos da cela, em direção ao pátio, desde que chegamos na prisão, Rick nos garantiu que iríamos checar o resto do local, por isso ele nos deu um tempo para nos acostumássemos com nosso novo lar.

Hoje, nós iríamos limpar o resto da prisão, porém já estávamos digamos que em vantagem, porque pelo menos o bloco D também já havia sido limpo.

Chegamos ao pátio, assim que Rick nos viu, veio ao nosso encontro sorridente.

–Bom dia. Estávamos esperando vocês, vamos precisar de ajuda hoje.

–Em que podemos ajudar? –Perguntei. –

–Vamos discutir as tarefas, mas primeiro comam alguma coisa, vão precisar de energia. –Ele me respondeu. –

Assim que acabamos de comer, Rick veio em nossa direção, pude perceber que ele estava quase feliz, e isso por algum motivo que eu sinceramente desconheço me deixou aliviada. Era bom vê-lo assim , quero dizer, é uma das poucas vezes em que pude ver Rick realmente normal, ele parecia estar tranqüilo, relaxado. Como se tivesse acabado de encontrar seu lugar no mundo. Mas de certa forma, todos nós encontramos.

–Você e Alice podem ir para o Bloco A, Maggie e Glenn vão ajudá-los. T-Dog, seu irmão eu e Carl ficamos com o Bloco B. –Ele dizia para Daryl, foi quando percebi que meu nome havia sido mencionado, e voltei minha atenção para a conversa. –

–Tudo bem.-Dissemos juntos. –

***

Mais tarde, já estávamos todos exaustos. Passamos o dia inteiro trabalhando na segurança da prisão, e tudo o que posso dizer é que não é realmente um lugar muito pequeno.

Dividiríamos os turnos de vigia durante a noite, a vantagem de se morar em uma prisão abandonada é que as torres de vigia eram muito úteis, assim podíamos observar tudo lá fora inclusive manter controlada a situação dos errantes que tentavam invadir através da cerca.

Como haviam quatro torres, nos dividimos em grupos entre as duas torres nas quais éramos capazes de observar a parte frontal da prisão.

Maggie e Glenn foram primeiro, eles ficaram lá por bastante tempo, pois quando me lembro de Maggie me chamando já parecia ser tarde,quando pedi a Glenn o seu relógio emprestado, percebi que já eram 23:57.

Daryl e eu ficamos com o próximo turno, ou seja só sairíamos de lá de manhã.

Quando adentramos a torre, estava um tanto frio lá dentro, pois era bastante alto. Adoro frio muito mesmo, mas não acho que vou conseguir passar a noite ali em cima. Estava tão frio que por um momento tive quase certeza que poderia morrer de hipotermia.

Daryl me observou por um momento, antes que eu pudesse perguntar o porquê ele me encarava daquele jeito, uma corrente de vento passou por mim e eu estremeci, foi quando percebi o que ele já havia percebido a algum tempo, eu estava tremendo de frio, de uma maneira quase frenética.

–Alice... Se estiver com frio, eu posso...

–Não, eu estou bem. Obrigada. –Respondi atropelando as palavras com a voz trêmula. –

Daryl riu, ele sabia que eu não sabia mentir para ele. E chega a ser quase cômico quando ele sabe que estou mentindo, por algum motivo, sempre que tento mentir para Daryl simplesmente não consigo, então, eu sempre acabo desistindo de tentar.

–Você sabe que não me engana. Vem cá. –Disse Daryl, me puxando para ele e me abraçando carinhosamente de modo protetor. –

Sorri satisfeita sentindo o calor de seu corpo envolvendo o meu, assim, retribui o abraço fazendo-o sorrir também.

Depois de um tempo, Daryl e eu já estávamos mais do que debruçados na sacada da torre, eu tentava lutar contra o sono, mas minhas pálpebras pareciam pesar toneladas. Percebi que Daryl já havia desistido de fazer a vigia, e ele estava sentado ao meu lado na sacada ainda me abraçando me fazendo esquecer o frio. Quando viu que minha cabeça pesava em seu ombro, murmurou algo em meu ouvido que não pude compreender por causa do sono.

Tentei clarear meu cérebro e tentei ouvir o que ele havia me dito, assim o fiz.

–Acho que você precisa dormir. –Ele sussurrou em meu ouvido. –

–Já disse, estou bem. –Murmurei em resposta. –

Novamente ele riu com o tom de voz baixo. Quando percebi que Daryl estava se levantando, pensei em perguntar, mas o sono continuava me impedindo.

–Vem comigo. –Ele sussurrou carinhoso, me levantando do chão e me pegando no colo. Deixei minhas mãos repousarem ao redor de seu pescoço e pude senti-lo sorrir novamente.

Maggie e Glenn haviam deixado um colchonete, travesseiros e alguns cobertores para nós. Por isso eu fui capaz de agradecer mentalmente antes de cair no sono nos braços de Daryl.

***

Na manhã seguinte, acordei com os cobertores até o pescoço, e com a luz do sol em meu rosto.

Quando foquei meu campo de visão, vi que Daryl me observava perto da janela.

–Bom dia. –Disse meio tonta por causa do sono. Mas sorrindo em seguida –

–Bom dia. –Respondeu retribuindo o sorriso. –

–O que estava fazendo? –Perguntei. –

–Nada, é que, as vezes gosto de te ver dormindo.

–Nem um pouco psicopata Dixon. –Debochei. –

Ele sorriu.

Poucos minutos depois ouvimos a voz de Maggie lá embaixo. E ela não parecia nem um pouco calma.

–Alice!

–O que houve? Você está bem? Alguém se machucou? –Perguntei ficando preocupada. –

–Não, é que... eu não queria atrapalhar, é que eu preciso falar com você, e é meio que urgente.

–Tudo bem, eu já vou descer. –Disse à ela. –

Fiz um sinal para Daryl o avisando que tínhamos que ir, então pegamos nossas armas e fomos em direção a Maggie. Ela ainda permanecia com um semblante preocupado no rosto e meio... apavorado? Eu não sabia bem ao certo como dizer.

Daryl sabia que eu teria que falar com Maggie sozinha então nenhuma de nós duas precisou dizer algo, ele apenas me deu um beijo na bochecha e foi embora.

–Maggie, o que diabos aconteceu? Você está pálida!

–Eu... eu estou...

Ela não conseguia falar e aquilo estava começando a me deixar frustrada.

–Eu estou grávida. –Ela finalizou. –



Notas finais do capítulo

Oi de novo, espero de verdade que tenham gostado do capítulo. O que acharam das novidades?
Se gostaram ou não, por favor me digam nos comentários. Beijos, até o próximo!



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