Sobre Humanos e Deuses escrita por S Laufeyson


Capítulo 8
Capítulo 7 - Senhor, Sim Senhor!


Notas iniciais do capítulo

Olá amores!!
Gente, mil perdões pela demora!! Sei que disse que atualizaria em cinco dias, mas sabem como é essa coisa de voltar de férias. É terrível porque não sabia onde estava nada e fiquei tão perdida que eu não sabia por onde começar... Mil perdões.

PUELLA SCRIBERE: Acredita que eu dei gritos de felicidade quando eu vi a sua recomendação? Eu me emocionei, de verdade. Obrigada, sua linda!!!! Esse capítulo é para você e conforme prometido, Lokito irá te visitar hoje... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

É isso!!!

Só um adendo: Targaryen, sua diva... obrigada pela ajuda no capítulo. Você é um anjo.



Divirtam-se, comentem, favoritem, acompanhem e recomendem... ;)



O carro parou em frente aquele galpão, na Philadelphia. Depois de duas horas de viagem, finalmente haviam chegado.

Por causa de um programa instalado por Tony, J.A.R.V.I.S. conseguiu sacudir a cadeira de Roxie e Loki sorriu quando a garota acordou assustada.

– Desculpe por isso. – falou o software. – Se eu tivesse braços, teria acordado a senhorita com mais delicadeza.

– Não se preocupe! Eu estava mesmo precisando acordar. – respondeu ela. Lembrou-se que estava tendo um pesadelo bem real de quando vivia na Itália, para ser mais exata, sonhava com Lorenzo. Tocar naquele assunto ainda fazia um estrago com o emocional dela.

– Tem certeza que é aqui? – Loki olhava o lugar. – Parece estar abandonado.

– Não se deixe enganar. Estava exatamente assim quando fomos encurraladas. – Roxie espantou os pensamentos ruins e deixou o carro. – Algum sinal do Tony?

– Ele está no interior desta construção, no subsolo.

– Ele está bem?

– A armadura está desativada e o Sr. Stark deixou de me responder há cinco minutos. – J.A.R.V.I.S. falou com o que pareceu um tom de preocupação.

– Estamos entrando. – falou Loki e Roxie assentiu.

– Senhorita Monroe? – o carro chamou e a ruiva se virou. – Seria recomendado que levasse uma arma de fogo. Está indefesa. – Ela olhou para Loki que fez uma cara como se concordasse com o programa. Roxie bufou e voltou para o carro. J.A.R.V.I.S. lhe mostrou duas pistolas glock no porta-luvas, juntamente com uma caixinha espumada.

– Usem esses pontos. Assim podem manter contato comigo e com vocês mesmos, caso se separem.

– Obrigada, J.A.R.V.I.S. – agradeceu a garota e colocou o seu ponto no ouvido. Estendeu a mão e entregou o outro ao Loki. Seguiram pelo terreno do lugar e pararam na entrada. Roxie segurou o deus pela camisa e o impediu de passar pela porta. Ele a encarou seriamente quando ela abaixou-se e assoprou. Uma linha vermelha ficou perceptível e logo em seguida desapareceu. Era um laser de movimento infravermelho. Se ela tivesse permitido que Loki seguisse, teria entregado a sua localização e levado a missão de resgate ao fracasso, logo de cara. – Use sua visão, sua audição e seu olfato. – ela sussurrou.

– Não me diga o que fazer. – Loki seguiu a ruiva quando ela passou por cima da linha. Ela caminhou cautelosamente, mas não percebeu que uma besta havia sido disparada contra ela. Só notou quando Loki a puxou para trás e impediu que as flechas a atingisse. – deixe que eu te diga o que fazer.

– Vai para o inferno. – falou a garota e o deus sorriu. Adorava provoca-la. Ele apontou para mais três daquela arma, que estavam pregadas nas paredes. Quase imperceptíveis. Roxie era treinada para ver aquelas coisas, mas não viu. Essa foi a razão por ter se espantado. Pegou alguns objetos que encontrou no lugar e lançou na direção de cada uma das bestas. Elas dispararam até que não houvesse mais munição.

– Senhor, senhorita. – chamou J.A.R.V.I.S. – Devo informa-los que três sujeitos, fortemente armados, estão se dirigindo até o andar onde estão. – Roxie puxou as armas das costas. - Chegarão em três, dois, um. – Um armário velho, onde continha algumas coisas relacionada a armazenamento de grãos, se moveu para um dos lados e um elevador apareceu em seguida. A porta se abriu e três homens, armados com metralhadoras, saíram de lá, mas antes que pudessem sequer pensar em atirar, Loki fez com que suas armas desaparecessem. Eles ficaram estupefatos com o corrido.

O asgardiano tirou de suas costas algumas adagas bem pequenas e lançou na direção daqueles homens. Antes que elas os atingissem, se tornavam verdes e brilhosas. Eles caíram no chão, paralisados por magia.

Ele pulou os corpos e entrou no elevador.

– Vai ficar ai a noite toda? – perguntou para a garota que sorria. Ela guardou as armas nas costas e passou pelos homens, observando-os ainda curiosa. A cada hora que passava, ela ficava mais impressionada com Loki. Não havia sido a primeira vez que ele fez o seu queixo cair. Ficou ao lado dele e as portas se fecharam. Uma música calma começou a tocar. O deus olhou a garota de cima a baixo. – você quer dançar?

– Senhorita Monroe? – chamou J.A.R.V.I.S.

– Sim! – respondeu ela revirando os olhos. Respondendo ao programa, não a pergunta de Loki.

– Existem vinte homens aguardando na porta do elevador. Estão preparados para atirar.

– Droga. – falou ela e puxou as suas pistolas das costas. – Péssima forma de morrer. Ser ferida por balas não é legal, não tenho boas experiências com isso. – Ela respirou fundo e apontou a arma para frente. Sabia que as suas chances eram poucas, mas não desistiria. – Se tiver alguma mágica escondida nas mangas, é melhor usá-la.

Quando a porta se abriu, Loki a fez abaixar as armas. Roxie o encarou e só então percebeu que um homem passou no meio dos dois e seguiu para fora do elevador. Era um daqueles que foram petrificados no andar de cima.

– Alarme falso. – falou a ilusão para seus companheiros e eles relaxaram. A ruiva encarou Loki com um sorriso no rosto. Ele levou o dedo indicador até os lábios e mandou que ela fizesse silêncio. A garota assentiu.

Seguiram desviando de todos aqueles que permaneciam ali, desceram mais dois andares e entraram em um corredor repleto de portas.

– J.A.R.V.I.S, para onde agora?

– Penúltima porta a direita. – respondeu o programa no ouvido dos dois. – mas devo adverti-los que existem cinco homens fazendo a guarda.

– Basta que me diga onde eles estão. – Roxie pegou, novamente, as suas armas.

– Dois às nove horas, um ao meio dia, um às três horas e um bem na frente da porta.

– Okay, é fácil. Não esperam por nós.

– Lembrando que o Sr. Stark e o Sr. Fury estarão sentados bem na linha de tiro.

– Não se preocupe. - Roxie respirou fundo e apontou as armas para frente. – Loki, poderia demonstrar um pouco de cavalheirismo asgardiano e abrir a porta para uma dama?

– Com prazer. – falou ele e sorriu maldoso. Segurou a maçaneta e quando ela deu o sinal com a cabeça, o deus abriu a porta.

Começou a atirar assim que viu a nuca do primeiro soldado. Roxie seguiu atirando no ruivo que estava em sua frente, atrás de Tony e Nick, e no moreno que estava em seu lado direito. Rolou pelo chão e se levantou atrás de uma mesa. Disparou dois tiros que acertaram em cheio os outros dois que estavam a sua esquerda.

Os olhos azuis reviraram o local e a garota, finalmente, relaxou quando percebeu que não havia mais ninguém ali.

– Perímetro limpo. – ela correu até Nick e Loki foi liberar Tony.

– Bom trabalho, agentes. – falou o líder se levantando. Roxie lhe entregou uma das armas.

– Vocês podiam ter sido mais rápidos, não é? Queriam o quê? Um convite? - respondeu Stark também se levantando - Pensei que meus netos iam estar no pátio quando vocês chegassem!

– Você que não deveria ter entrado. Deveria ter nos aguardado. – reclamou a garota.

– Sabe que adoro uma festa exclusiva. – Ele sorriu. - Sempre tive problemas com dividir algo. Acho que é por isso que hoje sou assim.

– Assim como? Egoísta?

– Não, sou popular - Respondeu Stark com uma piscadinha marota. Roxie sorriu e Loki revirou os olhos.

– Senhores! Devo informar que o grupo que ficou para trás, encontrou os outros três no andar de cima e estão se dirigindo rápido para onde vocês estão.

– Nós temos que ir, agora! – mandou Loki ao ouvir o programa. – Eles estão vindo para cá.

– Qual o problema, homem rena? – perguntou Tony e se arrependeu logo em seguida. Loki fez uma cara estranha.

– O que quer dizer? - o deus encarou o bilionário.

– Não temos tempo para isso. – falou Nick.

– J.A.R.V.I.S, encontre uma saída mais próxima. - A ruiva olhou em volta.

– A única saída é aquele elevador, senhorita. – respondeu o software e Roxie respirou fundo.

– Parece que vamos nos divertir um pouco. – falou a ruiva. Tony pediu o ponto que estava na orelha da garota.

– J.A.R.V.I.S, onde está o traje? – perguntou ele.

– Não está no prédio, senhor.

– Está certo, eu preciso de uma arma. – falou Tony e Roxie lhe entregou a sua. – E você? – A ruiva abaixou ao lado dos guardas que ela derrubou e pegou uma metralhadora semiautomática.

– Eu fico com essa, faz mais estrago. - Viu uma granada no cós da calça do homem e apanhou também. – Retiro o que eu disse, isso faz mais estrago. – Ouviu o barulho dos homens se aproximando e retirou o pino da granada. Arremessou na direção do grupo e trancou os ouvidos.

A explosão causou bastante fumaça o que deu a cobertura perfeita para que os quatro deixassem a sala. Quem ainda estava vivo, era baleado ou petrificado. Conseguiram chegar ao elevador e ao andar de cima. Loki e Nick já haviam conseguido sair e Tony vinha logo atrás de Roxie.

Sem que a garota percebesse, um dos homens, que havia ficado para vigiar o primeiro andar, pegou uma pistola calibre 38 e mirou em sua direção. Disparou, mas ao invés de Roxie ser atingida, Tony levou o tiro por ela.

A bala entrou pelas costas de Stark, na altura das omoplatas, e saiu na frente. A ruiva se virou momentos depois e acertou um tiro, bem no meio da testa do soldado.

– Você está bem? – perguntou Roxie.

– Essa era a minha melhor camisa. – falou ele apertando o ombro. A garota o tirou de lá e o ajudou a chegar no carro, onde os outros já os aguardavam.

– Senhor, vejo que teve um ferimento. – falou J.A.R.V.I.S.

– Sério? Não tinha notado. – ele respondeu quando sentou no banco de trás e sentiu uma pontada.

– Senhorita, use isso. – J.A.R.V.I.S fez com que um compartimento, no banco de trás do carro, se abrisse. Dentro havia uma pistola com o bico bem fino.

– O que é que tem aqui dentro? – perguntou ela e apertou um botão em cima da pistola.

– É uma proteína elástica, vai estancar a hemorragia. – respondeu o software. Roxie colocou a ponta da arma na ferida de Tony e apertou. O buraco começou a ser preenchido por uma substância concentrada e quase da cor da pele do vingador.

– Isso arde. – falou ele prendendo um grito que logo se deixou ser ouvido.

– Para onde vamos agora? – Perguntou Loki.

– Vamos para um lugar secreto da S.H.I.E.L.D. – respondeu Nick e colocou o cinto. Roxie e Tony também colocaram. Loki, percebendo que o carro não sairia se todos não estivessem devidamente protegidos, não fez teimosia, como da primeira vez. – Temos que achar uma forma de salvar os outros.

...

– Está confortável? – perguntou a ruiva quando cruzou a porta da enfermaria. Tony estava deitado em uma maca, no canto do lugar.

– Não é um hotel cinco estrelas, mas sim, eu estou confortável. – respondeu ele e Roxie sorriu. Trazia nas mãos uma flor.

– Isso é para você. – ela colocou em um copo onde continha água.

– Eu ia beber isso. – Roxie sorriu e se aproximou da cama. Segurou a mão de Tony e sentou-se.

– Obrigada por salvar a minha vida, mesmo depois de tudo o que eu fiz e falei contra você.

– Não há de que. – ele sorriu. – Estamos no mesmo time e é assim que é. Os heróis levam os tiros, não é? Trabalho em equipe.

– Achei que trabalhasse sozinho.

– Eu ainda trabalho. Isso foi só uma recaída.

– É, eu sei. – Ela sorriu e se levantou. Deu um beijo na testa de Tony. – Vou te deixar descansar.

– Roxie, posso te pedir uma coisa?

– Claro.

– Nick já falou com você sobre a missão, não é?

– Sim. – respondeu a ruiva. – Partiremos assim que ele conseguir um avião.

– Infelizmente, no momento, estou ferido e você só tem o Loki, mas não confie nele.

– Vocês me mandam não confiar nele, mas ninguém me diz o porquê.

– Só basta que você saiba disso. Não confie nele.

– Tem alguma coisa a ver com a memória?

– Como você soube disso? – perguntou o vingador seriamente.

– Eu li em um dos arquivos da víbora. – ela respondeu seriamente. – a memória dele foi apagada. Por quê?

– Não era para você saber disso. – ele fez um esforço grande para se sentar. - Eu te dou um conselho: não arranhe as paredes e não cave mais fundo. Pode encontrar alguma coisa que possa lhe ferir ou pior, lhe matar.

...

Roxie, já vestida com o macacão da S.H.I.E.L.D, apareceu na sala de Fury. Ela não havia notado, mas Loki já estava lá. O diretor desligou o telefone com raiva.

– Algum problema, senhor? – perguntou ela.

– Nós temos o avião, temos o país onde eles estão sendo mantidos, mas não a autorização para embarque. O conselho disse que precisamos aguardar uma liberação por parte da Rússia. – Nick sentou-se. – Qualquer invasão no espaço aéreo deles, sem autorização, o avião será destruído ainda no ar.

– Eu posso camuflar um avião. – falou Loki e Roxie se assustou. Ele estava encostado em um canto escuro da sala.

– Eu não posso autorizar uma partida. Isso me foi negado depois de algumas coisas terem acontecido. – Nick se referia ao fato de ter cometido insubordinação durante o ataque de Nova York.

– Podemos roubar um avião. – falou a ruiva. - Não da S.H.I.E.L.D, para não colocar a organização em foco.

– O que sugere agente? – perguntou Nick interessado na ideia da mulher.

...

Loki e a garota abaixaram atrás de um jipe camuflado.

– Você sabe o que penso sobre isso. – falou o asgardiano encarando a garota. Ela apenas deu um sorriso e o olhou de soslaio. – Roubar um avião militar?

– Faça sua mágica. – falou ela e uma luz verde os envolveu. Quando se dissipou, eles usavam roupas da força aérea americana.

– Você está um encanto, Tenente. – o deus olhou para a ruiva que corou. Os dois se puseram de pé.

– Sobre isso, porque você é um capitão e eu uma tenente?

– Isso se chama hierarquia militar. – respondeu ele.

– Eu sei o que é hierarquia militar, mas porque eu não sou a capitã?

– Porque eu sou o deus aqui. – Loki sorriu debochado.

– Você não é um deus. – Roxie reclamava ao lado de Loki, enquanto os dois seguiam em direção ao hangar onde estavam guardados os aviões.

– Você está indo de encontro a uma ordem minha, tenente? – falou Loki alto, chamando atenção de um grupo de soldados. Roxie quis matá-lo. Ele prendia um sorriso o que o deixava ainda mais fascinante.

– Não, senhor! – ela respondeu forçadamente. Um bolo se formava em sua garganta.

– Então, você vai subir naquele avião e vai fazer o que eu mandei. – Ele apontou para um caça B-2 Spirit que estava estacionado. – Entendeu, tenente?

– Senhor, sim senhor. – respondeu a jovem e trincou o maxilar.

– A continência. – ele sussurrou baixinho e Roxie fez o gesto. O deus respondeu sorrindo. A garota respirou fundo, olhou para os soldados mais ao fundo e de volta para Loki.

– Você me paga por isso. – ela disse inaudível para os outros, mas perfeitamente compreensível para o asgardiano. Seguiu na direção da aeronave e com o auxílio de um dos soldados, subiu no caça. Loki sentou-se na cadeira ao lado da dela.

– Não fique chateada. – ele respondeu colocando o cinto.

– Só uma advertência: Não durma. – Ela apertou o seu cinto e o asgardiano sorriu. Ligou a aeronave e começou a taxiar pela pista.

– Bravo trinta e três, aqui é a torre e você não tem autorização para decolagem. – falou um homem no fone de Roxie. – Retorne ao hangar, imediatamente, e desligue a aeronave. – A ruiva preparou para decolagem.

– Acho que estão falando com você. - Advertiu Loki depois de colocar o seu fone e ouvir também o alerta.

– Repetindo: Bravo trinta e três, aqui é a torre e você não tem autorização para decolagem. Retorne ao hangar, imediatamente, e desligue a aeronave.

– Desculpem, não consegui ouvi-los. – Ela fez com que a aeronave começasse a pegar velocidade e finalmente saiu do chão. - Exatamente como eu me lembrava.

– Você já tinha pilotado esse avião antes? – perguntou o asgardiano.

– Só em simulações, mas é o suficiente. – respondeu ela e o seu painel começou a apitar. Estavam na mira de dois outros caças. – Loki...

– Eu entendi. – falou ele e o avião foi encoberto por uma luz verde. Desapareceu no ar. A mira desapareceu do visor de Roxie e ela respirou fundo. Agora era só seguir até a Rússia, encontrar o esconderijo, destruir a víbora e resgatar os vingadores. Era o que eles esperavam, mas esqueceram que imprevistos acontecem.



Notas finais do capítulo

Então amores, me deixem saber o que acharam, okay?

Beijinhos da tia...

S. Laufeyson!!!