Sobre Humanos e Deuses escrita por S Laufeyson


Capítulo 23
Capítulo 21 - Fique por Perto


Notas iniciais do capítulo

Boa noite, amoreees!!!
Então, mais um capítulo concluídooooo... Espero mesmo que gostem...
Não vou me demorar muito hoje, mas ainda assim... Comentem e Recomendem.. é muito bom para a divulgação da Fanfic.. Me ajudem nisso e deixem-me saber se estou no caminho certo, tá????

Adicionem o grupo, gente:
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Capítulo Revisado pela linda Targaryen... morro com as ideias dessa molieeeer!!!!! Te amoooooooooo amiga!!!

Vamos ao capítulo...



A ruiva desceu apressadamente as escadas de emergência e invadiu a sala de Fury. Os vingadores que restaram, estavam em reunião e por isso todos estavam ali. Exceto Wanda. A missão de apanhar a Víbora havia voltado para eles. Especialmente depois do que houve com Roxie.

A mulher mal havia se aproximado da mesa, quando foi agarrada por Steve que a abraçou com força. Havia recebido a notícia, por Mercúrio, que ela não corria risco de vida. No entanto, nada substituía o alívio de vê-la ali. Em pé.

– Vai a alguma festa a fantasia? – perguntou Tony apontando para a roupa que a jovem vestia. Esqueceu-se de tirar a armadura.

– Não! Acabei de chegar de um ataque. – ela respondeu seriamente. Só então todos começaram a perceber como realmente estava aquela mulher. Os cabelos vermelhos desgrenhados, um filete de sangue seco que escorreu rente a orelha, armadura com inúmeros arranhões e com olheiras de quem não dormia há décadas. – Víbora atacou Asgard.

– Como é que é? – perguntou Fury. Os vingadores começaram a falar todos ao mesmo tempo.

– Silêncio! – gritou Steve. Todos se calaram. Tony soltou um gritinho indignado antes de também ficar em silêncio. – Prossiga, Roxie.

– Eles usaram a pesquisa da Jane Foster para abrir uma passagem até Asgard. Atacaram com tudo o que tinham. Muitos dos nossos soldados morreram e eles tiveram várias baixas também, mas parecia que quanto mais soldados da Víbora a gente matava, mais deles apareciam.

– E o que aconteceu depois? – perguntou Natasha.

– Um dos homens dela, um ninja que eu e Loki já havíamos visto antes, tentou roubar a Manopla do Infinito, do cofre de Asgard.

– Thor falou algo sobre isso. – concluiu Steve. – É uma arma catastrófica.

– Se isso cair em mãos erradas... – falou Clint.

– Me diga que ele não levou isso...

– Não, ele não conseguiu pegar. – respondeu ela seus olhos marejaram.

– Onde estão Loki e Thor? – perguntou Fury.

– Ficaram em Asgard, cuidando da mãe deles... da nossa mãe. – ela se corrigiu. - Frigga se feriu em batalha.

– Espera. – pediu Steve. – Sua mãe?

– Digamos que eu descobri quem sou. – ela respondeu sem nenhuma vontade. – Sou filha de Odin e Frigga, irmã de Thor e Loki. Princesa de Asgard.

– Uau. – falou Tony e deu um tapa nas costas de Fury. - Eu achei que a coisa era só com ruivas, mas estou vendo que os asgardianos também te seduzem.

– Mas isso não importa. – Roxie continuou. – Precisamos achar a Víbora. Isso já foi longe demais.

– Já estamos providenciando isso. – Fury respondeu enquanto se levantava. – Espalhamos agentes por toda a América. Qualquer passo em falso que ela der, nós saberemos. – a ruiva assentiu.

– Wanda... – perguntou olhando para o diretor. – Está presa?

– Sim, em uma de nossas celas. – declarou Banner.

– Eu quero falar com ela.

– Não é uma boa ideia. – repreendeu o Capitão.

– Ela quase arrancou a minha cabeça fora, Steve. É o mínimo que eu mereço. – ela encarou os olhos azuis do homem que assentiu, concordando. Virou-se para o rapaz de cabelos brancos, sentado do outro lado da mesa. – E obrigada, Pietro. – Ela abriu os braços e segundos depois, eles eram preenchidos pelo rapaz. – Você me salvou. Te devo uma.

– É o mínimo que eu poderia fazer, depois do que a minha irmã fez. – ele olhou para o pescoço de Roxie. – Quase não ficou cicatriz.

– Verdade. – respondeu a ruiva. – Por falar em sua irmã... – Ela deu uma olhada em todos e deus as costas. Seguiu rápido para as celas e paralisou ao entrar no pavimento. Os vingadores, que vinham logo atrás, tiveram a mesma reação. Os soldados, colocados para guardar o lugar, estavam mortos no chão e entre eles, encostada a uma parede, estava a agente treze. Estava viva, porém desmaiada.

Roxie correu desesperada, na direção dela. Frigga havia se ferido gravemente e agora, sua bisneta. Quando ela colocasse as mãos na Víbora, que Deus a ajudasse. Abaixou ao lado da loira, no mesmo instante que Steve abaixou-se do outro lado. O encarou seriamente.

– Sharon, fale comigo. – pediu o homem sacudindo a loira. Roxie estranhou a atitude dele. Ele a chamava pelo nome. Coisa muito íntima para os agentes da S.H.I.E.L.D. Na verdade, se via uma intimidade muito grande, entre eles. A mulher gemeu baixo e abriu os olhos castanhos.

– Sharon, está tudo bem com você? – perguntou Roxie voltando a atenção para sua bisneta. – O que aconteceu aqui?

– Eu estou bem. – respondeu ela e olhou para os outros vingadores que entraram no lugar. – Wanda fugiu.

– Quando foi isso? – perguntou Roxie.

– Há algumas horas. – respondeu ela.

– Desgraçada! Eu sabia que reconhecia aquele ninja de algum lugar. – falou mais para si que para os outros, mas acabou deixando escapulir um pouco alto demais. – Eu vou matá-la. – Sharon tentou se mover, mas novamente gemeu. Tudo nela doía.

– Eu vou te levar a enfermaria. – falou Steve pegando a garota no colo, que prendeu um grito.

– Senhorita Monroe... – chamou Nick. -... Está havendo algumas coisas aqui na S.H.I.E.L.D. que a senhorita não ficou sabendo. A Víbora está usando uma técnica, desenvolvida pela CIA, para controle mental. Acabamos descobrindo que Wanda está sob essa influência. Nada do que ela fez foi escolha dela. Estava sendo controlada.

– Espera, se a Wanda está assim, o que garante que outras pessoas também não estejam?

– Estamos estudando a fundo algumas das características necessárias e cruzando padrões. Já estamos elaborando uma lista dos possíveis controlados.

– Ótimo. Quero saber o nome de cada um deles. Já passou da hora de proteger minha família. – Ela deu as costas para o grupo e refez o caminho de Steve.

...

Havia se passado duas horas e finalmente os médicos deixaram a sala. Disseram que Sharon teve duas costelas fraturadas e que precisaria de muito repouso, mas que não corria risco de morte. Steve sentou-se em uma cadeira, próximo da cama da loira e Roxie cruzou os braços, ainda na porta.

– Muita coisa mudou em dois dias, não? – perguntou ela. Não parecia chateada, tinha um sorriso nos lábios.

– Não pense besteira. – mandou Steve. – Nos últimos dias, nos sustentamos e acabamos criando uma amizade. Ela porque achava que tinha perdido a bisavó e eu a mulher da minha vida.

– Steve, não vamos começar com isso outra vez.

– Não... – ele a interrompeu. – Eu sei ver quando estou sobrando na história. Eu só estava me fazendo de cego. Aquela cena no terraço foi o suficiente para me trazer a realidade. Você o ama e nunca vai deixar de amar.

– Ele é o meu irmão. – os olhos da garota encheram-se de lágrimas. – Isso não pode acontecer. – O capitão abaixou a cabeça, rindo. Levantou-se da cadeira e aproximou-se de Roxie.

– Ele não é seu irmão.

– Claro que é. – ela rebateu. – Ele é filho de Odin e Frigga. Ele é filho dos meus pais.

– Suas informações estão defasadas, Roxie. – assim que Steve se calou, Sharon acordou. – Ele não é seu irmão. – Ele deu a volta e sentou-se novamente na cadeira. A loira sorriu para ele. Antes de sair, Roxie deu uma última olhada nos dois. Eles faziam um lindo casal.

...

A ruiva chegou em seu apartamento e fechou a porta. Estava sozinha e dessa vez sentia que nada voltaria a ser como era antes.

Jogou-se no sofá depois de livrar-se de toda aquela armadura e permanecer trajando apenas o vestido amarelo que Frigga havia lhe vestido, antes da batalha. Seu coração estava ferido e ela apenas queria chorar. Haviam acontecido tantas coisas naqueles dias que ela mal conseguia desvencilhar sua mente daqueles momentos.

Frigga estava lutando contra a morte. Sua bisneta também havia sido ferida, embora sem gravidade. Descobriu que o homem a quem amava era também seu irmão, embora Steve negasse veemente, e a Víbora havia escapado e voltado para Midgard. Era muita coisa para sua mente assimilar.

Encolheu-se no sofá e ficou assim por quase meia hora, antes que pudesse se lembrar do que sua mãe havia lhe mandado fazer. “Peça ajuda a Urd. Ela é a Norna do passado” ela disse.

Roxie levantou-se e respirou fundo.

– Eu... Sigyn, princesa de Asgard, invoco a sua ajuda, Urd.

Uma névoa espessa começou a tomar os cômodos de sua casa e uma mulher apareceu em sua frente. Aparentava ter um pouco mais que cinquenta anos, mas não era velha.

– O que a princesa de Asgard faz tão longe de casa? – perguntou com uma voz que arrepiou a ruiva.

– Tentando entender quem eu sou. – respondeu temerosa. – Não me lembro de nada.

– E por isso resolveu invocar-me?

– Sim. – respondeu ela. – Eu preciso da sua ajuda para lembrar.

– Pois bem. Estive agora há pouco com o deus da trapaça. Mostrei a ele toda a verdade. Não será difícil para você enxergá-la também, mas antes eu preciso saber se sua alma é forte o bastante para essa viagem e protegê-la da destruição, que essa jornada pode causar. Por isso, peço que fique imóvel. – ela enfiou a mão na altura do coração de Roxie e a jovem começou a arquejar. Sentia como se tudo dentro dela estivesse sendo revirado de uma forma assustadora e um calafrio tomava conta dela. Segundos depois a Norna retirou a mão e ela percebeu que estava fechada, como se segurasse alguma coisa. Ela abriu e Roxie percebeu um círculo amarelo brilhoso. – Essa é sua alma. – Urd assoprou aquele círculo brilhante e ele se tornou roxo. Colocou a mão novamente no mesmo lugar e a ruiva sentiu um solavanco e uma fraqueza que forçou-a a fechar os olhos. Quando abriu, não estava mais no apartamento. – Você é muito forte. É difícil encontrar alguém assim.

– Onde estamos?

– Em uma espécie de antessala para o passado. – respondeu a Norna. – Deseja começar?

– Sim, por favor. – ela respirou fundo, ainda com dificuldade. – Mostre-me o que eu esqueci. – A mulher seguiu na frente de Roxie e ela conseguiu ver cinco véus enormes que pendiam de lugar nenhum e chegava a tocar no chão. Ela parou em frente ao primeiro véu e a mulher o abriu.

A visão iniciou com uma luz intensa que cegou Roxie, momentaneamente.

– Lembre-se: Aqui é o passado e por isso não pode mudá-lo e ninguém que esteja aqui pode vê-la. – Alertou a Norna com seus imensos cabelos negros tornando-se brancos e caindo por sobre o manto negro. – Você queria saber o que aconteceu com você antes de perder a sua memória. Eu lhe mostrarei.

A luz começou a se dissipar, as coisas começaram a ter forma e ela conseguiu ver o que não lembrava. Frigga estava sentada na grama verde do jardim. A pequena princesa, de dez anos, estava entre suas pernas e quase adormecia enquanto sua mãe penteava os seus cabelos vermelhos. Estavam completamente relaxadas até que uma menina, de cabelos escuros e lisos, parou em frente a elas.

– Eles chegaram.

– Você tem certeza, Sif? – perguntou Frigga.

– Dessa vez é verdade. – falou ela sorrindo. Pegou na mão da menina. – Vamos Sigyn.

– Eu posso ir, mãe? – perguntou ela com os imensos olhos azuis.

– Vai querida! Não consigo correr como você, mas estarei logo atrás. – a garota se levantou e seguiu na direção da saída do palácio, sempre ao lado de sua melhor amiga. Desceram as ruas de Asgard e só pararam quando chegaram no início da Bifrost. Respiravam com dificuldade por causa do esforço físico.

Caminharam entre aqueles inúmeros soldados que retornavam de uma comemoração que faziam em honra a Odin, Pai de Todos. Era uma competição, feita apenas com os homens, de todas as idades. Durava em média uma semana, mas aquela se estendeu um pouco mais que isso e essa era a razão de toda apreensão das mulheres que ficaram na cidade.

Andaram ainda quase até o meio da ponte arco-íris quando finalmente os avistaram. Odin, Thor e Loki caminhavam entre os soldados e estavam bem. Elas voltaram a correr e cada uma se jogou nos braços de um dos garotos. Sif nos braços de Thor e Sigyn nos de Loki. Depois inverteram. Loki apertou a mão de Sif enquanto a ruiva abraçou seu segundo irmão com muita força.

A princesa se afastou e abaixou a cabeça em reverencia ao pai.

– Bem vindos. – falou ela.

– Obrigado, Sigyn. – Odin levantou o rosto dela e o acariciou. Ele agradeceu com um sorriso.

– Como foi? – perguntou Sif apreensiva.

– Sabe que não podemos comentar sobre isso, Sif. O que acontece no dia de Odin, permanece no dia de Odin. – respondeu o menino loiro.

– Isso é um absurdo. – falou a morena e cruzou os braços. – Ainda vamos disputar na comemoração.

– Eu gostaria de ver isso. – concluiu Loki.

– Pois está decidido, Sif. – Sigyn foi para o lado da amiga. – Iremos treinar duro e vamos vencer a competição.

– Quem foi o vencedor esse ano? – perguntou Sif.

– Meili. – respondeu Thor.

– Pois eu vencerei Meili. – Sigyn colocou uma entonação de superioridade enquanto falava.

– Pare de besteira. – Loki a repreendeu. Passando o braço pelo ombro da irmã.

– Você não acredita em mim? – ela perguntou com os olhos azuis claros voltados na direção do menino de cabelos negros.

– Eu acredito, mas sabe que não é permitido mulheres. Papai nunca permitiria.

– Não se preocupe. – falou ela e sorriu. – Eu tenho um plano.

A imagem começou a ficar turva outra vez e parecia que uma camada branca gelatinosa tomou toda a cena. Urd apareceu na frente de Roxie.

– O que aconteceu? – perguntou ela apreensiva.

– Vamos mais à diante no tempo, mas ainda será o seu passado. – falou a mulher e segurou na mão da ruiva. O segundo véu se sobrepôs ao primeiro e parou aberto na frente de Roxie e novamente elas o cruzaram.

A mulher reconheceu de imediato o lugar. Era o mesmo jardim que estivera há poucos instantes, vendo a mãe lhe pentear os cabelos quando era criança. A diferença é que estava escuro.

Um vulto passou rapidamente e só então percebeu que era ela, só que maior. Tinha aparência de quatorze anos agora e andava apressada pelas ruas da cidade, encoberta por uma túnica preta. Não podiam saber que era a princesa que estava ali.

Caminhava em direção a Bifrost e de lá pegaria uma locomoção que a levaria até o seu destino. Antes que chegasse, uma pessoa a segurou rapidamente e a colocou contra uma parede. Ela viu os enormes olhos verdes de Loki a examinar com bastante curiosidade.

– Você quer me matar de susto? – perguntou ela.

– Para onde estava indo?

– Eu ainda vou.

– Para onde?

– Estou caminhando, irmão. – Loki deixou um sorriso aparecer em sua bela face.

– Eu sou o deus da trapaça e da mentira, Sigyn. Acha mesmo que consegue mentir para mim?

– Está bem, eu não consigo. – respondeu ela. – Eu sei que você vai me entregar.

– Para quem?

– Papai e mamãe. – respondeu ela com cara triste.

– Depende. – ele soltou a garota. – Me leve com você e eu serei o seu cúmplice. – ela franziu o cenho. – Não poderei lhe entregar sem me encrencar também.

– Feito. – respondeu ela. – mas não deixe que ninguém o reconheça. – Ela colocou o capuz na cabeça outra vez e seguiu seu caminho. Um garoto franzino e maltrapilho andou ao seu lado. Ela o encarou e ele sorriu.

– Essa forma está boa?

– Excelente. – respondeu sorrindo. Caminharam ainda por alguns segundos até chegarem a uma nave que parecia um barco e flutuava.

Loki pulou primeiro e como um bom cavalheiro ajudou Sigyn a entrar, no mesmo momento em que tomava a sua velha forma. Ela tomou o manche e os guiou pela escuridão. Pararam em umas rochas afastadas da cidade e seguiram a pé a partir dali.

– Para onde vamos, Sigyn? – perguntou ele com os olhos estreitos, tentando enxergar alguma coisa à frente.

A ruiva acendeu uma tocha e eles entraram em uma caverna. Alguns minutos de caminhada e tudo começou a brilhar, bem parecido quando eles viajavam pela Bifrost. Apareceram na saída da caverna e Loki se perguntou o que aconteceu.

– Digamos que tem outras formas de entrar e sair de Asgard. – respondeu a garota como se lesse a mente do rapaz.

– Onde estamos?

– Álfheim. – respondeu ela.

– O que estamos fazendo aqui? – perguntou ele seriamente e segurou no braço da ruiva.

– Você vai ver. – ela sorriu e desceu as rochas, entrando na cidade logo em seguida. As crianças correram até ela como se já a aguardassem. Loki entendeu por fim o que estava acontecendo: era para lá que Sigyn ia todas as noites em que desaparecia.

Uma menina loira, com cabelos tão grandes que chegavam a tocar seus pés, segurou no braço da ruiva e as duas saíram correndo na direção do centro da aldeia. Havia uma mesa posta em um canto mais afastado e uma roda de pessoas dançando.

Todas as damas, devidamente trajadas, usavam seus lindos vestidos de diversas cores. Os cabelos, geralmente presos na parte de cima e soltos em baixo, pareciam lindos véus dourados que adornavam as suas cabeças. A única que divergia ali era Sigyn e por isso, todas as atenções eram dadas a ela.

A menina a levou até o círculo de garotas que dançavam entre si, em uma roda e nunca soltavam as mãos. O que era engraçado porque quando chegavam a um determinado ponto, elas estavam tão emaranhadas que demoravam horas para desfazer aquilo tudo. E a cada tentativa, eram gargalhadas e mais gargalhadas.

Os rapazes ficavam de fora daquela brincadeira porque era algo feminino, mas a melhor parte ficava com eles, já que apreciavam as mais belas damas solteiras e se deleitavam naquilo.

Loki estava de braços cruzados, afastados dos outros rapazes, e sorria com as tentativas frustradas das garotas, mas mesmo assim não deixou de perceber a aproximação de um rapaz, talvez mais velho que ele apenas um ou dois séculos. Ele o cumprimentou com a um igual e por causa disso, logo percebeu que se tratava do príncipe dos Alfar, Ne-kael.

– Bem vindo a Álfheim. – falou ele parando ao lado de Loki.

– Obrigado. – agradeceu gentilmente. Apenas cordialidade entre príncipes.

– Lady Sigyn vem praticamente todas as noites e é a primeira vez que ela nos traz outro visitante.

– Agradeço a hospitalidade com a minha irmã e ela não mentiu quando me disse que suas terras são lindas. – falou ele ainda na cordialidade.

– Ficam ainda mais bonitas quando tem o brilho dela. – ele falou e Loki o encarou. Sabia onde iria chegar aquela conversa. – é uma linda mulher.

– Ela ainda é uma criança. – respondeu o asgardiano como um bom irmão protetor.

– As mulheres aqui são dadas em casamento quando completam a idade dela.

– Ela é uma asgardiana e não uma alfar. - ele se virou de frente para Ne-Kael. – Não está em idade de casar.

As risadas ficaram mais altas e a aldeia inteira rompeu-se em palmas. Aquilo chamou a atenção dos dois. As garotas haviam conseguido se soltar. Agradeceram sua plateia e se dissiparam. Sigyn correu até onde estava Loki e Ne-Kael.

– É muito divertido. – Ela sorriu. Loki olhou de soslaio para o príncipe de Álfheim e percebeu quando ele deu uma ordem para alguns elfos, que animavam a festa com música, para que eles tocassem algo lento.

– Você quer dançar, Sigyn? – o asgardiano convidou a irmã. Foi mais rápido e frustrou os planos do Alfar. Isso ficou claro no olhar que ele lançou para o deus.

– Claro. – falou ela sorrindo e os dois seguiram para o centro do pátio.

Haviam outros quatorze casais, entre eles: Sigyn e Loki, Ne-Kael e uma jovem que o nome não é relevante. Os homens se dispuseram ao lado esquerdo enquanto que as garotas ficaram do lado direito. Todos se cumprimentaram e a dança começou. O toque apenas se dava nas mãos e os rapazes guiavam as moças. Sempre com movimentos galantes e delicados. Houve troca de casais e por uma ou duas vezes, Sigyn parou sendo o par de Ne-Kael e era nesse momento que ele galanteava a jovem de uma forma que deixava Loki fervendo de raiva. Como ele havia dito, Sigyn era apenas uma menina.

Alguns minutos depois, as damas agradeceram e a dança acabou. O jovem deus segurou o braço da ruiva quando o Alfar sorriu e ela corou. Arrastou Sigyn na direção das rochas.

– Vamos embora, agora! – Ele estava sério e aquilo assustava a garota.

– Por quê? Não está se divertindo? – ela perguntou intrigada.

– Não. – Respondeu Loki e continuou a puxá-la. A aldeia inteira os olhava e comentavam sobre a grosseria do príncipe de Asgard.

– Loki, pare! – gritou a princesa. – O que aconteceu com você?

– Eu juro, Sigyn! Se você não voltar para casa agora, comigo, eu vou contar ao pai para onde você vai quase todas as noites e vou fazê-lo trancá-la no quarto pelo resto da sua vida.

– Não faria isso. – os olhos da garota se encheram de lágrimas. – Você prometeu não contar. Você é o meu cúmplice.

– Novidade: Eu menti. – ele respondeu entre os dentes. Arrastou Sigyn de volta pela rocha e ao barco flutuante. A garota apenas chorava baixinho e a feição de Loki mudara de raiva para pena. Ele não gostava de vê-la chorar, mas não diria isso a ela e nem deixaria que ela visse que estava triste também. Seguiram rápido pelas ruas e quando finalmente entraram no palácio, Loki a virou para encará-lo. – Não me odeie. Eu precisava fazer aquilo, estava protegendo você.

– Tarde demais. – ela falou chorosa, mas seriamente. – Eu já te odeio.

– Sigyn... – ele tentou tocá-la.

– Não toque em mim. Eu não confio mais em você. – ela deu as costas para ele e seguiu apressada pelo corredor, entrando em seu quarto e batendo a porta com força.

A visão ficou embaçada outra vez e Urd apareceu. Tinha o semblante ainda mais cansado do que antes. Ela explicou que isso se devia ao fato de Roxie começar a conhecer o seu passado e quanto mais sabia sobre ele, mas velha a mulher ficava.

– Ele me protegeu e o odiei.

– Você ficou um bom tempo sem falar com ele e isso o feriu tanto quanto pôde feri-lo.

– Por quanto tempo?

– Muito tempo. Até o dia de Odin. – respondeu a Norna. – Que, aliás, foi onde tudo começou.

– Você vai me mostrar? – Roxie olhou a senhora com os olhos grandes.

– Claro que sim, criança. – ela tocou na mão da ruiva e ela sentiu um arrepio por todo o corpo. Aquela experiência estava sendo demais para ela. – Foi no dia de Odin que a sua vida mudou. Como eu não te mostraria isso? – Ele guiou a mulher até outro véu e o abriu. Não estavam mais em Asgard.

Roxie viu um aglomerado de homens, todos jovens, crianças e adultos. Entre eles estavam Thor e Loki. Os dois usavam armaduras, empunhavam armas e se preparavam para as disputas. A garota prestava atenção em alguns soldados até que se viu. Estava usando um elmo que escondia os cabelos vermelhos e uma armadura para esconder suas curvas.

Estava sentada com um grupo e Roxie se perguntou se ninguém havia percebido aquilo. Ela disse que era de Vanaheim e como era permitido a participação de Vanires e Elfos, ninguém estranhou.

Sigyn disputou bravamente e se tornou uma das favoritas ao título daquele ano, mas durante uma luta, Loki a reconheceu. Justamente porque ela usou um golpe que ele havia lhe ensinado.

A garota ganhou e passou para a final. Bastava apenas um oponente e ela seria a primeira mulher a vencer o torneio de Odin. Voltou apressada para a área de treino. Antes de chegar, foi pega pelo braço e escondida em um lugar reservado. Loki arrancou o elmo da cabeça da garota. Os cabelos, vermelhos e compridos, caíram por sobre os ombros.

– O que você pensa que está fazendo? – perguntou ele seriamente. Já havia sido derrotado por um elfo e assistia a disputa ao lado de Odin. Thor também havia sido derrotado.

– Eu lhe disse que participaria do dia de Odin. Estou fazendo isso.

– Nosso pai sabe? – ele respirou fundo. Estava preocupado.

– Não, mas eu sei que você, como um traidor, vai contar. – ela praticamente cuspiu as palavras e Loki pareceu se importar.

– Eu não vou contar, Sigyn. Eu sou seu cúmplice, lembra? – Os olhos dela se encheram de lágrimas e a jovem se jogou nos braços dele. Abraçou com força. – Desculpe ter agido daquela forma, mas era preciso. Ne-Kael não estava com boas intenções. É o meu dever proteger você.

– Tudo bem. – Ela se afastou e sorriu. Loki enxugou-lhe as lágrimas.

– E como esse é o meu dever, peço que vá embora. – ela franziu o cenho. – Isso não vai dar certo e o papai vai ficar furioso com a sua audácia.

– Eu preciso disso, Loki. Quando ele ver que uma mulher, a filha dele, venceu todos os soldados, ele vai ficar orgulhoso.

– Não conhece o nosso pai, não é? – Ele se calou e a garota ouviu seu nome falso ser chamado. Era a partida final que estava se iniciando.

– Confie em mim. – falou ela e deu uma piscada.

– Vai lá, Helmse, e vença essa luta. – Loki sorriu e balançou a cabeça. – Não tinha um nome mais bonito não? – A garota deu uma tapa no braço dele e colocou o elmo novamente. O rapaz escondeu uma mecha, do cabelo de Sigyn, que insistia em estar fora do lugar e a garota seguiu até a arena.

O seu adversário surgiu do outro lado e ela respirou fundo. De todos aquelas centenas de homens, justo Balder seria seu desafiante?

Ele era cinco anos mais velho que Sigyn, mas mesmo assim a infernizava todos os dias em que a via. Jogando indiretas e a cortejando. Ela não o suportava. De repente, a ideia de vencê-lo ficou tentadora. Ela poderia usar aquilo contra ele.

Sorriu com esse pensamento.

– Do que está rindo, baixinho? – perguntou ele e a jovem engrossou a voz.

– Só da sua derrota.

– Você é um Vanir idiota, não é? Sabe que eu sou um dos melhores que vivem em Asgard? – ele perguntou.

– Por favor, já ouvi dizer que a princesa luta melhor do que você. – falou a garota e se deleitou ao ver a raiva tomar o rosto do guerreiro. Pegou sua espada e seu escudo e os colocou em posição de combate.

– Você está morto, Vanir. – Balder seguiu na direção de Sigyn que desviou com maestria do primeiro golpe. As espadas se chocaram e o barulho do metal em combate se alastrou pela arena. O guerreiro de Asgard era bastante rápido e a fúria com que Sigyn o havia deixado, fazia com que ele fosse ainda mais. Ao ponto dele dar uma rasteira na jovem. Loki levantou da cadeira, estava pronto para interferir.

– Quem é o melhor? – perguntou Balder.

– Eu sou. – respondeu ela e lhe deu um chute entre as pernas. O homem ajoelhou sentindo dor.

Quando ela tentou fugir e pegar distância segura, Balder segurou o elmo de sua cabeça. Queria que o Vanir continuasse no chão até ele se recuperar. Dar-lhe-ia uma surra e não se importaria se o matasse, mas esse não era o plano de Sigyn. Estava praticamente com a luta ganha.

No momento em que se ergueu, deixou o elmo na mão do guerreiro. A arena inteira se calou.

Os cabelos vermelhos estavam soltos e agora emolduravam o rosto da jovem. Odin levantou rapidamente e a garota não teve outra opção a não ser cair de joelhos no chão. Ele estava irado e surpreso, ao mesmo tempo.

– Princesa? – falou Balder ainda ajoelhado. Sigyn o olhou de soslaio e em seguida encarou o pai.

– O que está fazendo aqui, Sigyn? – ele gritou num rompante de pura raiva.

– Perdoe-me pai. Eu apenas queria mostrar ao senhor que sou tão forte quanto seus guerreiros.

– Como ousou desafiar-me?

– O senhor sabia que era o meu sonho vencer esse torneio. Eu estou aqui e posso conseguir.

– Eu não acredito que você arquitetou tudo isso, aliás, você não poderia ter armado tudo sozinha. – O Pai de Todos olhou em volta. – As outras garotas que estão aqui, apresentem-se. Agora! - Todos os guerreiros se olharam até que começaram a levantar alguns deles e seguir ao meio da arena. Eram exatamente seis garotas, contando com Sigyn. Elas ajoelharam perante Odin, assim como a princesa já se encontrava. Os homens comentavam coisas como “Eu sabia que ela era uma garota” ou “Eu fui derrotado por uma mulher?”. - Tirem os elmos. – Cada uma delas se livrou daquele adorno e os cabelos compridos escorreram por suas costas. Sif estava entre elas.

– Pai, Sigyn não... – Loki aproximou-se de Odin que esticou a mão para ele.

– Você sabia disso? – Os olhos verdes do rapaz buscaram a irmã. Não podia traí-la. – Você sabia disso? – repetiu Odin.

– Sim, senhor. – respondeu ocultando que descobrira há pouco.

– Você é uma vergonha, Loki. – falou o rei. – Seu trabalho é proteger a sua irmã e não colocá-la no meio de uma arena para lutar com um bando de guerreiros enfurecidos.

– Eu venci todos eles. – gritou Sigyn.

– Isso eu não posso negar. – Odin falou mais brandamente.

– Me dê o direito de derrotar Balder e de vencer essa disputa, mesmo eu sendo uma garota.

– Está bem. – respondeu o rei. – Mesmo vocês tendo desobedecido e quebrado uma tradição milenar, não posso negar que estou impressionado com a bravura e destreza que demonstraram aqui. Por isso, não as punirei. – as meninas sorriram de alívio. – e Sigyn terá o direito de terminar a luta.

– Obrigada. – respondeu ela sorrindo.

– Eu não vou lutar com a princesa. – falou Balder.

– Está com medo de perder para uma garota? – ela encarou o guerreiro e as risadas se espalharam por todo o local.

– Terá que terminar a luta ou declararei Sigyn vencedora. – O rei o encarou. Balder sorriu debochado.

– Se me permite, Pai de Todos. – falou ele e Odin assentiu. – Se vou ter que desafiar a princesa, posso ao menos tornar essa luta mais interessante?

– Estou lhe ouvindo. – respondeu Odin, voltando a sentar-se em seu trono.

– Se eu vencer a princesa, tenho a sua palavra que a terei como mulher? Que a desposarei?

– O que? – A ruiva perguntou assustada.

– Se eu vencer, eu me caso com você. – Os olhos azuis de Balder encararam os de Sigyn.

– Pai, por favor, não. – ela implorou.

– Está bem, Balder. – O rei encarou o jovem. – Se vencê-la, poderá desposá-la.

– Pai. – Thor chamou Odin. – Não faça isso. Pense nas consequências: A Sigyn vai odiar o senhor e a mamãe também. Eu aconselho sentar depois com o Balder e conversar com ele a sós. – Ele olhou o homem na arena. - O senhor está agindo por impulso e vai se arrepender.

– Sua irmã que pediu por isso.

– Não é uma boa forma de puni-la. Sigyn é uma criança. – ele continuou, mas foi interrompido por Loki.

– Pai, por favor, ela só queria ter a chance de lutar em honra ao senhor. Não faça isso com ela.

– Cala a boca, Loki. – ele olhou com raiva para o filho e depois para as garotas. – Eu sei o que estou fazendo. – ele respirou fundo. - Voltem aos seus lugares e que continue a luta.

Sif olhou para a amiga e disse algumas palavras de força antes de sair da arena. Balder foi para o lado direito e Sigyn, chorosa, foi para o lado esquerdo. Odin autorizou o início da luta e o homem partiu para cima da ruiva com tudo o que tinha. Ele não a mataria, mas a assustaria mais do que ela já estava assustada. A ideia de se tornar mulher de Balder estava martelando em sua cabeça e muitas vezes lhe tirou o foco na luta que seguiu. Não o bastante, ele a provocava de várias maneiras possíveis.

Em um desses momentos, as lágrimas embaçaram sua visão e ela foi pega, de surpresa, pelo homem que a imobilizou pelas costas e colocou-a ajoelhada no chão. Ele prendia suas mãos e colocava o seu peso sobre a garota.

As jovens mulheres se puseram de pé sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Os rapazes explodiram em gritos e Odin apenas olhava.

– Você é minha, Sigyn. – falou ele no ouvido dela e Odin ergueu Gungnir. Bateu no chão com força e todos se calaram. O rapaz a soltou.

– Balder é o vencedor. – O Pai de Todos olhou a ruiva ajoelhada, chorando. – Além do título desse ano, ganhou o direito de casar com a minha filha, a princesa Sigyn. – O guerreiro assentiu e então vibrou com os amigos.

Loki não conseguiu mais ficar onde estava. Saltou a bancada que os separava da arena e correu até a garota. Envolveu-a nos braços e apertou com força.

– Eu lhe avisei, Sigyn. – Ele estava chateado.

– Eu sei. – a voz da garota quase não saia. – Me desculpe. Eu deveria ter te ouvido.

– Como eu disse, você não conhece o nosso pai.

Pela terceira vez a imagem embaçou e Urd apareceu na frente de Roxie que parecia nem respirar.

– A partir de agora eu lhe dou o direito de escolha. – a mulher falou e sua voz estava mais tremida. – Você quer parar por aqui ou continuar?

– Eu preciso continuar. – respondeu ela.

– Como queira. - a Norna segurou novamente a sua mão e abriu o quarto véu. Roxie nem sequer se importou com aquilo, parecia anestesiada.

– O que vai me mostrar agora?

– Quem foi o primeiro amor da sua vida. – respondeu ela e novamente uma luz cegou a garota, momentaneamente. Viu-se sentada em um banco no jardim e já tinha a aparência que tinha agora. Ao seu lado estava Balder, com certeza estava mais bonito, mas ainda assim não lhe era tentador.

Frigga havia ficado furiosa com a decisão de Odin, mas como não havia mais como desfazer, exigiu que fosse aguardado até que Sigyn tivesse idade e maturidade suficiente para se casar e assim, os anos se passaram.

– Faltam apenas seis semanas. – falou tocando na mão de Sigyn que a puxou. – Porque você foge de mim?

– Porque não quero ser sua mulher. – respondeu friamente. – Você me ganhou jogando sujo.

– Sujo? Não vi sujeira alguma.

– Você se aproveitou do fato de meu pai estar com raiva de mim e ainda mexeu com minha mente. – ela o encarou. – Sim, você jogou sujo.

– Eu lhe conquistei em uma luta justa. Você como uma guerreira sabe que usar a mente do adversário contra ele é totalmente aceitável. – ele falava seriamente.

– Não imaginou o porquê que eu nunca retribuí as suas investidas? – ela o encarou. – Você teve anos para tentar me ganhar e nunca conseguiu. Não te passou pela cabeça que havia alguma coisa ali? – Ela respirou fundo. - Eu não te amo, Balder. Não amo, não amei e nunca amarei.

– O amor vem com o tempo e com a convivência. – respondeu ele.

– Eu nunca vou te amar, porque eu sinto raiva de você.

– Eu vou fazê-la me amar. – falou ele a agarrou Sigyn em um beijo. A garota tentava se soltar, mas ele era mais forte que ela. Até que foi tirado a força do banco.

– Se tocar nela outra vez, eu juro que mato você. – falou Loki quando Balder caiu no chão. Ele já era, exatamente, como Roxie o conheceu.

– Eu vou me casar com ela em seis semanas e o que você vai fazer? Ela será minha, por direito.

– Até lá, não toque nela. Não se ela não quiser. – ele colocou Sigyn nas suas costas. – E eu sei que ela não quer.

– Loki, Loki, Loki. – Balder sorriu em deboche. – O grande príncipe de Asgard. Acha-se tão superior com a sua arrogância e não passa de um bastardo que nem é filho de Odin.

– O que você falou? – perguntou o moreno.

– O que você escutou. Meu pai disse que você não nasceu de Frigga, você foi achado e por mim, deveria ter ficado por lá mesmo. Não tem direito a nada aqui em Asgard. Nada! Seu Jotun maldito.

– Seu desgraçado. – Loki materializou a lança e partiu para cima de Balder, mas parou quando a garota se jogou na frente dele.

– Não, Loki. – ele a encarou respirando rapidamente. Estava ficando furioso. – Não vê que ele quer te provocar? Fazer-te ficar mal perante os outros?

– Sai da frente, Sigyn, deixe-o vir. – falou o outro homem.

– Como ousa falar tal coisa de seu príncipe? – Loki falava com os dentes trincados.

– Vai embora, Balder. – falou Sigyn ainda impedindo o irmão.

– Só se você me der outro beijo. – O loiro sorriu e a princesa assentiu.

– O que eu falei sobre ficar longe dela?

– Você disse “se ela não quiser” e você quer, não quer Sigyn? – Loki desviou o olhar para a ruiva.

– Quero. – falou ela rapidamente, apenas para acabar com aquilo. Tinha nojo de ser tocada por Balder. – Eu quero, Loki. – Os olhos da garota passearam pelo rosto perfeito do deus da trapaça, como se implorasse para ele parar. Ele a encarou com o cenho franzido e ela sorriu de nervoso. Balder puxou o braço da garota e a beijou. Alguns segundos depois ele a soltou. – Agora, vai embora!

Ele sorriu e deu as costas para os dois. Sigyn respirou fundo e se virou para olhar Loki, mas ele parecia enojado com a cena. Uma mistura de repugna com ódio.

– Você o merece. – Cuspiu as palavras e seguiu na direção do palácio. Sigyn queria ir atrás dele, mas não teve forças e apenas sentou-se no banco outra vez, chorando.



Notas finais do capítulo

Então é isso...
Um mega beijooooo para vocês!!!!
E inté o próximo!!!

S. Laufeyson!!!!