Os Jogos da Fome - Interativa escrita por Natacha Cesar


Capítulo 8
Colheita do distrito 7


Notas iniciais do capítulo

Cá está o capitulo da colheita do distrito 7, demorou mas a culpa não é minha é da escola --' espero que gostem ^^



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Hoje era o grande dia da colheita, todas as famílias preparavam os seus filhos e rezavam para que eles não fossem sorteados. Uns choravam, outros fingiam não ter medo e outros praticamente nem queriam saber. O medo instalava-se no coração de todos mas Athena tentava manter-se calma. Fechada no quarto e com uma adaga na mão, fazia pequenos golpes num pedaço de madeira. Aos poucos aquilo começava-se a parecer com uma boneca perfeitamente perfeita, de cabelos compridos e corpo perfeitamente elegante. Era com aquilo que Athena se dedicava, começou por um simples hobby que agora passou a ser como um trabalho para ela. Com aquela adaga já vez móveis e até peças decorativas ganhando assim um bom dinheiro para poder ajudar a mão. Sem pai e apenas com a mãe para a sustentar Athena não podia ficar simplesmente a ver, teria de ajuda-la de qualquer jeito. Ao fim de umas horas a pequena boneca de madeira estava pronta, os olhos eram grande e podia-se perceber que era uma bailarina. Ela pousou a boneca acabada e a adaga em cima da mesa e saiu do quarto. Ao entrar na cozinha pode ver a sua mãe, quase fotocópia dela, a mulher tinha os cabelos lisos e castanhos como ela, uma pele clara tal e qual como a Athena e uns olhos castanhos iguais a ela, podia-se dizer que eram gemias se não fossem os anos de diferença e as marcas de cansaço no rosto da mãe. A mulher estava a preparar uma sopa para que a Athena pudesse comer antes de ir para a colheita.

– Quer ajuda mãe? – Perguntou a moça extremamente educada.

– Não querida. Mas poderias ir te arranjar.

– Claro. – A moça sorriu e foi tomar um banho, quando acabou dirigiu-se ao seu quarto. Um vestido simples cor de bege, com uns detalhes em renda, de manga curto e com uma faixa enfeitada em renda que marcava a cintura. O vestido dava-lhe por cima do joelho, os sapatos eram pretos de fivela. Quando ela estava pronta foi ter á sala e viu as suas amigas que a esperavam, Kate e Isabelle. Juntou-se a elas sentando-se no sofá.

– Tanto tempo. – Disse Kate ajeitando o seu cabelo loiro que estava preso num rabo-de-cavalo alto.

– Desculpem. Então, como é que vocês estão? – Perguntou a rapariga educadamente.

– Um pouco nervosa. – Disse Isabelle tentando sorrir.

– E tu Athena? Como estas? – Perguntou Kate olhando a moça atentamente.

– Nervosa… ao falar nisso, fiz isto. – Disse a moça mostrando a bailarina de madeira para as amigas.

– É tão linda. – Disse a Isabelle com os olhinhos verdes a brilhar.

– Toma é para ti. – Disse a moça dando-lhe a boneca.

– E então e eu? – Perguntou a Kate num tom alto fazendo as moças rindo.

– Calma não me esqueci de ti. Toma. – Athena esticou um espelho de madeira, era uma espécie de espelho de mão, com uma pega e todo decorado á volta, era completamente extraordinário como era possível fazer todos aqueles detalhes com um bocado de madeira e uma adaga. A rapariga ficou pasmada, aquilo era tão lindo.

– Ok tu és a melhor artista que o mundo já conheceu. – Disse a rapariga bem alto.

Enquanto as moças riam a mãe da Athena chegou para lhes servir um prato de sopa, quando acabaram todas se dirigiam para o local da colheita. Aquele momento era aterrador. Athena preparava-se para despedir da mãe, mas as palavras não queriam sair.

– Mãe… eu… - Começou a moça.

– Querida não tenhas medo, vai tudo correr bem. – Disse a mulher com um grande sorriso.

– Obrigado. Eu adoro-a. – Disse a moça dando um abraço forte á mãe.

As três se dirigiram á multidão feminina e esperava impacientemente o sorteio.

Mas Athena não era a única menina de ouro daquele distrito, Arthur também valia muito naquele distrito. Simpático e gentil um regalo para os olhares femininos. Fazia de tudo para agradar mesmo que fosse puro fingimento. Foi praticamente criado peles avós depois de a sua mãe morrer e para Arthur o pai era como um irmão mais velho. O seu pai Ryan passava grande parte dos dias a trabalhar e Arthur passava a grande parte do seu tempo a treinar e a fazer exercício físico para ter o bom físico que tem. Naquele dia Arthur estava na parte traseira da casa fazendo abdominais e flexões. Com calças de algodão largas e tronco nu, aquilo era um delírio para qualquer rapariga. Enquanto treinava ouviu um barulho vindo a cozinha, pareciam tachos a cair, vestiu a camisola e correu para dentro de casa. Quando chegou á cozinha viu a avó no chão com tachos e panelas á sua volta.

– Avó! Tem cuidado. – Disse Arthur ajudando a mulher a se levantar e a sentar-se numa cadeira.

– Obrigado meu querido, já não tenho a força que tinha antes. – Disse a avó cansada.

Arthur apanhou todos os tachos, panelas e tampas que estavam caídos no chão e colocou-os sobre a mesa.

– Tens de ter mais cuidado.

– Eu sei meu querido. – Disse a avó sorrindo.

– Onde está o avô?

– Foi á praça buscar comida.

– Tenta não te aleijar ok, eu vou me arranjar para a colheita.

– Está bem meu querido, vai lá.

Arthur foi tomar um banho bem rápido e vestiu umas calças de ceda pretas e uma camisa branca com um casaco e uma gravata preta. Aquele era o fato que usava quando servia de companhia para as raparigas da alta sociedade do distrito nas festas simples. Penteou os cabelos loiros para o lado e desceu. O seu avô já tinha chegado. Arthur foi para o local da colheita acompanhado pela avó e pelo avô. Estava combinado ele encontrar-se com o pai no local da colheita. Quando lá chagaram não havia sinal do seu pai, Arthur tentou esperar mas não tinha muito tempo, teve de se despedir dos avós e foi empurrado por um pacificador até á multidão de rapazes.

No palco estava um homem alto, magro de cabelos brancos, os olhos eram negros como carvão.

– Bem-vindos! O meu nome é Rowen Nighy, serei o sorteador e mentor do distrito 7. Vamos começar por assistir ao filme que mostra o porquê de acontecer este evento “maravilhoso”. – Disse o rapaz não muito contente por ter de dizer aquilo.

O filme começou a passar, todos estavam atentos olhando apenas para a tela. Quando acabou ai sim os corações começaram as disparar. Primeiro eram as raparigas, Rowen aproximou-se do pote de vidro em que estavam os nomes femininos.

– E o tributo feminino é… Athena Martell.

O coração da moça congelou, a amigas ficaram paralisadas a olhar para a rapariga, Isabelle chorava baba e ranho enquanto via a amiga a caminhar em direção ao palco e Kate tentava acalmar a amiga e acalmar-se a si mesma. Athena caminhava até ao palco tentando manter-se calma. O coração disparou de tal maneira que ela mal conseguia andar. Quando subiu pode observar a mãe que chorava destroçada sem ninguém para a apoiar.

Rowen fez o mesmo mas agora para o lado masculino.

– E o tributo masculino é… Arthur Lowney!

Arthur respirou fundo, aquilo estava mesmo a acontecer? Arthur tentou mostrar confiança, caminhou em passos largos e subiu ao palco, pode ver os avós e agora o pai e mostrava uma expressão de tristeza.

– Senhoras e senhores, Athena Martell e Arthur Lowney são os tributos do distrito 7. Podem cumprimentar-se.

Ambos se olharam e apertaram as mãos. Arthur não queria perder, teria de voltar custasse o que custasse e Athena… ela não gostava dos Jogos mas também não queria perder.


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Notas finais do capítulo

espero que tenham gostado e que comentem ^^



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