Dead Zone. escrita por Ny Bez


Capítulo 5
É alguma piada sem graça?


Notas iniciais do capítulo

Olá gente!!! Como fiquei mt feliz com os reviews da Vivi, e da Laura, resolvi postar mais um capítulo Bônus! Vivi, desculpa a resposta que dei em seu ultimo comentário. Ela ficou horrível por causa de um bug que deu no site, não sei ao certo, sei que respondi do celular tudo bonitinho, separadinho, ai quando enviei vi q ficou oh... Uma bosta. Desculpinha, prometo q não vai mais acontecer, pois só vou responder pelo note agora. ^^
Ao cap bônus... Nos vemos lá em baixo. ;)

Atualizando again. :D



Chegamos à rua de Clara, a situação era pior do que eu pensava. Tinham muitos deles pela região. Carros incendiados, as casas destruídas, invadidas por eles. Meu coração foi batendo forte e rápido, chegava a doer. Eu olhava para Henry, que retribuía o olhar, apavorado. Engoli em seco. Paro o carro em frente à casa de Clara, e assim como as outras, estava com o portão aberto, a porta escancarada, e muita coisa quebrada pelo chão.

Desci desesperada. Henry me seguiu com sua arma, agora carregada, em punho.

– CLARA!! – Gritei com toda a minha força.

– Bia, assim você vai atrair os que estão lá fora! – Henry me repreendeu.

– Foda-se! CLARA! – Gritei mais alto dessa vez. Escuto um grunhido vindo do quarto de Clara. – Não... Não pode ser... C-Clara? – Vou me aproximando, com minha Glock em punho. Abro a porta. – Não! – Gritei.

O choro sai descontrolado. Era muito dolorido ver aquilo, eu não estava preparada. Ele vem em minha direção, desajeitado e lerdo, como todos os outros zumbis, pisando em seus próprios pés e tropeçando nas coisas que estavam espalhadas pelo chão. Era tão frágil, tão doce... A intensidade de minhas lágrimas aumentava, onde dificultava a minha visão.

Henry se posiciona para atirar. – Deixa que eu faço isso Henry. – Ele se aproximava de mim, não tinha muita força. O abracei docemente. Ele tentava me morder desesperadamente, mas estava fraco demais. – Desculpa... – Atirei bem no meio de sua cabeça. E agora seu sangue estava espalhado pelo meu corpo.

– Eu sinto muito, Bia... Vocês eram próximos?

– Muito. Ele era o irmão mais novo de Clara. Eu vi esse moleque nascer. Ajudei a trocar fralda. Eu e Clara sempre cuidávamos dele juntas quando os pais dela tinham que sair a noite. Sempre que eu dormia aqui, e que ele tinha pesadelos, ele ficava na cama com a gente, e nós duas juntas o abraçávamos, afastando qualquer sonho ruim. Clara era muito apegada a ele. Ele só tinha 11 anos, cara. Que merda de mundo nós vivemos agora? Crianças também? Alguém ai de cima está de sacanagem? Acordou de mau humor? É alguma piada sem graça? – Eu questionava a vida com toda a raiva de meu ser. Pedro era só uma criança, muito doce por sinal, não merecia isso.

– Calma Bia... Vou olhar os outros quartos. – Não respondi. Eu estava abraçada ao frágil corpo, agora totalmente morto do meu ex-cunhado, que era apenas uma criança.

Henry não se demora muito, viu que os outros cômodos estavam vazios, mas bem ensanguentados. Eu olho para a expressão do meu melhor amigo, e vejo que não é das melhores. As lágrimas já jorravam, e eu não conseguia me controlar. Estava derrotada. Desolada, para mim ali era o fim. Não queria e nem podia viver em um mundo onde a Clara não existia.

– Bia, olha isso. – Ele me trazia um papel.

“Bia, eu te conheço bem, e sei que você vai querer enfrentar o mundo para vir atrás de mim. Estamos indo para a casa do Ricardo. As coisas aqui ficaram complicadas, infelizmente esses malditos me levaram o Pedrinho, que agora está morto em cima da minha cama. Não abra a porta do meu quarto. Se você estiver lendo isso, não desiste de mim. Por favor! Clara.”

– Ela ta viva, eu sei que ta.

– Bia, não sabemos há quanto tempo ela escreveu esse bilhete. Você sabe como é lá fora... – Henry tentou me abrir os olhos. Ele estava certo, mas meu coração me dizia para ir atrás dela, que ela estava viva, com medo, e me esperando.

– Desculpa Henry, entenderei se não quiser vir comigo. Posso até te dar o meu carro para você ir para a minha casa. Mas eu vou atrás da Clara de qualquer jeito. – Falei decidida.

– Bom... Eu realmente estou contra essa ideia, mas não vou te deixar sozinha nessa não. Sei que vai precisar de mim. Afinal, eu sou quem sempre cuida de você, capitã. – Ele diz divertido.

Sorrimos um para o outro em um breve momento de solidariedade que tivemos. Só que durou pouco. Logo ouvimos os gemidos famintos dos mordedores ecoando pela casa. Não estávamos sozinhos ali, e com certeza havia muitos deles.

Henry fecha a porta do quarto de Clara devagar, para não atrair a atenção dele para o local em que nos encontrávamos. Mas, logo em seguida escutamos arranhões na porta. Eles já sabiam que estávamos ali. Eu ainda estava com o corpo desfalecido de Pedro em meu colo, e o bilhete de Clara na mão. Olhando apavorada para a porta. Henry estava a postos, com o dedo no gatilho.

A intensidade das batidas na porta aumentava significantemente.

– Bia, o deixe ai e vamos embora! – Ele gritava comigo

– Mas... Henry, ele é só uma criança. Temos que enterrá-lo.

– O QUÊ?! – Ele agora segurava a porta que tremia. – Você ta louca? Talvez nem dê pra passar correndo por eles, imagina com o Pedro nos braços. Bia, infelizmente o irmãozinho da sua ex se foi. Eles os deixaram aqui para ser uma dessas coisas.

– Por favor, Henry... – Chorei sentida. – Me deixe enterrá-lo... – Disse entre soluços.

– Tudo bem... – Ele concorda a contra gosto. – Como vamos passar por eles?

– Deixa isso comigo. Pega o corpo do Pedro e vai para o banheiro. E não saia de lá até me ouvir dizer que é pra sair.

– Você está louca Bia? – Eles podem ser muitos!

– Caso não me escute chamar, de forma alguma saia desse banheiro até ouvir que os grunhidos pararam. Caso não pare, tem uma entrada de ar no banheiro, acho que dá pra você passar com o Pedro. E por favor, enterre ele... – Disse séria.

– O que você ta pretendendo fazer? – Ele parecia assustado.

– To de saco cheio desses caras. – Meus olhos escureceram, assumiu um mel bem mais escuro, quase castanho.

Olhei para o meu melhor amigo, e ele me olhou pasmo. Logo se trancou no banheiro com o cadáver do pequeno em seus braços. Ainda sentada no chão, de costas para o banheiro, espero escutar o giro da chave da porta que estava atrás de mim, indicando que a mesma estaria devidamente trancada por dentro.

Assim que escuto, levanto devagar, com a mão na Katana que meu irmão me entregou na saída de minha casa. Esperei pacientemente até que eles conseguissem arrombar a porta com o peso de seus corpos.

Eles caíram um em cima do outro, desajeitados como sempre, e famintos. Eu pude ver em seus olhos que queriam me dilacerar viva, que ansiavam pelo gosto do meu sangue. Seus olhos eram tão sombrios quanto os meus estavam agora.

Com minha Katana em mãos, fiz o que tinha que fazer. Em uma agilidade, incrível, consegui ir derrubando um por um. Eram muitos mesmo. Mas eu estava cega de raiva, e só queria acabar logo com aquilo.

Eu não sei ao certo como consegui decapitá-los sem me ferir, ou que um deles me mordesse. Não sei de onde tirei tanta força para enfrentar vinte deles sozinha, apenas com uma espada na mão. Sei que quando terminei, cai de joelhos no chão, toda coberta de sangue. Meu coração estava disparado, minha respiração era forte, ofegante e angustiante. Lembrei-me do zumbi Pedro, e me veio lágrimas, mas sem o choro.

– Henry, você pode sair. – Disse fria.

Ele sai com uma expressão de espanto no rosto, e ao mesmo tempo de pavor. – Como você conseguiu abater todos eles?

– Eu não faço a menor ideia. Mas vamos logo antes que chegue mais deles.

Vou até o armário de ferramentas domésticas, e lá pego duas pás. Em seguida saímos às pressas. Tinha dois deles perto do meu carro. Minha Katana já os decapitava. Henry entra no carro com Pedro nos braços, no banco do carona. Eu entro em seguida olhando ao redor para ver se tem mais deles perto. Jogo minha espada e as pás no banco de trás e fecho a porta, dou a partida e arranco dali bem rápido. Eu tinha que encontrar Clara, mas antes tinha que enterrar meu querido ex-cunhado.

Dirigi feito louca atrás de um bom lugar para enterrá-lo. Eu poderia simplesmente ir em um cemitério e enterrá-lo lá, mas seria loucura aparecer em um, pois se estava tudo como nos filmes, no mínimo os já enterrados sairiam de suas covas e derrubariam a gente pelos pés. Claro que não tinha a certeza de que isso aconteceria, mas não quis arriscar.

Avisto um terreno bem arborizado. Mais parecia um jardim de tão bem cuidado. Seria ali sua sepultura. Peguei o lençol que trouxe para caso demorasse mais de um dia a minha incansável busca por Clara, e enrolei ao corpo de Pedro. Assim ele não seria apenas coberto por terra, assim teria pelo menos uma “proteção”. Henry cavava o buraco, e eu ao terminar de enrolar Pedrinho no lençol, fui ajudar meu amigo a cavar aquela cova.

Levamos cerca de uma hora e meia cavando. Eu não queria uma cova muito rasa. Coloquei o frágil corpo dentro da cova improvisada, naquele campo bonito. E jogamos a terra em cima, dando fim ao sofrimento de Pedro nessa terra de horrores.

– Vamos? – Henry me abraça.

– Vamos...

Na estrada, a caminho da casa de Ricardo, onde eu sabia bem onde ficava, afinal éramos amigos de infância. Morávamos em bairros diferentes, mas era bem perto. Já era quase noite. Seguimos em silêncio pelo caminho todo, o único som que escutávamos era o de Pink Floyd, Comfortably Numb ecoando mais uma vez o interior do meu Impala 67.

“Hello, Is there anybody in there? Just nod if you can hear me. Is there anyone at home?
Come on now. I hear you're feeling down… Well, I can ease your pain
And get you on your feet again...

…The child is grown, the dream is gone… And I have become comfortably numb.”



Notas finais do capítulo

Gente, que triste... Pedrinho morreu, e Bia sentiu (eu tbm senti, já que meus personagens, nem todos, são semelhança de alguém que conheço)... Estou colocando coisas nessa estória que eu particularmente amo, primeiro ZUMBIS, depois Aeronáutica (vou tentar entrar ano que vêm *-*), dpois o Impala 67 (amo os clássicos, tocaria qualquer Camaro 2014 por um Clássico), e agora a Katana (amo espadas japonesas, facas, kunai, shuriken... Quaisquer armas brancas orientais), e música, por isso em alguns capítulos o grande Impala irá soar a melodia de algumas de minhas músicas favoritas. Espero que vcs gostem! A de hoje, Pink Floyd, comfortably numb, a qual me deixa bem relax. Então curtam um pouquinho de PF https://www.youtube.com/watch?v=94IfeZy1kiA
Aguardo seus comentários coisas lindas! E Dianna Agron Rivera, bem vinda! E espero ver vc nos comentários. ;)



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