K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 4
Rivalidade entre clãs


Notas iniciais do capítulo

Postando mais um capítulo restante do anterior. Por causa de algumas restrições que passo hoje os capítulos em termo de números de palavras diminuiu drasticamente. Antes eu programava para ter entre 1500 a 2500, hoje 1000 a 2000. Enfim espero que desfrutem do capítulo.



Kyo ainda estava com muita raiva, mas não deixou transparecer. Queria sair, curtir a noitada com seus amigos. Os únicos eram Goro e Benimaru. O moreno saiu de casa por volta das dezoito horas com, claro, um horário específico para chegar. Enfim ele colocou uma jaqueta preta com uma camisa vermelha por baixo, calça jeans preta e tênis escuro. Entrou no carro de Goro e saiu.

– Ainda chateado com o seu pai não é? - perguntou o amigo.

– Daimon ainda estou, mas eu até entendo o ponto de vista dele. Mas enfim o torneio é daqui uma semana mesmo. Quem sabe até lá ele não mude de ideia? Cade o Nikaido?

– Já está naquela casa noturna. Aquele lá é um sem noção - respondeu.

Depois de algum tempo eles chegaram ao local. Era grande e bem luminoso por fora. Ambos saíram do carro e Kyo teve uma surpresa ao ver a sua namorada ali, não a convidou. Teve certeza que Benimaru era o responsável por aquilo. O loiro mesmo admitiu. Eles entraram e curtiram a balada perto de uma área vip em que havia cadeiras e mesas. Curtiram uma banda que tocava ao estilo jazz e rock menos pesado.

Mesmo tocando o seu instrumento de contra-baixo o Iori observava de longe o seu pior inimigo, dançando com os amigos. Eles são inimigos de sangue, clã Kusanagi não se dá com os Yagami, portanto a rivalidade desde sempre. Era até irracional a maneira que um homem que diz odiar violência querer matar um Kusanagi por causa da rivalidade entre famílias ou sangue. Porém Yagami não estava nem aí, ele queria era acabar um dia com o Kyo e sentia que esse dia estava chegando.

Depois de beberem algumas latinhas de cerveja e conversarem muito já era quase meia noite. Não queria se tornar um irresponsável a ficar muito tempo tarde nas noites de Tóquio, Kyo portanto se despediu dos dois amigos e saiu abraçado com a namorada. Por incrível que pareça eles preferiram andar do que ir de táxi ou ônibus.

Iori terminou de tocar e a banda se despediu. Era a hora do dj tocar músicas mais agitadas. Então, após se despedir dos colegas de função o cara se lembrou do rival e pegou o mesmo caminho que o outro foi. Era incrível como Yagami sentia a presença do outro só pela aura que o moreno emanava. Com certeza era o Kusanagi.

Kyo deixou a sua namorada na porta do prédio, preferiu não subir pois senão só voltaria para casa pela manhã. Depois andou pelas ruas até chegar perto de um ponto de táxi. Antes de pedir a corrida ele percebe a presença de alguém. Se encosta no veículo, cruza os braços e depois observa o homemde longos cabelos negros a sua frente segurando um instrumento musical.

– Olha só quem está aqui. Se não é o meu eterno rival. Como vai Yagami? Muito trabalho em me procurar? - falou em deboche.

– Você sabe que a minha única missâo é acabar contigo Kusanagi, pense bem nisso? - falou sério, mas não demonstrava raiva.

– Dá um tempo cara eu tenho mais o que fazer. Aliás que cabelinho é esse mesmo? Sinceramente você é uma piada ambulante - disse irônico deixando o outro mais furioso.

– Você se arrependerá de ter falado essas palavras quando eu fizer você comer terra - disse deixando o instrumento no chão.

Kyo deu um leve sorriso de canto. Levantou seu dedo indicador e dele foi gerado uma pequena chama vermelha. Iori não suportava mais ficar muito tempo sem tentar matar o seu eterno rival e agora a chance seria única.

– Diga-me uma coisa Yagami você realmente está disposto a me matar hoje a noite? Ou será mais um blefe seu, uma desculpa esfarrapada pra me ver? Porque sinceramente estou cansado das suas ameaças - sorriu.

– Dessa vez eu o farei engolir seus dentes imbecil. Eu juro que te humilharei por carregar o maldito sangue Kusanagi dentro de si.

Iori começou a emitir uma aura assombrosa, quase roxa. Algumas pessoas que passaram ficaram assustadas e passavam longe. Ao mesmo tempo Kyo emitiu uma aura alaranjada indicando que estaria pronto para lutar não importava em que local estavam. O momento só foi acalmado quando o carro de Goro parou ali perto e dele sairam o dono junto com Benimaru. Os dois se juntam ao amigo.

– Cai fora Yagami - falou Goro numa posição de luta.

– Hum vejo que os guarda-costas vieram Kusanagi - falou Iori com ironia.

– Seu filho da p...

– Espera Nikaido. Não vale a pena discutir com esse aí. Afinal se realmente quiser me enfrentar vai ter que entrar no torneio do rei dos lutadores. Espera um pouco... só alguns foram convidados, que pena. Até a próxima " purpurino".

– Miserável és tu Kusanagi. Um dia me pagará - Iori se afastou dos três e pegou o seu instrumento. Pegou o lado oposto, mas antes deu uma última olhada para eles - bando de fracassados.

Kyo, orgulhoso, não gostou de ter a ajuda dos amigos na quase luta contra seu inimigo. Ele argumentou que pareceu fraco diante dele. Depois disso ele aceitou a carona rezando para não serem pegos pela polícia, porque todos ali beberam. Enfim o rapaz foi deixado em casa e entrou na residência. Os dois saíram.

Kyo foi até a cozinha, procurou algo pra comer, fez uma lanche rápido e subiu.

Domingo chegou tão rápido. Kyo acordou quase dez horas. Escutou vozes e reconheceu que eram seus dois colegas. Fez sua higiene matinal e desceu. Benimaru e Goro eram ensinados por Saisyu na áres externa da casa. Ele ficou observando enquanto sua mãe chegava por trás.

– Ele é um bom homem, só quer o seu bem. Deveria treinar com ele afinal é o seu pai - disse o abraçando por trás.

– Estou sem vontade hoje. Deixem que fiquem a sós nesse treinamento - ele sai da porta dos fundos e vai para a cozinha se sentar numa cadeira - Aliás eu queria dizer algo que aconteceu comigo ontem.

– Fala meu querido o que houve? Não esconda nada da sua mãe.

– Ontem após a balada com meus amigos eu quase tive uma luta contra Iori Yagami - a mulher levou um susto - eu sei que foi perigoso, porém ele me provocou. Chegou até a mim me ameaçando de morte sempre dizendo as mesmas coisas. Queria que a senhora tivesse visto a aparência física dele, deixou os cabelos crescerem até a cintura.

– Meu filho isso foi perigoso. Os Yagami tem uma forte inimizade com o nosso clã desde épocas remotas. Ele está assim porque sabe que não vai sobreviver por muito tempo.

– Como assim mãe?

– Saiba apenas que o clã Yagami está amaldiçoado. As mulheres, quando dão filhos, morrem no parto. Os homens morrem jovens. Iori não vai ter muito tempo para ficar apenas na ameaça. Ele um dia vai levar a sério estas ameaças e tenho muito medo do meu filho ser morto numa luta - disse ela triste.

– Ah mamãe eu sou forte o suficiente para acabar com Yagami. Não se preocupe com ele. Talvez seja por isso que papai não esteja deixando eu ir ao torneio. Mas eu sou forte o suficiente para me defender - disse abraçando a mãe.

...

Dias depois...

NESTS COMPANY AND LABS

Uma última reuniâo com a alta cúpula da diretoria da maior empresa em biogenética do planeta acontecia a portas fechadas. O prédio se localizava num bairro nobre de South Town, com dez andares. No último andar ficava o presidente e outros acionistas. Igniz era o atual presidente da Nests Company and Labs. Mesmo com mais de cinquenta anos de idade o sujeito aparentava ter vinte anos. Nem mesmo os melhores cientistas do mundo souberam explicar. O homem nunca havia feito intervenção cirúrgica. Enfim ele estava sentado na cabeceira e mais quatro acionistas sentados em cada canto da mesa.

O debate acalorou-se há quase uma hora em discussões formais. O homem de pele pálida não conseguia chegar a um consenso.

– Estou completamente contra a sua ideia estapafúrdia de querer iniciar testes de clonagens em seres humanos. É crime, a própria OMS falou sobre isso e os riscos corroboram o meu temor - disse um homem moreno, cabelos prateados, mas ainda assm jovem.

– Senhor O'Brien é por isso que o mundo não vai pra frente. Em pleno 2014 e ainda estamos discutindo como se estivéssemos na década de oitenta? Faça-me o favor - Igniz.

– Bom senhor Igniz o meu voto é um não, se vocês quiserem compartilhar essa ideia sem futuro então continuem cavalheiros. Com licença essa reunião acabou pra mim - falou o homem se retirando.

– Temos um não. Agora só falta nós quatro senhores...

O senhor O'Brien saiu do prédio com a pasta na mão e entrou no seu carro de luxo. Mandou o motorista prosseguir enquanto ligava para um empregado seu.

– Alô Krizalid quero que amanhã você espere o meu filho na porta da escola... não quero que ele fique exposto demais... isso eu falarei com ele hoje e amanhã você ficará encarregado. Kevin é a única família que eu tenho desde a morte da minha esposa e filha recém nascida... por favor Kriz cuide do meu garoto - desligou - vamos Gil, para o apartamento agora.

– Sim senhor.

Igniz ficou inconformado com os quatro não que recebeu, quase unânime. Ninguém estava de acordo com a ideia de clonagem humana. Mas ele não ia desistir tão fácil. Conseguiria concluir isso nem que seja pela forma ilegal. Depois que voltou para a sua suíte de frente ao mar ele pega o celular e liga para um número.

– Aqui é Vice falando...

– Oi eu queria marcar um encontro com Rugal Bernstein. É da parte de Igniz.

...

Sexta pela manhã no Japão e faltava pouco tempo para KOF começar. Sábado será o dia em que todos os participantes iriam se apresentar no hall de um hotel luxuoso em Tóquio para a inscrição. Apenas quem recebeu o convite estava apto a participar.

Iori não gostava nada disso, queria participar. Só que dessa vez teria que concordar com o seu rival, ele não tem convite. Estava desesperado querendo participar. Um dia ele estava indo a garagem do prédio, pois iria sair com o seu carro, e quando se aproximou do veículo ele viu a recepcionista loira sobre o capô do veículo agora trajada num vestido preto curto e com as pernas cruzadas. Suas pernas macias e brancas era uma tentação para qualquer marmanjo, até para o frio Iori. Sim ele tava excitado, mas se controlou.

– Que surpresa, nunca pensei que você, uma moça comum, tivesse esse lombo todo. Que bonito agora cai fora - falou seco.

– Ai gatinho que é isso, quanta brutalidade. Não sou recepcionista coisa alguma. Eu estava de tocaia te observando - ela se levanta e caminha até ele - quer saber sobre minhas intenções?

– Não me interessa.

Ela chega bem perto dele, passa a mão sobre o peito do homem coberto pelo casaco, deslizou os dedos sobre os seus longos fios negros e sussurra em seu ouvido: - Eu sei que quer ter uma chance de ir nesse torneio. Se tivesse pelo menos lido aquele bilhete que eu mesma te entreguei as coisas não estariam assim, gatinho.

– Por que eu te escutaria?

– Ai gatinho o seu maior desejo é transformar o lindo do seu rival em mingau, fato. Porém... não conseguirá sem a ajuda da pessoa que escreveu aquela carta. Pegue ou largue - ela entregou um papel e deu um tapa na bunda dele. Saiu.

Iori entrou no carro nervoso pelas provocações da mulher, colocou a cabeça sobre o volante e pensou. Talvez seria uma boa escutá-la. Abriu o papel e viu um endereço. Faltava um dia para o torneio começar, não havia mais tempo.



Notas finais do capítulo

Se gostaram, comentem. Gostei muito de fazer esse capítulo. Boa noite pessoal. ^^



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