K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 20
Convite




— MAI, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, MULHER?! — falou Andy incrédulo com o que estava acontecendo.

Mai ficou posando para as fotos que tiravam dela. Cada pose deixava os marmanjos mais animados, o namorado ficou com muita raiva. Depois de se divertir com a cara dele, a mulher resolveu que lutaria. Pegou os seus leques e foi para cima dele.

— Não me venha com essa carinha de cão arrependido. Eu pedi, você negou, portanto isso já virou uma exibição. Estou exibindo o meu corpo para o público.

King e Yuri ficaram boquiabertas pela atitude insana da colega de grupo. Ambas pressentiram que não venceriam aquela partida com a louca na decisão final.

Ela ficou atacando o namorado, tentando acertá-o com aqueles objetos afiados, ele apenas desviava dos golpes. Foi quando ele conseguiu derrubá-la no chão, pediu desculpas e tentou levantá-la. Esperta como ela, Mai deu um chute nas partes baixas do loiro, causando uma dor sentida até nos outros homens. Pouco depois estavam eles lutando um contra o outro, Andy ficou segurando Mai, ela conseguiu se desvencilhar.

— Para com isso Mai. Desiste. Sou mais forte e não quero te machucar.

— Quer dizer que você machucaria uma mulher indefesa e que te ama? Como isso soa machista — ela falou aquilo causando uma grande revolta nos homens que viram Andy como um vilão.

— Não foi isso que eu quis dizer...

— Então foi o quê? — ela jogou os dois leques na direção dele. Andy desviou, mas teve o braço arranhado.

Ele foi rapidamente pra cima dela, a derrubou e ficou por cima.

— Tudo bem, eu me caso!

A informação ainda não havia sido processada direito no cérebro da garota. Ela ficou séria por um momento, começou a rir de felicidade e deu um beijo na boca do namorado. O loiro ficou vermelho e pediu que ela não fizesse mais isso em público. Enquanto isso o quadrado preto apareceu debaixo do cotovelo dela. Entretanto Shiranui não se importava mais com nada, apenas em ficar pertinho do Bogard.

— Não acredito que perdemos — disse King.

— Eu também não — falou Yuri.

— Meninas, a minha felicidade estava em jogo. Agora vou ser muito feliz com meu maridinho para sempre — disse ela agarrando o braço dele.

Rugal se retirou e o juiz deu a luta como finalizada e o time da Itália como o vencedor. Mai foi a que mais saiu feliz daquilo tudo.

Há pouco tempo, Saisyu reconheceu um conhecido e antigo campeão do King of Fighters: Isaak O'Brien. Ambos já haviam treinado no passado, porém muito tempo se passou desde a última vez que se viram, tanto que Isaak, a primeiro momento, não reconhecera o patriarca da família Kusanagi.

— Este aqui é o meu filho, Kevin. Estava interessado na luta mas acabou se chateando com a última agora.

— Prazer em conhecê-lo, Kevin. Você é novo, mas já se interessou alguma vez por artes marciais?

— Não senhor...

Kyo chegou com Yuki e foi a grande oportunidade para Saisyu apresentá-lo para o seu colega. Isaak cumprimentou o rapaz, falou que já foi campeão do torneio, e que segundo o Kusanagi pai todas as fichas estavam sendo apostadas nele.

— Kyo, por que você não mostra um pouco para o Kevin uma de suas técnicas enquanto converso com o meu amigo? — falou o mais velho.

— Ótima ideia. Filho pode ir com o Kusanagi. Ele é filho do grande patriarca de uma das mais respeitadas famílias do Japão.

— Tudo bem — falou o garoto sério.

Saisyu, sua esposa e Isaak saíram para o mesmo restaurante que Vice e Leona estiveram antes. Já passavam das 18 horas e a noite havia começado a trocar de lugar com o dia. A cidade Kaido ficou mais iluminada pois na semana os habitantes acendiam umas luzes que pareciam de natal.

— Fala a verdade, O'Brien. Apareceu nesta cidade assim do nada? Pelo pouco que te conheci acredito que ver o KOF não seja tudo.

— Kusanagi acertou em cheio. Como sabe, eu moro em Southtown e trabalho numa das maiores empresas de biogenética do mundo. Descobri algo podre vindo de alguém muito poderoso e ameacei denunciar, portanto estou sendo perseguido por assassinos. Decidi vim para cá porque eu tenho cidadania japonesa, meus avós eram japoneses, minha mãe era e o meu pai americano. E cá estou.

— Nossa, que história ruim — falou a mulher.

— Agora faz todo o sentido. Eu também faria o mesmo, apesar do sangue Kusanagi correr minhas veias, não arriscaria a vida da minha família em hipótese alguma.

— Pois é. Acredito que que ninguém vai nos encontrar. Aqui era a cidade natal da minha avó, então achei melhor regressar. Enfim... Mudando de assunto. Ainda existe aquela rivalidade com o clã Yagami?

— Nem me fale. O último membro dos Yagami decidiu voltar para perturbar a nossa paz. Eu o vi ainda hoje por aqui, mesmo não sendo participante.

— Isso te preocupa, não é? Agora só não entendo como vocês ganharam essa rixa. Fico só imaginando se alguém um dia quiser controlar o poder de Orochi e vocês ocupados nessa briga.

Saisyu ficou pensativo depois que o outro havia dito. Não parou para imaginar que isso um dia poderia acontecer. Realmente Orochi era o pior inimigo das 3 famílias que o selaram, mas no mundo dos humanos há quatro sacerdotes subordinados. O patriarca havia viajado para outros lugares a fim de descobrir quem era o tal sacerdote que estava encarregado de libertar Orochi, porém não conseguiu muitas informações.

Enquanto isso o Rolls Royce de Rugal ficou parado em frente ao hotel. Vice, Mature e Collin entraram e assim todos eles subiram a cidade para a mansão do magnata. O motorista estacionou o carro perto da entrada da casa e os três saíram. Rugal foi para a sua sala de estar com o trio.

— Quem foi que teve a ideia estapafúrdia de colocar aquela arena tecnológica no último combate?

— Senhor, Vice e Mature foram as idealizadoras disso. Eu avisei para ser uma arena tradicional, porém elas insistiram em colocar aquilo. Também as regras mudaram — disse Collin.

— A gente pode explicar — Mature.

— Isso mesmo — Vice.

— Calem as sua bocas, bando de idiotas. As últimas lutas foram um fiasco total e me deixaram numa posição difícil. Ainda bem que as semifinais serão no templo budista e no porto. Eu mesmo irei presidir as lutas e as regras voltarão a ser todos contra todos — ele foi até o bar pegar uma bebida e se sentou na poltrona. A pantera ficou deitada perto dos seus pés. — Agora mudando de assunto, já marcou com a filha do Heidern?

— Claro que sim, chefe. Quarta-feira nós estaremos com a filha do capitão no Black Noah, sem sombra de dúvidas — avisou Vice.

— Iori Yagami ficou bem desconfiado com o ataque dos shinobis, porém ele ainda pensa em destruir Kyo Kusanagi — avisou Mature. — Acredito que ele queira se encontrar com o senhor.

— Pelo menos para isso vocês têm serventia. Muito bem, o plano corre de acordo como planejei. Iori Yagami será destruído junto com o seu rival Kyo Kusanagi. Esses dois são obstáculos caso eu queira controlar os poderes do Orochi. Contudo, caso Kusanagi perder eu terei problemas, preciso dele no Black Noah.

— Chefe, uma sugestão. Caso o Kusanagi perca, inventaremos uma história de que os perdedores estão convidados para assistir a final do porta-aviões. Caso o time do Kusanagi vença, não precisaremos falar isso e o torneio segue como antes. O que acha?

Rugal pensou bem e achou interessante a ideia do seu subordinado Collin.

Enquanto isso Kyo, Yuki e Kevin foram à praia. O jovem Kusanagi fez umas demonstrações para o menor, porém este se mantinha entediado.

— Não vi nada demais nisso. Se for para ver lutadores, na canal a cabo tem várias canais com isso. Acho que perdi meu tempo — falou sério.

— Aí, moleque. Deveria ser mais legal comigo ou eu não vou te mostrar isto — Kyo estalou os dedos e dali surgiu uma pequena chama. Kevin ficou impressionado pela primeira vez. Analisou as mãos do outro.

— Isso aí é truque de mágica. Não me engana.

— Mas que carinha cabeça dura. Tudo bem, se uma chama não vai te convencer então... — ele fechou o punho, ficou da cor avermelhada e abriu revelando uma chama ainda maior.

— Eu não posso acreditar que um ser humano produz fogo com as próprias mão se sem se queimar. Deixa eu ver a sua mão mais um... Ai! Sua mão tá quente demais! Queimou!

— Claro, cara. Isso é fogo de verdade hahaha. Sou descendente direto do clã Kusanagi. Nós possuímos o poder das chamas vermelhas. Dependendo do meu treino, minhas habilidades com o fogo pode aumentar — ele fez uma bola de fogo que subiu.

— Incrível. E tem como eu aprender?

— Claro que não, né! Mas posso te ensinar alguns movimentos de luta que meu pai me ensinou no dojo.

Kyo ficou ensinando o garoto enquanto Yuki via tudo sentada na areia da praia. Os dois estavam se divertindo pacas. Iori yagami ficou observando tudo de longe, não aguentava mais esperar as promessas de Mature. Decidiu-se: no dia seguinte teria que lutar contra o seu rival.

...

Heidern ficou bebendo a noite toda no seu quarto de hotel. As palavras do capitão Collin não saíam de sua cabeça, estavam presas em sua mente, passava e passava repetidas vezes. Todos esses anos, todo esse tempo pensando em vingar a morte da sua esposa e filha. A invasão que fez no Black Noah há vinte anos poderia ser em vão? Somente matar o Rugal era o suficiente?

— Aquele maldito... Vou matá-lo.

Lembrou-se da sua esposa que vivia com ele numa casa em uma cidade um pouco afastada da capital paulista. Sua pequena filha, não cresceu, não teve tempo para desfrutar a juventude e sequer a vida.

"Papai"

"Oi, querido"

Heidern pegou no sono ainda vestido, com a garrafa de vinho na mão e bêbado. No dia seguinte não quis acordar cedo para o café da manhã mesmo com Ralf o chamando. Ele só queria mesmo descansar e esquecer por um tempo.

— Como ele está? — perguntou Clark.

— Mal mesmo. Depois a gente acorda ele. Ainda bem que hoje é dia de folga do torneio.

— Tem certeza que o cara está vigiando a Leona?

— Claro que sim. Certeza absoluta.

HORAS DEPOIS

Iori ficou no quarto sozinho, não quis que ninguém entrasse, nem mesmo a camareira. Estava nervoso, ansioso, queria resolver imediatamente a sua rivalidade. O músico não aguentou mais esperar pela boa vontade da loira, foi até a escrivaninha pegar uma caneta e papel. Escreveu algo ali e saiu imediatamente dali. Caminhou pelo hotel sempre com a cara de poucos, espantava as pessoas a seu redor.

Por coincidência, Leona, que estava no bar do hotel, viu o homem sair. Foram poucas as vezes que ela o viu desde a última vez que jantou com ele. Era algo muito importante, pois ele havia saído apressado.

— Vai, tenta dar um chute no ar — disse Kyo a Kevin que cedo foi pedi-lo por um treino.

— Não consigo direito. Já vi uns filmes do Jean-Claude Van Damme e até parece fácil fazer isso. Quer ser meu sensei?

— Ah, carinha! Sou muito novo pra isso. Tipo, eu curto muito sair com os amigos e não sou tão responsável assim. Eu seria um péssimo professor. Fala com o meu pai, talvez ele te treine.

Repentinamente um vento começou a soprar na direção dos dois, Kyo sentiu uma forte presença no lugar, viu alguém se aproximar deles. O rapaz pediu para que o garoto ficasse atrás dele porque uma pessoa muito perigosa se aproximava. Iori caminhou pela praia até achar o rival ensinando uma criança.

— O que você quer aqui, Yagami? — perguntou Kyo sério.

— Só vim para trazer isto e para dizer que acabou a folguinha. Estou te desafiando para uma luta e saber quem é o mais forte de nós dois — ele mostrou o convite.

— Você pode pegar pra mim, Kevin?

— Claro. Toma — entregou a Kusanagi.

— Espero que não se acovarde, trouxa. Estarei esperando por você, ou vai amarelar? — ele colocou seu óculos escuro e foi embora.

Kyo esperou o rival sair de perto para abrir o papel. Viu o que tinha dentro, era um horário e um endereço. Queimou o papel no mesmo instante. Disse a Kevin que lutaria até a morte com Iori Yagami.





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