K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 12
Uísque com Acerto de Contas


Notas iniciais do capítulo

Eis mais um capítulo. O único de toda a fic a focar apenas o núcleo de South Town. Boa leitura.



O homem escutou vozes. Arrombou porta com tudo e viu um corpo desfalecido sobre a cama todo ensanguentado. Era um dos seguranças. O outro havia acabado de matar. Seu filho, já arrumado, saiu de dentro do banheiro. O homem o abraçou.

– Ele quis matar o garoto então eu tive que matá-lo.

– Obrigado, muito obrigado.

– Pai o que está havendo?

– Escuta Kevin não temos muito tempo. Krizalid nos traiu. Ele é um bandido de alta periculosidade que quer nos matar. Vamos fugir pro Japão enquanto temos chances.

O menino se apressou. Eles arrumaram poucas bagagens para a partida. Vinte minutos depois eles estavam prontos para sair quando escutam uma freada de carro. O homem vai até a varanda e vê o carro que Victor estava. Sentiu um frio no estômago. Ele levou o filho até a área de serviço e o escondeu numa parede falsa perto da lavadora. Kevin não estava entendendo muita coisa.

– Escute se algo acontecer comigo eu lhe peço que cuide bem do meu filho.

– Sim senhor, mas se eu tiver oportunidade de protegê-lo eu farei.

– Obrigado.

– Pai não vai.

– Preciso mostrar a esse filho da mãe que brincou com o homem errado. Fique aqui.

Kevin não esboçou reação alguma. O seu medo era de perder o seu pai.

...

O uísque foi colocado no copo e acrescentado com mais dois cubos de gelo. A melodia clássica da ópera soava pelo apartamento. A cantora cantava com a sua voz potente. Esse era o clima para um acerto de contas.

Isaak apreciou cada minuto da sua ópera sentado no sofá bebericando com muito afinco a sua bebida. Ele aguardava a chegada do traidor.

Passos são ouvidos no corredor além da porta até que finalmente Krizalid chega ao lugar. A música foi substituída pelo silêncio perturbador quando o dono do apartamento desligou o som. O semblante dele ao olhar o seu ex-fiel segurança era de frieza como que queria acertar as contas não importava o que iria acontecer.

Krizalid, claro, chegou com mais dois seguranças. Um veio desde o carro e o outro se encontrou no térreo. Para o segurança ali era a vitória certa e com certeza mataria o homem a sua frente. Porém estranhou a atitude do seu ex chefe, pois parecia estar tranquilo com toda a situação.

– Uísque Ektor Kreuler. O melhor de todos. Uma garrafa desta bebida vale pelo menos uns cem mil dólares. Produzido na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

– Isaak vai me dar aula de história pouco antes de morrer. Isso é bem diferente do convencional, não é? - falou sarcástico.

– Pode ser. Mas o mais interessante dessa história era que Ektor foi dono de uma fábrica destes uísques. Um dia ele percebeu que o dinheiro do seu empreendimento era desfalcado. Depois de muitas investigações até chegar em Gus, seu contador fiel. Gus era tão fiel que sabia de todas as receitas. Entretanto ele ficou do lado de um inimigo de Ektor. Este descobriu tudo, usou o seu poder de influencia para mandar o seu eterno traidor para um campo de concentração com a ajudinha de nada mais nada menos que Hitler, porque Kreuler era da família do ditador. História interessante não?

Isaak deixou o copo ao lado e se levanta retirando o seu blazer preto. Desabotoou os primeiros botões da sua camisa rosa, levantou as mangas e retirou a gravata.

– Insetos como Gus errou ao se amotinar contra um homem que ele pensou que conhecia e pagou com a vida quando foi fuzilado no campo de concentração. Agora você pagará muito caro por ter me traído e ameaçado meu filho.

– O peste, pirralho de merda. Sempre o odiei. Pois bem se é isso que quer - ele colocou a sua arma numa mesinha do lado do sofá - é isso que vai ter. Antes de te matar eu vou brincar um pouquinho.

– Não sabe com quem se meteu Victor. Está na hora de mostrar do que sou capaz.

Os seguranças foram impedidos de se meterem na luta que os dois teriam.

Victor deu um empurrão no outro. Isaak se recuperou pra dar um cruzado de direita bem no tórax do rival e na sequência uma cabeçada fazendo o vilão cair sobre a mesinha de vidro. Antes de Victor cair sobre o móvel conseguiu dar um chute no estômago do empresário. Este deu um soco para atingir a cara do traidor, mas ele desviou fazendo com que o golpe estilhaçasse o vidro em muitos pedaços.

Os dois que assistiam a luta se divertiam. Era algo no mínimo inusitado ver patrão e empregado se acertarem no braço.

Kriz acertou um chute na barriga do outro e o empurrou contra a lareira. O'Brien não ficou atrás. Uma joelhada no inimigo com várias cotoveladas e murros e por fim uma cabeçada sangrando o vilão pelo nariz. Victor o agarrou e se jogou com ele contra o telão de LCD que foi destruído com o impacto. Ambos se levantaram ofegantes.

– Não pode comigo cara. Eu sou mais jovem - disse Victor.

– Veremos quando um de trinta e cinco derrotar um de vinte e cinco.

O mais velho avançou e recomeçou a dar os seus murros e cotoveladas. Empurrões para cá, para lá e ambos disputavam quem era o mais forte. A sala de cobertura estava toda desarrumada por causa da luta. Victor desviou de um ataque e deu uma joelhada bem no rosto de Isaak que sangrou pela boca. O pai de Kevin não se poupou na briga e partiu pra cima do inimigo dando muitos socos na cara dele.

– Agora me diz quem é o mais forte seu merda! Quando eu era novo já fui campeão do torneio chamado Rei dos Lutadores. Quem é você pra competir comigo?

O mais novo era ligeiramente mais fraco do que o ex-campeão. Mesmo levando uma surra conseguiu alcançar um canivete de dentro do bolso da sua jaqueta e assim poder rasgar a camisa do oponente arranhando seu ventre. Eles se separaram.

Agora era Krizalid que decidiu avançar no ataque com a sua arma pequena, mas letal. Claro que Isaak segurou firme na mão do oponente até fazê-lo largar o objeto, mas levou uma cabeçada, cotovelada e por fim um chute. Ele bateu as costas contra um quadro e caiu sobre uma cômoda a destruindo.

Olhou para o relógio. Era quase a hora de ir embora. Krizalid andou na direção dele e reiniciou a luta. Conseguiu dar um gancho de direita no mais velho, mas foi surpreendido quando Isaak segurou seu punho com tanta força que o torcia. A cara de ódio do empresário e sua determinação em proteger seu filho falou mais alto.

Um soco. Um empurrão. Uma voadora foi o que Isaak deu no inimigo. Victor caiu sobre o sofá atordoado, estava enfraquecendo. Pegou a garrafa de uísque e atirou contra o rival. Desviou.

Mais algumas sequências e Victor estava quase desistindo levando vários socos na cara.

– Isto é pelos anos que viveu às minhas custas - um soco - por ter me traído - mais um soco. - E por ameaçar meu filho - outro soco.

Kriz conseguiu se desvencilhar e pegar uma espada japonesa que servia de enfeite na parede. Quis matar Isaak com a arma, mas apenas acertava os objetos. Foi então que o pai de Kevin evadiu de mais um ataque e chutou o calcanhar do outro o derrubando no chão. Tomou a espada. Quando ia matar o outro de pancada foi pego de surpresa com um chute na cara.

Victor recuperou seu canivete e atirou contra o oponente. Ele desviou, mas teve o rosto arranhado. O vilão atacou e caiu sobre o outro. O'Brien agora apanhava, mas não por muito tempo. Logo batia em Victor e ganhava a luta.

Kevin escutava tudo bastante assustado. Foi acalmado pelo segurança que o salvou. O homem estava segurando uma submetralhadora.

Um dos dois seguranças que estava na sala era fiel ao patrão. Quando viu Victor pegar sua pistola pra atirar imediatamente sacou a arma. Quando ia matar o traidor então levou um tiro nas costas pelo outro segurança que também era corrupto.

Os dois que lutavam foram ao chão para se protegerem dos tiros, porque agora era a vez do segurança que protegia Kevin interferir e atirar em tudo. Matou seu colega corrupto, destruiu o vidro e a porta da varanda, além da mobília da sala. Cessou.

Isaak foi até a área de serviço buscar seu filho com as bagagens.

– Caramba pai o que houve com o senhor?

– Vambora Kevin! - disse ainda com sangue quente. Ele estava com a roupa parcialmente rasgada, com filete de sangue escorrendo pelo canto da boca, muitas manchas na cara e possivelmente no corpo, um corte na face esquerda e bastante suado. Esse tinha um bom condicionamento físico e músculos.

Pai e filho foram embora escoltados pelo segurança. Desceram.

Victor ficou no chão até esperar o momento certo. Foi até o corpo do seu capanga e pegou um celular. Ligou para os seus outros capangas. Pegou o elevador de serviço até chegar ao térreo. Para a sua infelicidade ambos já haviam partido. Uma picape parou bem na entrada do edifício.

A picape saiu em alta velocidade pela via expressa que dava acesso ao aeroporto internacional de South Town. Num certo trecho foi notado a limusine indo na direção.

– Maldito, vai pagar bem caro. Aproxima dele! - disse Victor. O carro ficou lado a lado da limusine e começou a bater contra ela. Os outros carros buzinavam.

O vilão abriu a janela do carona e ficou com a metade do corpo pra fora. Sacou a sua pistola e tentou atirar nos pneus, mas não conseguiu por causa da distância. Um caminhão ficou bem no meio dos dois veículos.

– Aproxima! Aproxima!

– Não é fácil cara. Estamos numa via de grande circulação.

– Pronto agora encosta nesse filho da mãe.

A picape encostou mais uma vez. Dessa vez o tiro foi certeiro bem no pneu dianteiro do carro. O veículo perdeu o controle atingindo alguns toneis de água no canto da pista. Krizalid desceu bem rápido e apontou sua arma na direção do carro. Abriu todas as portas, mas não viu Isaak ali. Foi uma armadilha.

– Merda. Para o aeroporta já!

O vilão se lembrou que o voo seria a noite, por isso concluiu que O'Brien e o filho ainda estavam lá. Não iria se intimidar só porque há muitas pessoas.

Ao chegar lá mandou os seus capangas procurar os dois em todos os cantos do aeroporto. Alguns policiais estranharam a presença deles, mas logo se apresentaram como seguranças particulares. Os policiais permitiram que eles continuassem.

Victor foi até a balconista e perguntou.

– Não há nenhum registro do senhor Isaak O'Brien pra um voo a noite e muito menos num avião comercial. Mas há registros dele sim, contudo para uma viagem às quatorze horas e numa aeronave particular.

Krizalid começou a rir de si mesmo. Levou uma surra e foi enganado duas vezes. Prometeu à tudo que era mais sagrado que daria o troco.

Enquanto isso Isaak e seu filho já estavam na viagem. O empresário havia trocado de roupa e pôs um óculos escuro ainda no seu carro reserva. Sentia muita dor por conta dos hematomas que ganhou. Viu seu filho seguro, pacífico. Agora que tava no avião sentia-se aliviado.



Notas finais do capítulo

Como não tenho nenhum capítulo adiantado a próxima atualização poderá custar um pouco. Então até o próximo capítulo que será o treinamento. Boa noite.



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