A Italiana escrita por VickBaroli


Capítulo 5
Capitulo cinco – Helena e Serena


Notas iniciais do capítulo

Espero que gostem ;) Não se esqueçam de comentar, no final eu tenho uma pergunta pra vocês *-*



Eu ainda não consigo acreditar, eu Isabella Swan, uma vampira? Eu tive que sorri com esse pensamento, nunca imaginei que isso fosse acontecer, lembro que eu pedia pra Edward me transformar, mas ele sempre dizia não, e quando ele me abandonou esse pensamento nunca cruzou minha mente novamente, mas agora eu sou uma vampira e me sinto muito bem com isso, realmente bem, como se eu tivesse finalmente encontrado o meu lugar no mundo.

– Será que ela está bem? – Helena disse e acabou me arrancando dos meus pensamentos, olhei para ela sorrindo e disse:

– Estou bem sim, na verdade estou muito bem, acabo de me lembrar de tudo, bom, não tudo exatamente porque agora eu percebo que eu era completamente cega e surda, minhas memórias humanas são péssimas, é como tentar ver uma transmissão através de uma televisão bem velha, mas enfim, as coisas importantes, lugares, pessoas, algumas conversas eu me lembro.

– Que bom, pois agora você poderá nos explicar quem é você e o que estava fazendo deitada no meio de uma floresta. – Serena disse.

Eu suspirei e comecei a lhes contar minha história, contei sobre Renée e Charlie, minha ida pra Forks, contei sobre Edward e sua família, Jacob, contei sobre Victória e Laurent, enfim contei sobre estes 19 anos da minha vida, vida essa que tinha acabado.

– Nossa que história em, sinto muito pelo modo como tudo lhe aconteceu, foi um modo bem traumático de entrar na imortalidade, não me surpreende que você estivesse deitada daquele jeito no chão, Forks fica muito longe daqui, quilômetros na verdade, você deve ter descido pela costa durante alguns dias. – Helena me disse e me abraçou, nem tinha pensado em como vim parar em Newport, cara, ainda bem que eu estava inconsciente.

– Pois é, você tem um azar enorme e um dedo podre para escolher namorado. – Serena me disse sorrindo e eu não pude deixar de notar que seus olhos não estavam mais cautelosos, estavam sorridentes.

– SERENA! – Helena a repreendeu.

– Que foi?

– Que coisa mais insensível de se dizer.

Eu comecei a rir e lhes disse:

– Não tem problema, tenho que admitir que meu dedo é realmente podre para namorados e o azar sempre me acompanhou, não sabem quantas vezes eu já cai, espero que com esse novo corpo eu não seja mais tão desastrada, bom pelo menos não vou mais quebrar ossos, já é um grande avanço.

E assim elas começaram a rir também.

– E então qual a história de vocês? – perguntei.

– Eu nasci em 1912, em Paris, no clima da Belle Époque, como meus pais eram artistas, um pintor e uma cantora, eu cresci no meio das artes, da literatura e da música. Aquela era uma época mágica, com os automóveis e as novidades que surgiam, os cafés, os cinemas, as pessoas sempre elegantes e sorridentes, eu tinha muitos amigos, vivia cercada de pessoas que eu amava. Chega até ser engraçado como hoje em dia eles são tão famosos e antigamente eram apenas simples pessoas, pelo menos para mim, Picasso, por exemplo, foi meu padrinho, eu sinto a falta deles, de todos os meus amigos. – Serena deu um longo suspiro, mas logo continuou.

“Enfim, eu namorava um rapaz chamado Fernand, era lindo e cheio de vida, eu o amava tanto, ele transbordava alegria, era um patriota e vivia envolvido com esses negócios de política, no começo de 1934 houve uma grande manifestação e nós dois fomos participar, eu fazia qualquer coisa que aquele homem me pedia, então quando eu menos esperava tudo virou uma confusão, pessoas gritavam e Fernand caiu no chão, ele estava morto tinha levado um tiro, eu estava toda coberta de sangue e as pessoas começaram a passar por cima de nós, eu estava muito ferida e provavelmente teria morrido se Eleonor não tivesse me encontrado. E foi assim que eu me tornei uma vampira, nesse ano vai completar 80 anos que eu sou imortal.”

“Helena nasceu na Polônia em 1926, ela vivia com seus pais e um irmão mais novo, mas eles acabaram morrendo em 1939 quando a Alemanha invadiu o seu país, mas ela conseguiu fugir e ficou vagando por aí, vivia se escondendo pelos lugares e comia o que conseguia encontrar, estava suja e desnutrida quando nós a encontramos e a levamos para nossa casa, ela vivia pedindo para ser transformada, mas dizíamos que ela só tinha 13 anos e quando fizesse 18 a transformaríamos, e assim aconteceu, em 1944 Helena se tornou uma vampira.”

Eu estava completamente abismada, não sabia nem o que dizer olhando aquelas duas belas vampiras que sofreram tanto no passado, o sofrimento que algum dia eu já pensei que senti era um grande nada comparado ao que elas já viveram. Eu apenas fui em direção as duas e as abracei com toda a minha força, se eu pudesse chorar, eu estaria chorando agora.

– Eu ... eu, sinto muito por tudo que vocês já passaram, não deve ter sido nada fácil.

– Não tem problema Bella, já faz um tempo e nós somos muito felizes agora, temos amigos e uma família que nós amamos muito. – Helena disse, mas tinha uma pontada de tristeza no seu olhar.

Ficamos um minuto em silêncio e então eu me lembrei de uma coisa:

– Quem é Eleonor?

– Eleonor é nossa mãe, foi ela quem nos transformou, nosso pai se chama Santiago, nós moramos em Roma, numa pequena cidade afastada do centro. – Serena respondeu.

– É, você irá conhecê-los Bella e se apaixonar logo de cara, são as duas pessoas mais maravilhosas que eu conheço e tenho certeza que eles vão te amar no momento em que te conhecerem.

– Eles irão me amar? – perguntei desconfiada, o que ela quer dizer com isso?

– Bom pelo que nos contou significa que você não tem para onde ir, você é uma recém-nascida e precisará de alguém que te ensine sobre o nosso mundo, então pensamos em te levar para casa conosco, só se você quiser é claro, mas eu realmente adoraria se você fosse conosco, então você vem Bellinha? Por favor? – Helena me perguntou sorrindo e com os olhou tão suplicantes que aquela cena teria partido o meu coração, se ele se partisse. Virei-me para Serena e perguntei:

– Ninguém nega nada pra ela, não é?!

Ela balançou negativamente a cabeça sorrindo. Então eu falei sorrindo:

– Não sei como eu recusaria este convite. Querem saber, eu acho que minha onda de azar ficou para trás junto com a minha vida humana. Porque é preciso ter muita sorte para encontrar duas pessoas tão especiais assim, eu realmente devo está com muita sorte agora, muito obrigada por tudo, de verdade.

Então nos abraçamos. Depois começamos a arrumar as coisas para seguir viagem, Helena estava tão sorridente e não parava de pular, como que alguém pode ser tão animada? E então eu encontrei uma bolsa de sangue vazia. O cheiro que tinha era ótimo, eu estava com sede e minha garganta ardia, me virei em direção onde as meninas estava e perguntei:

– Por que vocês carregam bolsas de sangue por aí?!

– Nunca se sabe quando você pode precisar.

–Somos garotas prevenidas. – Serena respondeu piscando pra mim.

– Vocês não teriam outra teriam? – Perguntei envergonhada, se eu ainda corasse estaria vermelha igual um pimentão. – Eu estou com tanta sede, me desculpem.

– Você é uma vampira recém nascida, sentir sede é normal não precisa se desculpar. Aqui tome. --Helena veio e me entregou outra bolsa.

– Nós te levaríamos para caçar, mas como você não conseguiria se controlar assim é mais seguro, pelo menos por enquanto. Depois você ira aprender a se alimentar direito.

– Mas eu não quero matar nenhum humano, assim está bom, posso viver com bolsas doadas ou sangue de animais.

– E porque você faria uma coisa dessas?! Além do mais nós não matamos humanos.

– Vocês não matam? – Perguntei espantada, como elas faziam isso, lembrei de uma vez que Edward me disse que quando se provava sangue humano era quase impossível parar.

– Não nós tomamos apenas o suficiente para não matá-los. Não se pode matar humanos em território italiano, é proibido.

– Mas como vocês se alimentam sem matar?

– É preciso muito controle, tem um momento quando o coração do humano começa a vacilar, significa que é o momento de parar, você consegue ouvir, no começo é bem difícil, mas depois você se acostuma.

– Nossa, eu não sabia que isso era possível.

– Existe um mundo inteiro para você conhecer Isabella. – Serena disse sorrindo para mim.

– Sinceramente, você não sabe nada. Há muito que aprender sobre o nosso mundo, você só conhecia os Cullen e pelo que você nos disse eles vivem bem diferente do resto dos vampiros.

Terminamos de arrumar as coisas e seguimos rumo a Roma, as garotas me contaram que antes de me encontrarem estavam visitando um amigo que morava lá perto. Quando perguntei por que elas não estavam viajando de avião me disseram que gostavam de correr pelo mundo, sentir o vento batendo no rosto. E eu tinha que concordar que a sensação era ótima, uma sensação de liberdade. Gostavam de conhecer novos lugares e novas pessoas.

– Nunca se sabe o que você pode encontrar correndo por aí. – Helena disse sorrindo e olhou sugestivamente na minha direção.

E foi assim que passamos o resto do dia, conversando sobre todo tipo de coisa. Elas me contaram suas histórias, aventuras, paixões e planos. Helena era uma figura, vivia sorrindo, tinha um sorriso sincero que vinha fácil, era carinhosa, brincalhona, teimosa e despreocupada com a vida, Serena disse que ela sempre colocava as duas em confusão. Já Serena era mais calma e tranquila, protetora, esperta, inteligente e mais responsável, pode se dizer que esta era a cabeça e a outra o coração. E eu simplesmente já as amava, amava como se conhecesse as duas há anos, como se fossemos irmãs.

Quando perguntei como elas me acharam descobri que Helena tinha um dom, ela conseguia ver a energia vital das pessoas.

– É como se todo mundo tivesse uma cor envolta de si, os animais possuem um tom azulado, o dos humanos é o amarelo, enquanto o dos vampiros é vermelho. Quanto mais escura a cor envolta das pessoas mais viva e forte ela é, quanto mais claro mais fraca ela está. Quando nós a encontramos, você estava com o tom bem clarinho, estava muito fraca, mas agora não, está tão forte que seu vermelho é quase preto, você é uma vampira muito poderosa Bella.

Eu comecei a gargalhar, eu a pessoa mais desengonçada que eu conheço poderosa, até parece.

– Do que está rindo?

– Você disse que eu era muito poderosa, eu sou a pessoa mais atrapalhada da face da terra, a palavra poderosa nem deveria ser posta na mesma frase que meu nome.

– Não seja ridícula Isabella, estou dizendo que você é, eu estou VENDO isso, seu tom de vermelho é bastante escuro e ...

Nessa hora Serena passou do meu lado e murmurou “não discuta com ela, pro seu próprio bem”. E foi um pouco mais pra frente sorrindo. Helena ainda continuava falando como meu tom de vermelho era forte e como ela nunca tinha visto isso antes e blá, blá, blá. Quando ela terminou eu virei pra ela e disse:

– Você tem toda razão me desculpe. Seu dom é absolutamente incrível.

Com isso ela sorriu de orelha a orelha absolutamente feliz por ter me convencido de que ela estava certa como eu disse, ela era uma figura.

– E você Serena tem algum dom?

– Ah, eu não tenho nenhum dom. – Me disse sorrindo.

– Que mentira, ela tem um dom sim Bella, ela consegue ver os pontos fracos de uma pessoa, em uma luta ela sempre sabe onde acertar no lugar certo o oponente e sempre vence.

– Eu já disse que isso não é um dom Helena, eu sou apenas muito observadora.

– AAAAFFF, como uma pessoa pode ser tão teimosa, eu já te disse Serena, ninguém que observasse uma pessoa, nem se observasse por dias poderia saber exatamente onde atacar, lembra aquele nômade que você lutou daquela vez, como você poderia saber que ele tinha péssimos reflexos, em? como? Se geralmente vampiros têm uma ótima visão, e se você chutasse a perna direita por trás ele cairia, sem pestanejar porque a perna ainda estava quebrada de uma luta anterior, em me explica. Como eu disse é um dom.

Serena revirou os olhos pra mim enquanto Helena continuava a falar.

– E nunca queira discutir com ela Bella, ela sabe exatamente o que falar, sabe exatamente o que te atingiria em uma discussão. Uma vez a gente discutiu feio, nunca mais eu farei isso de novo, não consegui sair do quarto por um mês inteiro, foi horrível.

Serena continuava revirando os olhos, enquanto Helena tentava convencê-la de que ela tinha um dom. Achei melhor intervir e salvar minha amiga.

– Então Helena, será que eu tenho um dom? – Perguntei sorrindo em direção a Serena enquanto ela dizia um obrigado silencioso.

– Ah você com certeza deve ter um Bella, eu só não sei qual, ainda, mas fique tranqüila que eu vou descobrir. Já aconteceu alguma coisa com você que poderia dar alguma dica.

Eu pensei um pouco, Argh! Que memória horrível, cruz credo, mas então eu me lembrei de algo que poderia ser útil.

– Edward não conseguia ler a minha mente, serve?

– Serve, acho que você deve ter alguma barreira protetora, não sei, vamos investigar isso, nós teremos tempo.

Sim nós teremos muito, muito tempo. Eu sorri com esse pensamento, eu era uma vampira e teria todo o tempo do mundo,

Teria uma nova casa, em Roma, na Itália

Teria uma nova vida

Eu agora seria uma Italiana.



Notas finais do capítulo

Então o que acharam da Helena e da Serena? Eu preciso de ajuda, realmente não sei que poderes Eleonor e Santiago teriam, ou se teriam ou não teriam nenhum. kkkkkk Vcs tem alguma sugestão? *------*