Beautiful Decadence escrita por brgscarolina


Capítulo 7
Capítulo 7


Notas iniciais do capítulo

Hi guys!
Obg mesmo pelos comentários e por pelo menos lerem essa coisa. :3
Capítulo pra vocês :3



–Tem certeza de que não quer ir à festa? Ainda pode se arrumar. – Disse Alexy, enquanto eu estava dando uma arrumada na sala. Eu já tinha dado uma arrumada no meu quarto também.

–Tenho, Alexy. Já disse, Callíope tá vindo. E eu não quero que ela chegue e veja a casa desarrumada assim por... – Então tocaram a campainha. Alexy olhou sorrindo pra mim e nós dois fomos correndo abrir a porta. Ele chegou primeiro, maldito.

–Oi, Callíope! Você tá uma graça. Essas cores realçam a do seu cabelo. – Ele sorriu e ela agradeceu, rindo, provavelmente já se acostumando com o jeito do Alexy.

–Oi, Callíope. – Sorri, passando a mão nos cabelos. Eu tinha ido à um cabeleireiro pra cortar o cabelo na semana passada, então agora ele não caía mais nos olhos.

Ela sorriu. E ela estava com um suéter bege e com uma calça jeans marrom. E nos pés ela estava com uma dessas... Acho que chamam de rasteirinha.

–Você dois podiam formar uma banda vestidos assim. – Alexy disse. Só fui entender depois que olhei pra baixo. Eu estava com uma calça jeans marrom e com uma blusa de mangas compridas bege. Mas eu estava descalço.

–Nossa. – Ela disse, rindo.

–Tá, boa noite pra vocês – Ia dizendo Alexy, dando um abraço nela e saindo em direção ao seu carro. – E não me esperem voltar!

Depois que fechei a porta, Callíope sorriu, me estendendo uma sacola.

–Trouxe sorvete. De chocolate.

–Ótimo. Eu fiz pipoca... Mas, eu também tenho calda de chocolate no armário.

–Que filme vamos ver?

–Tem alguns novos lá na estante da sala. Pode ir vendo qual você quer. Vou guardar isso aqui – Ergui a sacola com o pote de sorvete. – e logo chego lá com a pipoca e o refrigerante.

–Não quer ajuda? – Ela perguntou.

–Não. Só escolha o filme. Posso dar conta disso sozinho.

Ela sorriu, dando de ombros.

–Como quiser.

Eu e minha boca grande, gigante, enorme. Merda. Enquanto eu levava a bacia de pipoca e as duas latas de refrigerante, consegui derrubar uma delas e agora estava vazando no chão.

–Oh! Armin. – Ela se aproximou rápido. – Quer que eu pegue um pano?

–Só segure isto aqui pra mim. – Estendi a pipoca e a lata intacta pra ela e corri, pegando uns panos velhos e pondo no chão, jogando a lata estourada na pia da cozinha, voltando pra sala com outra lata. – Que ótima maneira de começar a noite.

–É mais emocionante do que as outras vezes.

Poderia ser mais.

Deixei esse pensamento de lado e fomos assistir o filme. Depois comemos a pipoca e bebemos o refrigerante e tomamos sorvete. Estávamos lado a lado no sofá grande e quando puxei as pernas dela pro meu colo, vi como seus pés estavam frios.

–Seus pés estão frios, Cal.

–É, um pouco. Má ideia vir só com uma rasteirinha. – ela sorriu.

–Se não se importar, posso emprestar uma meia. – sorri. – Não tem que se preocupar com nada, Alexy garante que minhas roupas estejam cem por cento conservadas e limpas.

–An... – Sorri de novo.

–Eu já volto.

Eu peguei umas meias novas que Alexy comprou. Eram grossas até, só que acho que não combinavam em nada com a roupa que ela estava usando, já que era de um cinza meio azul.

–Aqui estão. – Me sentei de novo e puxei suas pernas de volta para o meu colo.

–Armin, posso pôr as meias sozinha.

–E qual a graça nisso? – Dei risada, colocando as meias em seus pés. As unhas estavam pintadas com um esmalte cor de pêssego.

Ela riu, encolhendo os pés e eu olhei pra ela, erguendo uma sobrancelha. Então ela tinha cócegas, hein...?

–Isso faz cócegas? – perguntei sorrindo, fazendo o mesmo com o outro pé. Ela ria.

–Faz! Para com isso, Armin, vou acabar chutando sua cara! – Ela puxou a perna contra o corpo.

Sorri de novo, me aproximando dela e me inclinando pra fazer mais cócegas nela. Isso era o mais próximo que eu já cheguei de fazer qualquer coisa com ela. Callíope ria, me mandando parar e empurrando minhas mãos, mas eu continuava a puxando de volta. Até nossos olhares de focarem e eu parar, tendo conciência de que ela já estava praticamente no meu colo. Isso era perto demais pra mim aguentar. Fui devagar inclinando o rosto até o dela, sentindo a sua respiração descompassada até encostar os lábios nos dela. Callíope não recuou, mas ficou parada. Eu tentava investir mais no beijo, até ela finalmente me beijar também. E eu investia mais ainda até ela finalmente permitir que a minha língua encostasse na dela. Cara... Acho que meu coração estava acelerado.

O beijo era lento, mas ainda assim me deixava... Cara! Era a Callíope aqui comigo! Fomos acelerando o beijo cada vez mais e ela estava com as mãos em volta do meu pescoço, enquanto passava as pernas ao redor da minha cintura, e eu a puxava pro meu colo. Deslizei a mão por baixo do suéter e da regata que usava, tocando a pele quente, mas parando quando senti o tecido do sutiã. Baixei minha mão, mas ela continuou na pele da curva da cintura dela, e Callíope parou o beijo, se afastando alguns centímetros e tocando meu rosto com delicadeza. Os olhos verdes brilhando. O rosto corado. Até o cabelo meio bagunçado devido às cócegas de antes. Eu queria essa garota. Eu queria a...

–Callíope. – Sussurrei. – Você é perfeita.

–Armin, isso...

–É certo. É certíssimo. Cara, Callíope...! – Eu não sabia o que falar.

Ela riu, tocando meu rosto mais uma vez, e eu a beijei de novo. É, cara, isso é certíssimo. Quando nos afastamos de novo, Callíope estava rindo. Eu não entendi porque e arqueei a sobrancelha.

–É. Isso é definitivamente mais emocionante do que as outras vezes em que eu estive aqui. – Ela disse.

Poderia ser mais. É, bem que podia. Mas Callíope não é desse tipo. E eu tinha pelo menos conseguido fazer com que ela me beijasse, né?

–É.

–Por que está me olhando assim? – Ela franziu o cenho, mas ainda sorria.

–Porque você é linda. Cara, eu gosto de tudo em você, desde essas sardas, até os olhos verdes, e o seu cabelo com cor de ferrugem – Ela riu disso e eu sorri. – Eu gosto até de como você estuda sem parar, mas isso me deixa preocupado, só isso.

–Não tem pra que ficar preocupado comigo, Armin. – Ela ia se afastar. Tirou as mãos do meu pescoço e ia se inclinando pra trás, mas eu a segurei pela cintura, e ela ergueu os olhos até os meus de novo.

–Claro que tem. Desde o momento em que eu me dei conta de que eu me apaixonei por você, tem, e muito.

Dei risada quando ela ficou vermelha. Bem vermelha. A expressão dela era impagável, e eu estava quase rindo, se eu não estivesse tão nervoso em ter dito isso a ela. Eu nunca disse isso a ninguém. Quero dizer, acho que eu nunca me importei o bastante com alguém pra dizer isso e querer que ela soubesse. Eu poderia vender todos os meus consoles e CD’s e fitas de jogos por essa garota. Pra mim isso é muita coisa.

–Não fale coisas assim, Armin. – Ela disse.

–Sinto muito. – Respondi enquanto ela se inclinava de novo e pousava a cabeça na curva do meu ombro, assentindo.

–É verdade?

–O que?

–O que você disse. Sobre estar...

Sorri.

–É verdade.

–Ah. – Murmurou.

Nos cinco minutos seguintes, meu coração ficou acelerado. Callíope não disse nada, nem fez nada, e nem eu. Talvez eu não devesse ter dito aquilo pra ela daquele jeito.

Engoli em seco, e ela se afastou, com um leve sorriso nos lábios. Se ela estava sorrindo, eu não tinha estragado tudo, certo?

–Acho melhor eu ir embora.

–Por quê? – Franzi o cenho. Tipo, como assim ela iria embora agora? Justo agora? Ela não podia ficar mais um pouco?

–Porque sim, Armin. – Ela deu um mini sorriso, desviando os olhos.

–Ah, Callíope. – Pedi. – Fica.

–Não faz essa cara. Eu não vou sumir pra sempre. – Sorriu. Como... Por que ela ficava sorrindo desse jeito? Eu não entendia. Eu tinha finalmente beijado a garota e disse que estava apaixonado. Garotas normais não iriam querer ficar mais tempo com o cara, se ele dissesse isso? Mas, claro. Estamos falando da Callíope. Ela não é normal. Ela é diferente das outras. Ela é... Especial pra mim.

Mas ainda queria ir embora agora! Eu não sei o que eu fiz de errado. E agora só vamos nos ver na segunda, como sempre que ela vem aqui em casa numa sexta. Eu raramente vou à casa dela. Seria pressionar demais eu ir amanha ou pedir pra que ela voltasse aqui amanha? Sim. Seria. Óbvio que seria.

–É. – Revirei os olhos enquanto ela tirava as meias. – Pode ficar com as meias, me devolve outro dia.

–Ah, não precisa. – Ela se levantou, e eu também, indo com ela até a porta, onde paramos e ela se virou pra mim. – Até mais, Armin. – Ela sorriu.

–É, até... – Não terminei de falar. Cara. Cara. Callíope tinha se aproximado e agora estava me beijando. Eu não estraguei nada! Depois do choque inicial, levei as mãos a cintura dela e a puxei pra mais perto.

–Nossa... – Murmurei quando ela se afastou, ela estava mordendo o lábio inferior e com a cabeça baixa. Ela estava vermelha.

–Tchau. – Murmurou e foi até o carro. Depois que virou na esquina, entrei em casa de novo, fechando a porta e me escorando nela. Cara!

Acho que vou ir até a casa dela amanha.



Notas finais do capítulo

Well... Girls. Boys. Peoples que leem isso. :3
Obg por chegar até aqui. Não, não acabou ainda. Tive que dividir esse capítulo em dois pra não ficar grande demais.
Talvez eu poste mais um hoje o/