Rebelde em Hogwarts escrita por Katty Weasley Mellark


Capítulo 27
Invasão à Sonserina


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal, tenho demorado por falta de tempo, mas não esqueci da história, muito menos de vocês s2 amo vcs s2



P.O.V. Miguel Arango.

Todos já devem estar em seus dormitórios, mas mesmo assim todo cuidado é necessário. Há algumas semanas, uma sonserina nada amigável chamada Pilar Gandía foi nomeada a monitora chefe. Ela ia adorar flagrar um garoto da Grifinória vagando pela escola a noite. Devo ser cauteloso.

Olho para trás a todo momento. Já estou quase chegando quando escuto um barulho suspeito. Giro nos calcanhares, procurando o que causara o som. Recuo. Tropeço em uma coisa e caio para trás.

Me levanto. Assustado, acuado, tento ver o que me derrubara.

É um garoto com touca de ninja, que só deixam a amostra seus olhos, e todo vestido de preto. Sem hesitar, saco minha varinha.

–Calma, Miguel, calma.- O garoto diz, tirando a touca. Giovanni.

Baixo a guarda e guardo a varinha, furioso.

–Garoto estúpido!- Digo, irritado.- Quase te matei! Por que está vestido desse jeito?

–Tenho que me disfarçar.- Ele explica.- E o que está fazendo aqui? Tem que colocar as bombas nos quartos das meninas da Grifinória, seu maluco. A Pilar pode te encontrar.

Giro os olhos e solto o ar dos pulmões.

–Você é muito burro.- Concluo.- Escuta aqui, Giovanni, mudança de planos.

Ele me olha por um instante.

–Você tomou uma decisão sem mim.- Ele diz, magoado.

–Lógico, como eu poderia te contar antes? Você estava por aí com uma garota do segundo ano.

Ele arregala os olhos.

–Como sabe disso?

–Eu vi.

Ele suspira.

–Agora, se não se importa, eu gostaria de saber qual foi a mudança no plano hoje ainda.- Ele diz, olhando em volta, para se certificar que estamos sozinhos.

–Vamos fazer isso juntos. Tanto na Sonserina quanto na Grifinória.- Explico a ele.- Vai ser melhor e mais rápido.

–Certo.- Concorda. Ficamos alguns segundos em silêncio, até que ele se dá conta do que eu tinha falado e arregala os olhos.- Espera. O quê?

–Cara, vai ser melhor, correremos menos risco.- Explico, mas ao ver o quando ele sacode a cabeça, faço uma nova tentativa.- Giovanni, ninguém vai saber que é da Sonserina. Está todo de preto. E com uma touquinha patética.

Ele me olha, se decidindo. Então simplesmente suspira.

–Acho que tem razão.- Diz. Abro a boca para falar, mas ele me interrompe, com o indicador apontado diretamente para meu nariz.- E minha touca não é patética.

Giro os olhos, entrelaçando os dedos atrás da cabeça.

Nos entreolhamos por uns segundos.

–Vai ficar parado aí feito um idiota?- Givanni diz, transferindo o peso para uma das pernas.- Vem logo!

Concordo, em silêncio, seguindo-o.

Caminhamos juntos até a sala da Sonserina. Não demorou e logo estávamos ali, parados à porta. Giovanni diz a senha e nós dois entramos. Não estamos de uniforme, e nem todos me conhecem ali, então se me flagrarem aqui dentro, não será possível saberem que sou da Grifinória e que estou na casa errada.

Nunca poderia imaginar como é a sala comunal da Sonserina por dentro, mas achei fantástico. O verde e o prata combinam perfeitamente e a serpente, que é o símbolo da casa, se encaixa muito bem, deixando tudo ao mesmo tempo sombrio e luxuoso.

Estou olhando tudo em volta, quando Giovanni empurra a sua touquinha patética contra meu peito. Seguro a touca e encaro-a por um instante antes de voltar meu olhar para Giovanni.

–Que isso?- murmuro.

–Uma touca, não está vendo?- Ele sussurra de volta.- É melhor você colocar esse negócio aí.

Olho novamente para a touca.

–Nem morto.

Giovanni bufa e segura meus ombros, encarando-me.

–Seja menos burro, por favor.- Ele diz, sem paciência.- Muitos sonserinos te conhecem. Mais até que o necessário. Use um pouco desse seu cérebro novinho em folha.

Bufo, vencido. Enfio a touca na cabeça. É quente aqui dentro, e a touca está cheia de... essência de Giovanni. Eca. Não é muito fácil respirar aqui dentro.

Fuzilo-o com o olhar, pois suas sobrancelhas estão erguidas e não é difícil notar o esforço que está fazendo para não rir.

–Não ouse rir- Digo, ameaçador.- Ou vai sentir falta dos seus dentes.

Ele ergue os braços, em rendição.

–Eu não fiz nada.- Diz ele, sorrindo.- Mas agora, acho que vou concordar com você: Essa touca é patética.

–Cala a boca.- Digo, semicerrando os olhos.- Vamos logo. Não temos tanto tempo assim para desperdiçar.

–Certo.- Ele dá de ombros, Assumindo a expressão séria.- Eu te colocaria de guarda, mas não seria seguro. Se alguém se deparasse com um carinha usando essa...

–Não se atreva.- Ameaço.

–Certo, certo, você me entendeu.- Ele diz, andando de um lado para o outro.- Eu acho que vamos ter que revesar. Lá em cima tem muitos quartos. Eu fico com alguns e você com outros. Você me dá cobertura e vice-versa... está me entendendo?

–Como não entenderia?- Digo.- Você é um ás em matéria de explicar.

Ele me fuzila com os olhos.

–Bem, vamos logo.- Ele diz, passando a mão no cabelo.- Mia costuma sair a noite, eu já vi. Daqui a pouco ela pode descer e flagrar a mim conversando com um cara sem noção que usa uma tou...

–Cala a merda da boca, Giovanni.- interrompo-o, sem paciência.- Vamos executar logo esse plano.

Ele dá de ombros e vamos até a escada que vai para os dormitórios femininos e subimos-a. Andamos um pouco até encontrarmos um quarto ideal para colocar as bombas. Ele empurra a porta com cuidado e, antes de entrar, fala:

–Melhor você ir pôr as bombas em outros quartos. Esquece o que eu havia dito sobre dar-me cobertura. Não preciso disso.- Ele olha em volta e seus olhos param em uma das portas dos quartos. Ele indica com o queixo.- Aquele é o da Mia. Não vá para lá. Lembre-se do combinado.

Giro os olhos, que são a única parte visível de meu rosto.

Se ele não tivesse avisado, eu colocaria uma bomba lá, só por maldade.

–O.k, nem no da Roberta.- Lembro-o.

–Nem no da Roberta.- Repete, concordando.

Depois que ele entra, vago pelo corredor feito alma penada. Vou direto para o quarto de Mia, mas antes de abrir a porta e quebrar a promessa, hesito. Eu prometi que não faria isso. Mas, bem no fundo, eu sei que não entraria ali para pôr bombas nenhumas. Queria ver Mia dormir.

Sacudo a cabeça para me livrar do pensamento. Me apaixonar por Mia, seria a pior coisa que poderia acontecer. No entanto, me apaixonei. E como faço para esquecê-la? Por mais que fique com todas as garotas de Hogwarts, Mia prevalecerá em meus pensamentos.

–Maldita Mia.- Sussurro.

Giro nos calcanhares e encaro a porta em frente ao quarto de Mia. Não tenho tempo para escolher. Vai você mesmo. Caminho até a porta e encosto a palma da mão nela.

Estou sufocando. Essa touca está me fazendo suar tanto, que me deixa desconfortável. Ninguém está acordado além de Giovanni e eu. E a monitora, suponho. Então não haverá problema algum se...

Arranco a toca da cabeça antes de concluir o raciocínio. Seco o suor da testa com as costas da mão e respiro fundo. Passo as mãos no cabelo, finalmente livre da touca. Guardo o objeto no bolso de trás da calça.

Começo a abrir a porta, lenta e cuidadosamente.

–Miguel?- Uma voz feminina me surpreende. Giro nos calcanhares.

Mia está diante de mim. Confusa e perplexa ao mesmo tempo. Seu vestidinho de seda rosa é bem a sua cara. E as marias-chiquinhas completam o visual “menininha”. Giovanni me alertara. Mia costuma sair a noite. E eu não fui nada cuidadoso escolhendo um quarto de frente para o seu.



Notas finais do capítulo

Beijocas, vou tentar ser um pouco mais rápida no próximo ;)