Sinal escrita por Universo das Garotas


Capítulo 13
13º Capítulo




13º Capítulo – Fred


Beatriz ficou o sábado todo comigo. No resto da manhã mostrei para ela a minha coleção de protótipos de veículos importados e ela sabia melhor do que eu as especialidades de cada um, até do meu próprio Alfa Romeu. Ficamos conversando por horas sobre isso.

Levei a pelo condomínio em um passeio na minha Harley até que começou a chover.Após ela tomar banho, almoçamos risoto de camarão com peixe assado e purê de batatas, a comida preferida de Beatriz. Depois que ela me disse isso, a Sra. Perpétua rapidamente mandou Julian preparar. E ele foi exímio como sempre. Beatriz comeu bem mais do que no café da manhã. Eu sabia que ela tinha apetite e fiquei satisfeito em vê-la comendo bem e novamente vestida com uma das minhas camisetas.

Fomos assistir um filme juntos e ela deixou que eu escolhesse. Notei a surpresa em seus olhos quando escolhi O Drácula de Bram Stoker. Vendo o filme percebi que queria fazer tudo que o vampiro fazia com sua amada. Sugá-la em todos os sentidos. Eu o entendia, para ele, tê-la apenas em seus braços não o satisfazia. Era preciso suga-la em todos os aspectos, mesmo no literal. Eu sentia essa necessidade de Beatriz. Queria toma-la por inteiro. Eu não seria capaz de apenas beijá-la. Se eu começasse com isso iria até o final, até esgotar todos os seus sabores.Eu olhei para sua pele quase o filme todo. Ela tinha uma pele um pouco morena e levemente roseada. E era adorável o modo como ela teimava em prender o cabelo no alto de sua nuca. Revelava aquela parte no fim do pescoço onde tem os últimos fios de cabelo. Em Beatriz, era uma leve penugem que me fazia ter vontade de beijá-los. Mas ela ficava estonteante com eles soltos também.

De tarde, enquanto eu tomava banho notei que ela desceu as escadas em direção ao deque da piscina. Troquei de roupa rapidamente a tempo de ver Beatriz de calcinha e sutiã nadando na piscina. Ela estava de um lado para outro, dando braçadas como uma nadadora. Fiquei na borda esperando ela emergir. Quando ela fez isso abriu um sorriso ao falar:

– Oi! Não resisti a essa piscina aquecida e maravilhosa. Você costuma nadar?

– Não muito. Faço outros tipos de exercício. Mas posso te acompanhar...

E já fui tirando a minha roupa. Notei quando a Beatriz tentava não olhar mas não resistia. Ela ficou o tempo todo olhando pra mim. Eu provocava nela a mesma reação que nas outras. Mas me senti relativamente diferente com ela. Meu peito parecia se inchar até o ponto de explodir!Nadei até onde estava e ela ainda olhava para mim. Ela ficou de pé, na minha frente. Seu peito se movia rapidamente, de repente nervosa com a minha presença. Me senti encorajado por essa sensação e acabei tocando seu braço, subindo lentamente até a altura da clavícula. Toquei o seu rosto com a outra mão. Inclinei a minha cabeça para o lado e abaixei meu rosto na sua direção. Ela não se moveu. Parecia congelada. Estávamos tão perto que se eu chegasse mais eu a beijaria.

Então eu beijei.

Intensamente.

Não parávamos nem para buscar o ar. Eu mordisquei seus lábios devagar depois começamos a atacar um ao outro com voracidade. Não havia uma parte de seu corpo que não se ligava ao meu. Estávamos colados. Não dissemos nada. Subimos para o quarto totalmente grudados e num minuto todo o resto de roupa tinha sumido. Não consegui olhar para as formas do seu corpo. Eu geralmente conferia o pacote antes de entrar. Mas não foi assim. Meu mundo era todo sensação dos meus dedos e de seu toque. Não preocupei com a intensidade dos movimentos, com o conforto desta ou daquela posição. Me deixei levar. Nos deixamos. Sentia que ela se entregava toda para mim. Essa era exatamente a questão, pensei depois. A entrega. Não era o formato do seu corpo, com o início ou o fim de suas curvas. A beleza estava lá, eu podia sentir. Em forma de perfeição, eu já tinha visto. Mas a entrega com que fizemos aquilo fez toda a diferença. Não era o encaixe de nossos corpos ou os barulhinhos que ela fazia de prazer. Nós continuávamos sem dizermos nada, não fizemos qualquer confissão ou juras de amor. A palavra amor nunca foi pronunciada por mim. Mas a maneira como estávamos ali dizia tudo. E ao mesmo tempo doía. Muito.Ela também sentia a dor. Era palpável. Em determinado momento ela chorou nos meus braços. De maneira leve, mas percebi. Sabíamos do abismo moral que nos separava. E ainda sim era tão bom o nosso encontro. Mas no minuto em que separássemos um do corpo do outro, o entendimento de que havia mais que nós dois no mundo cairia e nos mataria. Mas enquanto eu estive dentro dela, eu saboreei cada momento, cada pedaço de pele foi sugado por mim.

Eu achava que tinha extraído o melhor das mulheres. Talvez para aquelas eu tenha mesmo. Mas o que eu e a Beatriz fizemos preencheu a minha vida. Eu nunca esqueceria aquilo. Podia repetir para mim mesmo no outro dia, “putz que mulher gostosa!” ou “essa foi uma das melhores noites da minha vida”. Mas não era só isso. Muito tempo depois eu admiti mas naquele momento eu sabia. Sentiria falta do toque dela enquanto eu vivesse. Prolonguei o máximo que pude mas chegou um momento em que não resisti. Ela já tinha gozado de prazer nos meus braços e foi incrível vê-la assim. E tão logo eu também terminei com um longo suspiro. A sensação foi ótima. De pele contra pele. Não me lembrava disso. Olhamos nos olhos um do outro e a deitei ao me lado. Ficamos assim por minutos. Ela virou de lado um pouco e eu vi a nuca dela, com os últimos fios de cabelo. Lembrei que mais cedo eu queria beija-los e fiz exatamente isso. Ela se arrepiou mas ao invés de me repelir ela abraçou meu pescoço com as suas mãos e começamos de novo. E de novo. Até que caiu a noite e estávamos morrendo de fome...

Desci para a cozinha e preparei dois sanduíches rapidamente. Estava voltando para o andar de cima onde ficavam os quartos quando ouvi a porta da frente batendo. Na hora pensei que poderia ser a Sra. Perpétua mas estranhei já que eles (os empregados) só usavam a porta lateral. Deixei os sanduíches na bancada da sala e fui até a porta. Não vi ninguém. Voltei para o quarto e só encontrei a cama com os lençóis revirados. As roupas de Beatriz não estavam lá. Nem a bolsa.

Me dei conta que ela havia ido embora. A sensação que eu senti foi a pior da minha vida. Ela simplesmente foi embora. Depois de perguntar por ela para todos os empregados e ninguém saber nada de sua saída andei pelo bairro com meu carro. Nem sinal dela. Como ela poderia ter saído dali?





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Sinal" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.