Lágrimas de Diamante escrita por bubble tea


Capítulo 6
Capítulo 6 - Apaixonada


Notas iniciais do capítulo

Yo minna!
Oierh Gente
Dessa vez um capítulo maior que os outros, nem tanto mais um pouquinho maior e sem demora!
Obrigada pelos comentários, ainda mais a Rocker por comentar além de ser a minha escritora de fanfics favorita. Eu vou correr para responder os comentários de vocês. Para esclarecer a minha demora para postar o capítulo anterior: Eu tive uma ideia bem maluca de escrever um fanfic de The Walking Dead e como quando eu tenho uma ideia de fanfic eu não posso perder ela já escrevi dois capítulos da fic ( que ainda não vai ser publicada, só quando eu concluir ela, não planejo fazer nada muito longo.) Ah e outra, vocês shippam Suspian? ( Susana e Caspian) eu tava pensando em escrever um one deles.
ou para de enrolar vocês, podem ler



Quando o anão terminou a história de Caspian, Edmundo sentiu uma pontada de ciúmes por Loren prestar tanta atenção na história do príncipe, oras a história de Edmundo era muito mais impressionante que a desse tal de Caspian! Além do mais, ele havia sofrido muito mais que um tio que queria matar seu próprio sobrinho, mas ficou quieto.

–Certo, vocês me prometeram que me falariam quem são vocês…- O anão começou a falar e Pedro o interrompeu:

–Você não nos reconhece? - Perguntou cuidadosamente.

–é, sou Lúcia, A Destemida. - Lúcia falou com o seu habitual sorriso de orelha á orelha encantador.

–Susana, a Gentil. - Disse Susana dando um sorriso torto ajeitando o arco em suas costas, o Anão olhou para Edmundo com uma sobrancelha erguida.

–Edmundo . - Ele falou dando um suspiro pesado, ele não tinha vergonha de seu título. Ele só se envergonhava de não ter sido justo com Loren, ele havia deixado o seu ex-melhor amigo partir o coração dela. Isso não era justiça. - O justo.

–Pedro, O Magnifico - Pedro falou e o vento soprou magicamente sobre os seus cabelos balançando eles como se ele estivesse em um comercial de Shampoo e estufou o peito.

–Você poderia omitir essa parte. - Disse Susana um tanto irônica mas com um sorriso de lado no rosto.

–E você? - O Anão perguntou á Loren.

Loren se encolheu e Edmundo estava pronto para falar quando a mesma fechou os olhos respirou fundo e respondeu.

–Sou Lorena Grey, mais conhecida como Loren em Flichey. - Ela respondeu observando o anão atentamente.

–Grey? - O Anão falou coçando o queixo e franziu a testa. - Que sobrenome estranho.

–Não é estranho - Ela rebateu. - Grey significa cinza. - Loren falou tentando sorrir o mais amigável que ela podia.

–Você parece ser inteligente mocinha - O Anão observou Loren da cabeça aos pés.

–Não toque nela. - Rosnou Edmundo se aproximando de Loren, e Pedro pegou sua espada no mesmo instante. Os olhos do Anão vagaram até a espada de Pedro, então ele arregalou os olhos.

–Não pode ser! São vocês! - ele exclamou e se ajoelhou diante de Edmundo que abaixava lentamente sua espada, ele observava atentamente o anão. -Perdão meus reis.

–Precisa de alguma prova a mais? - Perguntou Pedro dando um sorriso torto para o anão e então olhou para a sua espada. - Que tal um duelo?

–Por mim, tudo bem. - Respondeu o anão.

Pedro se aproximou do Anão e lhe deu uma espada, então o anão ergueu sua própria espada pronta para atacar Pedro com um golpe certeiro no no rosto, mas o mesmo foi mais ágil e desviou com um sorriso bobo no rosto.

–Ele. Vai lutar com você. - Pedro falou passando a espada para Edmundo. Loren arregalou os olhos, Edmundo não! Ela não queria que ele se machucasse, então deu um passo para frente tentando impedir Edmundo mas Pedro colocou seu braço esquerdo na frente dela e sussurrou:

–Ele quer te impressionar, Loren.

Loren sentiu um arrepio na espinha, por que raios Edmundo iria querer impressionar ela? Com tantas garotas á disposição dele, e ele sendo um rei e ela um garota normal da Inglaterra? Pedro pareceu ler os pensamentos dela.

–Não conte á ele. Ed é bem lerdo em relação á garotas bonitas. - ele falou e deu uma piscadela nem um pouco discreta para Loren e se afastou.

— Cuidado! Cui-da-do! - berrava Susana e Lúcia batia o pé esquerdo no chão ansiosa.

Em movimento tão rápido que nenhum deles conseguiu ver, ainda mais Loren que estava apavorada entrando em pânico (a não ser Pedro, que já sabia o que ia acontecer), Edmundo, dando um jeito especial à espada, prendeu a espada dele com a do Anão, e sorriu vitorioso. O Anão rosnou e desviou o golpe de Edmundo.

Loren arfou ao ver Edmundo desviar agilmente da espada que o anão empunhava com um olhar de divertimento, mas Eddie parecia desviar e atacar ao mesmo tempo. Ele tinha vantagem sobre o anão, que era corcunda. Loren fechou os olhos apenas ouvindo o barulho das espadas uma bater na outra, então o barulho cessou. Ela abriu lentamente os olhos castanhos preocupados e viu que Edmundo sorria triunfante com a espada apontada para o anão, que parecia um tanto emburrado por perder. Loren soltou um suspiro de alívio bem audível, seu coração voltou á bater na velocidade normal, e a preocupação se esvaiu do seu rosto. Edmundo voltou para o lado de Loren e deu um sorriso torto para a garota, que sentiu o rosto queimar, sua vontade era de desviar o olhar. Mas não conseguiu ela continuava fitando os olhos dele até Pedro chamar a atenção de todos para si mesmo.

— Espero que não tenha se machucado, amiguinho! — disse Edmundo, ainda um pouco ofegante, ao guardar a espada na bainha com um tom de brincadeira no tom de voz. Loren sentia seu coração bater mais rápido que as baterias em músicas Heavy Metal.

— Agora estou entendendo —falou o anão e Loren percebeu que seu tom era seco. Ele não gostava de perder. — Você sabe um truque que eu não sei.

— É pura verdade — Pedro concordou pronto para elogiar o irmão na frente de Loren.. — O melhor espadachim do mundo não resiste a um golpe desconhecido. Por isso, acho justo que se dê a Trumpkin uma oportunidade, em qualquer outra coisa. E se fosse tiro ao alvo, ali com a minha irmã? Não pode haver truque!

Se Pedro achava que aquilo fez Loren se sentir melhor, ele estava enganado. Loren enrubesceu e abaixou a cabeça, ela não podia esquecer que Edmundo era um rei, e ela não.

— Estou vendo que vocês gostam de se divertir. Como se eu não conhecesse a pontaria dela depois do que aconteceu hoje de manhã! Mas, vá lá! Quero ver.

— Qual é o alvo? — perguntou Pedro.

— Pode ser aquela maçã naquele ramo em cima do muro — supôs Susana.

–É aquela amarelinha no meio do arco, não é?

— Não, aquela não! — replicou Susana. — A outra, a vermelha, lá em cima, sobre as ameias.

O entusiasmo do anão desapareceu.

— Parece mais uma cereja! — resmungou e Loren roeu sua unha.

— Sensacional, Su! — Lúcia falou depois que Susana também venceu o Anão.

— Não é que a minha pontaria seja melhor do que a sua — disse Susana para o anão. — É que havia uma brisa soprando quando você atirou.

— Não havia brisa coisa nenhuma! — disse o anãozinho— Não precisa se desculpar. Sei muito bem quando sou derrotado com lealdade. Logo que eu ficar bom do braço, nem vou me lembrar mais do ferimento...

— O quê! Está ferido? — perguntou Lúcia. — Mostre-me.

— Não é espetáculo para menininhas — começou Trumpkin, mas fechou sua boca. — Já estou dizendo bobagens outra vez. Afinal, quem me garante que você não é uma excelente enfermeira, assim como seu irmão é um grande espadachim e sua irmã uma fabulosa arqueira?

— Pobre Trumpkin! — exclamou ela. — Isto está muito ruim.

Lúcia retirou um frasco que parecia ter o formato de um diamante, e deixou pingar uma gota no braço do anão.

— Ei, o que é isso?! — perguntou Trumpkin, que não conseguia ver o oque estava acontecendo— Com trinta mil demônios! Parece novinho em folha!

Loren cruzou os braços e uma brisa suave soprou sobre ela, seus cabelos esvoaçarem fazendo o cheiro de framboesa contaminar o lugar.




— Nunca um anão fez um papel tão imbecil quanto eu hoje. Apresento minhas humildes homenagens a Vossas Majestades. Agradeço-lhes terem salvo a minha vida, tratado do meu braço, o almoço, e agradeço também a lição que me deram. - Falou o anão realmente grato e então ele olhou para Loren. - E você minha cara, perdão também. Que rainha você é? Nunca ouvi falar de uma rainha com o nome Loren.

–Ah… Eu não sou uma rainha….- A voz de Loren foi morrendo aos poucos, e ela se virou para todos evitando mostrar sua reação. Seu rosto estava endurecido.

–Na verdade - Edmundo falou observando Loren entendendo o que ela estava sentindo pela primeira vez. Como ele foi tão estúpido esse tempo? É claro que ela ia se sentir desconfortável pelo fato dele ser um rei e ela ser uma mera intrusa. - Todo Filho de Eva, ou Adão que põe os pés em Nárnia sentam-se no Trono de Cair Paravel.

Loren olhou para Edmundo com o coração batendo tão rápido que seu peito doia, naturalmente ele rinha esse efeito sobre ela, fazer ela suar frio, fazer ela tentar desviar o olhar dele e não conseguir. Sempre fora assim, ele que não percebia.

–Ah….

–Você é uma rainha Loren. Você é igual á nós. - falou Edmundo docemente para ela, por Aslan… Loren poderia jurar que naquele momento a melhor coisa que podia acontecer era os lábios dele chocarem contra os dela em um beijo. Por mais que não fosse o momento certo para isso, ainda mais na frente dos irmãos dele. Mas Edmundo deixava ela fora de controle. fazia com que ela não pensasse duas vezes e sim fazer sem nem pensar. Como naquele momento. Ela não sabia por quanto tempo ela ia conseguir aguentar a vontade louca dela de abraça-lo e não solta-lo mais.

–é verdade. - Susana falou dando um sorriso para Loren e uma piscada discreta, então seus lábios se moveram sem som nenhum, mas Loren pode entender o que ela dizia. “ Não hesite em gostar dele”. Loren corou mais do que o normal.

–Você é uma de nos Lo! - Lúcia sorriu e deu uma batida descontraída no braço de Edmundo e piscou para ela, - Você é Perfeita.

Loren teve que piscar para ver se tinha entendido que Lúcia queria dizer com aquilo, mas a resposta estava na cara dela. Lúcia havia dito em outras palavras. “ Você é perfeita para Ed”

–Rainha Loren. - Pedro falou dando um sorriso brincalhão cuide do meu irmãozinho.

Se Edmundo Pervensie pudesse cavar um buraco e enfiar a cabeça dele lá, ele enfiaria. Ele havia entendido todas as indiretas que seus irmãos havia mandado para Loren, a única coisa que ele conseguia pensar era: ‘ Até você, Susana?”

E Loren?

Ela só conseguia pensar em como Edmundo ficava bonito com a expressão lerda em sua face.