Quebrando as regras escrita por Carrie Collins


Capítulo 8
Mais beijos, convite indecente e um idiota.




Depois que o “senhor bonitão e perigosamente perigoso” foi embora, Jean relaxou. Ficamos por um momento sentados do lado de fora, próximo à piscina, nos agarrando, pois eu não perderia uma oportunidade como essa. Não são todos os dias que se tem Jean Furley sentindo atração por mim. Ou sei lá, o que ele sentiu quando me viu andando desajeitada com aquele salto alto e aquela maquiagem toda.

– Você é linda. – Jean acariciou meu rosto com o seu polegar, estávamos próximos o bastante para outro beijo, mas seus olhos pairavam nos meus, e neste momento, eu não me senti incomodada em encará-los.

Seus olhos ressacados – baixos – tinham aquele jeitinho de me envolver, havia aquele jeito safado e ao mesmo tempo delicado. Aquela era a melhor posição de ser observar sua beleza, próximo o bastante para ouvir sua respiração e os ruídos que ele às vezes fazia.

– Já está ficando tarde. – Ele fitou seu relógio de pulso. – Quer que eu te leve em casa? Seu pai não vai brigar?

– Não, eu vou dormir aqui. – Dei de ombros apoiando minhas pernas em cima das suas.

– Ah, então me deixa te levar para minha. – Jean mordeu o lábio sedutoramente, e depois riu. – Estou brincando.

– Bom mesmo. – Ri, mas no fundo a proposta seria tentadora demais para dizer não.

Algo vibrou embaixo das minhas pernas, em seu bolso.

– Opa, meu celular. – Ele deu uma risadinha e delicadamente tirou minhas pernas de cima e pescou o celular do seu bolso. – Volto já. – Jean olhou para a tela rapidamente, me deu um selinho e levantou-se, se afastando para atender o celular.

Ele caminhou até a porta, e depois o perdi de vista. Observei a festa, que ainda rolava lá dentro. As luzes já estavam enjoativas, mas havia pessoas bêbadas demais para se importar. Muitos casais temporários haviam se formado, algumas meninas estavam lá para fofocar e alguns caras que ainda não tinha conseguido uma garota, ainda tinham chances de embebedar alguma delas para aproveitar a situação. E então apareceu David, na porta, ele por algum acaso olhou para mim, abriu a porta e veio em minha direção... Esse garoto não sabe ser menos irritante não?

– O que você quer? – Murmurei já estressada.

– Oh querida Cher... – David deu passos longos e logo estava sentado ao meu lado, na espreguiçadeira acolchoada. – Seu príncipe fugiu?

– Não, por contrário de sua princesa, que deve está nauseada por estar com você, como eu me sinto agora. – Disse e sorri cinicamente.

– Náuseas? Talvez seja paixão. – Ele se aproximou com um sorriso debochado, seus olhos azuis desafiadores queimavam em mim.

– Ah, claro, porque eu morro de amores por você. – Falei ironicamente.

– Pelo Jean é que não é. – David sussurrou confiante. Como ele poderia dizer isso? Ele mal me conhece. – E ele não quer nada mais que te levar para cama dele.

– Como você sabe? Deixou a vida de perturbado mental e virou vidente? – Ri sarcasticamente.

– Olha pra você... – Ele riu. – Ta gostosa. Eu também pensaria assim, se não te odiasse.

– Ah, você me odeia? – Sorri cínica. – Estamos quites! – Dei um tapinha no seu ombro. – Mas eu me pergunto por que você me persegue tanto, acho que esse seu “odeio” não é muito aceitável.

– Porque você é uma pessoa legal de odiar. – Riu. – Você fica brava mesmo e isso é divertido.

– Você é retardado, só pode. – Rolei os olhos. – Agora sei o porquê desse piercing ridículo.

– Você não gosta? – David fez beicinho, botou a mão no piercing e o cutucou, e então ele desapareceu da minha vista, mas depois percebi que ele apenas o colocou para dentro. – Pronto, agora sou o cara certinho? Quer casar? – Disse ironicamente.

– Nem que me amarrassem, eu me casaria com você. – Ri e então olhei para o lado, e Jean estava voltando. – Agora vai procurar a Lola, que eu cansei de conversar com você. – Murmurei para David.

– Como se eu me importasse com a sua fadiga. – Ele riu. – E aí, Jean.

– E aí, cara. – Jean sorriu para ele, e depois olhou para mim. – Eu vou precisar ir para casa, Cher. – Ele me puxou pela mão, e eu me levantei.

– Opa, estou sobrando aqui, to indo nessa. – David disse e finalmente saiu.

– Vai ficar brava comigo? – Passou a mãos em meus cabelos enquanto sussurrava em meu ouvido. – Eu prometo recompensar da próxima vez. – Ele sorriu ao trilhar beijos em meu pescoço até minha bochecha.

Jean segurou a minha nuca, puxando levemente meu cabelo, seus olhos ainda nos meus, ele beijou meu rosto e depois me deu um selinho.

– Não vou ficar brava. – Sorri. – Quando vamos nos encontrar novamente?

– Quando você quiser. – E então ele me beijou delicadamente, me puxando para si e brincando com meu cabelo com seus dedos.

– Vou cobrar. – Disse contra seus lábios.

– Fique à vontade. – Jean sorriu, me deu um selinho e afastou-se. – Boa noite.

– Boa noite. – Respondi, dando alguns passos para trás, o observei ir embora pelas portas do fundo e então andei distraída até dentro da festa... Dando de cara com quem?

– Olá, senhorita solteira. – Ele deu um sorriso malicioso.

– Vê se não enche. – Bufei. – Vai procurar a Lola.

– Não, agora vou encher o teu saco. – David riu.

Rolei os olhos e me virei para ele, e quando ousei em sair andando, David me puxou pelo braço e ficamos próximo o bastante para me deixar apavorada. Seus olhos maliciosos pairavam em mim, e por um momento, eu gostei daquela aproximação. Nossos corpos estavam praticamente colados e suas mãos agora passeavam sobre a minha cintura, eu pude sentir seu hálito quente na minha bochecha... E então me dei conta do que estava prestes a acontecer e o empurrei.

– Ta maluco? – Disse brava. – Me deixa em paz, idiota! – Bufei e saí batendo os pés para longe dele.





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