Quebrando as regras escrita por Carrie Collins


Capítulo 10
Carona indesejada, surpresa desagradável e um segredo.


Notas iniciais do capítulo

Ta bem curto este capítulo, mas bem direto, hahaha. Espero que gostem (:



O silêncio tomou conta do carro por alguns minutos, eu estava furiosa, e como sou muito transparente, dava para perceber. Estava com a cara emburrada mesmo, e não me importava com o que ele pensava sobre mim.

– Lola pediu para que eu viesse lhe buscar. – Ele disse, estava sério.

– Hm. – Grunhi, de fato não estava a fim de puxar conversa com ele.

– Me desculpe por pegar tanto no seu pé. – Pigarreou, olhei para ele meio confusa. – Eu sou muito chato.

– Eu sei. – Ri.

– Vamos dar uma trégua? – David esticou uma de suas mãos livres, mas continuava a olhar para frente, estávamos na rua da minha casa.

– É aquela casa branca. – Apontei para a minha casa, ele voltou a mão e voltou a concentração.

Quando parou, olhou para mim e esticou sua mão novamente.

– Nos falaremos apenas na vista do meu tio, como se estivéssemos nos dando bem e fim? – David sorriu.

– Fechado. – Apertei sua mão.

– Quando eu começar a namorar Lola, teremos que nos falar também? – Ele fez uma careta.

– Você vai namorar Lola? – Arregalei os olhos.

– Quem sabe. – David deu de ombros. – Temos coisas em comum e tal... Além do mais, a garota que parece mais comigo, me odeia.

– Eu não pareço com você. – Disse cínica.

– E quem disse que eu estou falando de você? – Gargalhou. – Mas eu estou.

– Ta, David. Tchau. – Falei seca, abrindo a porta, quando me curvei para levantar, ele segurou meu braço. – Dá pra parar? – Resmunguei.

– Não. – David estava sério.

Ele se curvou mais para mim, eu o temi. Chegou próximo os bastante para um beijo, seus sempre olhos em mim. Com a outra mão envolveu minha nuca, enrolando seus dedos em meu cabelo, se aproximando cada vez mais, não me deixando pensar direito no que estava prestes a acontecer... David estava prestes a me beijar, e eu estava deixando. Quando finalmente seus lábios quentes tocaram nos meus, meu coração palpitou, por algum motivo. Eu o respondi, mesmo que com raiva. Cravei minhas unhas em sua nuca, e ele me respondeu mordendo meu lábio inferior. Ficamos por um tempo nos agarrando ali, suas mãos passeavam em mim, e eu não estava me importando. Fechei a porta do carro de volta e me aproximei, praticamente ficamos no mesmo banco do carro, estava apertado. Quando me faltou ar, descolei meus lábios dos seus.

– Quer entrar? – Sussurrei meio sem pensar, eu estava praticamente sentada na perna dele, David mordeu o lábio me encarando, depois deu um sorriso malicioso.

Ele sabia do que o convite se tratava... E por incrível que pareça, eu também sabia, e estava afim.

– Seu pai? – Perguntou ele.

– Deve está dormindo. – Dei de ombros.

– Gosto de correr riscos. – David mordeu o lábio encarando a minha boca.

Desci do carro ao me ajeitar, ele trancou o carro e caminhamos até a porta da minha casa. Peguei a chave da bolsa de mão, abri a porta um pouco, para me assegurar que meu pai não estivesse na poltrona, me esperando, estilo aqueles filmes, ele sempre fazia isso. A sala estava vazia, então David entrou. Estava livre! Subimos a escadas devagar, e eu olhei rapidamente a porta do meu pai, que estava fechada, foi então que nos apressamos e entramos rapidamente no meu quarto.

– Conseguimos. – Sussurrei aliviada o puxando mais para mim.

David me imprensou na porta e começamos um beijo caloroso, suas mãos puxavam meu cabelo enquanto a outra apertava minha bunda. Sua língua passeou pelo meu pescoço, enquanto eu ofegava, então voltou para os meus lábios. Suas duas mãos estavam em minha bunda, ele apertou-a, o colocando mais contra seu corpo. Suspirei contra seus lábios, com minha mão em sua nuca, arranhando-o. Uma de suas mãos bobas foi ao meu seio, e ele o apalpou, em seguida deu um suspiro. David me botou no colo, segurando minhas pernas, e começou a andar até minha cama. Nos deitamos, depois ele me encarou, estava escuro, mas eu poderia ver claramente seus rosto, aquele sorriso sapeca brincando em seus lábios, seus dedos acariciavam meu rosto enquanto me encarava.

– Esse será o nosso segredo? – David sussurrou em meu ouvido.

– Fechado. – Dei um sorriso malicioso antes de voltar apressadamente a beija-lo.

Esse, definitivamente, seria o nosso segredo.