Tonight, The Sky Is Ours escrita por SahhChan, NanamiUchiha


Capítulo 1
Capítulo Único


Notas iniciais do capítulo

(Notas da SahhChan >>) Há quanto tempo não escrevemos nada aqui, hã? Imenso mesmo... E sim, já tinha imensas saudades vossas. Pois bem...Aproveitando o final de 2013, resolvi juntar-me de novo com a minha princesa Nanami e escrever mais uma Fic, desta vez com um dos casais de um dos Animes mais românticos e divertidos de todos os tempos. Resolvemos arriscar e, após preparar-mos uma lista interminável que ainda está para ser explorada, viemos trazer-vos uma Shot UsuiMisa.Esperemos que gostem e desejamos umas boas entradas em 2014!



Usui's POV:

Ia ajeitando a casa, principalmente a sala, uma vez que já tinha preparado tudo no quarto. Apenas algo simples. Sabia bem que ela não era dada a grandes arranjos e que até se sentia desconfortável se a atmosfera fosse mais formal ao que ela estava habituada. Sinceramente também preferia assim. Eu e a minha Misa complementávamo-nos mesmo. Ajeitei o sofá, pegando depois no cesto do Licht e levando-o para o quarto de hóspedes, para ele não se atirar às saladas frias que eu tinha preparado para o serão. Respirei fundo e olhei em volta, contemplando todo o trabalho.

Misaki's POV:

Subi as escadas até ao andar onde ficava o apartamento dele. Encarava o chão a cada passo. O elevador estava a funcionar mas eu preferia ir adiando a minha chegada. Sentia-me nervosa. Ficava sempre assim quando estava (ou ia estar) perto dele. Usui... Ele era o meu pior pesadelo. É verdade que me tinha ajudado sempre que eu precisara, que me salvava de todos os sarilhos em que eu me metia constantemente, que aparecia do nada, sempre disposto a livrar-me dos problemas, que me olhava de uma forma que qualquer outro não conseguia fazer... Mas o seu jeito invencível de me provocar arrepios na pele sempre que fazia o meu coração saltar do peito só com a sua voz sedutora ainda me dava volta à ideia. Acima de tudo, eu não sabia o que fazer quando estávamos juntos na mesma divisão. Talvez por conta disso, achasse que o melhor era tentar agir como se o odiasse. Simplesmente, no fundo, não era de todo capaz de fazê-lo.

Usui’s POV:

Suspirei e olhei de novo as horas. Já estava quase na hora. Estava bastante ansioso mas sabia bem como controlar tal coisa. Fui cantarolando enquanto preparava agora a mesa da cozinha. Quase que conseguia visualizar o bico que ela estava a fazer, enquanto subia as escadas. Sim, porque eu sabia que ela quereria adiar o encontro, vindo pelas escadas em vez de vir pelo elevador. Apesar de eu morar no último andar, num prédio de quase vinte. Hm… Misaki, Misaki, por mais que tentes, sei sempre o que pensas.

Misaki's POV:

Já estava cansada. Mas não ia dar parte fraca, jamais. Subi levemente as escadas até à última e parei à frente da porta. Bati à porta, devagarinho. Suspirei, tentando manter a calma. Era difícil ignorar o quanto as minhas mãos tremiam mas eu iria conseguir passar por cima disso. Eu era mais forte. Tinha força de vontade suficiente para tal.

Usui’s POV:

Ouvi o Licht miar quando ela bateu à porta. E ele só miava quando sabia que aí vinha alguém de quem ele gostava. Gatinho mais atencioso para com o dono... Lavei as mãos num instante e limpei-as ao pano, antes de ir abrir. Apoiei a mão na ombreira da porta, e inclinei-me ligeiramente para ela, olhando-a por cima dos óculos.

– Estás atrasada, Ayuzawa...

Misaki's POV:

Não disse nada. Encarei apenas os olhos verdes dele, podia perder-me neles a vida inteira. Mantive-me parada, sem entrar, quieta, esperando por algo que nem mesmo eu sabia bem o que era. Estava nervosa, sentia as minhas pernas juntarem-se às mãos, tremendo uniformemente. Engoli em seco, timidamente, como todas as vezes em que o encarava fixamente daquela forma. Acabei por desviar o olhar na direcção do chão.

– U...sui...

Usui’s POV:

Sorri um pouco com a atrapalhação dela. Por mais que ela fosse uma mulher decidida, de acção, que nunca recuava com a palavra... Quando a situação era demasiado pessoal para ela, simplesmente as palavras abandonavam-na, ficando só aquele ligeiro rubor vermelho nas bochechas, os olhos a fitar o chão e todos os membros a tremer. Passei-lhe a mão pela franja do cabelo.

– Entra... Põe-te à vontade. Agora estás em casa.

Misaki's POV:

Entrei a passos lentos, nervosos, quase estáticos. Engoli em seco ao despir o casaco e pousá-lo nas costas do sofá. Não me virei para ele, sabendo que encontraria aqueles olhos de novo, apesar de ter a absoluta certeza de que eles me encaravam ainda. Suspirei levemente. Sentia o Licht roçar o dorso pela minha perna mas optei por não me baixar para acariciá-lo. Ele iria compreender que eu não podia mostrar-me como, de facto, estava... Certo? Não tencionava que o Usui percebesse o quanto me afectava directamente. Não tencionava e nem deixaria. Seguramente.

Usui’s POV:

Soprei-lhe para a orelha, muito perto das costas dela, apoiando os braços sobre a mesa, dos dois lados da cintura dela. Não estava habituado a vê-la assim tão retraída. Lidava melhor com a Misaki agressiva do que com uma tão complacente. Por isso... Provocá-la seria o melhor remédio.

– Aposto que subir vinte andares de escadas te deixou cansada... Era assim tão importante para o teu orgulho adiares a tua chegada? Senti-me tão sozinho, o Licht não me faz lá grande companhia, para além de me arranhar... - Fiz beicinho.

Misaki's POV:

Quase mandei um salto quando ele me arrepiou daquela forma. Virei-me de imediato para ele, esforçando-me por não parecer assim tão embaraçada como isso, apesar de saber que a minha cara estaria, naquele momento, mais vermelha que um tomate maduro. Desviei os olhos, sem falar. Tinha a sensação estranha que aquela noite não iria correr consoante as minhas perspectivas. Eu tinha... Eu... Ora, eu não gostava de estar sozinha com ele, eu... Nunca sabia o que esperar de um alien prevertido como aquele. E ter os acontecimentos fora do meu controlo fazia-me ficar extremamente nervosa, algo que nem de perto nem de longe, me agradava. Suspirei, procurando manter-me calma. Certo... Iria correr tudo bem. Eu tinha tudo sob controlo. Tinha, não tinha?

Usui’s POV:

Olhei-a só, na expectativa de ela responder à minhas provocações ou, quanto muito, me mandar mais um murro para eu me calar. Não seria a primeira vez que ela o fazia, e eu tinha de admitir que ela tinha força. Talvez me estivesse seriamente a tornar num homem com M... Seria certamente algo a ser explorado.

– Então? Nem me chamas alien pervertido nem nada? - Perguntei baixinho, aproximando-me mais, elevando-lhe o queixo para a conseguir olhar nos olhos. - A minha proximidade faz-te ficar assim tão sem argumentos? Não fazes noção das perigosas ideias que posso vir a ter, se não me afastares...

Misaki's POV:

Cruzei os braços, envergando o meu ar mais superior. Empurrei-o para sair do espaço que me encurralava entre o corpo dele e a mesa, tentando parecer sempre o mais ofendida possível. Bati com o pé cinco vezes no chão ligeiramente amuada, pensando rapidamente em qualquer coisa que pudesse contra-argumentar aquela saída nada feliz que ele tinha tido há segundos para o meu lado.

– Pensei que terias o jantar pronto. Ou nem isso conseguiste fazer a tempo, seu alienado pretensioso - Olhei-o, mantendo a mesma pose, sempre tomando um ar plenamente furibundo.

Usui’s POV:

Fiz um gesto com a mão, convidando-a a olhar para a cozinha aberta e para a mesa, praticamente a abarrotar de tanta coisa que eu tinha feito para aquela noite. Já a conhecia bem, no tocante a comida. Tal como em tudo, ela era bastante simples. Logo tinha-me dado ao luxo de fazer todos os pratos favoritos dela e ainda alguns dos meus. Passei as mãos pelas costas dela suavemente, encaminhando-a para a cozinha.

– Passamos então ao jantar? Com todos os cumprimentos do chef, claro. - Sorri um pouco enquanto tirava o avental de cima da mesa e o pendurava no canto habitual. - Ou queres levar tudo para a mesa da sala e comemos lá, ao pé da janela?

Misaki's POV:

Quase que não resisti ao impulso de abrir a boca quando vi toda aquela mesa recheada de pratos e mais pratos. Nem mesmo do meu adorado Sukiyaki ele se havia esquecido... Céus, como é que ele conseguia ser tão...? Como é que ele conseguia saber tão bem o que é que...? Céus... Ahh, mas isso não iria demover-me. Retomei a minha pose impenetrável, mantendo os braços cruzados e uma expressão extremamente amuada.

– Humpf... Só por isto se vê até que ponto és um perigoso perseguidor de pessoas indefesas - disse apenas, esforçando-me por parar de percorrer a mesa com os olhos. O meu estômago acusou-se, fazendo-me perder toda a firmeza nas minhas palavras. Corei mas não desmanchei a figura séria e demasiado pretensiosa.

Usui’s POV:

–"Perigoso perseguidor de pessoas indefesas"? Bem essa é nova - Ri-me, rindo-me depois ainda mais ao ouvir a contradição que partia do estômago dela. - Parece que realmente a maneira mais fácil de conquistar alguém é pelo estômago. - Aproximei-me de novo, elevando-lhe novamente o queixo, murmurando baixinho mas alto o suficiente para ela me ouvir. - E o teu parece estar completamente rendido a mim... Se ao menos tu cedesses com igual facilidade...

Misaki's POV:

Corei ainda mais, engolindo em seco ao senti-lo aproximar-se. Soltei uma leve golfada de ar quando a mão dele tocou no meu queixo, impulsionando-me a encarar os seus olhos. Tossi um pouco, sem saber como resistir mais, desviando o olhar, tentando não cair naquela maldita tentação que era ele.

– Cala a boca... Alien pervertido de uma figa...

Usui’s POV:

Sorri, vitorioso, ao ouvir a hesitação nos lábios dela.

– Fá-lo-ia... Se o dissesses com convicção. - Disse antes de me apoderar dos lábios dela, selando-os com os meus, antes que ela pudesse me contrariar, fosse de que maneira fosse. Há demasiado tempo que andava a ocultar aquele desejo. Há demasiado tempo que a via a fazer o mesmo, e a negar fazer tal.

Misaki's POV:

Parei de repente quando senti os lábios dele apoderarem-se dos meus. Os segundos que se seguiram passaram muito devagar, à medida que as nossas bocas se moviam juntas, sempre àquele mesmo lento ritmo. Suspirei enquanto os meus olhos se fechavam, não deixando que eu conseguisse continuar a resistir-lhe. As minhas mãos, que haviam entretanto pousando no seu peito para tentar afastá-lo, limitaram-se a acariciá-lo devagar, sem que eu fosse capaz de controlar-me mais e tentar tomar as rédeas dos meus próprios impulsos.

Usui’s POV:

Eu estava correto. A resolução dela em odiar-me estava tão abalada que ela nem sequer me tentara afastar, como fizera de todas as vezes que eu tentara e conseguira, efectivamente, beijá-la. Pura e simplesmente ela seguia o ritmo dos meus lábios, procurando o meu toque tal como eu procurava o dela. Enlacei a cintura dela com as minhas mãos, mantendo-a junta a mim. Procurei mais os lábios dela com os meus, não me limitando somente ao roçar de ambos. Aprofundei o beijo, procurando sempre o máximo de toque possível... Sem ela me bater entretanto, claro.

Misaki's POV:

Continuei a beijá-lo sempre da mesma forma, fazendo as minhas mãos procurarem o seu pescoço até conseguirem rodeá-lo, meio que timidamente. Eu... Sempre tentara tanto e tão afincadamente manter a minha posição que me esquecera do quão gravemente ele conseguia afectar-me, o quão aquele estúpido e profundamente convencido ser de um raio conseguia dar cabo da minha, já de si pouca, sanidade mental. O pior de tudo - e o que chegava para me deixar mais furiosa, também - era que... Eu gostava quando ele não se ficava, quando me tentava aliciar a deixar de resistir às suas investidas, quando me provocava e me deixava assim, ansiosa, incapaz de pará-lo. Isso, sem dúvida alguma, era o suficiente para me dar cabo dos nervos.

Usui’s POV:

Sorri contra os lábios dela. Eu sentia que ela se estava a debater contra si mesma, tentando arranjar argumentos para me afastar, para me empurrar para longe do alcance dela e construir de novo aquelas barreiras chatas. Bem... Tudo o que eu tinha de fazer era impedir que isso acontecesse... Mantendo-a ocupada. Peguei nela ao colo devagar, soerguendo-a somente com os braços, procurando o queixo dela ao poucos, com os meus lábios.

Misaki's POV:

Fechei só mais os olhos, deixando-me sentir arrepios perante o ataque que ele preparara ao meu pescoço. Mordia o lábio ao sentir o quanto os seus me procuravam a pele, deixando, em seguida, escapar um leve gemido. A minha... A minha sanidade mental estava... Por um fio... Eu suspeitava que não iria aguentar muito tempo enquanto o "tiroteio" dele continuasse a fazer estragos daquela forma. Vá lá, Misaki... Tu consegues... Pára-o... Pára-o antes que ele te assassine de vez e também à tua dignidade pelo caminho!

Usui’s POV:

Beijei-a carinhosamente pela linha do maxilar, até por detrás da orelha, deixando-a antecipar durante largos momentos o local do assalto seguinte. Um local que eu nunca explorara, pois nunca me tinha sido permitido acesso... E eu tinha amor à vida para não lho pedir muitas vezes e me ser negado. Mas desta vez... Desta vez eu sabia que ela deixava. Deixei-a descair ligeiramente nos meus braços, deitando-a sob o assento do sofá, sem nunca desviar os meus lábios da pele dela. Lentamente, tenso, fui descendo-os para o pescoço dela.

Misaki's POV:

Deixei-me deitar de costas no sofá, sentindo o corpo dele sobrepor-se ao meu, aos poucos. Ia percorrendo a nuca dele com as mãos, acariciando os seus ombros em seguida para o trazer para mais perto de mim. Os meus olhos continuavam fechados, a respiração acelerada, tanto como de início... Permiti-me acariciar-lhe os cabelos em seguida, antes de procurar a mão dele com a minha, entrelaçando os dedos de ambas. Eu... Precisava de recuperar o ar mas... Não conseguia pura e simplesmente limitar-me a fazê-lo. Não quando ele me beijava assim, daquela forma. Era quase... Doentio.

Usui’s POV:

Nunca esperei chegar àquele ponto com ela. Não quando ela me procurava, com o mesmo desejo com que eu a procurava a ela. Não quando os lábios dela estavam tão urgentes quanto os meus. Quando as mãos dela procuravam tanto a minha pele como eu procurava a dela. Sabia que lá fora, a noite trazia um vento frio que fazia as janelas de vidro tremerem. Contudo, sabia que as minhas não tardariam a estar embaciadas porque o fogo da nossa paixão contrastava fortemente com o frio lá de fora. Isso era provado pela roupa que estava espelhada pelo chão, em todas as direcções. Isso era provado pelo suor que, aos poucos, escorria quer pelas minhas costas quer pelo peito dela. Isso era provado pelos ténues gemidos dela contra a minha boca, enquanto ela os tentava abafar, talvez por vergonha. Nem ali ela dava parte fraca. Sorri contra os lábios dela.

Misaki's POV:

Respirei fundo contra os lábios dele, enquanto gemíamos juntos uma vez mais, as minhas unhas arranhando os ombros e costas dele, à medida que o sentia ter-me um pouco mais. As agudas dores haviam-se tornado meio secundárias a partir do instante em que a entrega de cada um de nós àquele momento passou a ser total. Já não fazia frio... Já não sentia o mesmo cansaço que trazia sob os ombros, apesar de achar-me a mim mesma a ofegar. Já não me esforçava por esconder o quanto o meu coração desejava explodir tendo o dele a bater em conjunto consigo da mesma forma. As nossas mãos encontravam-se, os dedos mantinham-se entrelaçados, segurando os movimentos, garantindo que estes duravam todo o tempo que deveriam para nos sentirmos satisfeitos. Mais que prazer, o meu corpo habituava-se, a cada minuto, ao toque dele, aos beijos dele, às suas investidas que me tornavam mulher, lentamente.

Usui’s POV:

O momento veio, rápido, fugaz, mas pareceu durar horas. Eu poderia ficar ali, por anos, perdido no corpo e no calor dela. A pulsação de ambos tinha acelerado e agora acalmado, continuando a pendular ao ritmo. Puxei-a contra o meu peito, continuando a beijá-la pelo rosto carinhosamente. Jamais lhe poderia dizer o quanto significava para mim ela ter baixado tanto as próprias defesas, naquele momento, só para nós. Pelo menos não sem ela me tentar bater por estar a "falar de coisas esquisitas de uma língua de outro planeta". Já a conhecia bem. Passei-lhe a mão pelo cabelo, suavemente, afastando-lho dos olhos e fazendo com que as madeixas repousassem contra o meu peito. Não disse nada. Não precisávamos de palavras para comunicar naquele momento. Agora éramos um só. Naquela noite, o céu era só nosso.

Misaki's POV:

Deixei que os meus olhos se fechassem novamente, repousando a cabeça no seu peito, ainda encharcada pelo suor que me lavava a pele. A minha mão acariciava a dele e eu, exausta, ia distribuindo leves beijos pelo seu tronco antes de me deixar parar completamente, apreciando apenas o momento. Talvez fosse verdade que eu tinha, decididamente, deixado que ele tomasse as rédeas do assunto. No entanto, e ao contrário do que eu poderia esperar, não me sentia minimamente arrependida de tê-lo feito. Pelo menos, agora não mais.

– Amo-te... - falei só em voz baixa, escondendo a cara no seu peito quente, tentando fugir tanto ao facto de ele poder ver o rubor das minhas bochechas como ao barulho que o meu estômago completamente vazio voltara a fazer, agora que eu havia de facto cedido ao cansaço. - ... Takumi.

Usui’s POV:

Senti os meus olhos - cujas pálpebras já tapavam as íris e as pupilas, quer para apreciar o momento, quer para tentar descansar -, abrirem-se fixando o tecto. Senti o coração disparar de novo, tal a surpresa que as palavras dela tinham operado em mim. De seguida, ela dissera duas coisas que, até aquele dia nunca havia dito. Que me amava e - por incrível que pareça, o mais importante de tudo para mim -, o meu primeiro nome. Não Usui. Não Walker. Mas Takumi. Sorri, deixando os meus lábios aproximarem-se da orelha dela, para ternamente lhe segredarem:

– Eu também te amo, Misaki. - Ajeitei-a melhor no meu peito, soerguendo-me de modo a conseguir-nos sentar a ambos. Ri-me depois. - Agora deixa me alimentar-te, antes que desfaleças, não de amores por mim, mas por falta de nutrientes.

Misaki's POV:

Ainda me envergonhei um pouco quando ele disse aquelas últimas palavras, antes de bater-lhe no braço por ele tentar deixar-me embaraçada com a situação. Vi-o levantar-se, vestindo um roupão não sem antes depositar-me um beijo na testa e sorrir perante as minhas bochechas ainda coradas. Suspirei depois de fechar levemente os olhos para sentir aquele toque dos lábios dele na minha pele antes de afastar-se de vez, ainda com um sorriso. Aquele mesmo sorriso perfeito, que simultaneamente me fazia ir ao céu e amaldiçoar a sua existência e o facto de me perseguir até às últimas e derradeiras consequências. Encarei-o apenas, vendo-o chegar à porta, parando ao esperar-me. Levantei-me, enrolando a manta do sofá em volta do corpo, sem falar. As palavras não eram necessárias, verdade?

– Vamos, o jantar já deve estar frio mas tenho a certeza de que continua comestível. - Disse ele apenas, exibindo o mesmo sorriso, fazendo-me olhá-lo novamente após dar os primeiros passos para me encaminhar para a porta. A sua mão ergueu-se na minha direcção numa tentativa optimista de receber a minha. - Poderei desfrutar da sua amável companhia... Presidente?

Continuei a olhá-lo, dando autorização mental às minhas pernas para se dirigirem automaticamente até alcançá-lo. Lentamente, deixei que a minha mão pousasse na dele, os olhos ainda encarando os seus, provavelmente sendo "apagados" pelas minhas bochechas coradas. Saímos para a cozinha. Estava na altura de continuar a aproveitar os pedaços daquela mágica noite.



Notas finais do capítulo

(Notas da NanamiUchiha >>) E é no final que eu dirijo os meus olás. Olá pessoal o/ Bem, já faz séculos que não escrevia nada para aqui, só mesmo a louca da Sahh para me trazer aqui de novo ^_^. Bem, ela na Introdução já disse tudo, o que agora posso acrescentar é... Bem, espero que esta pequena Fic esteja do vosso agrado ^_^ Leiam, comentem, sugiram... E entrem bem em 2014!



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