A semideusa e o Deus escrita por Sayuri Hyuga


Capítulo 8
A praia azul


Notas iniciais do capítulo

Eu amei esse episódio pessoalmente, eu vou tentar acordar cedo para postar, só para vocês verem o meu esforço hahaha
Agradeço á: Saraby, Almofadinhas, Lady Dreams of Love, Sherlocked, isabela, isa123, Mariko Aysani,



~Beth~

Peguei rapidamente uma bolsa, e coloquei o que achava necessário, uma muda de roupa, protetor solar e um repelente, já que iríamos caminhar por um bom tempo antes de chegar na praia azul. Corri para o inicio da trilha, onde algumas pessoas já esperavam, com Apolo. Não tinha muito contato com as pessoas do meu grupo, mas tinha uma filha de Hermes que as vezes nos conversávamos, ela se chamava Lauren,era muito bonita, tinha cabelos loiros e olhos castanhos, ela me lembrava Cindy e Jules mas menos “Afroditada”.

–Hey Beth! Você tem um repelente?

Peguei o repelente da minha bolsa e joguei para ela, que começou a passar nos braços. Aproveitei que todos estavam distraídos e olhei para Apolo. Ele usava uma calca jeans e uma blusa de manga curta amarela, ele tinha uma mochila nas costas, meu olhar subiu até o seu rosto, ele também me olhava com uma expressão divertida no rosto, desviei o meu olhar e corei, olhei para todos os lugares, menos para ele, quando finalmente os outros campistas voltaram com suas coisas, nos preparamos para caminhar, Lauren me devolveu o repelente, e eu o guardei.

Começamos a caminhar com dificuldade pela a trilha, (http://trilhasdesaopaulo.sp.gov.br/trilhas/trilha-da-saude-na-floresta-estadual-edmundo-navarro-de-andrade-feena/attachment/baixa-trilha-da-saude-07/) que estava com a vegetação quase a cobrindo completamente,tínhamos sorte que pelo menos a trilha era visível. Os filhos de ares cortavam as plantas, mas isso era um trabalho lento e difícil, então encostei em uma arvore e tentei afastar algumas plantas, sem sucesso, não podia comandar plantas que não tinham flores, Lauren me viu e deu um sorrisinho.

–É, eu queria que funcionasse.

Ri com o comentário, começamos a andar lado a lado, e conversando.

–E então, como anda você e os seus irmãos do chalé de Hermes?

–Ah sim, um chatos como sempre!

Um menino de Hermes deu um tapa em sua cabeça.

–Eu sei que você nos ama irmãzinha!

–Só nos seus sonhos!

Ela sorriu e continuou a caminhar ao meu lado.

Caminhamos por uma hora e paramos em um riacho para descansar, estávamos cansados, suados e ofegantes, ninguém reclamava, pois sabia que aquilo era pouco a pagar por poder ir a praia azul, eu havia ido uma vez, quando tinha 14 anos, tinha amado, lembrei das fotos em meu mural no chalé com Jules e Cindy, sorri ao lembrar do pensamento.

–Pai, será que nos podemos ficar de biquíni no resto da caminhada? Esta muito quente!

Uma filha de Apolo perguntou, Apolo sorriu e fez um sinal de cabeça que sim, ela rapidamente tirou a blusa, ficando só de shorts e com a parte de cima de um biquíni rosa. Em seguida todas as meninas fizeram o mesmo, lembrei que quando fui pegar minhas coisas para começar a caminhada, eu tinha tirado o meu biquíni e guardado na bolsa, chamei Lauren discretamente e a puxei para um canto.

–Você segura essa toalha para eu colocar o biquíni?

Ela sorriu e concordou, entreguei a minha toalha florida para ela que fez uma cortina entre a floresta vazia e ela, eu tirei rapidamente a minha blusa e quando ia pegar o biquíni na minha bolsa, alguém passou por Lauren, que acabou deixando um lado da toalha cair, e a olhei nervosamente e puxei a toalha de volta, mesmo sabendo que tinham me visto nua de costas, terminei de me arrumar e dei um peteleco em Lauren.

–Ai! Foi sem querer!

Me lembrei de quando o meu biquíni tinha sido desamarrado no meio da chuva, eu olhei para todos e percebi que aquela pessoa podia estar aqui, enchi a minha garrafa de água no riacho, que era limpo, e voltamos a caminhar.

Passei a próxima meia-hora discutindo com Lauren sobre quem podia ter desamarrado o meu biquíni, até que finalmente chegamos na praia azul.

(http://hawaiihideaways.com/hawaiitravelblog/wp-content/uploads/2010/05/Oahu-Lanikai-Beach-Park-Photo.jpg)

Ela estava exatamente com me lembrava, a água azul e a fina areia branca sendo remexida pelo vento,via as arvores acabando em ponto que começavam pequenas barracas com bancos, onde todos correram e colocaram as suas coisas e foram direto para a água, eu fiquei parada lá, apenas observando a beleza, Apolo parou em meu lado.

–Gosta do que vê?

–Sim, essa é apenas a segunda vez que venho aqui, mas amo esse lugar.

Vi que nenhum dos campistas estavam olhando para cá, então o olhei, e sorri, ele se virou em minha direção, e pegou uma de minhas mãos.

–Sabe, existem muitas praias nesse mundo eu gostaria de lhe mostrar cada uma delas.

Dei um curto suspiro com aquelas palavras, aquelas palavras forem as mais românticas que ele tinha falado, eu o puxei para um canto escondido nas plantas e o beijei, foi um beijo curto e rápido, mas com o meu coração completamente aberto para ele. Eu o encarei e passei a minhas mãos pelo seu peito forte.

–Eu iria gostar muito, mas só aceitaria depois de conhecer o seu templo na Grécia.

–Eu também ia gostar disso.

Eu me afastei com um sorriso e corri em direção do mar, coloquei as minhas coisas em uma das barracas e tirei a minha roupa, ficando de biquíni, corri em direção do mar e dei um mergulho, a água estava morna, abri os meus olhos debaixo da água e consegui enxergar os corais mais a frente, quando comecei a sentir falta do ar, subi para a superfície, logo que subi, senti uma onda em minha direção, todos estavam fazendo uma guerra de água, e Lauren tinha mandado um onda gigante em minha direção, que tinha me acertado com tudo, eu olhei para ela que estava sorrindo, e mandei uma onda em sua direção, que a atingiu com força.

–Háá, bem feito!

Ela se levantou e me atingiu de novo com mais uma onda, e assim foi toda a manhã, passamos um bom tempo fazendo lutas de água, até que todos estavam cansados e com fome. Tivemos a idéia de pescar e assar alguns peixes, nos dividimos em diferentes tarefas, os filhos de Apolo e de Hermes iam buscar madeira para a fogueira, os filhos de Ares iriam pescar, os filhos de Hefesto iam cozinhar, a filha de Atenas que organizou, claro, e eu como não tinha muita coisa para fazer, me sentei para me secar ao lado de Apolo. Dei um sorrisinho para ele.

–Sabe, é muito útil eu me secar perto de você.

–Eu deveria perguntar o porque, mas sei que sou muito quente.

Eu ri, mesmo sabendo que aquilo era verdade.

–Posso te perguntar uma coisa?

Eu parei de rir, e o encarei, com o cenho franzido.

–Claro.

–Porque você fugiu de mim, naquela noite do verdade e conseqüência?

Me lembrei que as suas mão tinham ido aos meus quadris, eu tinha ficado com medo e com vergonha, eu era virgem.

–Anh é que eu fiquei com vergonha e com medo

–Medo de que?

Ele parecia nem desconfiar, eu o encarei e mordi o lábio.

–É que você aumentou os toques e eu.. e eu fiquei com medo porque eu... eu sou virgem.

Eu encarei o chão, ele não falou nada por uns minutos. Até que respondeu.

–Sabe que não precisa fazer o que não quer, Beth.

–Eu quero... mas você é um deus com quantos anos? Tem... pratica.

Ele não respondeu, estava cansada do silencio então continuei.

–Eu quero que todas as minhas noite sejam com você, Apolo. Porque eu te amo.

Ele me olhou nos olhos e sorriu.

–Sabe que se pudesse, te beijava como um louco agora.

–Você vai ter tempo para isso mais tarde.

Ele sorriu e quando ia responder, os filhos de Ares chegaram com os peixes, eram muitos, logo depois os filhos de Hermes e Apolo chegaram com a madeira. Demorou cerca de meia-hora para os peixes ficarem prontos, estávamos todos ao redor da fogueira, eu comi dois, mas vi alguns que comeram quatro.

Depois de comermos, todos se deitaram na sombra, para um cochilo, eu estava sem sono, então fui até a beira da praia e me sentei na areia, ouvi passos atrás de mim. Era Apolo, ele se sentou ao meu lado. Olhei para trás, e vi apenas todos dormindo, ri com aquela cena.

–Eles não vão acordar por umas três horas.

Eu olhei descaradamente para ele.

–O que você fez?

–Nada demais, só que assim vamos ter um tempo a sós.

–Para que?

–Sabe que posso me transportar para qualquer lugar que a luz do sol toque.

–Hum, sei.

–Não gostaria de visitar o meu templo?

Eu olhei perplexa para ele, ele sorria para mim os dentes reluzentes, eu o encarei e franzi o cenho.

–Sim, mas agora...tipo..o que?

–Vamos

Ele se afastou e estendeu a mão para mim. Eu fiz uma cara de louca e continuei falando.

–Mas e os outros...

Ele me interrompeu, e me levantou em seu colo, eu gritei mas todos estavam sobre aquele feitiço “durma por três horas”.

–Ele caminhou até o meio do nada comigo esperneando em seus braços, e ele parou de repente. Eu arregalei os olhos.

–Não vai fazer aquele negocio de sumir e aparecer, não é?!

Ele sorriu maliciosamente, e consegui ver que o sol brilhava mais forte, espera... não era o sol, e sim Apolo! Vi um clarão que me obrigou a fechar os olhos, até que tudo escureceu e parou.



Notas finais do capítulo

o que acharam?