Don't be fear of the darkness escrita por ABNiterói


Capítulo 12
Capítulo 10


Notas iniciais do capítulo

Até que eu não demorei tanto...
Apenas não me matem!



No último capítulo...

– É verdade Maya?

Não precisei elaborar mais a pergunta. A elfa passou a me contar tudo o que ela havia feito, e suas palavras batiam perfeitamente com o que Bellatrix havia contado. Alem disso descobri que era a elfa que trazia minhas poções todas as noites. Mais um pequeno mistério resolvido.

Depois que disse a Maya que ela podia ir, tomei um banho quente e demorado, antes de beber a poção e cair imediatamente no mundo dos sonhos.

Capítulo 10

POV Hermione

Por mais que eu quisesse, quando o novo dia começou, eu não conseguia me sentir culpada por ter encontrado com uma fugitiva de Azkaban no dia anterior, e não falar nada a ninguém.

Senti-me estranhamente aliviada quando Harry e Ron me cumprimentaram normalmente no café da manhã, sem perguntar onde eu estava na noite passada. Passamos o domingo perto do lago, os meninos fazendo os deveres atrasados, eu lendo enquanto discutíamos sobre a Armada de Dumbledore.

Toda a calmaria e felicidade do fim de semana passaram quando, segunda-feira, ao sairmos do dormitório, nos deparamos com o Decreto Estudantil nº 24, o qual proibia grupos e estudos e similares que não tivessem autorização da Alta Inquisidora.

Falando na sapa, ela estava vistoriando as aulas de todos os professores. Tudo bem, eu queria ter a visto interrogando a professora Trelawney, mas com os outros professores não foi nem um pouco legal. A professora McGonagall praticamente a ignorou, e o professor Snape foi mais seco e irritado com ela do que com toda a grifinória desde o meu primeiro ano.

Deixando de lado a sapa, falamos com Sirius pela lareira. Não era seguro para ele mandar cartas, já que elas estavam sendo examinadas, então a lareira tornou-se nosso meio de comunicação. Eu quis contar a ele sobre Bellatrix, mas não podia fazer isso com Harry e Ron na sala, e também não podia pedir para eles saírem sem ter que explicar por que, então não disse nada.

Sirius disse que sabia sobre nosso grupo de defesa, parece que havia alguém da ordem no bar onde nos encontramos, o que me fez pensar que também havia alguém espionando para Umbridge.

Harry estava tendo lampejos dos sentimentos de Voldemort.

Isso era uma coisa estranha. Não o que Harry sentia, porque sim, isso é estranho, mas quero dizer Voldemort. Eu consegui assimilar que Bellatrix é minha mãe, e eu aceito isso, mas quando penso que ele é meu pai... Simplesmente não faz muito sentido.

A lembrança do olhar de Bellatrix quando eu disse que Tom Riddle não pode amar perfurava minha mente. Era possível ver que ela o amava, mas o contrário... Talvez seja por que eu nunca o vi pessoalmente, pelo menos não depois que Maya me tirou de casa quando eu era pequena, mas era mais fácil acreditar na mulher que é minha mãe do que em meu pai.

Alguns dias mais tarde, Harry falou com Dobby, e o elfo contou a ele sobre a sala precisa. Tivemos então nossa primeira reunião, e apesar de ser uma aula bem básica para mim, estava claro que não era tão simples para os outros alunos.

Pensando na Marca Negra – que meu pai criou – e usando o Feitiço de Prometeu, criei alguns galeões que permitia a mim e a Harry marcar as reuniões da AD sem que ninguém de fora ficasse sabendo.

Quando Hagrid finalmente voltou, descobrimos que ele estava atrás de gigantes para se aliarem ao lado da Ordem, e, para meu completo desespero, ele achou um meio-irmão. Ele nos deu uma aula sobre Testrálios, que realmente foi muito interessante apesar de eu não poder vê-los. Na verdade, apenas Harry e Neville da nossa turma podiam enxergar os bichos. Infelizmente Umbridge apareceu para vistoriar a aula, e vamos dizer que Hagrid não passou uma boa impressão.

Dezembro chegou rapidamente. Logo nos primeiros dias do mês, recebi uma carta de Bellatrix perguntando se eu iria passar o feriado de final de ano com ela e... minha família. Eu não sabia o que queria fazer, mas decidi que antes de tomar qualquer decisão sobre meu futuro, eu tinha que conhecer Tom Riddle.

Enviei então uma carta a Jean e Paul dizendo que passaria o feriado com meus amigos. Eu não queria dizer por carta que havia conhecido minha mãe, então apenas deixei para dizer-lhes pessoalmente. Em seguida respondi a Bellatrix que aceitava passar o feriado com ela. Combinamos que eu iria até King’s Cross e nos encontraríamos no lado trouxa da estação.

Mais rápido do que nunca a última reunião do ano da AD chegou e Harry e Cho se beijaram. Escrevi uma carta a Viktor desejando feliz Natal e anexando seu presente, pois sabia que não teria muito tempo para fazer isso depois. Eu estava certa. Naquela mesma noite Harry teve um ”sonho” com o Sr Weasley sendo atacado por uma cobra. Não era apenas um sonho. Mas é claro que ninguém se lembrou de acordar a Hermione aqui quando todos os Weasley foram acordados para ir para o Largo Grimmauld.

Dumbledore me avisou na manha seguinte o que tinha acontecido, e disse que eu tinha tempo de falar com meus pais se eu fosse querer passar o feriado com os Weasley. Por um momento pensei em fazer isso, mas então me lembrei para onde eu estava realmente indo. Disse ao diretor que apesar de sentir muito por Arthur queria aproveitar um tempo com meus pais. Ele pareceu entender e quando o Expresso de Hogwarts partiu para Londres, eu me dirigi ao meu passado.

Passei a viagem até Londres na cabine dos monitores que estava vazia, mas era muito mais aconchegante do que as cabines normais. Não tive pressa em desembarcar quando o trem chegou à estação. Apenas quando mais da metade dos alunos já havia ido embora, foi que peguei minha mala e lentamente atravessei a barreira para a Londres trouxa. Não tive que andar muito para ver Bellatrix. Ela estava usando um vertido preto, discreto o suficiente para não chamar atenção das pessoas para si.

Fui a sua direção sem saber ao certo o que fazer. Ao contrario de mim, ela imediatamente me abraçou.

– Estou feliz por você ter aceitado vir.

– Bem, eu pensei no que você me disse, e cheguei à conclusão de que quando tiver que escolher um lado nessa guerra, eu quero saber exatamente o que estou escolhendo. – respondi sinceramente.

Ela sorriu e perguntou diversas coisas sobre mim. Com essa conversa leve, nos dirigimos para fora da estação, até um beco vazio, onde ela finalmente encolheu minha mala e disse que aparataríamos até a casa.

Aparatar certamente é a pior coisa do mundo. Quando finalmente consegui me recuperar da tontura, olhei a minha volta e me deparei com um imenso jardim, cheio de árvores e – acho – um lago ao longe. Tudo estava coberto pela neve. Seguimos em direção a Mansão por um caminho curto.

Chegando a porta, Bella encostou a varinha na maçaneta, e após um estralo a trava passou a se mexer, e em poucos segundos a porta estava aberta.

– Maya! – minha mãe chamou assim que a porta se fechou. Minha elfa apareceu instantaneamente, fazendo uma grande reverência.

– Senhora chamou Maya?

– Leve a mala de Hermione para o quarto que Ciça preparou.

– Sim Senhora. – com outra reverência a elfa pegou minha mala e sumiu.

– Venha querida. Você não deve ter percebido, mas estamos na Mansão Malfoy. Desde a... queda o Ministério tem monitorado nossa casa, e Dumbledore tem mantido um grande numero de aurores e membros da Ordem da Fênix vigiando a Mansão Riddle. Apesar de não ser um grande empecilho, seu pai concorda que recuperar nossa casa não é a prioridade.

– Entendo... – foi a única coisa que pude dizer antes de chegarmos a uma grande sala onde minha família me esperava. Bellatrix me deu um pequeno empurrão quando eu travei observando aquelas pessoas. Malfoy, ou melhor, Draco, era o único rosto conhecido por mim. Ele já estava fora de suas vestes escolares, encostado próximo à lareira conversando com um casal. Impossível não reconhecê-los. Lucius e Narcisa Malfoy. Meus tios. Todos usavam roupas finas e elegantes. O cabelo de Lucius, que chegava a ser mais claro que o do filho, estava preso em sua nuca, enquanto o de Narcisa – uma mistura perfeita entre a aparência de suas duas famílias – escorria liso até pouca abaixo dos ombros.

Quando nos aproximamos, eles pararam de conversar. Assim que me reconheceram, meus tios sorriram, e antes que eu percebesse Narcisa já estava me abraçando.

– Como você está grande! Oh! Parece que era ontem que você e Draco estavam brincando pela casa ou que sua mãe ficava brava por você não querer sair de perto de S...

– Basta Ciça! – minha mãe a cortou.

– Sim Bella. – Narcisa olhou engraçado para Bellatrix e me deu mais um abraço.

– Como você já deve ter percebido, essa é minha irmã, Narcisa. – disse Bellatrix enquanto eu cumprimentava minha tia. – Este é Lucius, seu tio e um de seus padrinhos.

– Um deles? – perguntei automaticamente enquanto o homem se aproximava para também me abraçar.

– Christopher Avery é o outro – ele respondeu ao me soltar. – Seja mais uma vez bem vinda à família.

– E você já conhece seu primo – completou minha mãe.

– Granger. – Draco disse depois de deixar um beijo no meu rosto.

– Parece que não mais – respondi com humor.

– Bem, velhos hábitos custam a morrer – ele deu de ombros e eu sorri sarcasticamente.

– Acho que teremos tempo para nos acostumarmos priminho! – ele fez uma careta e todos nós rimos.

Pulei ao sentir alguém encostar-se a minhas costas. Ao virar-me, deparei-me com... Voldemort? Como eu devia chama-lo? Lorde? Pai? Tom?

De todo modo, ele me surpreendeu. Ao contrário do que Harry havia dito, não havia um rosto ofídico. Ele era completamente humano. E muito bonito. Eu podia entender porque minha mãe se apaixonou.

Mesmo não estando vendo, eu senti o exato instante em que os Malfoy deixaram a sala. Segundos depois, ele se aproximou de mim e lentamente estendeu a mão para acariciar meu rosto. Olhando diretamente em meus olhos, ele beijou minha testa e em seguida me prendeu em seus braços.

Da mesma forma que aconteceu da primeira vez que toquei em Bella, eu me senti segura perto dele. Diversas emoções atravessaram meu ser. Inconscientemente o abracei de volta, e por algum motivo meus olhos se encheram de lágrimas.

– Você não faz ideia o quanto eu perdi você, minha filha – ele disse separando-se o suficiente para que pudéssemos nos encarar. Seus olhos brilhavam.

Nesse momento eu percebi que tudo o que Albus Dumbledore sempre disse estava completamente errado: Lord Voldemort tem sentimentos, e principalmente, ele é capaz de amar.

Conforme os dias passavam, eu conhecia melhor minha família, e cada vez os amava mais. Depois de conversar bastante com meu pai vi que não precisava temê-lo. Ele é uma ótima pessoa, que sofreu muito quando pequeno e é mal compreendido. Fiquei mais próxima a Draco também. Ele é legal e inteligente – e muito bonito, diga-se de passagem. Tia Ciça é um amor, super carinhosa. Tio Lucius me surpreendeu. Ele é inteligente, passamos horas conversando. Tanto ele quanto Draco são leitores ávidos, não como eu, mas passamos noites na biblioteca lendo e discutindo os mais diversos assuntos. Às vezes meu pai se juntava a nós. Nessas noites tio Luc dizia que eu iria gostar muito de conhecer Severus fora da escola. Tom apenas lançava um olhar de censura e voltava ao que estava fazendo.

Como eu ainda não havia me decidido sobre escolher um lado na guerra, foi organizado um baile de mascaras para o Natal, assim eu não saberia quem exatamente são os seguidores de meu pai, e eles não saberiam quem sou.

O salão de festas estava lindo, mágico, mas o melhor foi minha roupa (http://www.polyvore.com/yule/set?id=119529414). Parecia ser o normal para aquelas pessoas, mas fiquei apaixonada por aquele vestido que eu só via nas princesas das histórias que Jean me contava quando era pequena. A máscara, apesar de pequena e delicada, mudava tanto meu rosto que era impossível me reconhecer. Ainda assim senti que alguém me encarava por toda a festa, fazendo com que arrepios passassem por minha coluna.

No dia seguinte não aconteceu nada. A festa durou até tarde, e mesmo sendo bruxos das trevas, todos precisavam descansar, e comemorar o Yule com a família. Quando acordamos, nós trocamos presentes e não fizemos mais nada o resto do dia.

Depois do café da manha no outro dia, eu e Draco fomos informados que teria uma reunião de fechamento de ano dos comensais, e que não poderíamos ficar vagando pela casa. Narcisa nos levou até a biblioteca, deixou um elfo a nossa disposição e nos trancou lá, sem hora para sairmos.

Draco dizia descaradamente que queria receber sua marca negra logo para poder saber de tudo que estava acontecendo e participar e ajudar, mas isso ainda não havia acontecido, então ambos estávamos presos na biblioteca.

Sim, certo, esse não devia ser um problema para mim, mas eu estava entediada. Mesmo com toda a neve, estava um dia bonito e eu queria passear pelos jardins, ou qualquer outra coisa.

Vaguei pelas estantes por um tempo até achar algo interessante. Quando voltei para perto da lareira, Draco já estava deitado em um sofá, concentrado em seu livro. Acomodei-me em uma poltrona e comecei a ler. Algumas horas se passaram, mas eu estava naquele ponto em que você lê duas vezes o mesmo parágrafo e ainda não entende o que está escrito ali. Coloquei o livro de lado e disse a Draco “Estou completamente entediada”.

– O que você quer que eu faça Granger? Também estou preso aqui até todos irem embora. – ele respondeu sem desviar os olhos do livro que lia.

Encarei-o por alguns segundos, até que uma ideia surgiu. Considerei mais uma vez, e vendo que não tinha nada a perder, falei “Acho que deveríamos transar”.

– Claro, como você quiser... Calma aí! – apenas nesse momento ele deve ter compreendido o que eu disse, pois deixou o livro em suas mãos cair, sentou-se rapidamente e olhou estupefato para mim – O que?

– Você é sempre tão lento assim priminho?

– Você não está falando sério. Quer dizer, você é a sabe-tudo...

Revirei os olhos e antes que desistisse, levantei, fui até ele e sentei em seu colo, uma perna de cada lado da sua cintura. Segurei seu rosto e o beijei. Depois do susto repentino ele retribuiu o beijo e me segurou mais próximo de si. Quando faltou ar, desci a boca por seu pescoço e deixei beijos ali que mais tarde se tornariam marcas. Ele puxou minha blusa para fora de meu corpo, e enquanto uma mão levava meu rosto de volta ao seu, invadindo minha boca, a outra abria minha calça, segurando e apertando minha bunda, começando a ditar movimentos a mim. Com dificuldade abri sua camisa e quando fui tentar abrir seu cinto, ele nos deitou no sofá, ficando por cima de mim, completamente entre minhas pernas.

– Então você quer transar Granger – ele disse com a voz rouca em meu ouvido.

– Não me chame de Granger – foi minha resposta.

– Você que manda prima.

Ele atacou novamente minha boca, e pressionou a cintura contra a minha, mostrando que já estava excitado. Tirei a sua camisa que ainda estava presa nos braços, e soltei meu sutiã, o qual ele rapidamente puxou para longe do meu corpo e passou a torturar meus seios, fazendo com que eu revirasse os olhos, agora de prazer.

Depois da primeira vez que ficamos, não era difícil eu e Draco nos agarrarmos. Acho que ninguém percebeu, pois não disseram nada, mas nós aproveitávamos cada momento de tédio muito bem. Ambos de nossos quartos tinham nosso cheiro, e era impossível passar por alguns corredores sem lembrar o que havia acontecido naquelas paredes.

Os últimos dias do feriado passaram tranquilamente. Logo o aniversário de meu pai chegou, e o ano novo. Dessa vez estávamos só eu e meus pais. Os Malfoy foram, como todo ano, convidados para a festa do Ministério.

Arrumei-me mais simplesmente (http://www.polyvore.com/new/set?id=119721185), e depois de jantarmos, eu, Tom e Bella fomos para uma sala e ficamos perto da lareira juntos. Eles me contaram mais sobre como se apaixonaram, quando eu era pequena, e o tempo deles separados.

Quando os relógios bateram meia-noite, entregamos presentes ao meu pai. Ficamos conversando mais algum tempo e tomando chocolate quente. Nessa hora parecíamos uma família simples e normal. Eu podia sentir o amor entre meus pais, e sabia que eles me amavam também, mesmo que eu ficasse ao lado de Harry mais para frente.

O dia de voltar a Hogwarts logo chegou. Despedi-me dos meus tios em casa e eles foram levar Draco para a estação. Eu fiquei enrolando para dizer tchau ao meu pai, e apenas quando eu realmente tinha que sair para não perder o trem foi que o abracei e me despedi. Minha mãe aparatou comigo até uma rua perto da estação e me abraçou forte.

– Prometa que vai nos ver nas férias, não importa o que aconteça até lá, quero ver minha filha em casa novamente.

– Quero ir ver meus pais... Jean e Paul, sabe, explicar a eles sobre vocês... Mas depois, prometo que passarei alguns dias com você e meu pai.

Ela me abraçou de novo, e quando nos separamos, cada uma foi para um lado.

Ao atravessar a barreira para pegar o trem, empurrei para o fundo da minha mente todas as lembranças do feriado, e quando avistei Harry e os Weasley, já era a velha Hermione Granger novamente.