Enemies and Lovers escrita por Mayy Chan


Capítulo 11
Minha namorada "quase" oficial


Notas iniciais do capítulo

Gente, eu sei que eu demorei mas é que eu resolvi comprar um note novo e eu estou mega ansiosa. Prometo que quando ele chegar eu vou postar mais regularmente, okay?
Eu quero dedicar esse capítulo pra diva da Carolina Slvatore, a gata que recomendou essa fic e conquistou meu coração XD
E a promessa de escrever mais a cada recomendação continua! Eu sei que esse foi pouquíssimo maior, mas é que ele vai ter DUAS PARTES! UHUL!
Boa leitura e não se esqueçam de olhar nas notas finais, okay?
Beijos e espero que gostem XD



Eu estou ferrado.

As últimas cenas desses dias dias ocupavam a minha mente como se tudo houvesse acontecido a dois minutos atrás.

O pior é que, de fato, aconteceram há dois minutos atrás.

Todo o meu mundo desabou.

Há duas semanas, se alguém me perguntasse quem é Annabeth Chase, eu diria: a menina patética de óculos enormes que eu não dou a mínima. Só que muitas coisas podem acontecer em duas semanas. Agora ela, com os seus cabelos claros e olhos tempestuosos, não saía da minha mente por um minuto sequer. Ela tem sido a minha única companhia e aquela pessoa por qual eu não tenho medo de ser apenas eu mesmo.

Só que eu não sinto o mesmo que eu sentia pela Drew, o que me devasta.

Descobri que gostava da Drew quando eu vi que tinha gostado do beijo dela, mas nada era tão fácil com Annie. Eu mal a havia beijado uma vez na vida, mas eu sentia alguma coisa que era tudo, só que a única palavra que eu consigo usar para definir é intensa.

Tudo com ela é intenso.

Mas é melhor eu afastar essas coisas estranhas. É só coisa passageira e, além do mais, eu estou na porta da casa dela porque hoje é dia de escola e nós precisamos chegar o mais rápido possível.

— Hey, Cabeça de Alga. — me cumprimentou com um beijo na bochecha, como todas as manhãs.

— Hey, loirinha.

— O que falamos sobre diminutivos dirigidos para mim? Eu já te disse que eu não sou pequena! Vamos combinar que a minha altura é aceitável.

— Aceitável para uma anã! Desde quando 1,50 é a altura recomendada para uma garota de dezesseis anos?

— Seu poste nojento! Fala isso só porque tem porte de uma girafa musculosa.

— Está dizendo que eu sou musculoso, Chase? Não esperava essa indecência da sua parte.

— Você entendeu muito bem o que eu quis dizer.

Paramos em frente a escola, e ela saiu do carro sem ao menos nos falarmos, apenas com um pequeno sorrisinho perverso no rosto.

Fomos direto pra nossa sala, porque o nosso primeiro horário era Matemática, e a professora é um saco. Me sentei atrás dela, como de costume, e ficamos esperando Thalia e Nico chegarem.

E, bem, acho que já dá pra imaginar o chilique que a Annabeth deu quando viu os dois se agarrando na porta do colégio, né? Ela começou a abanar os braços, como se estivesse tentando puxar todo o ar da Terra pra respirar enquanto cantava bem desafinada aquela música “We Found Love”.

Acho que essa é a maior diferença dela pra Drew: ela não dá a mínima pra o que os outros pensam. Cara, será que ela acha que está sozinha? Jamais vi uma pessoa fazer essa dancinha ridícula.

— Finalmente! Eu sempre soube! — gritou Annabeth, o que fez com que a Grace e o di Angelo de largassem e o menino dissesse:

— Cala a boca, Chase. Por que não vai se agarrar com o Jackson? Ouvi dizer que vocês estão namorando.

Eu vou matar esse nojento. Cara, será que ele não sabe o significado de falso? E pior ainda, falso e secreto? Agora a sala inteira estava nos encarando, como se fossemos duas aberrações.

Pior era o olhar acusador que as meninas estavam mandando para ela, que a esse ponto já estava ganhando de um tomate no quesito vergonha.

Não podia deixar isso acontecer com ela. Cara, eu não trocaria a minha Annie por nenhuma dessas nojentas oferecidas. E muito menos ia deixar esse olhar de esperança no olhar dos meninos, simplesmente porque eu não aceito que mais nenhum idiota quebre o coração dela.

Só que eu não esperava que aquela voz insuportável de manifestasse:

— Nossa, eu não acredito que trocou a Drew por essa pirralha nojenta.

E meu sangue subiu. Não estava mais nem aí pras consequências, só sei que eu ia quebrar a cara daquele Luke idiota.

— Olha, aqui, seu idiota, torce a boca antes de falar da minha namorada, tapado! A culpa não é minha se você não foi homem o bastando pra aguentar ela.

— Eu? Não ser homem o bastante pra aguentar uma pirralha?

— Ou idiota. Cara, você já deu uma olhada na Chase? Se eu fosse você, me arrependia e chorava, porque agora ela é minha, tá?

E, bem, eu nem terminei de ouvir, porque simplesmente puxei a Annabeth pra mim de forma em que ela bateu com o queixo no meu peitoral. Só que foi bom essa aproximação, porque ela tem um cheirinho muito bom.

— Alunos, sentem-se em seus lugares, por gentileza. A aula vai começar.

Cara, eu meio que pirei agora. Uhul! Partiu virar funkeiro e vida loca. Tá, parei.

Quando a aula acabou, eu parei na frente da Annabeth e da galera, e meio que deseperei.

Cara, como chamar a sua melhor amiga que finge ser a sua namorada pra ir na sua casa pra assistir seriados sem que isso pareça alguma coisa idiota ou coisa do tipo? “Isso não está no Estatuto Masculino de Como Sobreviver às Mulheres”.

— Querida, seu pai pediu pra eu te levar pra casa. Já podemos ir ou você quer ficar mais um pouco?

Isso ficou bem pior do que eu imaginava.

— Claro.

O caminho foi meio silencioso, acho que a Annie ainda estava meio sem graça de eu ter falado na frente de todo mundo que estamos namorando, mas eu meio que não podia deixar isso acontecer com ela.

E, quando fui perceber, já estava na porta da minha casa. Estacionei o carro, saí dele e abri a porta para Annabeth, por mais que ela sempre falasse que não gostava desse ato, pois ele é super machista e sei lá mais o que.

— Annabeth! Que prazer te ver aqui hoje, querida! Finalmente o nosso filho tomou vergonha na cara e resolveu te chamar pra passar um tempo aqui em casa? Já estava passando da hora, não é querido?

— Sim, querida. Percy fala tanto de você, que sentimos a sua falta até quando você não está aqui. Sinceramente, precisa de vir mais algumas vezes nos fazer companhia.

Devo admitir que eu quase morri nessa hora. Cara, será que ele não nota que ela é meio que só a minha amiga? Ah, é. Ele não sabe.

Só sei que, com o meu olhar de desespero e os meus gestos para ele parar, a minha mãe acabou falando que era melhor que nós fossemos assistir o filme logo, porque o pai da minha “namorada” não ia gostar nem um pouco se ela ficasse aqui até muito tarde.

E, bem, acho que Annabeth também tinha ficado um pouco sem graça, porque não hesitou a subir as escadas em direção ao meu quarto.

Ao chegarmos, ela retirou os sapatos e, de dentro da mochila que ela havia trazido e eu mal notara, ela tirou um notebook estranhamente rosa, o abrindo e começando a digitar rapidamente algo que eu não faço ideia do que seja.

E, de repente, parei de pensar no que ela fazia e começo a reparar em como as unhas dela estão bem feitas, coisa muita rara porque geralmente estão sem nenhum esmalte.

Só que, ao invés de ficar feliz por Annie, a nerd nojentinha pirralha e melequenta finalmente ter descoberto que aparência física é importante, isso só me lembra a Drew e o seu vício incontralável por esmaltes.

Do nada eu começo a sentir uma coisa estranha, como se, em qualquer momento, eu pudesse desabar bem na frente da minha ex-maior-inimiga e que, de uns dias pra cá, se tornou a melhor amiga que eu já tive em longos dezesseis anos.

Estava tão concentrado nos meus pensamentos, que só voltei para a Terra quando senti dois braços envolta de mim e uma leve respiração no meu pescoço.

— Sei o que você está sentindo. Só quero te falar uma coisa, Cabeça de Alga: ela não te merecia. Fora que ela é a maior idiota, porque quem seria idiota o bastante pra trocar você, todo lindo, charmoso e inteligente, por um porco nojento tipo o Luke?

— Esqueceu que você gostava dele, pirralha?

— Percy, você é insubstituível, cara! Você me defendeu na frente de todo mundo, duas vezes! Ela é uma perdedora. Prometo ficar aqui até o seu coração ficar melhor, tudo bem?

— Melhor impossível, querida. — falei beijando suas bochechas rosadas.

Nos sentamos na frente da TV e colocamos Supernatural pra passar.

A nossa atual posição era muito estranha, tanto pelo fato de eu estar sem nada por baixo da cabeça, apenas com ela apoiada no pé da cama, como também o fato de estar servindo de travesseiro para Annabeth, que matinha sua cabeça apoiada no meu peitoral.

Era estranho estar tão próximo a ela. Meu coração batia mais forte, só que eu tentava controlar porque ela não podia notar. Queria que ela dormisse, pois assim seria bem mais fácil de ficar apreciando-a.

Coloco a mão em seus cabelo e começo a fazer carinho, como a minha mãe fazia quando eu era pequeno. Se eu não me engano, o nome disso é café, cafundé, algo assim. Só que é tão bom, que eu meio que senti vontade de fazer também nela, que acabou se aconchegando mais em mim.

— Meu pai jamais fez cafuné em mim. Ele diz que é coisa de gente fresca.

— Eu gosto. Minha mãe fazia em mim quando eu era pequeno. O Tyson também diz que é bom.

— Espera aí que eu tenho que soltar o meu cabelo. E não pense que eu quero que pare, porque se não eu te faço de meu escravo.

E eu ri enquanto ela soltava o seu costumeiro rabo e voltava a colocar a cabeça no meu peitoral, me incentivando a continuar o cafuné.

— A Drew não gostava. Falava que estragava o penteado.

— Não importo em ficar toda descabelada se você continuar fazendo a isso a minha vida inteira.

E eu não importo em fazer isso a vida inteira, se você continuar aqui comigo, pensei. Realmente, não consigo mais imaginar a minha vida sem essa loira que tem ocupado minha mente.

Ela não é como as garotas que eu conheço. Parece que ela realmente se importa, sabe?

Ela ouve quando eu falo, e não tem medo de me desafiar. Não segue as modinhas, pois ela é ela e apenas ela. Lembra daqueles óculos que eu dei de presente pra ela? Pois, é. Ela usa todos os dias, como se fosse simbólico, assim como sempre usa aquele ingente bonito de floco de neve que ganhou do seu pai.

Ela é apaixonante.

— Que merda! — bufou.

— O que foi, Chase?

— Não sei beijar tipo aqueles casais fofinhos dessas séries. Se um dia eu achar meu futuro marido, eu bou passar vergonha e ele vai me abandonar porque eu vou babar na cara dele.

— Pra te abandonar tem que ser muito idiota.

— Cala a boca, Jackson. Você fala isso só porque sabe, idiota.

E, eu sei que ela vai querer me matar por isso, mas eu tenho uma ideia e não quero desperdiçar.

— Vou te ensinar. Chega mais perto.

— Hein?

— Você tem que aprender com alguém, certo? E esse alguém não vai surgir das cinzas. Antes eu do que qualquer um. E, claro, eu posso falar o que você está fazendo de errado e te ajudar a melhorar. Vamos, vai ser divertido.

— Não temos uma opção menos nojenta?

— Quer aprender como, então? No lance da laranja? Cara, se toca, isso não rola. Quer que eu te conte a minha história? Talvez isso te traumatize menos.

— Fala.

— Eu cheguei numa menina, a maior gata e tal. Ela me perguntou se eu era BV, e eu neguei, mesmo sendo. E aí foi que, na hora, eu não sabia o que fazer e foi o maior nojo.

— Tá, bom. Me convenceu. O que eu tenho que fazer?

— Chega pra perto de mim e fecha o olho. Se o cara saber, ele vai te ir te conduzindo, e é só você imitar. Depois dos três primeiros você já consegue sozinha, deduzo eu.

— E vamos treinar o bastante pra eu aprender isso pra amanhã?

— Cala a boca, Chase.

E eu a calei com os meus lábios. Ela meio que tinha gosto de morando, mas quando eu fui tentar aproximar um pouco mais, ela meio que babou em mim e foi um nojo e eu tive que interromper. O problema é que eu acabei fazendo uma careta.

— Foi tão ruim assim? — indagou tristonha.

— Já vi piores.

Ela abriu a boca, mas eu não a deixei responder. Agora a coisa parece ter fluído, porque ela estava quieta, com uma mão no meu pescoço. Bom início. Bom até demais, porque até aquele ruim tinha feito o meu coração bater mais forte.

Tirei a mão do seu rosto, porque estava me incomodando, e a enlacei pela cintura e a aproximei de mim. Cara, essa menina estava conseguindo me deixar louco sem fazer nada. Estou com problemas sérios, porque acho que nem a Drew ia conseguir superar.

Resolvi não parar por aí e comecei a mover aminha boca sobre a dela, e notei que ela estava se esforçando pra me acompanhar.

O único problema foi que rapidinho ela me afastou e respirou fundo.

— Eu não consigo respirar. — arfou.

— Faz assim então, vamos tentar a segunda fase e se você se cansar eu paro, tudo bem?

— Fala isso como se fosse uma aula de Álgebra.

— Encaro isso como um sim.

Puxei-a para outro beijo, só que esse era mais urgente, mais rápido. Não sei o que deu em mim de repente, mas eu senti como se isso tivesse se tornado o meu vício.

Agora me recusei a apenas ficar com a boca encima da dela como se tivéssemos sete anos. Dessa vez eu a puxei com mais força e mais pra perto, de forma em que eu nunca mais ia conseguir chegar tão perto. Eu só precisava me aproximar.

Coloquei a mão na sua cintura, mas o que mais me surpreendeu foi o fato de ela me puxar pelos cabelos do pescoço, um ponto mais que fraco meu que ninguém jamais descobrira. Eu estava muito ferrado.

— Crianç... ai meu Deus! Acho que ainda não me acostumei com uma menina dentro da minha casa, perdão.

Nunca vi Annabeth tão corada, só que me sentia bem pelo fato de a minha mãe ter visto. Era meio que uma garantia a mais de que Annabeth pudesse ficar pra sempre comigo.

— Não esquenta, mãe. Não atrapalhou nada.



Notas finais do capítulo

Eu estou pensando em escrever uma nova fic Percabeth, mas só escrevo se vocês comentarem, okay?
Ela vai chamar "We Found Love" e a sinopse é a seguinte:
"E se você fosse obrigada a desperdiçar suas férias em Miami com o seu maior inimigo? E se ele fosse incrivelmente irresistível? E pior ainda, e se ele fosse ficar três meses bem ao lado do seu quarto?
Annabeth Chase é uma nerd anti-social que a única coisa que realmente se importa é Fat, o seu gato gordo de estimação.
Percy Jackson é o capitão do time de futebol e o cara mais amado de toda a escola.
Eles se odeiam desde pequenos, apenas pelo fato de que nenhum dos dois dá o braço a torcer.
Só que, por ironia do destino, seus pais tem que ir juntos para Miami em uma viajem de negócios e obrigam os dois a irem juntos. E aí? O que será que pode acontecer?
É, estão todos ferrados"
Se quiserem que eu escreva ela é só falar, okay?

Espero que tenham gostado do capítulo e eu quero meus reviews, okay?
Beijocas, Mayy XD