Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 7
Quase Natal


Notas iniciais do capítulo

Gostaria de agradecer a Carol Weasley por favoritar *---* Espero que Gostem :3



Scorpius tentou puxar assunto comigo durante toda a viagem, entretanto, hoje não era um bom dia, eu realmente precisava ficar sozinha, não gostava muito de voltar para casa, só eu sabia como era estar lá, ninguém me entendia, ninguém me entenderia, e isso foi escolha minha.

– Se você não prestar atenção em mim, vou começar a te chamar de anã. – ouvi a voz de Scorpius e a risada de Lanna, quase sorri com a brincadeira, era bom ver Lanna rir novamente.

– Ei, não faz isso. – cruzei os braços. – se não, começo a te chamar de idiota. – fuzilei-o com os olhos, e ele sorriu.

– Se te chamar de anã vai te fazer me responder, eu chamo. – ele deu de ombros.

– Beijem-se, agora! – assim que Lanna se pronunciou, joguei um feijãozinho nela. – Sério, vocês parecem um casal. – ela fez careta, e deitou-se no banco.

– Somos só amigos, relaxa ai. – disse em um suspiro, ela revirou os olhos.

– Quer saber? – ela sentou-se. – eu vou andar por ai, quem sabe eu não encontro a vadia da Frozen e acabo com a raça dela. – ela grunhiu se corroendo de ciúmes.

– Hey, não fala assim da Ems, ela não é vadia. – levantei as sobrancelhas. Ok, por que diabos o Scorpius gostava tanto dessa garota? Senti meu rosto ficar vermelho, então abaixei a cabeça.

– Que seja, não gosto dela. – minha melhor amiga saiu da cabine, e bateu a porta.

– Ela não vai fazer isso, relaxa. – eu ainda olhava para baixo.

– Eu não me incomodo muito com o que ela faz ou deixa de fazer com a Ems, só não vou deixar que ela fale uma mentira. – eu assenti. – Rose... – ele chamou, mas eu não levantei o rosto.

– Huum... – apenas murmurei, então, senti os dedos dele no meu queixo, virando meu rosto delicadamente para encará-lo.

– O que deu em você hoje? – suspirei, certo, eu não iria mentir, só não queria falar nesse assunto.

– Não quero falar sobre isso. – sussurrei e então, encarei em seus olhos, seus lindos olhos cinzas, não eram mais os mesmo olhos tímidos e inocentes que eu deixei no terceiro ano, nem os olhos tímidos e hesitantes de um mês e meio atrás, ele era profundo, como se tentasse ler a minha mente, como se seu propósito foi ver a minha alma.

– Entendo. – sabia que aquilo era verdade, eu tinha certeza disso, entretanto, ele não vacilou, continuou a sustentar meu olhar, como se me desse coragem para falar. Suspirei.

– Minha família é uma bagunça. – senti as lágrimas quererem vir aos meus olhos. – eu os amo mais que qualquer coisa nesse mundo. – sussurrei deixando que a primeira lágrima descer. – Eles somente não entendem o que se passa comigo, eles não me entendem. – os olhos de Scorpius não deixaram os meus, ele estava tentando me apoiar, senti sua mão tocar o meu rosto e enxugar as lágrimas que ali desciam.

– Eles te amam Rose... – ele começou, mas eu o interrompi.

– Mamãe e papai me amam. – respirei fundo, era difícil dizer isso em voz alta. – Hugo me odeia, ele acha o meu comportamento ridículo, como uma garota fraca e covarde que não merece ser uma grifinória, que não faria diferença se estivesse aqui ou não. – soltei um soluço quando repeti as mesmas palavras que ele me dissera uma vez. Scorpius me puxou ao seu encontro, e me abraçou forte, beijou o topo da minha cabeça.

– Isso não é verdade. – ele sussurrou.

– Ele me disse isso... – eu sussurrei e ele prendeu a respiração, eu podia sentir, pois minha cabeça estava em seu peito.

– Rose, você sabe que não é verdade, ele provavelmente estava com raiva. – sua mão subia e descia pelo meu cabelo, enquanto eu continuava a soluçar. – O Hugo que eu conheci, te admirava em todos os aspectos. – seus lábios tocaram a minha testa, e eu solucei novamente, antes de falar.

– Eu não sou a mesma Scorpius, eu mudei. – ele se afastou de súbito e segurou meu rosto entre suas mãos.

– Isso é mentira! – ele me encarava novamente, seus olhos me transmitiam paz. – Você é a mesma garota de antes. – eu parei de chorar instantaneamente, sua mão afagou minha bochecha. – Você mostra a todos um você que não é você, a garota fria que todos acreditam que você é, não tem nada haver. – prendi minha respiração ao ouvir tais palavras, pois era tudo verdade. – Eu conheço você, e você é a mesma garota de antes, centrada, delicada, boba, divertida... – ele hesitou por um segundo, como se algo o incomodasse. – É uma versão de você mais madura, mais bonita e um pouquinho, muito pouco mesmo, maior. – assim que ele terminou de falar, eu gargalhei.

– Obrigada Scorpius. – ele aproximou seu rosto do meu e beijou a minha bochecha com delicadeza, leveza.

– Estarei sempre aqui Rose, sempre. – fechei meus olhos, e deixei que minha cabeça caísse sobre seu ombro, seus braços passaram pelos meus ombros, e ficou acariciando a pele do meu braço. Estar daquela forma era algo que eu podia me habituar, era bom estar com Scorpius, ela fazia com que eu me esquecesse de tudo, como se fossemos as únicas pessoas no mundo, e nada mais importasse.

– Eu também sempre estarei aqui por ti.

...

Quando desci do trem, meus pais me esperavam com sorrisos no rosto, eu gostaria que eles fossem verdadeiros, porque eu sabia que não era, eles não queriam que eu fosse assim, eu tentei orgulha-los e por causa disse, cheguei a situação que estou hoje, por amor a eles. Eu estava nervosa e isso era um problema, meu coração acelerou, e eu quase entrei em pânico.

– Calma. – as mãos de Teddy me puxaram para um abraço, essa era a minha deixa, tirei o frasco de meu bolso, e tomei um pequeno gole de seu conteúdo.

– Obrigada. – sussurrei, colocando o frasco de volta no bolso.

– Sem problemas... – eu sabia o que viria depois, então o interrompi.

– Depois conversamos sobre isso Teddy, ok? – ele assentiu. – Obrigada, de verdade. – virei-me e me aproximei mais de meus pais, Hugo já estava lá.

– Mamãe? Papai? – chamei com a voz baixa, e eles sorriram para mim.

– Filha, olá. – minha mãe abraçou-me com força, eu retribuir sem o mesmo entusiasmo.

– Oi princesinha. – meu pai nunca pararia de me chamar assim, e isso me confortava, senti uma pontada de dor ao pensar em meu pai me chamando de outra forma. – Você está linda, como sempre. – mamãe finalmente me soltou, e meu pai abraçou-me, retribuir um pouco mais entusiasmada do que com a mamãe.

– Vamos? – perguntou Hugo, claramente impaciente.



Notas finais do capítulo

O liquido novamente, para que ele serve? Huuuum, capitulo pequeno, eu sei kkkkk. Então, estão gostando? Sim ou Não? ;*