Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 6
Festa do Slug


Notas iniciais do capítulo

Gostaria de agradecer a Rose Weasley Malfoy, veryCrazy e a Annie por terem favoritado a estória. Espero que gostem :3



Aproximei-me da mesa da grifinória com o coração acelerado, eu não estou com medo, eu estou apavorado, sei que estou tremendo muito, e suando mais do que deveria, ao chegar mais perto, vejo que ela está conversando com a Lily Potter, irmã do Albus e prima dela.

– Rose... – minha voz é vacilante, mas, tento me manter firme. Os olhos azuis dela se direcionam a mim, e vejo um sorriso em seus lábios, é pequeno, mas, está ali, e ele que me dá coragem de continuar. – Podemos conversar? – ela assenti, e levanta-se.

– Te vejo no salão comunal Lils. – começamos a caminhar para fora do salão principal. – Então, o que está pegando? – ela fala em um tom de brincadeira, eu continuo a encarar meus pés, enquanto caminho.

– Você está brava comigo? – pergunto.

– Não Scorps, por que eu estaria? – ela para de andar, e toca meu braço, um pedido mudo para que eu pare também, assim o faço, um suspiro sai de meus lábios, e levanto meu olhar, ainda assim, não olho para ela, coloco minhas mãos em meus bolsos.

– Não sei, talvez eu tivesse feito ou dito algo que te magoasse... – respiro fundo. – ontem você estava estranha depois que caímos na neve, e hoje de manhã passou ao meu lado, feito um furacão, e não falou comigo. – certo, isso era um pouco dramático de minha parte, mas, ela já havia feito isso, então, eu tinha medo de que isso acontecesse novamente, quando, finalmente, decido encará-la, seus olhos estão marejados.

– Desculpe-me... – ela sussurrou, Lanna tinha razão, Rose era uma pessoa sensível, era comum vê-la com lágrimas nos olhos, nem sempre havia sido assim. – eu não falei contigo porque eu tinha combinado com o ti, quer dizer, professor Longbottom, de ir conversar com ele antes da aula, e eu estava atrasada. – ela toca meu braço, como se pedisse para eu descruza-los, e só então, percebo que eu estou com eles cruzados. – Scorpius, eu realmente não vou parar de falar com você do nada. – eu sorriu, e descruzo os braços, passando os pela cintura de Rose, puxando-a para o meu encontro, ela retribui o abraço de primeira.

– É bom saber disso. – após dizer isso, abaixo-me e beijo sua testa.

...

– As Bubotúberas são usadas no tratamento de acnes. – ela soltou uma risadinha, e eu segui.

– Então, vai passar o natal nA’Toca? – ela assentiu.

– E você? – ela parecia curiosa.

– Não sei, é complicado, sabe? – ela assentiu. – Desde o primeiro ano, eu passo o natal nA’Toca... – no natal do primeiro ano, meu pai me deserdou, e minha mãe pediu a tia-avó Andromeda para ficar comigo, então, quando ela me levou para passar o natal nos Weasleys, porque Teddy e Victorie estavam juntos, os pais de Rose me acolheram em sua casa, e foi lá que passei a viver até o terceiro ano, quando os Potters me assumiram como filho deles. – e mesmo mamãe tendo passado o natal comigo, ano passado, lá nA’Toca, ela quer que eu passe com meu pai, e com a morte da vovó, eu não tenho muita coragem de negar. – a ruivinha ouvia tudo atentamente, e um sorriso reconfortante apareceu em seus lábios.

– O Draco seria muito bem vindo no nosso natal. – ela murmurrou.

– Eu agradeço pequena, mas não é assim tão simples. – seus olhos azuis me encaravam. – Eu não posso simplesmente chegar lá com minha mãe e o meu pai, afinal, os Potters e os Weasleys não são seus maiores fans. – ela mordeu o lábio, e virou seu olhar para o chão.

– Eles não se incomodariam, só precisa falar com eles. – passei a encarar o céu.

– Eu não sei se tenho coragem de falar a Molly, eu adoraria passar o natal com vocês, de verdade, eu adorei a sua ideia, só não vai dar certo. – eu realmente havia gostado da ideia dela, só que nunca teria coragem de falar com a Molly depois de tudo que eu passei por causa de meus pais, ela me apoiou ao máximo, e, tenho certeza, que ficou um ressentimento com meu pai.

– Entendo, bem, voltando ao assunto... – ela começou a explicar como se fazia o creme anti-acne, e eu prestei toda a atenção necessária.

...

– E ai, o que a Lanna disse? – perguntei quando o Albus se aproximou e sentou-se ao meu lado.

– Ela não disse nada. – franzi o cenho, ele parecia derrotado. – Não cheguei a perguntar, o Lorcan chamou primeiro, e ela já aceitou. – ele bufou.

– Pelo menos a Lanna conhece o Lorcan, ela não ficar com ele. – ele deu de ombro.

– O Lorcan tá pedindo para apanhar mais, não bastou o que eu fiz com ele por causa da Lily, ele agora está atrás da Lanna. – algumas semanas atrás, ele havia chamado a Lily para ir para hogsmeade com ele, mesmo ela recusando, Albus ficou puto e eles pegaram uma briga no salão comunal.

– Tu vai chamar quem agora? – ele bufou.

– Eu chamei a Lily e ela recusou. – meu amigo estava claramente irritado. – Quer ir comigo? Faríamos um excelente casal. – eu dei um tapa na cabeça do meu amigo.

– Por que você não chama a Ems? – perguntei assim que vi que Ems se aproximava, ela seria perfeita para isso.

– Você é um gênio. – ele riu, e observou minha ex-paixão sentar-se a nossa frente, ou melhor, nós dois observamos.

– Qual o problema com vocês dois? – ela nos encarava confusa, eu cutuquei Albus.

– Ele quer te perguntar uma coisa. – o meu melhor amigo me fuzilou com o olhar, como se fosse pular no meu pescoço a qualquer momento.

– Fala Al. – ela sorria, pela visão periférica percebi a proximidade de Lanna e Rose.

– Tá afim de ir para a festa do Slug comigo? – diferente de mim, Al fazia o tipo pegador, ficará com grande parte das garotas de Hogwarts, e era exatamente por isso que ele não tinha mais quem chamar, porque todas as garotas o odiavam, ele fazia o mesmo que o irmão.

– Claro que sim Al. – só então, percebi que havia feito uma grande merda, se o Albus ficasse com a Ems, ela provavelmente iria ficar apaixonada por ele, e o Al é totalmente apaixonado pela Lanna, logo a Emily iria ficar destruída mais uma vez, precisava conversar com ela ou com ele, o mais rápido possível.

– Scorpius. – ouvi a voz de Rose, e virei-me, percebi que Lanna não estava mais lá, ela corria para fora do salão.

– O que... – antes que eu pudesse terminar, a Rose falou.

– Vamos logo, que hoje eu preciso dormir cedo. – seu tom era ríspido, o que me deixou perplexo.

– Certo. – levantei-me, e começamos a andar em direção a torre de astronomia. – Algum problema pequena? – ela negou com a cabeça.

– Desculpe-me, não queria que o Albus notasse que a Lanna estava correndo, só isso. – franzi o cenho e assenti, apesar de não ter entendido. – Você vai para a festa do Slug?

– Não fui convidado. – murmurei.

– Como não? – ela estava perplexa.

– Não sendo. – dei de ombros.

– Se eu soubesse, teria de convidado. – ela disse confiante.

– Não tem problema, eu não me interesso muito por essas festas. – ouvi seu suspiro. – você vai com quem? – olhei de soslaio para ela, que mordia o lábio.

– Peter, como de costume, ele me chamou. – senti raiva, ela e ele eram do clube, não precisavam se chamarem, porém, o que mais me irritou foi o “como de costume”, isso significava que sempre era assim.

– Hum... – foi tudo o que eu disse.

Pela primeira vez, a aula foi uma droga, eu não conseguia prestar atenção em nada, porque, por algum motivo, a ideia de Rose e Durrell se beijando não saia de minha cabeça, e estranhamente me incomodava, como se ela fosse muito para ele, na verdade, ela era demais para todos os garotos que eu conhecia. Ela notou a minha impaciência, e por conta disso, terminou a aula mais cedo que o normal.

...

Desci da vassoura, e voltei a entrar no castelo, desde que eu começará a ter aulas com Rose, eu não havia feito isso, ficado até tarde da madrugada voando pelos arredores da escola, mas aquilo era a unica coisa que tirava a ideia de Rose e Durrell juntos, e ficar com aquilo na cabeça, incomodava mais que qualquer outra coisa.

Caminhei até as masmorras, o castelo estava deserto, isso significava que a festa já havia acabado, e que todos estavam em suas camas. A ideia de Rose estar em sua cama, e longe daquele garoto, acalmou-me. Adentrei ao salão comunal de sonserina, e subi as escadas para o meu dormitório.

– Estava esperando você chegar. – ouvi a voz de Albus assim que adentrei o local.

– Aconteceu alguma coisa? – fiquei temeroso, pensando se podia ter acontecido algo com a Lanna, ou a Ems, quando pensei que algo poderia ter acontecido a Rose, senti meu coração falhar.

– Está tudo bem. – ele sentou-se na cama, e pude ver que ele possuía um sorriso.

– Então, o que foi? – coloquei a vassoura ao lado de minha cama, e retirei o gorro.

– Primeiro, eu tomei um decisão sábia. – percebi uma pontada de decepção em sua voz. – Eu decidi que vou deixar a Lanna para lá, e vou namorar a Emilly, ela é uma garota linda e legal pra cacete. – não podia discordar dele, mas aquilo me deixou preocupado.

– Opa lá Al, cuidado com essa garota. – ele riu.

– Sabia que você diria isso. – retirei meu cachecol e a capa, enquanto ele falava. – Relaxa cara, eu pretendo namorar para valer com ela, depois que chamei ela para ir para a festa do Slug, conversamos bastante, ela merece um homem de verdade, e é isso que eu serei. – franzi o cenho.

– Quem é você e o que fez com o Albus Potter? – perguntei retirando a gravata e a camisa.

– Decidi que está na hora de crescer, cansei de ser odiado por todas as garotas, de ser um babaca. – gargalhei.

– Finalmente Al, achei que nunca ia tomar vergonha na cara. – assim que terminei de falar, senti o travesseiro em minha cabeça. – Ei, idiota. – joguei o travesseiro de volta.

– Idiota é você, caralho. – ele se jogou na cama.

– Fico feliz por você, de verdade. – ele levantou o dedo médio para mim. – Agora, eu vou tomar banho. – falei me dirigindo até a porta.

– Calma ai... – virei-me para ele, e esse estava sentado na cama. – A Rose pediu que você a procura-se amanhã de manhã, na hora do café, ela quer falar contigo. – ele suspirou, e eu franzi o cenho. – Na verdade, ela veio atrás de você, como você não estava aqui, pediu para eu deixar o recado. – a ideia de Rose ter abandonado o Durrell para vir atrás de mim, me animou bastante.

– Valeu Al. – abri a porta. – Boa noite.

...

O salão principal ainda estava quase vazio quando eu entrei, ela já estava lá, parecia desanimada, caminhei até a mesa da grifinória, ela estava sozinha.

– Posso sentar? – ela ainda não havia notado a minha presença, e ao ouvir minha voz, virou-se de súbito.

– Claro Scorps, senta ai. – ela apontou para o seu lado, e eu me sentei.

– Bom dia pequena. – passei o braço pelo seus ombros e beijei sua cabeça.

– Bom dia. – Ela suspirou.

– Então, o que você queria falar comigo? – ela tomou um gole de suco de abobóra, e sorriu para mim.

– Lembra da conversa que a gente teve sobre o natal? – eu assenti. – Falei com a vovó Molly, e ela concordou, então falei com a sua mãe, e ela achou uma ótima ideia. – seus lábios estavam comprimidos.

– O que é uma ótima ideia? – seus olhos foram para suas mãos, isso só significava uma coisa, ela estava nervosa, tomou mais um gole de suco de abobora.

– Você, seu pai e sua mãe vão passar o natal conosco. – sua cabeça estava baixa, e sua voz era apenas um sussurro, então foi um pouco difícil entender o que ela dizia.

– Espera... – arregalei os olhos. – Isso é sério? - meu queixo caiu com a surpresa, eu estava em choque, ela assentiu. – Caramba, Rose, eu amo você! – eu exclamei, antes de abraçá-la apertado, e beijar o topo de sua cabeça. – Você não faz ideia do quanto isso significa para mim. – soltei a ruiva e ouvi sua risada, ao mesmo tempo que seus olhos azuis se reviraram.

– Engraçadinho. – eu dei de ombro, e peguei o copo de suco de abobóra que ela estava tomando, quando estava levando aos lábios, ela agarrou o copo de minha mão, e colocou na mesa.

– Uou, o que foi? – quando olhei para ela, seus olhos estavam arregalados, e ela tremia bastante, acredito que seu coração estava acelerado, ela tomou mais um gole do suco.

– Isso é meu. – ela falou em tom de brincadeira, como se quisesse esconder alguma coisa, isso me deixou confuso, era apenas suco de aboborá, não?



Notas finais do capítulo

Então, estão gostando? O que será que está tentando esconder? Algum palpite? :X
Por favor fantasmas, revelem-se.