Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 28
Recuperação


Notas iniciais do capítulo

Depois daquela trollagem, esse capítulo vem para Letícia que hoje é o aniversário dela, PARABÉNS PARA ELA GENTE :***




Duas semanas depois, Rose estava com grandes dificuldades para andar, mas, estava indo bem na fisioterampia. Já conseguia se alimentar sem maquinas e estava totalmente falante, sempre querendo saber mais sobre o que aconteceu durante esse ano, e me repreendendo a cada cinco minutos por eu não saber o que andava acontecendo. Recebi tapas, olhares fuzilantes e repreensões do tipo: “SCORPIUS!”. Era bom demais tê-la de volta para me importar sobre esse tipo de tratamento.

Era dia de voltar para casa, todo mundo estava plenamente feliz, ninguém conseguia conter a euforia, até mesmo Hugo foi liberado das aulas para poder estar com a irmã – Minerva sempre sendo uma mulher incrível. Rose estava sentada em uma cadeira de rodas toda customizada – graças a Victorie, que fez questão de decora-la com flores e pedras brilhosas. – que era empurrada por Hugo – após uma grande confusão entre ele e Ronald, que foi resolvida, mais uma vez, por Hermione. – Rony estava ao seu lado, com a cara emburrada e Hermione ao lado do marido, com um enorme sorriso no rosto. Eu estava do outro lado, segurando uma de suas mãos.

– Pai, posso ficar na casa do... – ela nem terminou de falar.

– Nem pensar! – exclamou Rony, rapidamente.

– RONALD WEASLEY! – Hermione repreendeu. – Meu anjo. – começou a mulher. – Você tem muito tempo para passar por lá, por enquanto, será um prazer ter o Scorpius em nossa casa. – afirmou. Quando Rony ia protestar, ela completou. – E, olha que maravilha, ele vai ficar hospedado no seu quarto. – percebi as bochechas de Rony ficarem vermelhas, e ela piscou para mim, com um sorriso divertido.

– Não pode nada. – disse o homem, cruzando os braços.

– Oh, nem invente Ronald. Scorpius e Rose já tem 19 anos, são dois adultos!

– Ma...

– Nã na ni na não! – continuou a mulher. – Se eles querem dormir juntos, deixe-os. – Eu, Rose e Hugo, nos engasgamos e eu vi Ronald ficar branco.

– Eu não quero a minha princesinha dormindo com qualquer um! – afirmou.

– Scorpius não é qualquer um. – afirmou. – E tenho certeza que se não fosse pelo problema cardíaco, Rose e Scorpius já teriam feito sexo várias vezes e...

– MÃE! – Rose e Hugo gritaram, fazendo o mulher ficar vermelha.

– Assim você vai matar o papai! – minha pequena concluiu.

– Ainda bem que estamos no hospital, porque eu acho que ele precisa de tratamento médico. – foi o que Hugo concluiu. Ronald parecia a ponto de desmaiar, ele havia paralisado no lugar, fazendo com que todos nós parássemos.

– Ah, mas ele está ótimo! – disse e começou a puxar o marido para a recepção do hospital. – Uma hora ele vai aceitar. – deu de ombros. – Sei que daqui a...

– Mãe... – minha esposa chamou.

– Oi meu anjo? – Hermione sorriu. Não houve uma resposta falada, apenas um movimento de lábios da parte de Rose, e a minha sogra – forma esquisita de chama-la - assentiu. – Vamos. Vamos! – anunciou a mulher. – Quero a minha filha em casa logo.

(...)

– Tem certeza que isso é uma boa ideia? – perguntei na porta do quarto de Rose.

– SCORPIUS MALFOY, SE VOCÊ NÃO FICAR NESSE QUARTO, EU TE PROIBO DE ENTRAR NA MINHA CASA! – o grito de Hermione ecoou pela casa, assim como as reclamações de Rony.

– Entra logo. – disse a garota, enquanto me puxava para dentro. – Presumo que minha mãe saiba sobre... – ela sussurrou, enquanto colocava um anel falso no dedo anelar.

– Não não. – sussurrei de volta, tirando a corrente de dentro da camiseta. – Só quem sabe é: Peter, Jamie e Ems. – quando falei o último nome, ela franziu o cenho.

– Como a Frozen sabe disso? – era claro o ciúmes em seu semblante.

– Ela acabou vendo a aliança de um modo um tanto complicado. – cocei minha nuca, lembrando do ocorrido.

– Como assim? – ela me olhou desconfiada. – Explique isso direito Senhor Malfoy! – suspirei.

– Bem...

...

Alguns dias depois, eu e Rose estávamos jogando xadrez bruxo e comendo um torta deliciosa – de chocolate, claro – que Molly havia feito, acompanhado de cerveja amanteigada.

– Então, o que mais aconteceu durante esse tempo? – perguntou animada, provavelmente, com o intuito de tirar a minha concentração. Esse tipo de jogo era bom para Rose no momento, ela precisava exercitar a mente, pois passou muito tempo adormecida.

– Eu acho que não te contei, mas aprendi a dirigir um carro trouxa... – murmurei, finalmente decidindo minha jogada. – Torre na B5. – só então percebi a burrada que eu havia feito, abrira caminho para ela fazer xeque.

– Ah, é mesmo? Bispo na C2. – abriu um sorriso presunçoso. – Xeque-mate. – bati na minha própria cabeça.

– Merlin Rose, apenas um mês que você saiu do hospital e já está dando xeque mate? – ela assentiu.

– Claro, você acha que eu vou perder tempo? – um sorriso ainda maior se apoderou de seus lábios. – Amor, você poderia chamar o papai? Quero tentar contra ele. – sorri.

– Claro, já volto pequena. – beijei sua testa e sai, em direção a porta. Quando estava com a mão na maçaneta, ela voltou a me chamar.

– Scorpius... – quando me virei, Rose estava de pé, com um sorriso gigantesco nos lábios.

– Oh Merlin! – corri em sua direção, e a rodei em meus braços. – Que maravilha Rose. – beijei novamente o topo de sua cabeça.

– A fisioterapeuta acha que daqui há, no máximo, duas semanas, eu já estarei andando de novo. – voltei a coloca-la no chão.

– Seus pais precisam saber disso. – ela assentiu. – Tente se manter de pé, eu vou chama-los correndo. – e não esperei resposta, sai correndo porta a fora.

Quando cheguei na cozinha, Hermione tentava cozinhar uma coisa parecida com lasanha que não estava dando certo e parecia muito intrigada.

– Hermione? – quando chamei, ela levou um susto que se tornou, aparentemente, em alivio.

– Oi querido. – sorriu gentilmente.

– A Rose quer falar com você e com o Ron. - avisei.

– Claro, só um segundo... – ela se virou para a janela. – RONALD WEASLEY, VENHA JÁ AQUI! – gritou como se estivesse brava, em menos de 30 segundos, o homem chegou totalmente esbaforido.

– O que eu fiz? – parecia mais um ofego do que uma frase, mas deu para entender.

– Nada. – deu de ombros. – A Rose quer falar conosco. – disse sorridente.

– Ah... – suspirou aliviado.

Fiz o caminho de volta para o quarto, dessa vez, seguido por Ron e Hermione. Não demorou para chegar, logo que a casa deles não era das maiores, mas era uma casa muito boa. Meu local favorito naquela casa, era a parte de trás da casa, onde havia um mini campo de quadribol que, hoje em dia, era raramente usado, contudo, no tempo que eu morava aqui, era usado o tempo todo.

Quando adentramos o quarto, Rose sorriu para nós, de pé. Hermione gritou baixinho, e Ron correu em direção dela, pegando a no braço e a apertando forte. A mulher que estava ao meu lado correu em direção a filha também, abraçando-a forte. Era um momento único para eles, foi o que eu pensei, até que Ron olhou para mim e me chamou com a mão. Quando me aproximei, foi como ser “filho” deles outra vez.

Finalmente, tudo estava ficando perfeito.

{...}

– Como você consegue? - estávamos deitados na grama do mini-campo, olhando para as nuvens à algum tempo, quando Rose falou.

– Consigo o que? – franzi o cenho, sem fazer a menor ideia de sobre o que ela falava.

– Você trabalha quase o dia inteiro, e ainda tem capacidade de me aturar, não entendo como. - ela sussurrou para mim, fazendo eu revirar os olhos.

– Eu não tenho que aturar você, eu amo estar com você. - segurei sua mão e a beijei.

– Quando vamos contar? – ela perguntou com os olhos azuis curiosos.

– Que tal amanhã? – sussurrei.

– Se contarmos amanhã, eles vão surtar. – afirmou.

– Se contarmos em três anos, eles vão surtar. – ela gargalhou.

– Isso é verdade! – virou-se na grama, ficando em cima de mim, com o rosto bem próximo ao meu. - Podíamos fazer um jantar... – revirei os olhos.

– Você não vai ficar na frente do fogão Rose! – afirmei. – Você está melhor, mas, ainda não está em perfeitas condições. – toquei seu rosto com delicadeza e ela sorriu divertida.

– Quando eu falei podíamos, eu quis dizer, você faz o jantar e eu ajudo. – um sorriso leve se abriu em meus lábios.

– É, pode ser... – levei minhas mãos a sua cintura e, segurando firme, girei nossos corpos, ficando por cima e fazendo Rose gargalhar. – Mas se a senhora Malfoy ousar chegar perto daquele fogão, eu juro que vou fazer cosquinhas nela até ela chorar de rir. – sussurrei com o rosto perto do dela.

– Prometo que vou ficar o mais longe do fogão possível... – ela levantou o dedo mindinho e eu gargalhei.

– Eu confio na sua palavra. – ela franziu o nariz rapidamente, antes de colar os lábios dela nos meus e colocou as mãos em meu pescoço.

– Eu te amo tanto. – sussurrou sobre os meus lábios, fazendo com que meu sorriso aumentasse.

– Eu te amo demais. – sussurrei, antes de levar minha mão ao seu rosto, e beijar os seus lábios, dessa vez mais intensamente. Ela passou as mãos por meus cabelos, assanhando-os e enrolando os dedos lá.

– Poderia ficar mais perfeito? – ela sussurrou quando nos afastamos e eu neguei com a cabeça.

– Mas, contar para os nossos pais vai ser um problema. – ela revirou os olhos.

– Já ouviu aquela frase: Cala a boca e me beija? – assenti. – Então para de estragar o momento, e me beija! – O que mais eu iria fazer além de beijá-la?

{...}

Todos estávamos a mesa para o jantar feito por mim e minha bela ajudante, Rose. Minha mãe e minha sogra estavam em uma conversa animada sobre algum livro antigo demais para eu saber o nome, enquanto nossos pais tentavam manter uma conversa civilizada sobre quadribol, já que o meu pai torce para os Ballycastle Bats e o Ron torce para Chudley Cannons. A briga estava quase formada.

– Tenho novidades. – a minha esposa informou, fazendo todos ficarem em silêncio e a encararem. – De acordo com a minha fisioterapeuta, a minha última consulta é sexta que vem, não é uma maravilha? – disse com um sorriso amarelo, ela estava acalmando o território para soltar a bomba.

– Sério? – Ron esquecera totalmente sobre a briga, e todos pareciam muito felizes. Rose segurou minha mão com força, era a hora.

– Bem, nós também temos um anuncio a fazer. – Hermione suspirou.

– Eu sabia que tinha alguma coisa... – respirou fundo. – Só me diga que isso é noivado e não gravidez. – meu sogro levou a mão ao coração e meu pai abriu um sorriso malicioso.

– Eu não estou grávida! – Rose afirmou com um grande sorriso nos lábios. – E nós não vamos casar... – eu vi um leve expressão de decepção nos olhos de Hermione ao mesmo tempo que minha mãe suspirava aliviada.

– Quer dizer... – pigarreei. – Nós não podemos casar... – olhei para Rose que também me olhava.

– Nós já casamos. – após dizer isso, viramo-nos para olhar nossos pais, o que não foi uma surpresa vê-los em estado de choque.

O primeiro a reagia foi o meu pai, que caiu em uma gargalhada histérica. A segunda foi Hermione, que colocou as mãos sobre a bochecha, como se não acreditasse. Minha mãe, logo em seguida, teve a mesma reação de Hermione, porém, com lágrimas nos olhos e só colocou uma mão sobre a bochecha. Ron foi o último e o pior, ele desmaiou, com direito a cair da cadeira e tudo mais.

Logo haviam quatro cabeças encarando Hermione tentando acordar, delicadamente, o marido, o que não demorou a acontecer. Ele levantou rapidamente, com os olhos arregalados e cheios de lágrimas. A primeira frase que ele disse foi:

– Minha princesinha foi... – demorou alguns segundo para poder completar. – desflorada! – todos tivemos que segurar a gargalhada, menos Rose, que olhava com pena para o pai, e Hermione que não se incomodou em segurar.

– Ron, a gente ainda não... – comecei a falar, mas recebi um beliscão de Rose, e parei na mesma hora.

– Espera ai... – começou o ruivo. – Há quanto tempo vocês estão casados? – a minha pequena franziu o nariz.

– Nós nos casamos pouco antes da cirurgia. – Rose anunciou e todos arregalaram os olhos, foi a vez de minha mãe perder o equilíbrio, porém, foi segurada por meu pai que nos olhava como se fossemos loucos.

– Você está querendo me dizer que, durante todo esse tempo que a Rose estava em coma, vocês estavam casados e você não falou nada?! – a pergunta retórica de Hermione soava como uma acusação de que eu a trai.

– Ele fez uma promessa e cumpriu com a sua palavra! – afirmou Rose, todos passaram a encara-la, e eu suspirei aliviado por agora eu não ser mais o centro das atenções.

– Que promessa é essa? – perguntou minha mãe.

– Ele prometeu que esperaríamos o momento certo para contar e contaríamos juntos... – minha pequena cruzou os braços e todos passaram a me olhar com uma olhar tão esquisito que eu não faço ideia do que significava, só sei que me deixou extremamente vermelho.

De repente, sem mais nem menos, minha mãe começou a andar em minha direção, e eu, obviamente, presumi que ela iria me dar o maior sermão da história dos sermões. Contudo, diferente do que eu esperava, ela ficou de frente para mim, olhando em meus olhos, e com um enorme sorriso no rosto, sussurrou:

– Estou tão orgulhosa de você. – e me abraçou forte. Eu retribui imediatamente. – Parabéns querido, estou muito feliz por vocês. – soltou-me devagar e foi em direção a Rose. Logo, Hermione estava a minha frente.

– Eu estou feliz pelo casamento, claro, sempre torci por vocês! – deu de ombros. – mas, estou brava com você, deveria ter me contado. – negou com a cabeça, antes de me abraçar. – eu tive uma ideia maravilhosa, mas você tem que ficar com a boca calada, não conte a Rose. – sussurrou em meu ouvido, e quando me soltou, estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Prometo. – apenas mexi os lábios, sem emitir som, e então, ela voltou a me abraçar, dessa vez, forte e soluçando.

– Eu não poderia querer ninguém melhor para minha filha, nunca. – sussurrou em meu ouvido. – Vocês nasceram um para o outro, e saiba, Scorpius, que eu te amo como um filho. – sua voz era tremula e pausada pelos soluços.

– E eu te amo como uma mãe, pois foi isso que você foi para mim. – sussurrei antes de beijar o topo de sua cabeça.

Meu pai foi o próximo da fila, enquanto Hermione ia abraçar sua filha, ele veio até mim, com um daqueles sorrisos zombeteiros e as sobrancelhas levantadas. Chegou a minha frente, fazendo com que eu notasse que ele era, alguns centímetros, menor que eu.

– Se me arrumar um neto cedo não for adiar a sua vida, faça isso o mais rápido possível... – disse ainda com aquele sorriso nos lábios, antes de me abraçar. – Agora, falando sério, eu já esperava por isso. – eu gargalhei.

– Pensei que a Ems que era meio vidente. – meu pai deu de ombros.

– Eu não sei como, mas eu sabia desde o dia da cirurgia. – neguei com a cabeça, lembrando o que ele havia dito naquele dia. – Vocês vão ser felizes como nenhum outro casal, acredite em mim, vocês já amadureceram o bastante para isso, então, não precisam se preocupar com isso. – um sorriso enorme estava em seus lábios. – Desejo o melhor a vocês! – afirmou, antes de ir em direção a Rose.

Ron estava parado a nossa frente, com os braços cruzados e totalmente estático, se dizer nada ou sequer, se mexer. Ficou assim, até que todos estivem o encarando, incluindo meus pais e Hermione, que já estava com a mão sobre a cabeça, esperando na bomba.

– Olhem aqui... – pigarreou. – Vocês casaram, tudo bem, eu aceito isso, mas, por favor, enquanto estiverem em minha casa, ajam como dois namorados, tá certo? Minha filha só será a... – engoliu em seco – senhora Malfoy, quando for morar na sua casa Scorpius, então, por favor, não façam... – suas orelhas ficaram vermelhas. – Vocês sabem, não aqui, não ainda. – eu estava a ponto de cair na gargalhada, contudo, me contive.

– Não se preocupe, sua casa, suas regras! – afirmei, levantando as mãos em rendimento. Ouvi minha pequena bufar ao meu lado.

– Muito bem... – ele disse antes de cair em lágrimas, tão do nada, que todos ficamos o olhando, por uns segundos, sem fazer nada. Até que eu decidi ir até ele.

– Ron... – chamei, fazendo com que ele me olhasse enquanto muitas lágrimas desciam de seu rosto. – Eu vou cuidar dela, como nenhum homem jamais seria capaz de fazer, eu prometo. – sussurrei para que somente ele ouvisse.

– Eu nunca duvidaria disso. – após dizer isso, abraçou-me. Era oficial, tínhamos a aprovação de nossos pais.



Notas finais do capítulo

Meu lindos, o erro na palavra fisioterapia no inicio do chap é proposital sz
E ai, o que acharam??? Aquele que não disseram o "EU" no capítulo passado, por favor, deixem agora! Então, se você favoritou a fic, deixe um "Eu" nesse chap, ok?
É oficial, o último capítulo foi escrito e vai ser divido em três partes e.e Porque foram 6167 palavras, ao meu ver, são palavras de mais para um só capítulo DDD:
Para aqueles que gostam de Huly, eu escrevi uma One bem fofinha sobre eles: http://fanfiction.com.br/historia/504275/Clumsy/
Para aqueles que gostam de VicTeddy, estou com duas One's sobre eles:
http://fanfiction.com.br/historia/506271/The_Promess/
http://fanfiction.com.br/historia/474886/The_Perfect_Man/
Beijos e até a próxima ;*****