Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 26
Um ano depois


Notas iniciais do capítulo

Galerinha: LEIAM AS NOTAS FINAIS!!! E PREPAREM O CORAÇÃO!



Quando adentrei ao meu apartamento, ela estava lá, mais uma vez. Bufei irritado e bati a porta com força.

– Quem te mandou dessa vez? – ela arregalou os olhos, surpresa com a minha raiva.

– Ninguém me mandou Malfoy. – disse ficando de pé. – Estou preocupada com você, assim como todos os outros. – suspirou pesadamente – E vim porque quis.

– Otimo, já pode ir Frozen. – caminhei em direção a cozinha, e ela veio atrás de mim.

– Agora nos tratamos pelo sobrenome, é isso? – assenti friamente, e comecei a preparar um café. – Não seja ridículo. – ela bufou.

– Qual o problema Emily? Eu estou bem, estou trabalhando e não estou vivendo a base de álcool. – ela revirou os olhos.

– Você vive para trabalhar! – exclamou irritada. – Tirando quando você passou três meses aprendendo a dirigir um carro, de resto, você passou trabalhando naquele maldito hospital, e quando não está lá, fica trabalhando nessa maldita cura. – sua voz estava cada vez mais alterada. – Ela não gostaria de te ver assim, tão... – antes que ela pudesse continuar, eu a interrompi.

– VOCÊ NÃO SABE O QUE ELA IRIA QUERER! – gritei a plenos pulmões, fazendo com que a garota se afastasse. – Eu sei! – sussurrei a última parte, mas para mim, do que para ela.

– Scorpius... – balancei a cabeça, em negação.

– Eu quero ficar sozinho Emilly. – peguei minha xícara de café, e me virei para ela. – Desculpa pelo grito, não to com ânimo para isso agora, ok? – assentiu.

– Mais tarde eu volto aqui. – então, virou-se e saiu, deixando-me ali, sozinho mais uma vez.

Caminhei em direção ao escritório, eu precisava continuar aquilo. Desde o fatídico dia, passava todas as minhas horas naquele projeto. Rose queria que alguém encontrasse aquela cura, era um de seus sonhos, e eu queria fazer isso, por ela e por tudo que passamos juntos.

Sentei-me em minha cadeira, quando ia abrir o livro, um colar, visto pela visão periférica, do outro lado do quarto, chamou a minha atenção.

O colar que eu dera a Rose de natal.

Levantei-me rapidamente, caminhei em direção a ele, pegando-o e o encarando. Tantas memórias, tantas coisas. Hoje fazia exatamente um ano. Segurei-o com força e senti meus olhos se encherem de lágrimas. Segurando o colar com força entre minhas mãos, caminhei até o sofá e o coloquei sobre o centro.

Tudo naquele apartamento me lembrava dela. Toda a decoração havia sido feita por ela. E isso doía pra caralho.

Olhando para aquele colar, comecei a lembrar de nossos momentos, de tudo aquilo que passamos juntos.

Lembrei-me de uma finidade de olhares frios e inexpressivos que ela me mandou durante anos, ao mesmo tempo que seus lábios se abriram, diversas vezes, em sorrisos gentis, doces e muitas vezes, apaixonados.

Nosso primeiro beijo martelou em minha cabeça mais uma vez.

Lembrar disso, era uma das coisas que mais doía. Lembranças dos nossos últimos momentos juntos, antes de irmos ao hospital, começaram a surgir. Nós dois, deitados em sua cama, escondidos de seu pai, rindo, depois de uma reconciliação. Ela estava incrivelmente linda naquele dia.

“- Já disse o quão linda você é? – seu rosto foi ficando vermelho, como sempre ficava. – Nossa, a garota mais linda que já conheci. – ela puxou o travesseiro e escondeu o rosto.

– Você está me deixando envergonhada! – gargalhei, puxando o travesseiro.

– Linda... – sussurrei.

– Paraaaaaa! – ela apertou o travesseiro contra o rosto, enquanto eu começava a rir.”

Lembrar disso, me fez gargalhar por entre as lágrimas. Rose sempre fora um anjo. Linda. Doce. Incrível. Deitei-me no sofá, e fechei os olhos, para fortificar as memórias.

“O barulho no andar de baixo, fez Rose retirar o travesseiro do rosto, e me encarar com os olhos arregalados. Levantou-se rapidamente e me puxou da cama, carregando-me até o seu guarda-roupa.

– Entra e faz silêncio, ok? – assenti, fiz o que ela pediu com um sorriso malicioso no rosto, até parecia que estávamos fazendo algo errado.

Pouco depois, a porta do quarto foi aberta, e passos adentraram o local.

– Viu Ron? Eu avisei que não tinha ninguém ai. – era a voz de Hermione. Minha vontade de rir cresceu ainda mais.

– Eu tenho certeza de que a Rose falou alguma coisa! – Ron falou com uma voz que expressava certeza.

– Ela está dormindo, talvez ela fale dormindo. – ouvi que ela bufava. – É melhor irmos, antes que a acordemos. – após alguns segundos, os passos voltaram e a porta se fechou.

Pouco mais de um minuto de todo o acontecido, a porta do guarda-roupa se abriu e Rose estava vermelha de tanto segurar o riso.”

Cada lágrima de tristeza que descia pelo meu rosto, aumentava ainda mais o meu sorriso no rosto. Pois, não importava a minha tristeza, eu fora feliz como nenhum outro homem poderia ter sido, e cada lembrança daquela me lembrava isso, cada lembrança fazia meu coração bater mais forte, cada lembrança me fazia ter força para continuar vivendo, Rose gostaria que eu continuasse vivendo.

“Após um feitiço e muitas gargalhadas, lá estávamos nós de novo, deitados em sua cama, e com sorrisos bobos no rosto.

– Eu tenho certeza que minha mãe sabe. – ela passou a encarar o teto, ainda com aquele sorriso.

– Por quê? – franzi o cenho, ela parecia muito certa sobre isso.

– Antes de sair, ela beijou a minha bochecha e um sussurrou “Eu sei.” – nós dois caímos da gargalhada mais uma vez.

– Sua mãe sempre sabe. – dei de ombros, Rose assentiu, e virou-se para mim, deitando de lado, para poder ficar de frente para mim.

– Eu estava pensando... – fiz o mesmo, ficando de frente para ela.

– Hum... – ela foi ficando cada vez mais vermelha.

– É mais uma ideia, na verdade. – abri um enorme sorriso, e toquei o seu rosto, sabia que ela estava nervosa.

– Pequena... – instiguei. Ela abriu um sorriso amarelo.”

Senti meu peito afundar um pouco, estava chegando em lembranças que eu não ousara tocar desde o fatídico dia. Respirei fundo, sabia que aquilo me faria mal, mas não consegui resistir. Eu precisava lembrar, eu precisava aceitar.

“- Então... – ela mordeu o lábio. – Que tal, depois da cirurgia, logo depois que eu passar da recuperação, a gente se casar? – ela estava toda vermelha de novo, linda. Eu cai na gargalhada. – Não ri! – mandou, enquanto me empurrava e ficava ainda mais bonita.

– Você já ouviu falar de romantismo? O homem que pedir a mão da mulher e essas coisas? – eu ria tanto, meu olhos estavam tão cheios de lágrimas que não consegui ver, apenas sentir sua mão me empurrando força para fora da cama, fazendo com que eu caísse. Isso me fez rir ainda mais.

– SCORPIUS! - reclamou. – Dá pra para?! – eu tentei, juro que tentei, mas foi praticamente impossível. – Se eu soubesse que você iria ter essa reação, eu não teria dito. – parei de rir imediatamente, e me sentei no chão, enquanto enxugava as lágrimas que estavam presas em meus olhos.

– Eu não ri da proposta! – afirmei. Rose estava de pé, na minha frente, com as mãos na cintura e um olhar de quem não acreditava. – Eu não ri da proposta. – repeti. Ela estendeu a mão, para me ajudar a levantar. Eu o segurei firmemente e quando ela tentou me levantar, eu a puxei.”

O aperto em meu peito estava ficando cada vez pior, fazendo com que eu comprimisse o meu corpo. Dor. Raiva. Tristeza. Esses três sentimento me fizeram levantar rapidamente, e encarar aquele colar mais uma vez.

“Quando Rose caiu sobre mim, seu cabelo fez uma cortina vermelha em cada lado de nossos rostos. Seus olhos azuis brilhavam, com aquela intensidade que só ela tinha. Nossos olhos se grudaram de uma forma única e nossa.

– Eu sabia que você ia fazer isso. – sussurrou com os lábios quase colados nos meus. Coloquei minhas mãos em sua cintura.

– Você me conhece bem demais! – ela estava tão linda daquele jeito tão próximo. Ela tocou seus lábios nos meus por um fração de segundos, antes de me encarar nos olhos.

– Então, o que você acha? – parecia tão preocupada, mais preocupada com a minha resposta do que qualquer outra coisa, inclusive sua cirurgia e sua doença.

– Eu acho uma péssima ideia. “

Puxei o colar da mesa, e joguei do outro lado do quarto, fazendo com que ele se quebrasse em milhares de pedaços. Empurrei a mesa, em uma tentativa de controlar a dor. Entre todas as pessoas, tantas pessoas trapaceiras, mentirosas, maldosas, infelizes, depressivas, porquê Rose? A garota que sempre fora correta, bondosa, delicada e feliz, independentemente das circunstancias. Eu não tive escolha, o grito irrompeu pelos meus pulmões, sem pedir permissão, fazendo com que eu caísse no chão, de joelhos e sem pode controlar o choro desesperado que se seguiu.

Logo a porta do apartamento se abriu com força, uma garota estava no meio da porta, mas eu não pude ver quem era, pois haviam lágrimas de mais. Logo a porta se fechou, e braços envolveram minha cintura. Ems, eu reconheci. Foi a mesma coisa que fizera quando Rose me contou sobre a doença.

– Vai ficar tudo bem gatinho. – sussurrou, puxando-me para alinhar em seu colo. – Eu prometo. – sussurrou mais uma vez, enquanto alisava o meu cabelo.

– Ela não... – eu não consegui completar. – Por que ela? – a mulher beijou o topo da minha cabeça.

– Pelo mesmo motivo que eu fiquei, Scorpius. – sussurrou. – Podemos não saber ainda, mas, um dia, nós vamos saber e tudo vai ficar bem. – sua voz era calma, controlada e convicta. – Mas você não pode continuar assim, você tem que seguir em frente. – franzi o nariz, ainda em lágrimas.

– Eu não consigo olhar para outra garota sem lembrar dela. – recebi um tapa.

– Não seja idiota, não estou dizendo para você sair por ai, pegando geral, assim como o Albus. – deu de ombros. – Estou falando para você visitar a sua família e seus amigos, está próximo deles e não viver do jeito que você vive, você não é o único que sofre. – anunciou delicadamente. – Teddy e Victorie estão em crise, e você nem foi conversar com ele. – quando mais ela falava, mais eu chorava, acho que foi por isso que ela parou de falar.

Mais uma vez, ficamos nessa, sem falar nada por um bom tempo, enquanto ela alisava meu cabelo, e eu chorava em seu colo. Demorou muito para eu parar de chorar, mais do que das outras vezes, contudo, Ems continuou lá, tentando a todo custo, me ajudar. Como tudo tem um fim, uma hora eu parei de chorar, e consegui me acalmar.

Ela foi pegar água para mim, enquanto eu ficava deitado no sofá. Emilly apareceu com um copo de água na mão e uma camisa na outra. Franzi o cenho. Por que ela havia me trazido uma camiseta? Voltei meu olhar para a minha, e percebendo uma grande mancha branca.

– O que foi isso? – perguntei, apontando para a mancha.

– Eu estava fazendo pudim quando você gritou. – arregalei os olhos, ela não fazia o tipo cozinheira. – Eu ia tentar uma oferta de paz com você. – deu de ombros, jogando a camiseta para mim.

Sentei-me e coloquei a camisa ao meu lado. Peguei o copo com água e bebi tudo em um só gole. Eu pensei em agradecer, entretanto, antes que eu fizesse isso, ela revirou os olhos. Ela odiava esse tipo de comportamento muito bonzinho. Retirei a camiseta sem delongas, colocando-a do meu outro lado. Quando comecei a colocar a nova, Emilly soltou um berro e apontou para o meu pescoço.

Droga.

– O QUE É ISSO? – respirei fundo, colocando a minha mão sobre o local.

– Calma, resp... - negou com a cabeça, chocada.

– Me diga que não... – o resto da lembrança passou como um flash em minha cabeça.

“Seus olhos ficaram tristes com a minha resposta, alisei seu rosto, com um sorriso bobo no rosto.

– Case comigo amanhã! – ela arregalou os olhos.

– O que? – dei de ombros e aproximei nossos lábios. – Você enlouqueceu de vez! – negou com a cabeça. – Nossos pais nunca permitiriam, e nós não podem... – coloquei meu dedo sobre seu lábios, fazendo com que ela ficasse em silêncio.

– Você me ama? – a pequena suspirou.

– Claro que eu amo, mas... – a interrompi de novo.

– Você quer estar comigo? – ela respirou fundo, nossos lábios quase se encostando.

– Claro que quero, eu te amo e sempre vou te amar. – seus lábios estavam tão próximos do meu que eu já podia sentir os meus formigando pela proximidade.

– Então, por que o para sempre não pode começar hoje?*”

Apertei a aliança que estava presa na corrente em meu pescoço.

– Sim, nós nos casamos.



Notas finais do capítulo

Antes de tomarem suas decisões, leiam a fic até o final, pls sz

*Essa frase foi, basicamente, retirada dessa cena:
https://www.youtube.com/watch?v=4_AlSEIlx5E
Certo, não chegou nem perto da perfeição dessa cena, por que, né? Essa cena é tuuuuuuuuuuuuudo, Naley, meu casal preferido de todos os tempos sz

Sim, eles casaram '-' NÃO ME MATEM, não ainda, leiam até o final, please