Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 19
Caindo na real


Notas iniciais do capítulo

Espero que gostem. EU ESTAVA COM UM SUPER, ULTRA, MEGA BLOQUEIO CRIATIVO, e agora estou tentando voltar ao normal, pois é, acontece, é triste isso :X




Rose estava absolutamente perfeita com a luz da lua batendo em seu rosto, seus olhos azuis encaravam as estrelas, era como se ela estivesse presa em um bolha, intocável. Eu estava observando de longe, ela não sabia de minha presença, não queria incomoda-la, fazia três dias que estávamos nA'Toca, e tudo estava um caos por lá. Infelizmente, não passávamos muito tempo juntos, já que Victorie, Fred e Albus estavam sempre cuidando e entretendo Rose.

Isso não era de todo ruim, estava aproveitando esse tempo para ajudar Teddy em busca da cura, aprendera diversas coisas interessantes sobre doenças, poções e magia branca, também conhecida como magia de cura, era algo realmente interessante, eu tomei gosto pela coisa, porém, nossos esforços pareciam ser em vão.

– Vem cá. - ouvi a doce voz de Rose, e passei a olha-la, ela não estava mais olhando para o céu, olhava para mim, e estava séria.

– Tudo bem? - ela assentiu, caminhei até ela e eu me deitei ao seu lado.

– Quero falar com você, é importante. - suspirei, e voltei meu olhar para as estrelas. - Scorpius, eu quero que você me prometa uma coisa. - senti um aperto no peito com aquilo.

– Claro pequena. - minha ruivinha segurou meu braço, fazendo com que eu a olhasse.

– Eu quero que prometa vai seguir em frente, que vai encontrar outro alguém, que vai amar, que vai casar, ter filhos, arrumar um emprego que você ame, ser feliz e viver tudo o que eu não pude viver, quero que me prometa isso. - eu sabia que Rose iria morrer, mas ouvir aquilo, um pedido que eu amasse outra, doía em minha alma.

– Eu não quero prometer isso. - suspirei pesadamente e ela balançou a cabeça.

– Preciso que você prometa. - bufei e enfim, assenti.

– Prometo... - toquei seu rosto com minha mão. - Mas eu sempre serei seu. - beijei seus lábios, sentindo meu coração dilacerar.

(...)

Assim que aparatei em casa, meus pais estavam sentados no sofá, conversavam tão animadamente que nem notaram a minha presença. Senti meus tornozelos cederem pelo peso do meu corpo, eu estava em pânico, arrastei meus pés a caminho das escadas.

– Filho, como foi lá nA'Toca? - e aquela frase, foi o fim do meu auto-controle, meu joelho cederam e eu teria ido diretamente no chão se os braços de meu pai não tivessem me segurado a tempo.

– Ela vai morrer pai, ela vai me deixar. - senti os braços do meu pai me apertarem forte, e eu me senti confortável ali. - Rose tem arritmia cardiomuscular. - e enfim, as lagrimas começaram a descer do meu rosto e soluços - muito altos - de minha garganta. Não sei ao certo quando minha mãe me abraçou também, mas, meus pais estavam lá, abraçando-me, sem dizer uma palavra, porque sabiam que não era isso que eu queria. A única coisa que eu conseguia pensar era: Rose vai morrer e eu vou ter que viver sem ela.

Após um tempo, eu consegui parar de chorar, mas a tristeza ainda me corroía por dentro, minha mãe ainda estava abraçada em mim, com os lábios em minha cabeça, com medo que isso acontecesse de novo.

– Filho, pegue seu casaco, nós vamos dar uma volta. - minha mãe afrouxou o abraço.

– Eu te amo Scorps. - ela alisou meu cabelo e beijou minha têmpora, antes de afastar. Era madrugada, o que tornava estranho meu pai querer dar uma volta, entretanto, eu não estava em condições de recusar.

(...)

Estavam andando a alguns minutos quando ele parou no meio de um descampado, suspirou pesadamente e me puxou para um abraço.

– Filho, eu quero que você escute o que eu tenho a te dizer com atenção. - sussurrou em meu ouvido e depois se afastou, apenas assenti, deixando que ele falasse.

"Eu não tive um vida muito fácil, fui enterrado no ódio e no preconceito, enquanto tentava desesperadamente consegui a aprovação do meu pai. Mesmo ele não sendo um bom pai, depois da guerra, ele foi condenado ao beijo do dementador, e quando eu fui visita-lo antes do grande dia, ele me olho tristemente e disse que eu era a maior decepção da sua vida, enquanto minha mãe chorava desesperadamente, sem dizer uma única palavra. Eu vim até aqui, exatamente onde estou parado, ajoelhei-me, com a varinha no pescoço e o rosto banhado a lágrimas, comecei a murmurar uma maldição que me levaria a morte, e quando estava quase terminando de dizer, eu não consegui, apenas joguei minha varinha para longe e gritei até minha voz sumir."

Os olhos de meu pai estavam cheios de lágrimas, e eu sentia todos os pelos do meu corpo arrepiarem-se, eu conseguia imaginar como ele deveria estar se sentindo, e seu olhar para mim, demonstrava que aquilo não era uma lembrança da qual ele se orgulhava.

– Meu filho Scorpius, eu sempre terei um divida eterna com você, eu sou um homem cheio de erros, mas se existe algo que eu acertei, foi você e sua mãe Scorpius, e eu seria capaz de tudo para ver a felicidade de vocês. Eu não mereço seu perdão ou o dela, mas vocês me deram, e eu sou eternamente grato. - meu pai chorava, pela primeira vez em minha vida, eu o vi chorar, e eu também chorava. - E se eu não tivesse passado tudo o que passei, eu não seria quem sou hoje, e pela primeira vez em toda a minha vida, mesmo com todos os erros que cometi e que cometerei, eu sei que estou no lugar certo, tudo faz sentido, tudo me levou ao que sou agora. - ele me olhava como tanto amor, tanto carinho. Eu nunca havia realmente perdoado o meu pai, não até esse momento, porque tudo fazia sentido, ele precisou passar por aquilo, assim como eu e como a mamãe.

– Pai... - ele sorriu para mim.

– Rose é uma grande mulher, e eu não poderia ficar mais orgulhoso de você se apaixonar por alguém como ela. - ele caminhou até mim e colocou sua mão em meu ombro. - pode não fazer sentido agora, pode parecer injusto, pode até ser injusto, mas existe algo que vai compensar todo o esforço, eu prometo a você. - e então, sem delongas, eu abracei meu pai, e deixei que as lagrimas descessem pelos meus olhos.

– Eu te amo pai. - senti o corpo do meu pai tremer, abracei-o mais firmemente.

– Você vai ser um grande homem Scorpius, independente do que aconteça.

(...)

– Scorpius... - abri meus olhos lentamente, encontrando uma Rose sorridente em frente a mim.

– Pequena. - eu estava surpreso. - O que está fazendo aqui? - ela sorriu delicadamente.

– Eu e sua mãe fizemos café da manhã para você. - ela sentou na cama de meus pais e sorriu abertamente. - Eu fiz bolo, e ficou bom. - gargalhei, e a puxei para um abraço.

– Linda. - beijei seu nariz, e a apertei forte. - Contei para os meus pais. - ela riu.

– Eu sei, sua mãe me contou. - deu de ombros. - Como foi a conversa com o seu pai? - perguntou enquanto se sentava, eu fiz o mesmo.

– Valeu a pena... - ela tinha um sorriso doce em seus lábios. - Eu disse que o amava. - seus sorriso e seus olhos se tornaram mais gentis que o normal.

– Eu estou tão orgulhosa de você. - ela alisou meu rosto e beijou meus lábios. - Você é uma pessoa incrível, sabia? - como eu consegui essa garota? Eu não sei, só sei que vale a pena passar pelo que for.

– Obrigado Rose. - beijei sua bochecha e sorri novamente. Ela franziu o cenho.

– Certo, mas o que ninguém me falou é o porquê de você esta dormindo na cama de seus pais. - gargalhei e ela parecia mais confusa.

– Depois de tudo, eu fui me deitar, e mamãe pediu que eu dormisse aqui. - os olhos da ruivinha brilharam.

– Em segurança. - disse com um sorriso meigo. - porque ela sentiu necessidade de cuidar de você, como se você fosse uma criança. - apesar de não entender o que ela quis dizer, dei de ombros.

– Bem, eu precisava dormir sobre os cuidados de meus pais, foi bom, foi como se eu pudesse confiar neles outra vez. - ela alisou meu rosto.

– Você pode, seus pais são pessoas maravilhosas. - beijei seus lábios e encostei nossas testas.

– Eu sei meu amor. - os olhos dela ficaram absurdamente límpidos, animados.

– Vem, vamos comer meu bolo loirinho abusado. - brincou e me puxou pelo braço para fora de lá.



Notas finais do capítulo

Entooooon, o que acharam? Esse capítulo me fez ser perdoada? Ou to frita?