Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 12
São Valentim Parte 1


Notas iniciais do capítulo

Então, se você querem saber a parada da Rose, vocês vão descobrir aqui ;)




– Eu não vou para hogsmeade contigo nesse fim de semana. - disse com a voz sóbria, e ele encarou-me com o cenho franzido.

– Porque não? - mordi o lábio, não queria dizer o que era, mas não queria mentir para ele.

– Eu vou... - encarei meus pés, sabia que meu rosto estava vermelho. - comprar o seu presente de são Valentim. - sussurrei tão baixo que tenho certeza que ele teve dificuldade de ouvir.

– Não precisa Rose. - deu de ombros - eu prefiro a sua presença. - senti suas mãos em minha cintura, e balancei a cabeça em negação.

– Não... - eu provavelmente estava muito vermelha nesse momento. - eu sempre quis... - tomei ar, não sabia como dizer isso, iria soar bobo, ele provavelmente me acharia ridícula. - comemorar esse dia. - falei por fim, suas mãos tocaram meu queixo e eu pude encarar seu rosto, ele sorria.

– Eu sei Rose. - ele sorria. - Eu nunca deixaria o dia de são Valentim passar em branco, o que eu quis dizer é que, você não precisa comprar nada para mim, mesmo eu tendo comprado para você. - bufei, ah claro, isso é bem típico dele, as vezes me pergunto como ele caiu na sonserina, dai me lembro da força de vontade dele, e que ele faz tudo o que pode para conseguir o que quer, o que não era de todo ruim.

– Você realmente acha que, agora que eu sei que você comprou algo para mim, eu não vou comprar algo para ti? - franzi o cenho e ele gargalhou.

– Não custava tentar. - seus braços se apertaram na minha cintura. - Mas e ai, vai você e a Lanna? - neguei.

– Lanna anda meio estranha ultimamente. - suspirei, eu não sabia o que ela tinha, mas sabia que era ruim. - Vou com Teddy. - os braços dele caíram do meu corpo e sentir que ele prendia o ar, virei-me imediatamente. - Você esta bem Scorpius? - ele negou.

– Desculpe pequena, é só que... - ele suspirou. - a última vez que você foi para hogsmeade com Teddy, você não... - ele tinha dificuldade em falar, então, eu o interrompi, já sabendo o que era.

– Ei... - puxei seu rosto para poder olhar em seus olhos, que demonstravam uma tristeza sem fim. - Eu não vou te abandonar. Assim que eu chegar, vou esconder seu presente no dormitório e vou correndo atrás de você. - minha voz era firme, era algo que eu tinha convicção.

– Promete? - ele sussurrou.

– Prometo. - sussurrei. - Eu te amo, e vou ficar com você até a minha morte. - seus olhos brilharam em animação, apesar de termos sentimentos intensos um pelo outro, não falávamos isso o tempo todo.

– Eu quero você comigo para todo sempre. - seus corpo estava reclinado para frente e suas mãos tocavam meu rosto.

– Até a morte. - disse novamente e fiquei na ponta dos pés para beija os lábios dele, que logo passou o braço pela minha cintura, levantando-me, minhas mãos foram para seu cabelo, meus pés não tocavam o chão, e eu não me importava. Prendi seu lábio inferior entre os meus dentes, mordendo de leve.

– Sério? - sua voz tinha um tom de brincadeira, e quando ele me colocou no chão, pude ver sua incredulidade. Assenti. - Então ta. - deu de ombros. - Vamos estudar? - eu quis protestar, contanto, nós estávamos ali para estudar.

– Vamos. - minha voz era desanimada e acho que ele notou, pois ouvi uma risada vinda de seus lábios. Observei ele sentar-se encostado na parede, caminhei para sentar ao seu lado, porém, ele me puxou para sentar entre suas pernas, dei de ombros, encostando minhas costas em seu peito e pegando o livro.

– Vamos estudar o que? - sua voz soava brincalhona, algo estava errado.

– Estudo dos trouxas. - eu descobrira na semana passada que ele cursava essa matéria.

– Certo. - ele disse prontamente, mexendo em meu cabelo, colocando ele para o lado direito, o que me causou um certo arrepio.

– Vamos começar pel... - um arrepio desceu atravessou o meu corpo, quando ele depositou um beijo em meu pescoço. Suspirei e voltei a falar. - pelos esportes, quais o esportes trouxas que você conhece? - eu sentia a sua respiração em meu pescoço, arrepiando-me mais.

– Futebol... - ele beijou o meu pescoço - Vôlei... - mais um beijo, e mais um arrepio. - Basquete... - outra vez, suspirei, e ele riu.

– O que você está fazendo? - sussurrei, e ele riu novamente, senti sua respiração próxima a minha orelha.

– Respondendo a sua pergunta. - sua voz soou no meu ouvido e foi procedida de uma mordida no lóbulo de minha orelha, arregalei os olhos e fiquei rígida.

– Você esta tentando me provocar. - ele riu novamente e pousou suas mãos em meus ombros, massageando o local.

– Nah, só vingança mesmo. - dessa vez, eu que rir.

– Já se vingou? - senti sua risada, mas não a ouvi, logo após, ele desceu as mãos até minha cintura, apertando-me contra seu abdómen.

– Linda. - sussurrou em minha orelha direita, depositando o beijo abaixo dela. - Eu realmente não queria parar, mas, tenho que estudar. - eu bufei, que se dane as aulas, ele morou com a minha família por cerca de dois anos, ele com certeza sabe muito bem sobre os trouxas. Virei-me e colei nossos lábios, ele colocou uma de suas mãos em meu rosto e a outra em minha cintura, quando sua língua tocou meu lábios inferior, a magia aconteceu mais uma vez, nossa dança em perfeita sincronia e a necessidade de demonstrar um para o outro o que sentíamos, era perfeito, era tudo que eu sempre sonhei.

...

– Hey Rose. – ouvi uma voz conhecida por mim.

– Oi Albus. – virei-me em sua direção, seu rosto estava cansado, tinha olheiras abaixo dos olhos, e sua barba estava mal feita.

– Cadê o Scorpius? – dei de ombros.

– Acredito que no dormitório, por que? – ele franziu o cenho.

– Ele não vai com você a hogsmeade? – neguei. – Por que?

– Eu vou comprar o presente dele, são Valentim está vindo. – o moreno assentiu, ele parecia curioso. Desde que eu e Scorpius começamos a namorar, nós estávamos começando a nos aproximar.

– Quer ajuda? – antes que eu pudesse responder, percebi um brilho estranho em seu olhar. – Lanna vai te ajudar? – neguei.

– Não e não. – suspirei – Teddy vai me ajudar, mas obrigada. – ele assentiu, e parou de andar, como se estivesse derrotado.

– Eu soube sobre a... – mordi o lábio. – Você sabe, e ér, eu sinto muito. – olhei para baixo.

– Pelo menos alguém se importa. – sua voz era sincera, o que me deu a força para fazer algo bem incomum em meu dia-a-dia, aproximei-me dele, e o abracei. Senti seu corpo tremer, todavia, ele não chorou.

...

– Decide logo Rose. – bufei ao ouvir a voz de Teddy.

– Olha aqui, eu não acho que nada seja bom o bastante. – disse vencida, jogando-me em uma cadeira de canto. Ele estava muito calado, sabia que algo estava errado. – Qual foi? – ele endireitou-se.

– Chegaram os resultados. – minha respiração parou, droga droga. – Estágio três, quase quatro. – senti meu corpo ficar tenso.

– Entendo. – isso era mal, muito mal.

– Rose, você ainda tem chan... – não deixei que ele terminasse.

– Não, eu não tenho. – balancei a cabeça, aquilo adiantaria o inevitável, tentar era pior.

– Então, você deve contar ao Scorpius. – franzi o cenho, eu não iria contar, de forma alguma.

– Nem pensar, as coisas estão maravilhosas entre nós dois. – ouvi seu suspiro, fingi não me importar, só que eu realmente queria saber o porquê de eu ter de falar.

– Rose, pensa comigo... – levantei as sobrancelhas, como sinal de que estava ouvindo. – Você o ama? – assenti. – Você gostaria que ele fosse doente e não te contasse? Só descobrisse quando você... – ele parou de falar e eu sabia o que ele queria dizer, eu sabia o que ia acontecer, e seria terrível para mim, descobrir da mesma forma que Scorpius descobriria. Suspirei, dando-me por vencida, ele não precisaria dizer mais nada, eu já havia concordado.

– Você tem razão. – Teddy arregalou os olhos, estranhando eu ter concordado.

– Então você vai contar? – assenti, eu iria contar. Eu não poderia contar antes do NIEMs, isso atrapalharia seus estudos, e eu não quero que isso aconteça. Não queria contar depois que as aulas acabassem, aqui seria melhor e mais difícil de fugir do assunto.

– Huum, sim... – tomei folego. – Logo após o NIEMs. – quando encarei os olhos de Teddy, eles estavam vazios.

– Pretende contar para a família? – isso era algo a se pensar, antes dos resultados, eu tinha certeza que não contaria, agora as coisas estavam diferentes, todos os meus primos estavam mais próximos desde que comecei a namorar, principalmente Albus e Fred, e seria injusto que eles não soubessem, eles culpariam o Teddy e o Scorpius, então, talvez o melhor fosse contar, não agora, depois que eu me formasse, quando eu tivesse que explicar porque eu não iria trabalhar.

– Pretendo! – ele parecia surpreso.

– O que esse garoto fez com você? – dei de ombros.

– Não foi o Scorpius. – ele levantou uma sobrancelha, uma pergunta muda. – Foram os resultados Teddy, em breve, eu estarei morta, não posso mais ignorar isso. – seus olhos se arregalaram quando eu falei a palavra morta, contudo, era verdade, chega de fugir, eu tinha que contar.

– Rose... – ele levantou-se e caminhou até mim, esticou a mão, em um pedido para que eu a segura-se, assim fiz. – Eu não desisti, você sabe... – ele me puxou e agarrou minha cintura, em um abraço. – Eu te amo Rose, e eu faria qualquer coisa para te salvar, qualquer coisa. – sua voz era sussurrada, e eu sabia que ele estava quase chorando, e estava falando a verdade, eu era a irmã que Teddy nunca teve, eu e Dominique, e faria qualquer coisa para não cometer o mesmo erro.

– Eu sei Teddy. – suspirei. – Eu também te amo irmãozão. – ele era meu irmão mais velho, mesmo não tendo o mesmo sangue, Teddy era muito importante para mim, importante de mais.

...

– Eu sou uma péssima namorada. - sentei-me derrotada na carruagem que Albus estava, ao olhar ao redor percebi que Hugo e Elizabeth, conhecida por Lizz, estavam lá também.

– Por que maninha? - estranhei o tom doce na voz de Hugo, há mais de um ano que ele não me tratava bem.

– Rodei toda a hogsmeade com o Teddy e não encontrei nada para o Scorpius. - minha voz era derrotada, tentei evitar a expressão surpresa em minha face, não só pelo modo como ele estava falando comigo, nem Lily, nem Lucy estavam com eles, e esses quatro nunca se desgrudavam, desde... sempre.

– Scorpius é uma pessoa fácil de agradar. - o meu primo deu de ombros, eu apenas balancei a cabeça, talvez esse fosse o único dia de são Valentim que estivéssemos juntos, então, queria que fosse perfeito.

– Tem que ser perfeito. - minha expressão estava sonhadora, e isso fez o moreno rir.

– Rose Weasley apaixonada, quem diria. - a voz de meu irmão era doce, e ao olhar sua expressão, eu via orgulho, Hugo estava orgulhoso de mim?

– Não fale essas coisas da sua irmã Huguinho, sei muito bem o seus segredos. - as sobrancelhas de Albus se levantaram, e eu vi o sorriso de Hugo tremer um pouco.

– Que segredos? - a voz de Lizz era doce, ela ainda era uma doce garotinha.

– Nenhum. - o meu irmão fingiu dar de ombros.

– Se você realmente acha que a Lils não me contou, está enganado. - o tom de Albus era um tanto ríspido, só então notei que Lizz e Hugo estavam de mãos dadas. Ponto um, Hugo e Lizz estão juntos.

– Não sei do que você esta falando. - mentira, Hugo se mexia desconfortavelmente no local, isso significava que ele estava nervoso, apesar de não sermos próximos, eu o conhecia. - A Lily nos ignora a dias. - quando Lizz assentiu, eu percebi algo, o grupo dos quatro estava quebrado, eu queria falar com o Hugo sobre isso, mas, não agora, não éramos próximos o bastante.

– Eu não vou me meter. – o moreno disse. – Ela está certa em não falar mais com você, você não merece que ela te diga um oi, você é um pirralho de merda. – Albus e sua sinceridade sem fim, mesmo não sabendo o motivo, sabia que algo estava errado. – Enfim, não estou com raiva de você. Só porque ela não se importa, se tivesse que escolher um lado, seria ela. – o meu irmão e Lizz estavam perplexos, meu primo virou-se para mim, e sorriu. – Se precisar de ajuda com o presente, eu estou aqui. – ele apontou para si mesmo, como se ele fosse o presente, e eu revirei os olhos.

– Menos Potter. – minha voz era brincalhona, isso fez com que Lizz e Hugo arregalassem mais os olhos, dessa vez, direcionados a mim. – Mas, obrigada, talvez eu realmente preciso. – se eu tinha um plano, ah, eu tinha sim, uma ideia brilhante surgiu em minha mente, e isso quase me fez saltitar. Mesmo com o clima tenso na carruagem, minha mente voava para como eu faria o presente de Scorpius, eu precisaria de muita coisa.

Continua...



Notas finais do capítulo

Weeeeeeeeee, e ai, gostaram da novidade?