Little Soldier escrita por Ysmiyr


Capítulo 28
Capítulo Bônus V- POV.HAZEL


Notas iniciais do capítulo

CUPCAKKKKKKKES
Mái gódis eu nunca me senti tão esmagada quanto essa semana D: Provas finais antes das ferias e tals, mas ninguem liga enton vamos para a parte de interesse:
Não respondi os comentarios ainda, AINDA. Eles vao ser respondidos um por um com todo o carinho do mundo. Sobre a pergunta da maioria das pessoas: Não era para ficar absurdamente óbvio o que Jason pediu, mas isso vai ser revelado mais pra frente, UDHEUDHUEDHUEDUEDHUEDHUEHDH aicomoeusoma#
Enfim, vou finalmente atualizar as outras fics, (principalmente GNT porque nem eu to me aguentando mais de curiosidade) e porque eu to sendo uma cara de pau de deliberadamente ignorar as outras fics( mas todo autor tem sua fic favorita né? Não? Só eu? T-T).
Dexa eu parar com esse drama mdds
Prestem muita atenção nos detalhes do capitulo gafanhotos, com eles dá pra ter um gostinho do próximo capítulo!!!
Espero que gostem!!!



Quando escutei o pedido de Jason caí sentada. Literalmente. Hécate me olhou meio preocupada, mas eu não podia estar me importando menos. Era simplesmente lindo e triste como Jason se sentia. Me perguntei por um momento se Frank faria isso por mim um dia, mas logo afastei esse pensamento.

Antes que eu pudesse devanear muito, entretanto, Nico apareceu correndo ao meu lado, se ajoelhando e me olhando preocupado.

–Estou bem- Falei antes que ele perguntasse qualquer coisa, desconversando, tentando esquecer o que tinha acabado de ouvir. - O que você pediu?- Perguntei mudando o assunto. Ele ficou parecendo um pimentão e não me encarou quando me ajudou a me levantar.

–Nada. - O encarei surpresa.

–Como?

–Nada. -Ele repetiu me olhando pelo canto do olho- Não tem nada...- ele jogou uma olhada melancólica pelo salão- Não tem nada que eu queira. Nada que eu não possa fazer por mim mesmo. -murmurou e eu senti aquele aperto ridículo no estomago de novo. Apertei a mão que ainda estava na minha e forcei um sorriso.

–Nada mesmo?-perguntei no mesmo tom que ele. Parecendo entender o que eu queria dizer, Ele me sorriu, mas não era igual aquele que ele jogou para Jason. Era quebrado e mostrava o quanto ele ainda estava mal.

–Algumas regras não devem ser quebradas. - respondeu como eu tenho certeza que me u pai responderia. Vi ele franzindo a testa do outro lado do salão.

–E só isso... - Insisti um pouco. Ele olhou para Percy por um milissegundo e olhou de canto para Jason.

–A guerra acabou. - disse como se isso respondesse e deu de ombros.

–Mas Nico... - Tentei mas ele me cortou parecendo sentir dor.

–Esqueça Hazel. Por favor. - ele murmurou essa parte, quase inaudível. Torci a boca por um momento e vaguei os olhos pelo salão. Queria fazer mais. Como Jason fazia, como ele o acalmava e o fazia se sentir feliz e querido. Confesso que sim, sentia ciúmes. Eu era a droga da irmã dele e não conseguia fazer metade que aquele loiro de farmácia (ou de papel crepom, teria que perguntar para Piper depois) fazia com meia dúzia de palavras e um sorriso bonito.

Mas ainda sim, não conseguia me trazer a sentir nada além de gratidão a ele. Porque pelo menos alguém conseguia passar por todas as paredes de Nico e trazê-lo para fora e o obrigar a respirar ar fresco e falar com pessoas vivas.

–Está bem. - resmunguei. Ele soltou uma daquelas risadas forçadas, que ele soltava o ar de leve e balançava os ombros, achando que me enganava.

Olhei ao redor do salão sem querer e peguei um flash de Percy e Jason conversando num canto, parecendo irritados e eu seria um burrito se não fosse algo relacionado a mim ou a Nico. E isso me levou a outro tópico

–Nico?-chamei quem não quer nada, o puxando um pouco para longe, começando uma caminhada lenta para a porta dos fundos que tinha um jardim lindo que eu estava cobiçando desde que entrei naquela sala.

–Sim?- respondeu no mesmo tom, andando devagar comigo, despreocupado agora que o tópico tinha mudado.

–Pode me prometer que vai responder honestamente?- continuei me sentindo meio estúpida. A esse ponto tínhamos alcançado as portas de vidro do jardim e ele me olhou desconfiado.

–Sim. -respondeu devagar, pesando cada sílaba como se tentasse entender onde eu queria chegar.

–Como estão coisas sobre Percy?-larguei de uma vez, sabendo que ficar dando voltas apenas iria o irritar. Por um instante, ele pareceu que não ia responder.

–Bem... Normais. Se é que você pode chamar disso. - ele riu sem humor e eu quis que ele não tivesse feito isso- Mas aquilo... Está a um passo de sumir. Não é mais igual sabe? Finalmente. - Ele disse, ainda se recusando a dizer palavras como amizade ou amor, tratando-os como se fossem maldições ao invés de palavras bonitas.

–Sumir?-quis confirmar. Nico tinha me dito várias vezes que ele não gostava só de homens (ainda não entendo isso), mas se ele não gostava mais de Percy isso já era um passo no caminho certo para Jason conseguir alguma coisa.

–É... Não é mais igual. Quer dizer, eu ainda não sei o que fazer perto dele, mas isso provavelmente por causa de todo o resto. Eu... Não sinto que é igual. - E ele disse isso com tanta firmeza que eu quis sair dançando pelo salão como uma maluca. Se minha mãe me visse agora, querendo que meu irmão e meu amigo se pegasse tão desesperadamente... Deuses, ela iria me traçar num manicômio. Quase ri com o pensamento.

–Isso é muito bom. - ele me olhou meio alarmado- Quem sabe agora você encontre sua alma gêmea. -Cantarolei de brincadeira, e ele riu, dessa vez menos forçado, mas eu sabia que ele não acreditava que merecia. Ele nunca me contou tudo que havia acontecido em sua vida, mas devia ter sido muito grave mesmo, para tirar toda a autoestima que alguém poderia ter.

Olhei para ele, que distraidamente olhava Jason e Percy conversando, com a cabeça inclinada, como se tentasse entender um problema excepcionalmente difícil. Sua mão foi para seu ombro e ele massageou o lugar como se doesse, com as sombrancelhas franzidas. Em seus olhos, melancolia e nostalgia.

Atrás dos meninos, a deusa com qual Jason falou andou devagar, sorrindo o tempo todo. Ela me jogou uma piscadela e uma mexida de nariz igual a um seriado antigo que eu gostava de assistir e continuou sua procissão como se tivesse me contado um segredo.

Segredo esse que seria revelado. Por bem, ou por mal.