Little Soldier escrita por Ysmiyr


Capítulo 10
Capítulo 7


Notas iniciais do capítulo

PEOPLE O/
Já falei que amo voces? Não? Pois é, eu amo. MUUUUUIITO um tantão assim \\\\\\\\\\o////////////////////
Gente, estamos chegando aos 200 comentários! Nunca tinha cosneguido isso, voces tem noção de como fiquei feliz? >.
E sobre as ones::
Votos:
Valdangelo I
Pernico IIII
Leason II
Jacy I
Jasico I
Então, Percico e Leason. Mas os tempos são todos diferentes, que voces escolheram. Então... Escolham épocas para esses dois! o/ Voces devem tar me odiando por essas coisas né? Gomen T-T
Enfim, espero que gostem!



Depois de Annabeth contar o plano dela, senti vontade de esmurrá-la. Como ela tinha coragem de mandar Nico numa missão suicida dessas? Como ela tinha coragem de pedir a Reyna para fazer isso? Pelos deuses, Nico poderia terminar...

–E quando ela chega?-Nico perguntou, aparentemente não ligando para o que teria de fazer. E eu tinha certeza que parecia que eu tinha visto um bolinho falante. Ela respondeu, mas eu não escutei. Cambaleei até uma das amuradas e me encostei de forma débil nelas. Me sentia enjoado.

Mesmo depois do susto de noite retrasada, Annabeth estava seriamente cogitando mandar Nico para longe? Mesmo depois de ele ter nos ajudado tanto, ela queria mandá-lo nessa missão suicida?

Claro, não que a nossa fosse muito mais segura. Mas nós éramos em número maior. Ok, ok. Eu sei que Reyna sabe se cuidar e vai fazer um trabalho incrível protegendo Nico também, mas isso continuava sendo irresponsável! Ele mal tinha tido tempo para se recurar direito!

Eu podia escutar eles tagarelando sobre o plano, ou sobre qualquer coisa, mas não realmente escutava. Eu acabara de ganhar a confiança dele e já queriam o tirar de mim? Isso não era justo!

–Jason?- alguém me chamou colocando a mão no meu ombro. Não me importei em quem era. Apenas sai batendo os pés até meu quarto. Infantil? Muito. Dane-se.

(...)

Não dormi como eu tentava. Apenas fiquei encarando o teto, irritado. Tentava pensar num jeito de ir junto com ele, mas eu sabia que não podia. Eu fazia parte da profecia, eu não podia abandonar meu time assim. Apesar de odiar uma parte dele.

Eu não sabia se já tinha escurecido, porque minha janela e cortinas estavam fechadas, deixando o quarto escuro e abafado. O braço jogado por cima do meu rosto também não ajudava.

–Jason?- Batidas na porta seguidas de algum infeliz que enfiou a cabeça para dentro do quarto sem esperar resposta. Descobri o rosto e levei um susto ao ver Piper ai, fechando a porta.

–Está tudo bem?- perguntei meio abobado. Ela indicou a cama e eu cedi espaço para ela. Piper suspirou e grudou os olhos na rosa em minha cabeceira franzindo a testa.

– Eu só queria te falar... Bom, eu provavelmente não devia estar me metendo nisso. -ela riu desgostosa.-Mas não posso negar quem é minha mãe no fim das contas. Eu tentei achar outra explicação, mas... -

–Explicação? Do que você está falando?-pedi meio inseguro ela deu um sorrio e seus olhos coloridos se agitaram.

–Eu sei que você gosta do Nico. -ela lançou. Eu devo ter parecido muito patético, porque ela riu- E se você quer que ele saiba, é melhor você contar para ele antes dele partir. Não sabemos se algum de nós vai sobreviver a isso. - ela disse meio amargurada. Torci a boca.

–Não é como se eu pudesse simplesmente chegar e jogar tudo em cima dele, Piper. O garoto precisa de tempo para esquecer... -Me cortei antes de poder falar alguma cosia mais comprometedora.

–Esquecer...?

–Esquecer certas coisas. -Balancei a cabeça, não querendo mentir- Não é segredo meu, Pipes.- ela sorriu

–Você é sempre assim, não é?-perguntou suavemente. A encarei sem saber do que ela falava. –Bom você tem três dias, Jay. Aja rápido antes que seja tarde. - ela deu um aperto na minha mão e saiu, fechando a porta atrás de si.

Agir, certo. Como se eu conseguisse.

(...)

Já era bem tarde e eu ainda não tinha criado coragem para sair do quarto. Eu sentia meu estomago roncando, mas não sentia animo o suficiente para fazer nada. Eu queria mofar no quarto pelo resto da minha vida.

O que está acontecendo comigo agora?

Eu sou o líder dessa droga. Eu não posso deixar todos na mão assim, mesmo que eu não em sinta bem. Nico vai fazer a parte dele nisso tudo. E ele parece satisfeito com isso. Eu não podia interferir numa coisa dessas.

–Hey Pikachu. - duas batidas na porta fizeram meu coração acelerar, mas eu não sentia vontade de me mover ainda.

–Tá aberta. - resmunguei enfiando a cara no travesseiro. Escutei ele entrar e chutar a porta, sentando na beirada da minha cama. Quase podia imaginá-lo revirando os olhos para minha situação infantil.

–Tá na hora da janta. Levanta daí, vem comer alguma coisa. - falou me cutucando nas costelas.

–Não estou com fome. - Disse abafado. Ele soltou um riso incrédulo quando meu estomago roncou de forma audível e eu senti meu rosto esquentado.

–Claro que não. Anda. - Vendo que não era muito minha intenção sair dali, ele pegou e acendeu a luz na minha cara. Isso me obrigou a tirar o rosto do travesseiro. Nico aproveitou a chance e me empurrou para fora da cama, parecendo segurar uma risada. O encarei incrédulo.

Ele estava na minha frente, com as mãos na cintura, o cabelo preso e um sorriso brincava no canto de sua boca.

Como eu poderia permitir que ele fosse numa missão daquelas?

Minha garganta se fechou e eu olhei para o chão. Nem um segundo depois ele estava ajoelhado na minha frente puxando meu rosto na direção dele.

–O que foi?-Abri a boca para protestar- Nada disso. Tem alguma te incomodando desde que Annabeth explicou o plano. O que você tem?- perguntou incisivo, sem tirar a mão do meu rosto. Sua expressão era preocupada e a boca estava puxada numa linha fina, toda a diversão longe de seu semblante.

Eu não conseguia raciocinar o suficiente nem para puxar o ar suficiente para meus pulmões, quem dirá para responder alguma coisa para ele.

Ele estava ajoelhado entre minas pernas, segurando meu rosto no lugar com uma mão que mal cobria minha bochecha. Ele não parecia ter se dado conta de nossa situação, porque se tivesse ele estaria mais vermelho que eu agora.

–Jason? Dá para parar de em encarar feito uma ameba e responder?-Ele falou, meio irritado. O olhei, abobado. Eu não podia deixar ele ir nessa missão. Como eu conseguiria sobrevier sabendo que eu não escutaria esse tom nervoso dele nunca mais? Que eu nunca mais veria a forma que seus olhos negros brilhavam, escondendo tanto? Não conseguiria conviver comigo mesmo.

–Você pode não voltar dessa missão. - sussurrei, mas no silencio que se encontrava no quarto, não foi difícil para ele escutar o que eu dizia. Sua expressão ficou um tanto confuza.

–E nem você dessa. Mas eu não saí batendo os pés igual uma criança sem doce. - ele se ajeitou, se apoiando com uma mão na minha perna. Senti minha cabeça rodar de forma engraçada. -De novo, o que você tem?-perguntou, deixando claro que ele não me deixaria sair dali até contar. Me senti tentado a não falar nada.

–É que... - Respirei fundo. Eu devia contar a ele. Devia, mas eu sabia que não era tempo disso. Ele não estava pronto para escutar isso ainda. - Vai ficar difícil sem você aqui sabe? Pensei que eu que estava escorando você, mas acabou sendo o contrário. - disse a parte da verdade que eu podia. Ele pareceu realmente surpreso por isso. -Tenho... Tenho medo que você não volte disso. - falei muito baixo. Rezava para que ele não tivesse pego minha mensagem subliminar.

–Você... Está falando sério?-ele perguntou deixando a mão escorregar até meu ombro. Acenei a cabeça.

–Mesmo que não pareça caveirinha, eu vou sentir sua falta. - Ele torceu a boca, parecendo em dúvida se gostava ou não do apelido e corou fortemente, parecendo notar pela primeira vez nossa atual situação.

–Eu também vou... Mas você deixou todos preocupados. Parecia que você estava com dor ou coisa do tipo... - disse realmente muito baixo. Sorri abertamente. Ele se preocupava o suficiente, então.

–Vamos, vamos comer. Você precisa armazenar energias. - Mudei de assunto abruptamente. É claro que eu estava sentindo dor. Mas não dor física.

Eu corria o risco de te perder.