Dont escrita por Tamy Black


Capítulo 6
Conselhos




Eu realmente não quis ficar para assistir ao espetáculo que iria se formar no estacionamento da escola, estava empolgada demais para preencher o formulário de inscrição para fazer a prova do intercâmbio. 

 

Entrei no meu carro, liguei o som e saí da escola. Da minha casa até a escola era um pouquinho longe, já que morávamos praticamente dentro da floresta, coisas de Charlie, mas adorava a minha casa, eram poucas que tinham ao redor da minha.

 

Cheguei a minha adorada casa e a mamãe não estava em casa, nem a Sophia. Ótimo! Fui direto para o meu quarto, preenchi todo o formulário, só faltava à assinatura dos pais e/ou responsável. Ainda teria que conversar com os meus pais sobre isso, mas eles sempre souberam que eu gostaria de fazer intercâmbio e talvez se eu apelasse a minha mãe, ela com toda a certeza apelaria para o meu pai e tudo estaria resolvido.

 

Tirei meus tênis e fiquei somente com a blusa e calça jeans, me joguei na cama e fiquei pensando na vida, ou melhor viajando na maionese. Mas, me lembrei duma melodia que não saía da cabeça. Peguei meu quase falecido violão, fazia um tempinho que não o tocava e comecei a dedilhar a melodia. Eu tinha praticamente a música completa, só faltava à letra, mas isso era um mero detalhe.

 

Eu estava tão distraída com o violão que nem percebi que Edward já estava dentro do meu quarto, mas aquele cheiro eu reconheceria longe... Parei de tocar e olhei para ele, que não estava com uma cara nada boa. Eu não disse que ele bateria a minha porta?

 

- O que houve Edward? – o indaguei logo.

- Discuti com a Anne. – ele disse e bufou em seguida.

- Quer me contar o que houve? – perguntei.

- É que... – hesitara – Ela tem umas neuras e quer me monopolizar, me isolar das pessoas...

- Hm... Edward, eu não sei em que posso te ajudar com isso, mas você deveria dizer isso a ela. – dei de ombros, não estava muito para psicóloga hoje.

- Eu tentei, mas ela começou a gritar e eu não quero que ela fique brava comigo. – ele disse fazendo um beiço de criança.

- Ok, criança. – sorri para ele – Senta aqui. – bati na minha cama, pois ele estava de pé e eu sentada na mesma.

 

Edward veio e deitou com a cabeça em meu colo, ele sempre fazia isso quando estava triste. Era uma criancinha mesmo...

 

- Conte-me essa história direito. – pedi, fazendo carinho em seus cabelos.

- Bella, são frescuras da Anne, você não tem porque ficar escutando isso. – ele respirou fundo – Mas, eu não quero ficar brigando com ela, eu... Gosto demais dela. – disse por fim. 

 

Ele realmente gostava dela e eu nunca o tinha visto assim por garota nenhuma, sei que ele já tivera algumas, mas nenhuma que ele ficasse preocupado a esse ponto. Talvez esse fosse o meu desespero, saber que ele tinha encontrado alguém que amasse, finalmente, e esse alguém não era eu e nem seria.

 

- Er... Converse com ela, Ed... Vocês têm que falar o que sentem, já que você gosta tanto dela assim, vá fazer as pazes logo, não sei nem o que você ainda está fazendo aqui! – disse sorrindo forçadamente para ele.

- Você acha, Bells? – ele me olhou com os olhos brilhando.

- Lógico! – disse o encorajando – Vá atrás dela, Edward. Independente de qual foi o motivo da discussão, se você não quer brigas, dê o primeiro passo para que isso não aconteça. – acariciei seus cabelos.

 

Ele se levantara do meu colo e eu soltei um suspiro involuntário, mas Edward não percebera. Meu melhor amigo me abraçara, fazendo com que ele praticamente me carregasse no colo e ficou me rodando, um abraço à lá Emmett, pra ser sincero.

 

- ME COLOCA NO CHÃO, ED! – gritei, já estava ficando tonta.

- Você é a melhor, Bells! – ele disse empolgado – O que seria de mim sem você?

- Um nada. – sorri, convencida.

- Eu amo você, Bella. – ele disse sinceramente – É a melhor amiga do mundo, eu sou um cara completamente sortudo! – e me dera um beijo na bochecha já saindo do meu quarto pela janela.

- Eu também. – disse sussurrando e já sentindo as lágrimas molharem meu rosto.

 

As lágrimas já transbordavam meus olhos e eu sentia um aperto imenso no meu peito, daí eu peguei meu caderno, onde escrevia minhas músicas, que estava debaixo da cama, peguei uma caneta e comecei a escrever.

 

You look at me like you always do

You don't have a clue You smile at me, you hug me

But, you don't know I want you

You play with me

You flirt with me

You tell me all your secrets

I'm always the one you run to

But to you, I'm just your friend


As palavras fluíam de forma estranha, nada mais era que um simples desabafo. Era como se eu pudesse contar a ele. A melodia eu já tinha, era aquela de ainda a pouco.

 

I've tried my best to rid these thoughts

Of you and I, it's so hard

When you come to me,

I fall back on my knees

I've learned to hate love

You kissed me on the cheek and said

You'd never make it without me

It's getting harder everyday

Please don't say to me

 

(Don’t – Kelly Clarkson)


Ela ainda não estava completa, não ainda. Faltava o refrão, mas eu estava sem cabeça para isso. Acho que era a música mais verdadeira que já tinha escrito, a que mais realmente falava sobre os meus sentimentos sem camuflá-los, como nas outras.

 

Eu deixei o caderno lá e fui para o banheiro, não sei por quanto tempo fiquei debaixo do chuveiro, chorando. Eu realmente queria tirar esse amor que me destruía do meu peito, mas... Como fazer isso? Eu já não agüentava mais sofrer por ele.

 

Quando finalmente saí do chuveiro, encontrei uma Alice lendo meu caderno de músicas de pernas cruzadas e na minha cama. Eu tinha prometido a ela que iria parar de escrever essas músicas sobre ele. Merda! Lá vem sermão!

 

- O que faz aqui Alice? – perguntei receosa a ela.

- Sua mãe chegou tem uns minutos e eu entrei com ela. – disse sem desviar os olhos do caderno.

- Ah... – murmurei.

 

Segui para o meu closet e peguei uma roupa qualquer, me vesti lá mesmo e quando saí, Alice já estava de pé e o caderno estava fechado em cima da minha cama.

 

- Você não tinha me prometido que ia parar de escrever sobre o Edward, Bella? – ela me perguntara no maior estilo “mãe”.

- Sim, mas não me contive. – disse entediada.

- Bella, isso está te fazendo mal... Pare com isso, pelo seu bem. – ela dizia triste.

- Jura que está me fazendo mal, Alice? – disse irônica – Como se eu não soubesse disso. – fui ríspida.

- Bella, me entenda... Por favor. – ela pediu.

- Não! Entenda-me você! Como posso esquecê-lo se ele é o meu melhor amigo? Se ele está sempre comigo? – disse já chorando, de novo.

- Bella, desculpe. – ela disse me abraçando.

- Tudo bem, Alice. Deixa pra lá. – disse, limpando as lágrimas.

- “Tudo bem” nada, Bella! – ela se exasperara – Você não pode simplesmente viver a mercê desse amor que te mata por dentro, sabia? – ela disse tudo rapidamente, eu ri.

- Como, Alice? – indaguei.

- Eu sei como! – ela sorriu marota e eu arqueei a sobrancelha – O Dan, Bella! Ele é absolutamente louco por você, e ele é um cara legal, independente da irmã mala que tem! – ela sorriu.

- O Dan é um amigo, Alice. – revirei os olhos.

- Pode ser bem mais que um simples amigo, Isabella. – ela disse autoritária – É só você deixar. 

 

Aquela baixinha era impossível! Logo minha mãe nos chamou para almoçar e descemos as escadas, comemos e depois fomos fazer os deveres de casa, passamos a tarde juntas e depois a Polly Pocket foi para sua casa.

 

Conversei com minha mãe e ela meio que entendeu o meu lado, ela assinou o formulário do intercâmbio e disse que conversaria com meu pai depois. Fiquei contente! Agora era só estudar pra essa tal prova aí e esperar os resultados, e claro, entregar o bendito formulário para a professora amanhã.

 

(...)


O dia amanhecera rapidamente e eu já estava de pé, praticamente pronta para ir à escola. Peguei minhas coisas e desci para tomar café em família. Meu pai não poderia levar a Sophia pra escola, pois tinha que resolver algo importante na delegacia.

 

Eu levei a minha pestinha pra escola e segui pra minha. Ao chegar lá, estacionei na vaga costumeira e desci do carro com minhas coisas. E para a alegria de Edward Cullen, ele já havia voltado às boas com a namorada, pois – pra variar – eles estavam atracados, se beijando avidamente.

 

Revirei os olhos e segui para dentro da escola, encontrei Dan guardando algo em seu armário, que era praticamente ao lado do meu.

 

- Bom dia B. – ele disse sorrindo pra mim.

- Bom dia D. – eu respondi do mesmo jeito.

- Aula de inglês agora? – ele perguntou.

- Sim. – disse.

- Bella, eu quero falar com você. – ele disse fechando seu armário.

- Diga. – falei o abraçando de lado e começamos a caminhar para a sala de inglês.

- Você topa... – ele hesitara, nervoso – Ir ao cinema comigo no sábado à noite? – ele parara no meio do caminho e me olhava sorrindo torto.

Nesse momento me veio à conversa que tive com Alice ontem:

“ - Pode ser bem mais que um simples amigo, Isabella. – ela disse autoritária – É só você deixar.” 

Sorri ao pensar. Realmente, vou lhe dar essa chance Daniel Gilmore.

- Claro, por que não? – sorri feliz a ele.

- Jura? – sorriu largamente.

- Lógico que sim! – ri.

 

Nós voltamos a andar na direção da sala de inglês e fomos conversando durante o percurso, ele estava dizendo que queria ver alguns filmes e eu fui concordando. Dan era um ótimo amigo e parecia ser um cara legal, adorava o seu jeito espontâneo de ser. Acho que ele me faria bem. 

 

A aula de inglês passou rapidamente, os outros alunos já estavam saindo e eu fiquei para entregar o formulário para a Srta. Williams. 

 

- Ah, que bom que você vai se candidatar Bella! – ela dissera sorrindo largamente.

- É professora, esse é um dos meus sonhos... Fazer intercâmbio! – sorri para ela.

- Que bom Bella! E você tem muito potencial, querida. – ela disse guardando o meu formulário junto com os outros.

- Obrigada. – disse sorrindo encabulada.

- Espero que você vá, estude bastante! – ela disse.

- Sim senhora. – disse já saindo da sala dela.

 

Meta cumprida. Fui praticamente correndo pra aula de história e Dan já havia guardado o meu lugar quando eu entrei esbaforida na sala, o professor ainda não havia entrado na sala.

 

- Vai mesmo fazer a prova pro intercâmbio, Bells? – ele me perguntara.

- Vou sim. – disse sorrindo confiante.

- Ah... – ele murmurara.

- Não fique triste Dan, eu volto. – ri.

 

Ele não riu, ficou sério. O que houve com ele? Eu disse algo errado? Quando eu ia fazer essas perguntas a ele, o professor Anderson adentrara a sala, já começando sua aula monótona de história. Fiquei pensativa... Essa reação dele foi bem estranha, mas depois eu perguntaria a ele.

 

-x-

 

N/A: Hello amados, desculpem a demora. Estava vendo se vocês comentavam mais, né? E só uma palavrinha: NEW MOON É PERFEITO! *0*

 

Beijos,

Tamy B.