The Mission escrita por Doninha Ruiva


Capítulo 9
Uma dose de bom-humor


Notas iniciais do capítulo

Oi gente. Passando rapidinho aqui só para deixar mais um capítulo fresquinho para vocês. Espero que gostem.
P.S.: Prometo responder os reviews assim que puder. Estou com falta de tempo mesmo. Sorry.



Rose Weasley

– Rose! Rose, me espera aí! – gritava o insolente Albus Potter atrás de mim – É sério, me espera.

Esperá-lo? Esperá-lo? Aquele traidor merece a morte. Fico imaginando como ele pôde me trair de tal forma. Acho que se ele tivesse contado para qualquer pessoa, do mundo inteiro, eu entenderia, mas para o Malfoy? Justo Scorpius Malfoy? Metido, arrogante, medíocre, ridículo e ainda por cima filhinho da mamãe.

Entro pela porta da sala de estar em disparada, atraindo olhares indesejados dos parentes que ali estavam. Subo para o quarto de Hugo, agora vazio, onde se encontravam meus objetos pessoais, tais como bolsa, casaco e, é claro, a chave do carro. Quando Albus me alcança, já no hall de entrada, consigo me desviar dele e saio de casa seguindo direto para o meu carro. Ouço ao longe as exclamações preocupadas de minha mãe, mas não dou atenção. Sei que agora, com Hugo de volta, ela estará bem protegida.

Quando arranco com meu veículo, tenho plena consciência de que serei seguida pelo meu primo, mas isso não me incomoda. Na verdade, pouco me importa se ele está ou não angustiado quanto ao acontecimento de mais cedo. Amo Albus com todo o meu coração e tenho certeza de que, por mais que não queira, irei perdoá-lo. Conhecemo-nos desde que ainda éramos meros fetos. Nossas idades são compatíveis, crescemos juntos correndo livremente pelos jardins d’ A Toca. Não é agora que irei acabar com uma amizade tão firme. Entretanto, é imprescindível que eu saiba o que o levou a tomar tal atitude. Albus é um túmulo quando o assunto é a armazenagem de segredos, e agora, simplesmente despeja a minha maior fraqueza nos braços do inimigo? Não nego, Scorpius Malfoy atingiu meu calcanhar de Aquiles, talvez a única parte vulnerável de mim. Minha armadura física, infelizmente não resguarda meus sentimentos. Temo que ele saiba mais do que tenha dito, temo que Albus tenha dito a ele mais do que devia ao longo desses oito anos de amizade dos dois. Por mais que confie em Albus, e acredite que as palavras possam ter, eventualmente, apenas escapado de sua boca, não consigo reprimir o ódio momentâneo que se apossa de mim. Sinto-me traída. Sim, sou contraditória. A razão me diz para perdoar meu melhor amigo, mas a emoção – ah a emoção – quer apenas que eu o expulse da minha vida para sempre.

Como dirigi cegamente, e minha cabeça não parava de trabalhar, me espanto ao ver que já havia chegado à entrada do prédio. Guardo meu automóvel em minha vaga na garagem e subo para o 36º andar, onde se encontra meu apartamento. Quando entro em casa, não me preocupo em trancar a porta, pois tenho certeza de que o porteiro deixará meu primo subir direto assim que vê-lo. Dei a ele autorização para fazer isso desde o dia em que me mudei para cá. Acomodo-me confortavelmente no sofá e espero, não tão ansiosamente, a chegada do aleivoso. Como previsto, quatro minutos após meu regresso, aparece estrondosamente dentro de meu lar um descabelado e esbaforido rapaz. Continuo sentada quando ele aparece em minha frente e envolve-me com um abraço de urso, recebendo em troca apenas minha indiferença.

– Como você está? – expressa preocupado.

– Melhor impossível. E você? – desdenho.

Albus suspira claramente frustrado e se senta a meu lado no sofá.

– Sei que o que fiz foi errado Rose – começa – Sei também que te devo milhares, ou melhor, milhões de...

– Desculpas? – interrompo-o – Acha mesmo que desculpas vão adiantar alguma coisa? Será que você tem a mínima ideia do que fez, Severus?

– Eu sei, eu sei. Por favor, Rose, tente entender meu lado. É muita pressão para mim também.

Surpreendo-me.

– Pressão? Então quer dizer que quando a Rosinha enche demais o seu saco, você sai correndo para os cuidados do Scorp?

– Porra, Rose! Você não pode me deixar falar nem por um minuto sem usar a ironia comigo?

– NÃO, EU NÃO POSSO! – explodo levantando-me – VOCÊ ME PROMETEU AL, PROMETEU QUE GUARDARIA SEGREDO! SABE MUITO BEM QUE NÃO FOI À TOA QUE EU PEDI PARA NÃO ANUNCIAREM AOS VENTOS PARA OS FUNCIONÁRIOS DA CIA. ISSO É PESSOAL!

– EU SEI! Não precisa ficar jogando na minha cara okay? Sei que estou errado. Vim aqui exatamente para mostrar a você que me arrependi, mas parece que nada entra nesta sua cabeça dura.

Sinto-me derrotada. Por fim, resolvo ouvi-lo.

– Se acalmou? – pergunta ao ver minha expressão.

– Sim.

– Rose, você é minha melhor amiga, a minha prima predileta e a minha fiel companheira há anos. Eu nunca, ouça bem, nunca trairia você.

– Então, por que o fez?­ – inquiro.

– A minha cabeça trabalha o tempo todo também, Ross. Tem muita coisa guardada aqui dentro. Você se abre comigo e eu me abro com o Scorpius. É assim que funciona há anos e ninguém nunca reclamou.

– Sabe que pode contar comigo também.

– Sei – fala circundando minhas mãos com as suas – Mas aposto que você não acha a Scarlett Johansson gostosa, acha? – completa brincalhão.

– Bom, não posso negar que ela é uma mulher extremamente bonita, e que...

– Gostosa, Rose.

Sorrio de canto.

– Tudo bem, você venceu. Porém, não estamos falando nada em categoria masculina aqui. O fato é que você contou ao meu maior inimigo aquela coisa sobre o meu pai.

– Ele não é o seu maior inimigo. Vocês só não se dão muito bem.

– Tá. Não nos damos muito bem, mas pare de desviar do foco, Albus. Sabe que não gosto disso. Estou profundamente magoada com você.

– E eu profundamente sinto muito. E você sabe disso. Rose, sei como se sente. O tio Rony era como um pai para mim.

– Por que fala dele no passado? – pergunto indignada. Albus suspira.

– Rose, acho que já está na hora de você aceitar que o seu pai não vai mais voltar.

– Aceitar que meu pai não vai mais voltar? Por acaso, além das conversinhas com o Malfoy, andou tendo reuniões secretas com a minha mãe também?

– Rose...

– Você não sabe nada sobre ele... – me desesperei.

– Rose...

– Não entende a incrível capacidade dele de sair das situações mais improváveis

– ROSE!

– Você não entende Al. Ninguém entende – sentia um liquido quente em minha face, mas, como? Sequer percebi que havia começado a chorar. Albus me envolveu em um abraço reconfortante.

Há poucos instantes estávamos em pé numa discussão acirrada, e, agora, estamos atracados um no outro. Acho que esse é o verdadeiro significado da amizade.

– Shiu, Rosinha – sussurrava – Está tudo bem. Eu estou aqui. Vamos, confie em mim.

E eu apenas soluçava mais e mais. As lágrimas escorriam desordenadas sem a minha permissão. Não conseguia superar aquilo, simplesmente porque não tinha “o que” superar. Meu pai não havia morrido e dói cada vez que me contradizem quanto a isso.

Enquanto eu me recompunha, Albus buscou um calmante no armário do banheiro para mim. Não preciso ressaltar que esta casa era tanto dele quanto minha, afinal, é ele quem dirige até aqui apenas para me consolar quando necessário.

– Ross? – me chama.

– Sim? – respondo um tanto quanto envergonhada, já que não é normal uma jovem de vinte e três anos ter crises como essas.

– Melhor agora?

– Claro.

– Não acha melhor tomar um banho antes de continuar a conversar?

Ai droga! Ainda não tinha acabado?

– Não, estou bem.

– Certeza?

– Absoluta.

– Então – introduz um pouco perdido – Voltando ao Scorpius. Tudo bem se eu falar dele?

– Diz logo Al – retruco impaciente.

– Não me mate por isso, mas eu não deixei escapar sem querer a mor...

– Acontecido.

– Certo. Eu não deixei escapar o acontecido do seu pai sem querer.

Fico surpresa, de certa forma, mais indignada ainda, mas resolvo não externar meus sentimentos. Isso pode resultar outra crise.

– Ross, eu quero que você entenda que eu te amo demais, e que nunca a deixaria, como posso dizer, desprotegida.

– Onde quer chegar com essa história?

– Scorpius vai cuidar de você enquanto eu não puder me aproximar.

– Não! – contraponho incrédula – Claro que não.

– Rose, não há escolha. Eu conversei com ele sobre tudo isso, sobre as suas quedas emocionais, um pouco do seu desequilíbrio para lidar com certas questões.

– Você não fez isso. Está brincando com a minha cara, não é?

–Não, Rose – disserta calmamente – Scorpius precisa tomar conhecimento de certas questões para poder ajuda-la.

– Espera aí – disse quanto me lembrei de uma ocasião em especial – Albus Severus Potter, me diga você não contou nada sobre o...

– Não – apressa-se em dizer – Claro que não. Isso nunca. Eu jurei, lembra?

– Al, vou relevar. Sim, eu vou relevar porque eu acho que você me dopou. Eu aposto que o senhor deve ter colocado maconha nessa porcaria de calmante porque eu estou me sentindo nas nuvens agora. E é por isso, e por isso apenas, que eu não estou com vontade de voar neste seu rostinho de bebê e arrancar seus lindos olhos verdes com as minhas próprias mãos. Entretanto, quando eu estiver de volta ao normal, me aguarde Sr. Potter. Me. Aguarde.

– Rose, lembre-se de que eu ainda posso te deixar loira – soltou rindo abertamente.

– Só vou poder te matar depois que esta droga de missão com o loiro aguado acabar então?

–Creio que sim, ruiva.

– Acho que posso esperar. Agora será que você pode sair da minha casa? Quero tomar um banho.

– Quer ajuda? – falou marotamente.

– Óbvio que não, seu pervertido. Fora – joguei uma almofada nele – FORA – outra almofada – ANDA ALBUS – mais uma – SAIA LOGO DAQUI SEU AMIGO DE MERDA!

Quando ele finalmente se foi, tive mais uma crise, só que desta vez, de risos. E a partir daí só tive certeza de três coisas.

Primeira: Albus não era um amigo de merda.

Segunda: Havia uma parte nele, provavelmente a que não raciocina, que fazia com que ele pensasse que algum dia Malfoy e eu nos daríamos bem.

E terceira: Era inegável que aquele calmante realmente tinha uma pitada de maconha.



Notas finais do capítulo

Então pessoal, espero que tenha agradado a todos.
Espero também reviews e recomendações, mas, sem pressão ta galera?
Amo vocês.
Kisses & bye.



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