The Mission escrita por Doninha Ruiva


Capítulo 3
Preparativos


Notas iniciais do capítulo

Hey. Eu sei que querem me matar pela demora, mas não façam isso, eu posso explicar. Eu machuquei meus pulsos e não conseguia fazer nada, mas agora já estou melhor. Prometo que a partir de agora vou começar a postar mais rápido já que estou de férias. E ah! Repararam que agora a fic tem capa? Agradeçam a Scarlett Weasley Kane por isso.
Boa leitura. Até as notas finais!



Scorpius Malfoy

Estou em choque extremo. Eu sei que isso soa exagerado, mas é a mais pura verdade, afinal, trabalhar com a Weasley será minha perdição. Quem aguenta morar com Rose Weasley? Ninguém! E eu vou ter que aturá-la morando comigo. É isso aí. A cenoura super desenvolvida vai morar comigo. Pra quem não está entendendo nada, isso faz parte da nossa estratégia de acabar com o esquema de “Lorde Voldemort e seus comensais”. A história é a seguinte: Vão mudar meu nome e o da Weasley e nos colocar numa casa de classe média alta perto de Hogwarts, que é a escola em que teremos de nos infiltrar. Para que ninguém estranhe o fato de dois “adolescentes” morarem sozinhos na mesma casa, eu e a Weasley vamos passar a ser irmãos. Não exatamente irmãos, já que não parecemos nada um com o outro, mas meio irmãos. Na verdade, não seremos nada disso. Suponha que a mãe dela se casou com meu pai e os dois trabalham no consulado americano, por isso vivem viajando e não ficam em casa. A história é mais ou menos essa. Confusa? Eu sei. Também demorei a entender. Agora, para definir quais nomes usaremos, como iremos nos comportar e, principalmente, mudar nossa aparência precisamos de uma das equipes mais eficientes da CIA. A nossa equipe de disfarces. É por isso que estou aqui no vigésimo terceiro andar também conhecido como Departamento de Caracterização e Disfarces – DCD esperando uma criatura que atende pelo nome de Albus. Ele, apesar de não parecer nem um pouco confiável e competente, é muito foda no que faz (desculpe pelo xingamento, mas não achei definição que se encaixe melhor para o meu amigo). Albus Severus Potter era simplesmente o mestre dos disfarces. Isso se deve ao fato dele ter trabalhado com os maquiadores de Hollywood antes de vir pra cá. Diferente de seus irmãos, James e Lily, Albus decidiu seguir os passos do pai e veio trabalhar na CIA. Sim, o pai dele foi um agente, mas essa história não vem ao caso agora. O que importa é que se você cair nas mãos de Albus, já pode ser considerado um vitorioso. A minha sorte? Ele é o meu melhor amigo. Meu azar? Ele é amigo da Weasley também e falando na criatura, ela acaba de chegar e se senta do meu lado.

– E aí Malfoy? Preparado para se despedir desses seus cabelos loiros sebosos? Porque eu duvido muito que alguém os deixe assim, tão dourados – ela provoca.

– Bom, quando sou recrutado para uma missão tenho que estar preparado pra tudo – respondo à altura e continuo – até mesmo quando o mais difícil é ter que conviver com uma das pessoas mais insuportáveis da face da terra.

– Então deve estar acostumado – diz Rose e eu faço uma cara de desentendido – Você é, sem dúvida alguma, uma das pessoas mais insuportáveis da face da terra. Conviver com uma pessoa que você considera insuportável será moleza para você já que suporta a si mesmo há tanto tempo.

Ah! Mas essa garota está mesmo pedindo pra ser xingada Estou pronta para dar uma resposta das boas nela, quando sou interrompido por uma criatura de estatura média, cabelos negros e olhos verdes adentrando no local.

– Espero que não tenham tentado se matar ainda. Preciso de vocês dois vivos para cumprir minha tarefa nessa missão – diz Albus. Eu e a Weasley continuamos sentados olhando pra cara dele. Nossa expressão era de um tédio completo. Parece que ele repara isso, pois continua um pouco menos entusiasmado – Tudo bem, eu entendo que isso é ruim pra vocês já que se odeiam e blá, blá, blá, mas eu realmente acho que vocês devem deixar um pouco dessa rixa de lado. Pelo menos enquanto estiverem dentro do prédio – Weasley pediu uma explicação e ela logo foi dada – O pessoal daqui não avalia vocês a partir do momento que começam a caçar as pessoas. Eles começam aqui dentro. Monitoram como se comportam, como vocês agem como uma equipe. Não podem ser individualistas. Têm fiscais em toda parte, além das câmeras. Fica difícil salvar vocês de uma encrenca desse jeito.

Albus parecia um professor nos dando bronca, mas em certo ponto ele tinha razão. Devíamos nos comportar civilizadamente para preservar nossos empregos. A Weasley pareceu concordar comigo, pois logo falou:

– Tudo bem. Podemos agir como os adultos que somos. Sem provocações, sem ladainhas, sem discussões por nenhum motivo. Seremos dois colegas trabalhando.

– É, pode ser – concordei. Como assim? Eu estava concordando com a Weasley? Ok, lembre-se do acordo Scorpius – Mas não pense que somos amigos – completei assim que vi esboços de um sorriso brotarem em Albus.

– Podemos começar? –perguntou a ruiva – Estou com pressa. E com fome.

Albus nada disse, apenas abriu as portas de uma sala e fez um gesto dizendo para segui-lo. Deixei a Weasley ir na frente e fui logo em seguida. A sala era imensa e tinha telas e hologramas para todos os lados que olhássemos. Na frente havia uma TV enorme e nela estavam duas fotos de corpo inteiro. Uma minha e outra de Rose. Imaginei que era lá que Albus fazia as mudanças antes de colocá-las em prática, provavelmente para obter a aprovação do agente a ser “transformado” primeiro. Lá havia também uma grande mesa com doze cadeiras. Ela era usada para as reuniões que envolviam toda a equipe, ou pelo menos boa parte dela. Albus nos pediu para sentar e foi o que fizemos. Viramos nossas cadeiras para frente, onde o moreno estava de pé e só assim ele começou a falar novamente:

– Sei que vocês, mais do que qualquer outra pessoa, vão estranhar a minha proposta – pude ver a Weasley franzir o cenho e morder o lábio inferior quando recebeu a informação de Alvo. Ela provavelmente estava considerando todos os tipos de propostas horrendas e devastadoras. Bom, não posso dizer que estava muito diferente. Ao perceber nossa angústia, Alvo dá uma breve risada e continua – Não quero que mudem nada.

– O QUE?! – Weasley e eu perguntamos em coro. Albus continua a explicar

– Eu avisei que vocês estranhariam a ideia. A minha proposta é simples. Não vou mudar o cabelo, nem o rosto, nem mesmo o corpo, mas vou precisar mexer um pouco na personalidade de vocês. E também mudar as roupas. Colegiais não usam roupas sociais.

– Ok, então você quer dizer que só vamos precisar mudar a roupa? Nada será feito nos cabelos? – diz a Weasley. Alvo assente com a cabeça – Ufa! – ela suspira aliviada – Eu te amo Al. Amo mesmo. Sério.

– É, mas vocês terão sim uma pequena mudança. Vejam bem: o cabelo de vocês é penteado demais, vocês são engomadinhos demais. Já viram adolescentes com a postura completamente ereta? Já viram rapazes de 17 anos com os cabelos penteados? – respondemos negativamente a todas essas perguntas – Pois bem. Vamos descolorir um pouco os cabelos da Rose, trazendo-os de volta ao tom natural. O vermelho forte demais te envelhece. Vamos cortá-los um pouco também, apenas para deixar de um jeito mais despojado – explicava Al – Quanto ao Scorpius, precisamos dar um jeito nessa barba. Vamos te deixar com pele de bebê. São coisas muito simples de se fazer. Nossa equipe resolve isso em uma hora, ou menos. Agora vamos aos nomes. Quero que me sugiram alguns.

– Adoraria me chamar Peeta – falei quase que imediatamente. A Weasley me olhou e fez uma careta estranha, como se eu fosse um alienígena, depois se endireitou na cadeira e balançou a cabeça negativamente. Albus fez quase a mesma coisa – O que foi? Não é um nome legal? – perguntei a eles.

– Scorp, cara, sei que disse isso na melhor das intenções, mas sinceramente, não acho que Peeta combine muito com um cara que quer entrar disfarçado numa escola, não acha? ­– disse Al

– Tudo bem – começou a Weasley cortando nosso assunto – Eu também gostaria muito de ter o nome de uma das heroínas dos meus livros favoritos, mas sei que isso é muito estranho, então quero que as próximas sugestões venham do Albus, por favor.

­– Pesquisei alguns nomes que podem ser comuns – disse Albus enquanto pegava uma lista – Que tal Bella?

– Não – disse a Weasley – Não gosto de Crepúsculo, e por mais que seja um nome comum, sempre há comparações.

­– Tudo bem. Então, será que pode ser Stefanie? ­– sugeriu o moreno, e mais uma vez Rose negou. Eu apenas observava a discussão dos dois, até que quase no fim da lista, Albus encontrou um nome que agradasse a Weasley – O que acha de Elizabeth?

– Elizabeth é bom – ela disse – Meu segundo nome é Elizabeth. Minha vó me chamava de Lizzy quando criança. Que tal... Elizabeth Parker?

– Gostei – respondeu Al me parecendo aliviado – Agora o Scorp. Sugere algo diferente de Peeta?

– Na verdade, eu já decidi um nome – respondi – Josh Banks. Está bom pra vocês?

– Pra mim parece ótimo – disse Al – E pra você Rose?

– Tanto faz – respondeu rude – Só quero que isso acabe logo. Vamos para o ultimo tópico logo.

Albus pareceu avaliar a ideia por um instante – Vejamos... tópico 3: personalidade. Mas aí já não tem enrolação

– Claro, porque seremos um daqueles caras “invisíveis” que nunca fazem nada. Isso é chato Al! – reclamei

– Na verdade, isso nem passou pela minha cabeça.

– Não? – perguntou a Weasley temerosa.

– Não – Al respondeu simplesmente – Farei de vocês pessoas populares. Muito populares. Os reis do colégio.

Via Wesley arregalar os olhos e engolir em seco. Abri um grande sorriso.

É, isso será divertido.



Notas finais do capítulo

Então, o que acharam? Este capítulo foi dedicado a Babiat e Victória Rusher, as lindas que comentaram a fic.
Quero mais comentários. Espero mais nesse capítulo ok?
Bye!



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