Ninguém está pronto para a vida escrita por Kori Hime


Capítulo 7
Ninguém está pronto para: Ser cupido


Notas iniciais do capítulo

Com o amor, não se brinca.
(Imagens: Percy Jackson, Drew Tanaka)



Percy prometeu levar Andrômeda até a casa de Drew, assim que eles trocaram de turno na cafeteria, deixando Sally e Paul trabalhando. Drew morava em um prédio na Upper East Side. Não foi difícil chegar lá. No caminho deixou Nico e Leo na estação de metrô da Lexigton Avenue. Parece que os dois possuíam uma emergência como “roupas para festa”. Então combinaram de se encontrar às onze da noite na casa de Percy, para irem juntos na festa.

— Obrigada pela carona, boss. — Disse Andrômeda assim que saiu do carro e encontrou-se com Drew, que estava parada na calçada esperando por eles. Ela mandou Andrômeda subir na frente, aproveitando que Annabeth e Rachel estavam fazendo as unhas. Quando a garota entrou no saguão do prédio, Percy aproximou-se com as mãos enfiadas nos bolsos da calça.

— Oi, Drew. — ele disse com um breve movimento de cabeça. — Ainda bem que você desceu, eu não queria falar sobre isso na frente das garotas.

— É, você me pediu total discrição no telefone. — Ela esperou Percy abrir a porta do carro e então entrou. Percy deu a volta e sentou no banco do motorista, ele deu a partida e decidiu levar a rainha da beleza para passear no quarteirão.

Apesar de possuir todo aquele ar de superioridade e sofisticação, Drew era somente mais uma entre tantos meio-sangues. Por isso Percy não se abalava com o jeito arrogante ou frio que ela costumava tratar as pessoas. Cada meio-sangue possuía uma história de vida difícil. O que aconteceu na vida dela, para fazê-la tomar aquela postura, não era da conta dele e de ninguém. Além do mais, Percy aprendeu em sua vida que as pessoas eram mais do que elas tentavam mostrar. A maioria das vezes um meio-sangue apenas vestia uma máscara para se proteger. Como fez Luke, Clarisse, Silena, entre outros. E no fundo, por mais que cometessem erros, eles não eram assim tão malvados.

Drew estava devendo um favorzinho para Percy. Apesar do filho de Poseidon não ser do tipo que cobra, ele precisava de uma ajudinha.

Ele estacionou o carro na East End Avenue e assim que desligou o motor, virou-se para o banco do passageiro. Drew possuía uma pele de porcelana e seus cabelos negros pareciam até de mentira. Percy queria ter essa manha de acordar sem precisar escovar o cabelo. Mas enfim.

— Para me trazer aqui, deve ser algo que ninguém pode ouvir. — Ela deduziu. Percy não precisava dizer que ela estava certíssima.

— Eu preciso de duas poções especiais. Daquelas que só você sabe fazer. — Ele esticou a mão para tocar o cabelo dela, era de verdade, é claro que sim Percy.

— O que? — Drew o olhou perplexa. — Você sabe que eu estou proibida de fazer essas poções.

— Eu guardo segredo.

— Perseu Jackson. Eu fui proibida por minha mãe. Não posso violar um juramento.

— Qual é?! Eu te conheço Drew, sei que você não jurou pelo Rio Estige.

Percy estava blefando, mas Drew caiu direitinho na conversa dele. Admitiu que não jurou pelo rio Estige, mas ela não estava interessada em se complicar para que Percy bancasse o cupido.

— Vamos. Não seja má. — Lembram-se de que eu comentei que Percy não era filho de Afrodite, mas também possuía um charme? Eis ele em ação. — Aliás, seja sim, seja malvada, mas não comigo é claro. Eu sou seu amigo, sabe que me deve uma, não é?

Drew girou os olhos, ela odiava homens bonitos que precisavam de sua ajuda. Não conseguia dizer não para eles. Ainda mais sabendo que Percy salvou sua família que estava em excursão pela Europa, justamente quando Gaia despertava. Mas esse assunto é para uma outra hora.

— Tudo bem. Mas a única poção que eu tenho disponível são as de carinho. Amor eterno está terminantemente proibida desde que Samanta Bones resolveu dar para Connor Stoll e acabou confundindo o copo com a bebida. No fim, um sátiro se apaixonou por ela perdidamente. Mamãe ficou furiosa comigo.

— E o que faz uma poção de carinho?

— Ela serve para trazer à tona um sentimento verdadeiro escondido. — Drew ajeitou seu cabelo já perfeito. — Se por acaso a pessoa que beber a poção já sente algo especial, uma paixão secreta, desejo ou amor, por aquela que compartilhou a bebida, o sentimento virá à tona com o tempo. Mas tem alguns efeitos colaterais.

— Pode matar?

— Pelos deuses, não! — Drew pareceu ofendida. — Quando a pessoa bebe essa poção, inicialmente ela se sente atraída pela outra. E um único toque pode causar fervor. É como se abrisse seus olhos para aquela pessoa, e nas doze horas seguinte a poção vai fazer o efeito. Caso dê positivo, os sentimentos escondidos sejam recíprocos, as coisas podem sair tudo bem no final. Mas isso não quer dizer que eles ficarão juntos para sempre. Apenas é uma maneira curta de fazer alguém declarar seus sentimentos verdadeiros. Sejam somente uma atração física, paixão, amor... ou até mesmo o ódio.

— E se não der certo?

— Ambos receberão uma punição e simplesmente vão esquecer das últimas doze horas que estiveram juntos.

— Parece tudo tranquilo para mim. O que você acha? Já usou essas poções em alguém?

Drew pareceu ofendida novamente, mas Percy queria ter uma prova de que ninguém ia morrer.

— Já usei sim. — ela afirmou, quase num sopro. — Nós não nos vemos tem um ano desde que bebemos a poção. Ele se esqueceu de mim, mas um filho de Afrodite nunca esquece um amor.

— Oh! Sinto muito Dedee.

— Não me chame assim. — Ela resmungou, fazendo uma careta fofa.

Odiava quando Percy a chamava daquele jeito. Uma vez, eles se encontraram por acaso em um restaurante japonês e Drew jantava com seu pai. Percy estava lá com Sally e Paul. Eles acabaram jantando juntos e no meio da conversa o Senhor Tanaka a chamou de Dedee. Então o apelido ficou.

— Por que? É tão fofo. — Percy riu. Gostava de deixá-la irritada.

— Porque só meu pai pode me chamar assim.

— Ok. ok. Não vou mais chamar você de Dedee... Dedee.

— Perseu!

Ele gargalhou, sentiu um perfume doce no ar, em seguida, deu a partida no carro e levou Drew de volta para sua casa. O cheiro do perfume de Drew ainda permaneceria em seu carro por mais uns dois dias. Aquele cheiro de sedução no ar era um perigo.

***

Onze horas da noite Percy estava pronto. Ele deu uma última olhada no espelho da parede do quarto. Não poderia melhorar o que a natureza caprichou. Tudo bem, foi um pouco arrogante da parte dele pensar assim, mas sempre que se encontrava com a filha de Afrodite, ele se sentia pronto para tudo e principalmente, sentia-se a pica das galáxias.

E eu não acredito que acabei de falar isso.

Nico saiu das sombras, se revelando para Percy em seu quarto.

— Olha o que as sombras me deram de presente. Obrigado Hades. — Ele lançou um olhar cheio de malícia e Nico imediatamente captou que Percy esteve com Drew. — O que? Não, eu não estive com ela.

— Não minta para mim. Esse seu olhar não me engana.

Era tão óbvio, visto que da última vez, Drew lançou seu perfume especial sobre os dois. E a única coisa que eu estou autorizada a dizer, é que eles ficaram umas boas oito horas sem dormir. Uau! hehe

Não é que Nico reprovasse esses pequenos produtos que Drew oferecia para os casais se divertirem, pelo contrário, aquela noite foi muito produtiva. Mas ele não gostava muito quando Percy agia como um babaca. Pior, se ele encontrou-se com Drew é porque estava aprontando alguma coisa.

Pelo que se sabe, a última vez que uma filha de Afrodite e um filho de Poseidon se juntaram, dois reinos medievais foram extintos do Leste Europeu. Nico não queria saber o que poderia acontecer quando Percy e Drew se juntam.

— Tudo bem. Eu encomendei uma coisinha para ela. — Percy aproximou-se de Nico, segurando-o pela cintura. Ele beijou o pescoço do rapaz e depois mordeu a orelha. — Não se preocupe, só estou querendo ajudar uns amigos.

Percy abraçou Nico com mais força, levando-o na direção da cama. A essa altura Nico já estava ocupado demais com a língua de Percy em sua boca, para dizer algo contra. Entretanto, a campainha tocou e ele despertou. Era Leo. Estava pronto e cheiroso parado na porta do apartamento.

— Uau, você está bem gatão, Valdez. — Percy disse e virou para pegar as chaves do carro em cima da mesa da cozinha. Leo olhou para Nico, perguntando o que ele tinha, mas Nico pediu apenas para ele ignorar.

No carro, foi impossível não notar o aroma adocicado no ar. O perfume de Drew era mesmo bom. Leo comentou algo sobre eles não se darem muito bem, mas a achava uma gata.

O que? Gays não podem achar mulheres gatas?

— Porque vocês não se dão bem? — Nico perguntou, olhando para trás. Estava sentado no banco da frente com Percy.

— Ela tentou dar uma daquelas poções de romance para Jason e eu impedi que ele bebesse. Achei que fosse ela quem quisesse seduzi-lo, mas na verdade a Piper quem solicitou. Parece que eles estavam brigados e ela queria fazer algo diferente. Sei lá. No final eu fui pedir desculpas para Drew e ela disse que eu não deveria ser tão covarde com meus sentimentos.

É, o carro ficou em silêncio depois daquilo.

Eles chegaram na boate e foram recepcionados por uma ninfa. Não havia fila na entrada, porque aquela noite era especial para os convidados do aniversário de Percy. Ele não estava esperando que o local ia atingir a lotação máxima.

A boate Tanaka era um pedacinho do Japão no centro de New York. Misturava a tradição e a loucura oriental, ou seja, você podia ver uma bela gueixa fazendo um espetáculo em um palco ao som de um Shamisen. E ao mesmo tempo poderia ver o Godzilla destruir Manhattan no telão.

Percy só esteve ali uma vez, na inauguração, e achou foda demais jogar um dos videogames que ficavam no mezanino. Ele combinou com Leo que jogariam mais tarde.

O lugar estava cheio. As pessoas dançavam na pista de dança com o telão do Godzilla, no outro lado, algumas mesinhas para sentar e conversar. No palco do Karaokê, Percy reconheceu Clarisse e Chris fazendo um dueto muito estranho de Smoke On The Water.

Percy foi abrindo caminho pela multidão, mandando beijo e piscadinha de olho para as meninas e batendo forte nos ombros dos meninos. Nico estava atrás dele, se sentindo naqueles filmes clichês onde namorava o popular da escola.

E não era verdade, que o garotão era popular?

No bar, eles encontraram Annabeth, Rachel e Adrômeda. Elas parabenizaram Percy pelo aniversário e comentaram que os presentes estavam sendo guardados por Juniper em um quarto especial para isso, com trava de segurança e até mesmo senha.

— Alguém viu a Drew? — Percy perguntou. — Quero agradecer pela festa. Está muito foda.

— Ela esta ali. — Annabeth apontou para o lado. Ela deu uma boa olhada nos olhos de Percy, o verde parecia mais claro e seu rosto mais corado. Assim que Percy foi atrás de Drew, Annie perguntou para Nico. — O que ele tomou?

— Digamos que ele é facilmente influenciado quando quer. — Nico decidiu ir atrás de Percy. Qualquer coisa que ele fizesse, estando sob o efeito do perfume provocante de Drew, não era algo bom. Mas Nico os perdeu de vista, então teve que esperar voltarem.

Drew levou Percy até o escritório de seu pai, e claro que ele não estava ali. O senhor Tanaka não sabia que sua filha ajudava casais com dificuldades amorosas e sexuais. Seria um pouco escandaloso para a família tradicional japonesa a qual ela pertencia. E quanto mais Percy conhecia sobre a vida de Drew, menos ele entendia porque Afrodite se interessou pelo pai dela.

O amor tem dessas loucuras.

— Aqui está. Eu tive que fazer suas poções de cores diferentes para você não se confundir. Se todos beberem da mesma poção, vai virar uma bela suruba.

Ela entregou para Percy dois frasquinhos. Um com líquido púrpura e outro com líquido esverdeado. Drew continuou explicando que ambas possuíam o mesmo efeito, somente a cor era diferente. Mas deveriam ser bebidas corretamente.

— Certo, só misturar na bebida e dar para eles?

— Calma lá meu campeão. — Drew foi ate a janela de vidro onde permitia que ela visse tudo o que acontecia na boate, embora ninguém pudesse vê-los lá em cima. — Antes de beber, os dois precisam trocar três coisas. A primeira coisa que precisam trocar são palavras de carinho. Um elogio basta. Segundo, precisam beber do mesmo copo. E terceiro, precisam se olhar nos olhos.

Ela se virou, fazendo seu cabelo mover-se elegantemente.

— Só isso?

— Só? — Drew gargalhou. — Você é mesmo o campeão de mamãe. — Percy não sabia o que aquilo significava. — Se fizerem isso direitinho, terão doze horas para se apaixonarem. Então certifique-se de que seus pupilos fiquem juntos durante esse tempo.

— Pode ter certeza de que eu vou conseguir. — Antes de deixar a sala, Percy olhou para Drew. Ele estava curioso sobre uma coisa. — Porque eu fico assim sempre que nos encontramos? Sabe, nunca aconteceu com a Piper. Afinal, vocês possuem a mesma mãe. Achei que o charme fosse igual.

— Nunca é igual. Me descreve como você se sente.

— Sei lá, me sinto uma mistura de Adam Levine e Steven Seagal. Como se eu pudesse fazer tudo o que eu quisesse, com quem quisesse e a hora que eu quisesse.

Ela gargalhou.

— Você consegue ler e interpretar a alma e o poder dos outros, Perseu. Piper e eu possuímos o charme, é verdade. Mas nossos dons são diferentes. E nunca mais me compare a minha irmã. Nós somos completamente diferentes. — Lá estava ele, o tom frio de desprezo que a deixava ainda mais linda. — Mais uma coisa. Eles não podem fazer sexo.

— Como? Porque?

— Isso mesmo que você ouviu, campeão. — Drew aproximou-se de Percy e ajeitou o colarinho da camisa dele que estava torto. — O sexo é apenas o complemento da relação. Eles não podem fazer sexo nas doze horas ou a poção perde o efeito.

— Porra, como eu vou impedir que eles não façam?

É Percy, a vida tem dessas coisas. Nada é tão fácil.

— Se vira, meu herói. Lembre-se que eles vão desejar o outro como se suas vidas dependessem disso. Mas se fizerem sexo, o efeito acaba. Imagina que constrangedor acordar de uma hipnose na cama com alguém que até pouco tempo atrás você não admitiria que amava?

As últimas palavras de Drew ecoaram pela cabecinha oca de Percy. E o que ele respondeu sobre isso?

— I Don't Give a Shit.

Drew não pode deixar de achá-lo atraente, desmiolado e completamente descontrolado. E a culpa não era a sua influência e seu charme. Talvez só um pouco, mas a verdade é que seu poder era trazer à tona o que a pessoa possuía dentro de si. Se Percy era um arrasa quarteirão no fundo de seu coração, Drew não tinha culpa.

Eram qualidades e tanto para um cara como Perseu. A filha de Afrodite tinha certeza de que Nico Di Ângelo tirara a sorte grande no amor. Por enquanto. Mas o que sua mãe aprontava, não era da sua conta.

Os dois deixaram o escritório, ela relembrou os passos a seguir e então se separaram quando chegaram ao final da escadaria. Drew foi recepcionar alguns amigos pessoais e irmãos de chalé. Percy foi atrás de Travis. Não foi difícil convencê-lo a tirar Andrômeda para dançar. Enquanto isso, preparou duas bebidas. Uma na cor púrpura e outra esverdeada. Percy deu uma olhada ao redor e encontrou Leo e Jason conversando em uma das mesas perto do palco do Karaokê onde Annabeth e Rachel cantavam Sweet Home Alabama. Percy sorriu, porque estavam pegando fogo lá em cima do palco, cantando e dançando super felizes e ignorando um monte de babacas que babavam nelas.

Mas logo ele voltou para sua missão especial.

Percy pediu para que um garçom entregasse a taça na mesa de Leo e escreveu um bilhete sobre o que aquela bebida poderia lhe proporcionar naquela noite, incluindo os prós e contra. Ele preferiu fazer uma assinatura anônima, assim Leo poderia achar que fosse de Drew. Então ele decidiria se queria ou não fazer.

A consciência de Percy ficou aliviada, ele achava que se desse apenas um empurrãozinho não seria de todo o mal. Voltando à pista de dança.

— Olha, eu não sabia que Andrômeda dançava bem. O que você acha, Travis? — Percy perguntou, entregando a bebida para o amigo. Ele precisava que os dois elogiassem um ao outro.

— Eu acho que ela dança muito bem. — Travis sorriu.

— Você também dança muito bem, Travis. — Andrômeda comentou.

Travis bebeu e depois entregou o copo para Percy e esse passou direto para Andrômeda que estava ofegante após dançar. Eles se olharam e então Percy compreendeu o que Drew quis dizer com “eles vão desejar como se suas vidas dependessem disso”. Andrômeda beijou Travis no minuto seguinte que bebeu a poção.

Holly Shit! Não é que ela escondia um sentimento verdadeiro por Travis?

O que ele iria fazer agora? Percy puxou Travis e disse: — Cara, lembra que eu disse que havia uma condição para que tudo desse certo?

— Sim, o que tem? — Ele perguntou, já sentindo saudades de Andrômeda.

— Para que isso dê certo vocês não podem fazer sexo hoje.

— Porque eu não posso transar com ela? — A pergunta acabou saindo mais alta do que deveria e Nico ouviu a conversa dos dois, já que ele estava ali do lado.

— Apenas não faça! — Percy ordenou e com um bico quilométrico, Travis aceitou. — Lembre-se, doze horas. Aguenta firme.

Assim que Percy deixou Travis ir embora, ele virou-se e deu de cara com Nico.

— Então... você vai me explicar o que está acontecendo?

Ops. Percy não ia conseguir escapar dessa. Ele fez um breve relato de sua estúpida ideia, mas antes que Nico pudesse repreendê-lo, os dois foram atrás de Jason e Leo, que já não estavam mais na mesa.

— Você não vai estragar nossa noite, só porque eu quis dar uma chance para eles. Não é?

— Percy! Olha só o que você está dizendo. — Nico parou de andar e o olhou sério. — Você que está estragando a noite, dando um de cupido. Deixe que as pessoas resolvam seus problemas.

— Poxa. Eu só queria que eles fossem felizes como nós somos.

Ok! Nico se sensibilizou, mas só um pouquinho.

Quando eles chegaram no corredor de acesso para o outro palco, encontraram Jason e Leo.

A parte boa era que os dois não haviam brigado. E a parte “melhor ainda” era que eles estavam se beijando loucamente.

— Você ainda me odeia? — Percy sussurrou ao pé do ouvido de Nico, puxando-o pela cintura, era melhor deixar o casal de pombinhos em paz.



Notas finais do capítulo

> Drew é minha bebezona linda hihi. Vou viajar rapidinho para a casa da minha mãe, acho que vou deixar um capítulo agendado para o dia 24, o que acham? Sim? Não? Aguentam mais uma semana?

Beijos