Só Casando escrita por Katy Clearwater


Capítulo 1
Só Casando





Só casando


  Eu odiava quando o Jake não me contava as coisas. Nunca gostei de surpresas ou segredos com ele, e ele adorava me fazer essas surpresas.

- Jake, me fala onde estamos indo, por favor! – pedi fazendo um beicinho no final.

- Isso é uma ordem? – ele me perguntou erguendo uma sobrancelha e parando nossa caminhada.

- Não! Mas poderia me dizer assim mesmo né? – respondi indignada soltando sua mão.

- Não! Não vou dizer nada. É surpresa! – o Jake estava com o maior ar de brincalhão desde que foi me pegar em casa.

    Ele percebeu minha cara feia com todo aquele segredo e me puxou para um abraço. Era tudo ser abraçada por Jake. Eu sempre me sentia mais vampira quando ele me abraçava, porque ele era tão quente e tinha um cheiro tão forte e ao mesmo tempo tão bom.

    Jake apertou mais o nosso abraço e deslizou a mão pelo meu cabelo demorando a passar a ponta dos dedos na minha nuca e depois foi lentamente até minha cintura me puxando para um beijo. Ele passou a boca na minha de leve e depois seguiu até o pé do meu ouvido dando-me um beijo na ponta da orelha antes de sussurrar no meu ouvido.

- Eu sei que você não gosta de surpresas, mas poderia ser boazinha comigo hoje? – ele voltou os lábios para perto dos meus e aguardou a resposta olhando diretamente para os meus olhos.

- Falando comigo desse jeito eu não respondo por meus atos. – Jake abriu um sorriso e deu um passo para se afastar de mim. Eu o impedi beijando-lhe apaixonadamente.

    As mãos de Jake deslizaram por minhas costas e uma delas parou no meu cabelo. Ele enroscou a mão nos meus cachos e aprofundou o mais o beijo. Jake e eu tínhamos ultrapassado as barreiras de um namoro santo já fazia tempo, mas conseguir privacidade para chegar ao infinito e além é que estava difícil!  Pensar nisso beijando o Jake era estranho, mas minha cabeça não parava de funcionar.

    Eu me lembro de quando decidimos que não iríamos nos casar agora e sim quando estivéssemos prontos para isso. Meu pai achou uma catástrofe e minha mãe, pela primeira vez na vida quase deu uma festa. Já estava tudo acertado para eu ir para Darthmouth e Jake para UCLA dentro de dois meses. Este era o tempo exato que nos restava de férias. Nosso namoro foi à distância a vida toda e agora, mesmo que fosse difícil nos separarmos depois desses últimos tempos juntos, decidimos por nós mesmos  namorarmos à distância.

    O Jake não quis me dizer, mas eu tenho certeza que o que nós viemos fazer aqui no meio da floresta tem a ver com o que aconteceu nos últimos dois dias.

..............

Dois dias atrás.


- Não pai! Manda o Tio Jas pegar essa papelada! O J.J. é sempre mais competente quando é o Tio Jas que vai. – eu respondia ao centésimo pedido do meu pai de ir pegar meus novos documentos.

    Eu ia para faculdade em alguns meses, então meus pais decidiram que eu finalmente deveria ter minha carteira de motorista e meus documentos de maior de dezoito anos. Meu pai aproveitou a deixa para me dar meu primeiro Porshe. Ele tinha me dado uma Mercedes quando eu fiz supostamente dezesseis, mas ele sempre me falava do potencial de um bom Porshe e agora eu tinha o meu.

    Eu a Tia Lice passávamos horas de loja em loja no shopping escolhendo as roupas que eu ia usar em cada dia de aula. Minha mãe tentou nos acompanhar na primeira hora, mas logo desistiu. Foi-se um dia inteiro nisso e eu não consegui ver o Jake um segundo sequer. Quando chegamos em casa das compras pensei que finalmente ia para La Push ver Jake, mas não!  Tinha a Tia Rose e a Vó Esme com a falta de atenção da Nessie. Eu ia perguntar se não servia a atenção do Tio Emm ou do Carlisle, mas meu pai me advertiu com o olhar.

    Depois de horas de: Como você cresceu. Não acredito que vai para a faculdade. Vamos sentir sua falta. Seus pais deviam ir com você. E outras trezentas mil coisas nas quais eu não prestei atenção, finalmente eles me liberaram. Fui correndo mesmo a La Push para chegar mais rápido. A casa de Jake estava silenciosa, porém com a luz da varanda acesa, o que significava que ele estava acordado. Bati na porta de leve e ele abriu em um segundo.

    Eu ficava triste e ao mesmo tempo animada com essa separação minha e do Jake. Até duas semanas atrás só nos falávamos por cartas, e-mails e etc. Eu vivia no Alasca com a minha família e os Denali e só depois de eu estar completamente amadurecida que minha família resolveu voltar para Forks só por uns tempos até eu viajar para faculdade, já que meu pai e minha mãe tinham quase dez anos de casados e a mesma carinha de adolescente.  Ninguém repara que a Madonna não envelhece, mas a minha mãe e o meu pai iam ser a sensação da cidade se alguém os visse.

    Jake puxou-me para dentro e só deu tempo de dar um oizinho para o Billy antes de ele me arrastar para seu quarto. O Billy não ligava de a gente ficar sozinho aqui então, eu vinha com freqüência pra cá nessas últimas duas semanas. Todas as visitas estavam sendo muito proveitosas!  Eu e Jake ultrapassamos as barreiras de nosso namoro em alguns aspectos e o plano era ultrapassar todas até o fim de semana de nossas viagens.

    Ele cobriu minha boca com um beijo super sensual assim que chegamos à porta do seu quarto. Eu amava a cama do Jake porque era do tamanho exato para gente ficar bem agarradinho. Jake me suspendeu em seu colo entrelaçando minhas pernas em sua cintura e deitou-me na cama para depois deitar por cima de mim.

- Como foi seu dia? – ele perguntou enquanto tirava minha blusa.

- Chato! Fiz compras e fiquei aturando minha mãe e minhas tias me dizendo o quanto sou lindinha. Argh! – ele riu e voltou a beijar meus lábios.

Ele tirou sua camisa numa fração de segundos para não perder muito do nosso beijo. A gente não transava, é verdade, mas eu gostava de um amasso assim, com pouca roupa. Eu gostava de sentir ele bem quentinho me agarrando. Ele que sempre começava a descer as mãos para explorar outros lugares só que hoje eu que estava afoita e abri logo sua bermuda e enfiei a mão na sua cueca.

- Nessie, não faz assim. – ele pediu gemendo no meu ouvido.

- Jake, a gente disse que ia fazer antes de ir para a faculdade. Falta pouco para viagem. – fiz a maior carinha de coitada safada e ele deu um suspiro derrotado voltando a me beijar de novo.

     Ele tirou minha calça junto com a minha calcinha. Tudo de uma vez só! Eu adorava esse lado quente do nosso namoro que demorou muito para aflorar, mas quando aflorou foi... Uau! Jake fez o caminho do meu calcanhar até minha virilha com beijos e mordidas leves para depois passar a língua de leve no meu sexo antes de chupar meu clitóris com força. Eu tive que morder o travesseiro para não gemer mais alto do que devia. Ele estava me enlouquecendo com a língua e com os dedos massageava minha entrada me fazendo querer mais dele. Isso eu já conhecia e gostava. Agora eu queria conhecer mais.

     Puxei o cabelo dele de leve e ele parou de me chupar dando-me um olhar tão tarado que eu quase gozei antes de falar qualquer coisa com ele. Preferi não falar mesmo! Capturei seus lábios num beijo ardente e sem deixá-lo se opor o deitei na cama e parei de joelhos a frente dele. Passei a língua nos lábios e mordi de leve antes de cair de boca naquilo que eu sempre quis cair.

     Eu chupava devagar e passava a língua em toda a enorme extensão do membro de Jake. Ele enlouquecia e seus suspiros másculos me enlouqueciam também. Ele direcionava o caminho e a intensidade com as mãos entrelaçadas em meu cabelo. Depois de algum tempo, o que para mim não foi o bastante, ele me suspendeu de novo e me jogou na cama com a força medida só para dar o solavanco.

     Era Agora! Senti Jake se posicionar e seu membro roçava em minha entrada molhada. Eu já podia senti-lo dentro de mim.

- Jake! – não era minha voz o chamando e isso fez com nós dois bufássemos de raiva.

- Que é? – Jake perguntou irritado.

- Sam quer falar com você! – Seth gritou do corredor e Jake bufou sobre mim.

- Me dá um minuto. – ele respondeu entre os dentes para Seth me olhando como quem se desculpa.

    Aí que ódio! Tudo sempre dava errado! Tão perto e tão longe... Era foda! Não! Era pior que isso: não tinha foda nenhuma! Tinha sempre meus pais; meus tios; meus avós; o pai dele; o bando dele; o bando que nem era dele, mas vivia o chamando e mais um tanto de pessoas que não me vinham a mente agora, mas também atrapalhavam. Era tanta gente que me subia um ódio só de pensar.

    A expressão não fode e nem sai de cima nunca foi tão triste ou real para mim! Jake ainda estava parado em cima de mim pensando duas vezes antes de se afastar. Eu estava doida para me mover sob ele, mas os passos do imbecil do Seth estavam cada vez mais próximos, então nos levantamos e nos vestimos correndo ficando prontos um segundo antes de o idiota surgir na porta.

- Cara, o Sam quer falar com você a um tempão. – ele disse engolindo metade de uma maçã ao invés de mastigar.

- Eu já estou indo. – Jake respondeu quase rosnando.

- Relaxa, cara! Só estou passando o recado. – Seth respondeu saindo do quarto enquanto terminava de engolir a maçã.

    A minha vontade era de entalar o Seth com a merda daquela maçã. Eu não dei mais uma palavra até sairmos e Jake sabia que eu estava no talo da minha paciência com essas interrupções. Eu ficava puta com essas interruptas interrupções! Parecia trocadilho de novela de quinta! Que ódio!

    Jake e Seth foram comigo até a divisa de nossos territórios no meio da floresta. Por um segundo Seth criou um pingo de senso e me deixou sozinha com   Jake, ao menos para nos despedirmos. Ele me deu um breve tchau e se afastou alguns metros para trás de umas árvores.

- Eu prometo que amanhã seremos só nós dois. – Jake sussurrou próximo aos meus lábios.

- Promete mesmo? – fiz beicinho enquanto entrelaçava as mãos em seu pescoço.

- Nessie, já te pedi para não fazer esses beicinhos. – Jake me agarrou de forma abrupta e soltei um gemido baixinho. – Quer me deixar louquinho? – ele sussurrou ao pé do meu ouvido antes de beijar meu pescoço.

    Sim! Eu quero te deixar louquinho! Eu poderia gritar isso se ele não tivesse capturado meus lábios em beijo quente e sensual.

- Amanhã Nessie... Amanhã. – ele suspirou sem fôlego com a testa encostada na minha.

- Tudo bem. Mas de manhã cedinho vai me pegar tá? – esse “me pegar” teve todas as conotações que sugeriam a indecência.

- Eu te pego sempre amor. – Jake falou no pé do meu ouvido. Depois me beijou de leve e foi de encontro ao Seth.

     Fui para casa andando mesmo. Não queria correr para não chegar rápido demais em casa. Cheguei em casa já no inicio da madrugada e como sempre o movimento dentro de casa era como se fosse o início da manhã. Assim que me aproximei do que eu já sabia ser o perímetro de alcance do meu pai comecei a cantarolar mentalmente para mantê-lo fora dos meus pensamentos com Jake. Abri a porta da frente e entrei em casa tentando parecer mais satisfeita e animada do que eu estava.

- Nada de Vanessa Hudgens hoje? – meu pai ironizou a musica que eu cantava em minha mente.

- Não, Miley Cyrus é pior! – eu ri e mostrei a língua para o meu pai que riu também.

     Não puxei papo com ninguém e fui direto para meu quarto. Meu pai era chato, mas eu adorava a forma como ele transformava nossas picuinhas mentais em nossas piadas particulares. Tomei um banho frio bem demorado e depois fui dormir.

     A noite foi péssima porque eu mais pensava no Jake do que dormia. Essa separação eminente pirou nossos hormônios só pode. Sete da manhã e eu já estava de pé e acesa. Porra, eu estava acesa! Uma hora dessas da matina e eu acesa! Credo! Ultimamente só pensar no Jake já me acendia. Eu sabia que causava isso nele também e nossos problemas seriam zero!

    Oito e meia e nada do Jake. Eu já tinha sentado e deitado no sofá da sala em todas as posições possíveis. Nove e meia e nada dele! Agora eu já estava tendo era um piti andando de um lado para o outro da sala sem perder a porta de entrada de vista. Onze horas! Uma crise epilética de ódio já tomava conta do meu corpo.

    Todos estavam sentados na sala assistindo meu show. O tio Emm só parava de rir quando a tia Rose dava uma cotovelada ou um pisão nele. O tio Jas tentava me acalmar, mas seus poderes só surtiam efeito poucos segundos e depois disso estava eu rosnando de raiva de novo. Meus avós e meus pais ficaram tentando achar o Jake por milhares de telefones.

     Meio dia! Eu finalmente consegui falar com o Billy e descobri que nem em casa o infeliz tinha dormido. Meu pai pendurado no telefone e minha mãe no celular tentavam saber onde o Sam e o Jake estavam agora. Uma da tarde! A Emily atendeu ao telefone na maior calma do mundo dizendo que eles deviam estar bem. Toda a minha raiva foi automaticamente direcionada para Sam. Assim que eu o encontrasse ia quebrar a merda do pacto e enfiar a porrada nele. Meu pai pegou esse pensamento e me olhou de cara feia.

- Ótimo! Eu não bato! Mas cadê o Jake? – eu já fiz birra antes que ele abrisse a boca e meu pai balançou a cabeça cobrindo os olhos com as mãos.

    Meu pai ficou mais alguns minutos no telefone. Minha paciência já tinha ido tomar no cú e eu estava louca para mandar o Sam ir também. Para evitar brigas, minha mãe me bloqueou do meu pai. Depois de muitos sins e claros meu pai desligou o telefone. Uma e meia da tarde!

- Calma Nessie. Está tudo bem com o Jake. Ele e o Sam tiveram uns problemas na ronda, mas já estão em casa e Jake está vindo para cá. – que bom que o Jake estava bem, mas o viado do Sam não ia ficar!

- Tá! Vou esperar lá fora. – sai batendo o pé e meu pai parou na minha frente bloqueando minha saída.

- Nada de escândalo com ninguém mocinha! – meu pai já veio com o tom de bronca antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. A vidente não era a Tia Alice?

- Tá pai! Estou ciente! – falei revirando os olhos e dando a volta por ele.

    Assim que eu passei pela porta, mesmo sendo uma casa de vampiros, pude ouvir de longe os oito suspiros de alívio pelo fim da minha irritação. Minha família me amava e odiava me ver irritada.

    Duas da tarde! Jake vinha da floresta com uma cara derrotada. Ele parecia exausto. Vê-lo daquele jeito só me deu mais vontade de bater no Sam! Para onde esses dois foram que ele voltou desse jeito? Se eu não confiasse tanto no Jake estaria dando um piti agora.

    Jake veio até mim em passos curtos e sentou-se na escada ao meu lado. Depois de soltar um suspiro pesado Jake repousou sua cabeça em meu colo. Eu acariciei seu cabelo por um longo tempo e pensei que ele tivesse adormecido quando ele respirou fundo e se levantou para me olhar diretamente nos olhos.

- Eu sinto muito. Queria mesmo passar o dia com você. – Jake murmurou cada palavra se aproximando lentamente do meu rosto e selou suas palavras com um beijo quente, porém calmo.

- Tudo bem. Mais tarde eu vou dar uns socos no Sam e fica tudo certo. – falei em tom sarcástico e Jake me abriu um sorriso cansado.

- Eu ainda tenho que terminar umas motos lá na oficina. Quer vir comigo? – ele perguntou com uma carinha de cão sem dono.

- Claro que eu quero. – lhe dei um selinho e um sorriso de lado.

    Levantei para avisar que ia sair e assim que abri a porta meu pai não me deu nem tempo de abrir a boca.

- Tudo bem! Não chegue tarde e nada de bater no Sam! – meu pai berrou da sala e eu bati a porta de raiva. Não por não chegar tarde, mas por não bater no Sam.

    Jake estava tão cansado que eu achei maldade fazê-lo correr todo o caminho de volta.  Peguei meu carro novo e fui dirigindo para La Push. Dirigi quase a 40 km/h para deixá-lo descansar porque assim que liguei o carro Jake adormeceu no banco do carona. Demoramos por volta de 40min num trajeto que normalmente eu levaria 20. Estacionei na porta da casa de Jake e passei a mão de leve em seu cabelo para acordá-lo.

    Ele se espreguiçou sob meu toque e deu um murmúrio antes de abrir os olhos. Jake tinha várias manhas, mas a mais fofa era a para acordar. Eu ia sentir falta disso! Gostava de vir em sua casa de manhã só para acordá-lo às vezes. E de Dartmouth para UCLA era muita distância, até mesmo para nós. Depois de muita manha ele finalmente abriu os olhos e saiu do carro.

    Fomos para oficina e eu me sentei na mala de seu antigo Rabbit. O carro era antigo e o Jake vivia reformandoo. Agora mesmo ele estava sem o vidro da parte traseira. Jake queria colocar novos para viajar, mas estava sempre sem tempo. Fiquei sentada assistindo ele derrubar quase todas as ferramentas de tão cansado e bocejar a cada cinco minutos.

- Jake, vem cá. – estendi a mão para chamá-lo quando ele derrubou a 15ª chave.

Jake veio se arrastando até mim e parou na minha frente separando minhas pernas com seu corpo e repousando a cabeça em meu ombro.

- Vai dormir que eu faço isso para você. – me ofereci a cuidar das motos para ele poder descansar.

- Mas aqui tá tão bom. – Jake suspirou no meu pescoço e o ar quente que emanava dele fez meu corpo arrepiar.

- Pensei que estivesse com sono. – sussurrei em seu pescoço enquanto suas mãos vagarosamente subiam pelas minhas coxas.

- E estou, mas você me desperta. – ele disse com a voz baixa e rouca antes de me beijar apaixonadamente.

    As mãos de Jake invadiram meu vestido e foram direto para o meio das minhas pernas. Com uma das mãos ele alisou a parte interna da minha coxa e com a outra ele brincava com a beirada da minha calcinha. Ele alisava o pano com a ponta dos dedos e encostava de leve na minha pele me enlouquecendo mais do que eu já estava doida por ele.

- Jake, por favor. – gemi em seu ouvido sentindo seu membro rígido dentro da calça roçando em minha coxa.

    Jake desceu os beijos indo dos meus lábios para meus seios e usou a mão que alisava minha coxa para botar meus seios à mostra pelo decote do vestido. Enquanto beijava meus seios e mordia meu mamilo de leve, ele me penetrou com um dedo enquanto o seu dedão massageava meu clitóris. Eu gemi mais alto e puxei seu cabelo para aproximá-lo mais de mim. Eu explodi de prazer em suas mãos pouco tempo depois que ele começou esse movimento. Jake parou de me penetrar e se posicionou entre as minhas pernas só que mais em cima de mim para eu poder sentir como ele estava excitado também. Ele tirou a camisa e eu cobri seu peitoral de beijos.

- Nessie, eu... – puxei sua nuca e o silenciei com um beijo antes que ele dissesse algo como: Nós não devíamos fazer isso na garagem.

    Qualquer lugar seria perfeito desde que fosse com ele, então tudo bem ser na garagem em cima de um carro velho. Era perfeito porque era o homem com o qual eu iria estar pelo resto da minha vida. O lugar não importava o que importava era ele!

    Jake beijava meu pescoço e eu alisava seu membro rígido ainda por cima da calça. Passei os dedos pelo cós e enfiei a mão em sua cueca tocando uma para ele. Eu podia sentir a excitação do momento crucial se aproximar. Faltava tão pouco e...

- AI! MEUS OLHOS!

    Eu disse que o carro estava sem o vidro traseiro? Sim, eu disse! E que o Jake não tinha noção da força? Bem, ele não tinha! E que a garagem estava com a porta aberta? É, ela estava! E que o Quill e o Embry eram dois idiotas? É, definitivamente, eles são!

    Assim que o Quill berrou igualzinho a uma bicha, Jake me empurrou para trás e eu cai dentro do carro de bunda no banco do carona. Acabei ficando estabacada com as pernas para cima e os braços pendurados nos bancos dianteiros.

- Não vou enxergar nunca mais! – Quill cobria os olhos no seu ataque de viadagem.

- Vocês não batem não? – Jake gritava mais alto que as risadas do Embry e a viadice do Quill.

- Mas a porta estava aberta. – Embry chorava de rir e eu chorava de ódio.

- Já volto. – Jake rosnou me ajudando a levantar do carro.

    Ele saiu bufando e empurrando Embry que conduzia o Quill ainda com os olhos tapados para fora da garagem. Porra! A gente ia se ver praticamente de seis em seis meses exceto por um feriado ou outro que tivesse e a gente não conseguia transar nem agora morando aqui! Vendo esse povo todo dia! Se esse povo vivia de cheirar o rabo do Jake com ele morando aqui imagina quando ele se mudasse? Ai, que ódio!

    Depois de uma hora esperando sentada, literalmente, Jake veio com a cara de cachorro sem dono que eu já conhecia muito bem.

- Vai sair né? – perguntei já com a cara amarrada.

- Amor, eu sinto muito, mas eu tenho que deixar tudo em ordem para a viagem. – ele tentou segurar minha mão e eu me esquivei.

- Jake, amanhã é sábado e eu pretendo passar um dia decente com meu namorado! Eu não quero saber onde esteve com Sam ou aonde vai agora, mas quero você lá em casa me buscando pela MANHÃ! – levantei do carro e saí da oficina ajeitando o vestido sem nem falar com Jake.

    Fui direto para meu carro e quando passei por Embry e Quill nem olhei para cara deles. Entrei no meu carro e bati a porta sonoramente. Acelerei já na partida e fui direto para casa. Fiz o trajeto de volta em quinze minutos. Saí do carro com a mesma cara feia que entrei nele. Entrei em casa e dei um seco boa noite para todos e fui direto para o meu quarto. Graças a Deus ninguém veio me chamar! Joguei-me na cama com raiva e adormeci com a roupa que estava mesmo.

- Bom dia, flor do dia. – senti o hálito quente de Jake no pé do meu ouvido.

- Bom dia. – respondi meio grogue de sono ainda.

- Levanta e se arruma que eu tenho uma surpresa para você. – ele falou animado e saiu do quarto.

-Ok! – respondi para o nada ainda zonza de sono.

     Tateei o criado mudo ao lado da cama e peguei o relógio para ver a hora. Porra! É claro que eu estava com sono! Levante-me e me arrumei de muita má vontade. Cheguei à sala e Jake estava num bom humor que era até um tanto que contagiante. Despedimos-nos brevemente do todos e de manhã cedinho já estávamos caminhando na floresta.

...........


    Caminhamos por mais um vinte minutos pela floresta até chegarmos a uma clareira bem parecida com a que os meus pais se conheceram. Exceto pelo fato de que nessa havia um belo riacho com uma casa próxima a ele. A casa era pequena para os padrões Cullen, mas só de olhar ela parecia ser bem aconchegante.

- Jake, quem mora aqui? – perguntei curiosa me aproximando da casa.

- Eu. – ele respondeu me puxando pela cintura e me abraçando. – Nós, se preferir. – ele me deu um beijo leve e rápido.

- Como assim? – perguntei confusa olhando para casa e para ele.

- É por isso que eu tenho sumido esses dias. Queria te mostrar só quando estivesse pronta. – Jake alisou meu rosto com a ponta dos dedos.

- E quer que eu more com você aqui? – perguntei com a voz baixa e mordendo o lábio inferior aguardando a resposta.

- Na verdade, nós só vamos passar as férias aqui. – ele respondeu com um sorriso torto me olhando diretamente nos olhos.

- Meus pais não vão deixar. – eu fiz uma careta de reprovação a minha própria fala e ele riu.

- Não vão falar nada se formos casados. – Jake soltou nosso abraço e se ajoelhou na minha frente tirando de seu bolso uma caixinha de veludo.

- Jake, eu achei que tínhamos decidido não casar. – disse sentindo o nervoso me consumir.

- Decidimos não casar até estarmos prontos. Eu me sinto pronto. Se você não se sentir e não quiser, eu não vou me magoar, mas tenho que perguntar para saber. – Jake pegou minha mão direita com a sua esquerda e com a sua direita abriu a pequena caixinha revelando uma aliança simples, mas linda. – Rennesme Carlie Cullen, você quer se casar comigo? – ele falou meu nome com uma ternura que me deu vontade de chorar.

- Claro que eu quero me casar com você. – me joguei em seus braços e caímos na relva.

    Jake me beijou lentamente alisando meu cabelo de leve. Depois do pedido ele me mostrou a casa que realmente era pequena, mas fofa e eu me apaixonei por ela no mesmo segundo.

    Voltamos para casa e o escândalo pelo nosso casamento não veio nem do meu pai e nem da minha mãe como esperávamos. Foi minha tia Alice que quase teve um filho, mesmo sendo vampira, quando eu falei que me casava em um mês. Eu queria ter tempo para ficar com Jake antes de irmos para faculdade então o casamento tinha que ser bem antes da nossa viagem.

- Está decidido, eu vou me casar! – eu cortei os berros da minha tia pela milésima vez.

    Depois de muito piti, a Tia Alice se acalmou e começaram os preparativos para a pequena festa. A Tia Alice reclamou a cada minuto de serem poucos convidados, do vestido não ser exclusivo e milhares de afins. A Tia Rose se continha no comentário de que eu iria feder para sempre.

    No dia da cerimônia eu estava tão nervosa que achei que ia desmaiar a caminho do altar. Meu pai me segurou forte pelo braço e me deu um sorriso tranqüilizador quando a marcha nupcial começou a tocar. A cerimônia foi simples somente para os lobos e minha família. Nem deu tempo dos Denali se programarem para vir e nem de avisar Zafrina, mas tudo bem. Todos eles prometeram que viriam à festa que Tia Alice estava programando para antes de irmos para a faculdade. Essa foi a única forma de fazê-la parar de choramingar por não ter feito meu casamento num castelo de cristal.

    Depois de uma cerimônia rápida e católica, vontade do meu pai, que ao menos à essa eu teria que me render, houve um jantar simples, feito mais para o pessoal de La Push mesmo, porque ninguém da minha família ia comer. Fomos para casa pouco tempo depois. Eu queria passar o máximo de tempo na minha casa, por isso nada de viagens de lua de mel agora. Íamos viajar bastante em algumas semanas.

Fomos de carro para casa e eu fiquei admirando Jake enquanto ele dirigia. Assim que estacionou ele me tirou do carro no colo e só deixou que eu colocasse os pés no chão novamente depois que estávamos em nosso quarto. Eu fiquei maravilhada porque todo o quarto estava decorado com flores e velas.

- Você fez tudo isso? – perguntei curiosa enquanto Jake terminava de acender as velas.

- Sim. – ele respondeu com um sorriso de lado e me pegou pela cintura para um abraço.

- Trancou todas as portas e janelas? E desligou os telefones? – perguntei em tom de piada, mas realmente preocupada com isso.

   Jake riu da minha pergunta e nem me respondeu. Aproximou-se lentamente de mim e juntou nossos lábios num beijo terno e calmo.


(Only Hope – Mandy Moore)


Há uma música dentro da minha alma

É a que eu tentei escrever de novo e de novo

Estou acordada no frio infinito

Mas você canta para mim

E novamente e novamente


     Nós procuramos separar o mínimo nossos lábios até mesmo para nos despirmos. Era sensual e romântica a forma como ele me beijava e desenhava cada contorno do meu corpo com a ponta dos dedos.


Cante para mim a canção das estrelas

Da sua galáxia dançando e rindo e rindo de novo

Quando sentir que meus sonhos estão longe

Cante para mim os planos

Que você tem para mim novamente


     Jake me deitou na cama sem deixar de olhar em meus olhos por um segundo. Beijou-me de leve nos lábios e foi descendo calmamente beijando meus seios e se demorando nos mamilos com a ponta dos dedos. Ele beijou minha barriga dando-me leves mordidas. Meu corpo clamava por mais dele e sentindo isso ele voltou a me beijar nos lábios e se posicionou sobre mim, entre as minhas pernas.

- Eu te amo. – ele sussurrou no meu ouvido beijando-me o pescoço logo em seguida.

- Eu também te amo. – falei ao pé do ouvido dele.


Então eu abaixo minha cabeça

E junto minhas mãos e rezo

Para ser somente sua, eu rezo

Para ser somente sua eu sei agora

Você é minha única esperança


     Ele aprofundou nosso beijo e eu senti seu corpo invadir o meu calmamente. O seu gosto me inebriava e o desconforto inicial foi quase imperceptível para mim. Jake me preenchia assim como eu o preenchia também. Seu movimento de vai e vem era calmo sobre mim como se ele quisesse prolongar o momento até o ápice do prazer. Eu soltei um gemido mais alto e ele parou.

- Tudo bem? – ele perguntou apreensivo me olhando diretamente nos olhos.

- Sim. – mordi o lábio inferior e eu tenho certeza que fiquei vermelha.

    Jake passou a língua em minha boca e eu a abri involuntariamente. Recebi sua língua e seu beijo quente desmanchando-me nele. Entrelacei as pernas em sua cintura para senti-lo mais fundo em mim. Isso só fez o controle mútuo chegar ao fim e a explosão que acontecia dentro do meu corpo ocorria no dele também. Eu podia senti-lo e sentir o que ele sentia porque nos completávamos mais ainda.

    Ficamos um tempo imensurável sem nos mover, só abraçados, ainda sentindo a corrente elétrica percorrer nossos corpos. A hora parecia não passar e ao mesmo tempo em que parecia que estávamos unidos assim há segundos pareciam ser dias.

- Não vou conseguir ficar sem você. – Jake falou mais para si próprio do que para mim.

    Ele separou-se de mim e me puxou para deitar em seu peito. Ele ficou acariciando minhas costas e cabelos e eu dei um espaço de tempo antes de falar qualquer coisa.

- Também não vou conseguir. – respondi mordendo os lábios e sentindo os olhos marejarem.

    Jake cerrou as mãos em punho sobre minhas costas e eu vi por sua respiração que não estava tensa sozinha.

- Eu não vou para UCLA. – ele finalmente disse e eu me levantei para olhar em seus olhos.

- Claro que vai. – falei mais alto segurando seu rosto entre minhas mãos.

- Mas Nessie, eu... – o interrompi com um beijo e depois voltei a encará-lo diretamente nos olhos.

- Rennesme Cullen ia para Dartmouth. Eu agora sou Rennesme Black e vou para UCLA com meu marido. – falei bem perto de seus lábios e vi seus olhos brilharem.


Eu te dou meu destino

Estou me dando por inteira

Eu quero sua sinfonia

Cantando tudo o que sou

No máximo dos meus pulmões

Eu estou dando tudo que tenho


- Nessie, isso não é justo. – ele tentou argumentar.

- Justo é ficarmos juntos. Faculdades existem várias e amor como o nosso não! – não deixei que ele falasse mais nada o calando com um beijo.

      Existem coisas super estimadas na vida. Eu podia ter os mesmos estudos que teria do outro lado do país, onde Jake estivesse. Eu não precisava nos sujeitar a mais essa prova de distância para ter certeza do nosso amor. Nós éramos maduros o bastante para nos amarmos e crescermos sem que um fosse empecilho para o outro. Jake me confortava e eu ia precisar do meu melhor amigo, do meu amor, da minha outra parte onde quer que eu estivesse.

      Jake era meu par e estar sem ele era como andar nu no inverno e de casaco de peles no verão. Sorte nossa termos o azar de sermos interrompidos e descobrirmos que não viveríamos longe um do outro nem por um segundo. Tudo ficou nítido quando finalmente tivemos nosso momento particular para nos amar. Eu amava perdidamente Jacob Black e ele me amava de volta! A impossibilidade de nossa separação só ficou lívida como a água quando finalmente nos casamos.

Fim.



Notas finais do capítulo

N/A: Eu sei que o hj que eu disse anteriormente era 05 e não 8, mas enfim Sorry! Tá aí uma Jakeness fofa para meus amores (que são vcs). As fics vão sair não exatamente na orden que eu quería mais vão. Enquanto isso curtam Só Casando e eu espero que amem tbm. Bjuxxxx e mesmo estando bravinhas não esqueçam o comentzinho da autora. Fico tristinha sem *-*..É uma one shot Mais não vale.kkkkkkk. Ass: Katy Clearwater
.
N/B: É sempre um prazer betar para a minha amiga Leah. Eu sou suspeita para falar, mas a fic está ótima. Espero que todos leiam com carinho e gostem. Beijo para todos, em especial para minha amada escritora, Leah.
Ass.: Alice Fawn