Jily - How I met you escrita por ChrisGranger


Capítulo 34
A festa de Riddle


Notas iniciais do capítulo

LEIAM AS NOTAS INICIAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Olá meus leitores tão queridos!!! Esse capítulo eu dedico especialmente ao meu leitor, Matt Wagner 27, que recomendou a história. Eu gostaria de lhes dizer como foi a minha sensação quando recebi numa tarde a notícia de que a minha história havia sido recomendada, assim como me senti quando recebi a recomendação de alwaysbr e de Meyrisse! Mas eu não consigo descrever! Mesmo!! Eu tenho um sonho tão grande de ser escritora e quando eu vejo que há pessoas que realmente valorizam o que escrevo é como se eu já fosse uma. Como se eu já tivesse publicado vários livros. E quando eu digo que eu só escrevo por causa de vocês, é verdade. Como eu poderia sequer formar uma frase se eu não tivesse leitores como vocês, que me apoiam desse jeito? Para quem eu escreveria?
Então eu irei tentar mostrar-lhes como eu fiquei quando recebi essa notícia, do melhor jeito que sei. Escrevendo. Eu li palavras tão bonitas e uma recomendação tão incrível que realmente tive a sensação de que iria explodir de alegria!! Chorei, realmente chorei de emoção e liguei para umas centenas de pessoas, só para contar que alguém havia realmente recomendado a minha história. Procurei um gif para explicá-los melhor minha reação:

http://youpix.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ai-que-loucura.gif

Então obrigada mais uma vez a todos vocês, aqueles que tenho orgulho de chamar de meus leitores! Matt Wagner, Meyrisse e Alwaysbr esse capítulo é dedicado a vocês!



Após Lílian ter se mantido em pé por meia hora de fronte à sala de Dumbledore, ela desistira de esperar por algo que não fazia ideia do que seria. Assim, a garota se sentou no primeiro degrau da cúpula dourada contendo uma água gigantesca que daria para a sala de Dumbledore e decidiu se manter ocupada, cantarolando músicas trouxas de que tanto gostava.

Quando estava na metade de uma das músicas dos Beatles, um barulho no corredor chamou sua atenção. Ela aguçou os ouvidos, estreitando os olhos nervosa. Lílian conseguiu distinguir um par de olhos azuis observando-a num dos cantos do corredor.

Ela apontou a varinha para o escuro, sussurrando “Lumus” e disse baixinho:

– Quem está aí? Apareça!

O que quer que estivesse no corredor, não se identificou. A luz da varinha de Lílian não alcançava o canto escuro em que ela havia certeza ter visto olhos azuis claros e brilhantes.

– Eu… não quero ser obrigada a lançar um feitiço aí! - continuou Lílian, franzindo o cenho.

Uma pequena movimentação surgiu daquele mesmo lugar e Lílian espremeu os olhos tentando enxergar algo na escuridão.

– Por favor, não faça isso - pediu uma vozinha baixinha e fininha. Um menino surgiu das sombras, aparentando não possuir mais do que oito anos. Seus cabelos eram castanhos e lisos e seus olhos extremamente azuis. Ele tinha grandes bochechas avermelhadas e se aproximou alguns passos de Lílian.

Lílian encarava-o curiosa, dispersa em milhares de pensamentos. Ela sorriu bondosamente e abaixando a varinha, levantou-se do degrau e deu alguns passos em direção ao menino.

– Quem… quem é você? - perguntou ela, bondosamente.

O menino a fitou por alguns segundos, parecendo um pouco desconfiado.

– Henry - respondeu ele, hesitante.

– Henry… o que você faz aqui? - questionou Lílian.

Henry olhou para os lados do corredor, desconfiado. Parecia bastante esperto para a sua idade e, ao mesmo tempo, cuidadoso com o que dizia.

– Estou procurando pelos meus pais - respondeu ele.

– Seus pais? - disse Lílian, tentando compreender o que estava acontecendo ali. - Mas como você veio parar aqui?

Henry estava prestes a responder quando seu olhar se fixou em um ponto atrás de Lílian. Ele encarou o mesmo ponto por alguns segundos e apontou.

– Ele me trouxe - respondeu ele, baixinho.

Lílian virou-se lentamente, imaginando quem poderia ser, com um arrepio percorrendo toda a espinha. Ela poderia ter imaginado qualquer pessoa do mundo, mas nunca teria adivinhado que quem estaria no corredor era o professor Slughorn. O homem estava há alguns metros de distância, com a varinha empunhada e o rosto mais sério e frio que Lílian já tinha visto em toda a sua vida.

– Professor! Você trouxe o Henry para cá? - disse Lílian, um pouco aliviada, aproximando-se mais de Slughorn.

Slughorn não respondeu à garota e deu alguns passos em direção aos dois.

– Professor… - um choque de realidade percorreu todo o corpo de Lílian quando ela fitou o olhar gélido do professor mais uma vez. Por que Slughorn traria uma criança que estava à procura dos pais para Hogwarts? - você não é o professor.

Tom Riddle, disfarçado de Slughorn, ergueu a varinha para Henry e para Lílian. A garota, assim que percebeu o que o homem estava fazendo, postou-se na frente de Henry, protegendo-o de Riddle.

– Fique longe dele - disse ela, friamente.

Slughorn soltou uma risada fria e nauseante.

– Você acha que uma sangue-ruim como você pode me deter de fazer qualquer coisa? - indagou Riddle, parecendo realmente ofendido. - Crucio!

Lílian sentiu o ar ser sufocado pelos seus pulmões à medida que sentia uma dor excruciante percorrer todo o seu corpo. Ela nunca havia sentido algo como aquilo. Ela se sentia sozinha, abandonada por todos no fundo de um poço escuro, onde monstros a atacavam incansavelmente e ela não podia fazer nada para detê-los. Lílian não conseguia fazer nada a não ser sentir aquela dor agonizante. Ela ouvia a si mesma gritando, mas como se estivesse em outra dimensão, sem que ninguém pudesse socorrê-la.

Henry, agachou-se ao seu lado e pousou uma de suas pequenas mãozinhas no ombro dela. Lílian o ouviu gritar “Pare com isso, por favor!”. E a dor sumiu. A dor sumiu tão rapidamente quanto havia aparecido. Como se por um estalar de dedos, Riddle fizesse com que todos os monstros sumissem sem deixar nem marcas de que algum dia haviam estado ali.

Mas a garota não conseguia levantar. Todos os seus músculos ainda estava tensos e ela se sentia vazia, como se ninguém nunca fosse ajudar a levantá-la. Todavia ela conseguia distinguir Tom Riddle, com um sorrisinho frio, aproximando-se dos dois cada vez mais. Ela não deixaria ele vencer, ela não deixaria ele levar Henry. Lílian gritou em sua mente “você tem que levantar agora”. Nessa hora, Lílian conseguiu se levantar. Com um grande esforço, ela se postou entre Riddle e Henry, segurando a varinha molemente numa das mãos.

– Fique longe… - disse ela, baixinho. - de nós.

Tom Riddle riu novamente e fez um curto e rápido movimento de varinha. Aquele simples gesto, fez Lílian ser jogada contra a parede mais próxima com um grito de horror e sua cabeça bateu no mármore, enquanto escorregava para o chão, sentindo seus olhos pesarem. Ela viu, quase desacordada, Tom Riddle segurando o braço de Henry e puxando-o ameaçadoramente. A última coisa que Lílian viu antes de se entregar à escuridão, eram os dois sumiram pelas escadas douradas que levavam a sala do diretor.

***

McGonagall ouvira tudo o que Tiago e Remus lhe contaram sem nem ao menos piscar. Parecia que cada partícula de seu corpo esguio, prestavam atenção em cada palavra que os dois falavam.

– Os senhores deveriam ter contado a nós, professores. - disse ela, lívida, após os garotos terminarem de contar tudo o que sabiam sobre Augustus e Tom Riddle.

– Hum… desculpe? - respondeu Tiago, franzindo as sobrancelhas.

– Tom Riddle está no castelo nesse momento? - indagou ela, energeticamente.

Tiago e Remus se entreolharam, perguntando um ao outro com os olhos, o que poderiam responder. Zac parecia prestes a desmaiar. Seu rosto estava pálido e ele se apoiava na janela para não cair, murmurando coisas como “Um lobisomem… ele… quase me mordeu”.

– Achamos que sim, professora - respondeu Remus, tentando abafar o som dos murmúrios de Zac.

– Oh meu Deus… - disse ela, e Tiago percebeu, que nunca havia visto a professora parecer tão preocupada quanto naquele momento. - eu vou levá-los para a minha sala. Crianças não podem participar de acontecimentos como os dessa noite.

– Professora, a senhora não entende… nós não podemos… - começou Tiago, interrompido por um conjunto de gritos angustiantes que ecoavam pelos corredores, vindo dos andares de cima.

Tiago sentiu-se empalidecer até os ossos e uma leve tontura invadiu-o. A única coisa que ele conseguia pensar naquele momento era que havia algo errado… com Lílian.

– Desculpe professora, mas não posso te obedecer hoje - disse ele, correndo em disparada pelos corredores, sem parar para esperar a reação de McGonagall, que ele ouvia gritar atrás dele, mandando-o voltar. Mas Tiago não voltou.

***

– Pedro, você pisou no meu pé de novo! - protestou Belle, com uma careta de dor.

– Desculpe… - pediu Pedro, com uma vozinha fina de medo.

– Escuta… talvez seja melhor você voltar para a sala comunal. Você não está se sentindo muito bem, não é? - sugeriu Belle, fitando o rosto temeroso de Pedro, olhando para todos os lados desconfiado.

– Hum… não. Eu estou bem. - respondeu Pedro, avaliando as palavras da garota por alguns segundos.

– Você não parece muito bem e… - Belle se interrompeu quando percebeu que um vulto se aproximava rapidamente pelo corredor e, assim que a luz iluminou a forma, ela viu que vindo em sua direção no corredor havia, ninguém menos do que Thomas.

– Belle? - disse o garoto, parecendo confuso. - O que você… vocês estão fazendo aqui?

Belle e Pedro se entreolharam nervosos.

– O Pedro… hum… o Pedro… - começou Belle, sem fazer a mínima ideia do que dizer.

– O que é isso? Um tipo de encontro romântico? - questionou Thomas, ironicamente.

– Não! Claro que não e… espere! - disse Belle, lembrando-se de que Tiago havia dito para não confiar em ninguém. - Thomas, quando a nossa amizade começou?

O que?– perguntou Thomas, perplexo.

– Quando a nossa amizade começou, Thomas? - repetiu Belle, segurando fortemente a varinha no bolso.

Thomas suspirou meio irritado.

– No Halloween. Começou no Halloween - respondeu ele, erguendo as sobrancelhas.

Belle suspirou aliviada e tirou a mão do bolso.

– O que você está fazendo aqui, Thomas? - perguntou ela.

– Hum… nada demais. Não consegui dormir - respondeu ele, dando de ombros, apesar de parecer um pouco nervoso.

– Belle… - chamou Pedro, gaguejando de terror. Ele apontou para frente, onde olhos amarelos e grandes os observavam. Um gigantesco e silencioso lobisomem estava postado diante deles. Belle se concentrou em seus caninos, tão afiados e grandes.

– Corram! - gritou Belle, puxando os dois garotos, paralisados encarando o enorme lobo.

Os três saíram correndo em disparada pelos corredores, sem nem imaginar qual caminho seguiam. Eles só queriam se afastar o máximo possível do lobisomem que corria logo atrás dos três.

– O que diabos está acontecendo? - gritou Thomas, enquanto eles subiam de dois em dois degraus para o sétimo andar.

– Não temos tempo de explicar! - respondeu Pedro, que tremia ao mesmo tempo que corria.

Nesse momento, Belle bateu com alguém logo a frente dos três. Ela se desequilibrou e caiu no chão de mármore com um gemido de dor. Olhou então para cima, no momento em que Pedro e Thomas paravam a corrida para ajudá-la a se levantar. Viu uma massa de cabelos loiros escuros com o braço segurando a varinha apontada para ela.

– Quem é você? - gritou a voz que vinha da massa de cabelos loiros.

– Abbey! Sou eu, Belle - respondeu a garota, se levantando segurando a mão de Thomas e de Pedro, os dois ajudando-a a se equilibrar.

– Belle? - disse Abbey, iluminando a todos com a luz de sua varinha. Ela correu até a amiga e a abraçou emocionada. - Eu ouvi um grito… acho que foi a Líly.

– Grito? Nós não ouvimos nada - murmurou Belle, conseguindo distinguir Sirius e Miandra ao lado de Abbey.

– Onde vocês estavam? Não conseguimos encontrar ninguém, e de repente ouvimos uma sequência desesperada de gritos. - contou Sirius, transtornado. - Nenhum sinal do Oswell.

– Vocês viram o lobisomem? Sirius, Abbey, eu acho que… pode ser o mesmo da floresta. Afinal, ele estava com Riddle, não é? - continuou Belle, olhando para os lados. A criatura havia sumido tão rapidamente quanto havia aparecido.

– Lobisomem? Tem um lobisomem aqui? - disse Miadra, choramingando.

– Nós não vimos nenhum lobisomem - replicou Sirius, parecendo preocupado. - não acredito que Greyback também está aqui. Parece que Riddle convidou todos para a festa.

– Temos que achar a Líly - disse Abbey, pálida como cera. -, não sabemos o que pode ter… acontecido.

– Sim… vamos. - concordou Belle, já se direcionando ao corredor da sala de Dumbledore. - Mas espere um segundo. O que a Mia está fazendo aqui?

Sirius e Abbey se entreolharam, sem saber o que dizer.

– Nós meio que… a encontramos - respondeu Sirius, com um sorrisinho maroto para disfarçar seu rosto sem graça. - e ela nos obrigou a trazê-la.

O quê? – exclamou Belle, irritada. - Como vocês puderam trazer alguém como...

– Olha quem fala! - retrucou Sirius, indicando Thomas.

Belle sentiu-se ruborizar como um tomate. Desde quando havia decidido que Thomas poderia vir com eles? Mas a questão era que não havia o feito. Pois ela sentia que Thomas estava com ela desde o momento em que se conheceram, e por quê dessa vez seria diferente?

– Alguém pode me explicar o que diabos está acontecendo? - pediu Thomas, completamente confuso.

– Te contaremos tudo depois, prometo. - disse Belle, olhando nos olhos daquele que há algumas semanas atrás, podia chamar de amigo.

Thomas a fitou por alguns segundos e acenou com a cabeça, parecendo ligeiramente mais tranquilo. Ele apertou a mão dela mais uma vez, antes de largá-la e desviar os olhos, deixando Belle, mesmo não gostando de admitir, um tanto decepcionada.

***

– Lílian? Lílian? Acorda, ruivinha, por favor! - Lílian escutava uma voz ecoando distante em um único ponto de sua mente. Junto com a voz, um zunido a irritava, como se milhares de abelhinhas estivessem rodando pela sua cabeça, mandando-a acordar. Ela sentiu um gosto metálico na boca. Provavelmente estava toda suja de sangue devido a sua forte batida contra a parede do corredor. Sua cabeça latejava e ela cerrou as mãos, forçando-se a abrir os olhos.

– Hum… minha cabeça - murmurou ela, com extrema dificuldade.

Lílian sentiu as mãos de Tiago virarem levemente sua cabeça e alguns de seus dedos tocarem o local do machucado manchado de sangue. Ela gemeu de leve e ele afastou os dedos do local.

– O que ele fez com você? O que aconteceu? - questionou ele, fitando cada centímetro do rosto da garota.

Com muito custo, Lílian abriu seus olhos esmeraldas e fitou por algum tempo os olhos castanhos esverdeados de Tiago. Ela mesma mal se lembrava do que realmente havia acontecido ali.

– Tom Riddle ele… me enfeitiçou, me lançou uma maldição. Eu nunca vi nada parecido - contou ela, cuspindo em sua mão o sangue do machucado dos lábios.

Tiago acariciou os cabelos ruivos da menina de onde escorria ainda mais sangue. Lílian nunca o havia visto daquela maneira.

– Uma maldição? - perguntou ele, tencionando os músculos. - Era você que estava gritando?

Lílian acenou com a cabeça, lembrando-se da dor que havia sentido. Naquele momento ela se lembrava de ter gritado, mas ela não se lembrava da altura dos gritos. Havia somente dor naquele momento, em cada partícula do seu corpo.

– Doeu tanto… - continuou ela, falando mais para si mesma do que para Tiago. - eu só queria que parasse. Eu só queria… qualquer coisa para me livrar daquela dor.

Tiago parecia atento a cada palavra que a garota dizia, mas seu rosto se avermelhava cada vez mais, e sua mão ao redor de Lílian apertava cada vez mais. Ele parecia tremendamente furioso naquele momento, como se aquilo tivesse lhe atingido de tal modo que ele não conseguia sequer falar, só conseguia sentir. A raiva, a frustração por não ter estado naquele momento para ter recebido a maldição no lugar de Lílian, e a vontade que sempre havia existido desde o momento em que ele a havia visto no trem chorando. A vontade de protegê-la com toda a vida. E só de pensar que alguém a havia feito sofrer, que alguém realmente a havia machucado, o dava vontade de explodir o andar inteiro de Hogwarts.

– A Maldição Cruciatus? - disse ele, baixinho.

– Acho que sim… - Lílian se lembrou da palavra que Tom havia dito: “Crucius”.

O rosto de Tiago tornou-se ainda mais vermelho e ele abraçou Lílian, não se importando com o fato de que os dois viviam numa contante guerra entre si. Tudo o que ele desejava naquele momento era que ela estivesse a salvo. Que ela não tivesse que sofrer como havia sofrido alguns minutos atrás.

– Você tem que ir para a sala do Dumbledore... - murmurou Lílian, o sangue escorrendo cada vez em mais quantidades de sua boca. - Henry e Tom estão lá. Ele vai roubar a espada, talvez já tenha roubado.

– Quem é Henry? - indagou Tiago, confuso.

– É um menino. Riddle o trouxe… eu não sei o por quê, nem quem é ele, mas você tem que ajudá-lo. - continuou Lílian, apontando para a gárgula de ouro puro em forma de águia. - Eu vou com você.

– Não! De jeito nenhum Evans, você mal consegue se manter acordada. Quem dirá ir comigo enfrentar esse cara… - disse Tiago. - espere, quem é ele? Ele está disfarçado de quem?

– Ele é o professor Slughorn - contou Lílian. -, o que está acontecendo? Vocês encontraram alguém?

Tiago pareceu um pouco hesitante de revelar o que haviam visto para a garota, mas diante de seu olhar sério, ele cedeu.

– Greyback - disse ele, e observou com um pânico no olhar quando Lílian tentou se levantar. - o que você acha que está tentando fazer, Evans?

– Me levantando, Potter - retrucou Lílian, revirando os olhos. - tem um lobisomem a solta e Riddle acabou de entrar na sala do diretor. Temos que impedí-lo.

– Você não pode…

– Claro que posso! E vou! - retrucou Lílian, catando a varinha no chão. Ela gemeu de dor na cabeça, onde o sangue ainda escorria lentamente.

– Evans, eu não posso te deixar ir… ei! - gritou Tiago, quando Lílian já subia os primeiros degraus da cúpula que daria na sala do diretor.

– Fique aí então - disse a garota, dando de ombros.

Tiago suspirou irritado e deu um muxoxo.

– Me espere então. - cedeu Tiago, postando-se ao lado de Lílian enquanto os degraus da sala de Dumbledore começavam a se mexer. - E fique atrás de mim, livrinho. Você não vai querer levar uma maldição de novo.

– E quem vai levar por mim? Você? - questionou Lílian, erguendo as sobrancelhas.

Tiago lhe deu uma leve empurrada, mas não respondeu.

***

– Onde eles estão? - disse Abbey, olhando para os lados.

Eles estavam na frente da sala do diretor mas não havia nada nem ninguém lá. Thomas se aproximou de uma das paredes do corredor.

– Tem sangue aqui - observou ele, apontando para uma mancha escura na parede de mármore.

Belle cobriu as mãos com a boca num engasgo.

– Temos que subir! - exclamou ela. - Eles devem estar na sala do diretor!

– E onde está Dumbledore? - indagou Mia, cruzando os braços. - Por que não o chamamos?

– Nossa! É mesmo! Não sei como não pensamos em chamá-lo, Miandra, somos realmente muito idiotas. - replicou Sirius, sarcasticamente.

– Ele saiu - disse Pedro, num cantinho. -, viajou para alguns países para visitar outras escolas bruxas.

– Hum… sabe quem deveríamos chamar? O professor Oswell - disse Thomas, completamente alheio a tudo o que estava acontecendo. -, tenho certeza que ele pode ajudar.

Belle riu para si mesma sem conseguir se conter. Abbey mordia os lábios, tentando não cair na gargalhada ali mesmo e Sirius revirava os olhos. Belle conseguia quase ouví-lo dizendo “que cara idiota”.

– Acho que não, Thomas. - replicou Belle. - Talvez ele pudesse ajudar, mas não a gente.

– Então quem… - começou Thomas, porém fora interrompido no meio da fala, pela chegada de alguém bastante inesperada.

Augustus havia chegado afinal, suas roupas abarrotadas, seus olhos parecendo mais cansados do que nunca e uma clara preocupação presente no olhar. Sua varinha apontava para cada um deles e os seis estavam tão chocados ao ponto de nem ao menos se lembrarem de pegar suas varinhas.

– Eu não ajudaria vocês, sr. Allen - disse Augustus, ao lado do garoto. - porque hoje à noite eu só ajudarei o lado que devolver o que eu quero.

– Professor, nós podemos te devolver o que o senhor quiser. Se ele roubou algo do senhor, te ajudaremos a recuperar. Mas… por favor não ajude Riddle. Ele quer roubar a espada de Dumbledore! - suplicou Belle.

– Onde eles estão? - questionou Oswell, ignorando as últimas palavras de Belle. - Tom, ele já pegou a espada?

Sirius e Abbey se entreolharam alarmados e ergueram as varinhas ao mesmo tempo para Oswell.

– Não se mexa! - gritou Sirius, sua voz ecoando pelos corredores do castelo.

Nesse momento, um uivo sombrio ecoou, os arrepiando até a nuca. Greyback se aproximava cada vez mais, e isso não era uma boa notícia. Sirius achava estranho, um dos lobisomens mais temidos do mundo bruxo ainda não ter conseguido os ferir. “Um dos motivos por ele ser temido é porque ele gosta de fazer sua presa sofrer antes de matá-la” pensou ele, rezando para que aquele não fosse o momento em que Greyback os atacaria.

“Estupefaça!” – gritou Augustus, uma luz vermelha ardendo e soltando-se de sua varinha em direção aos seis. O feitiço não os acertara por pouco, mas naquele exato instante cada um deles puxou a varinha do bolso e iniciou-se uma chuva de feitiços, caindo de todos os lados. Nenhum deles acertava o professor, ele parecia quase… imbatível.

– Abaixem! - exclamou Miandra, puxando as mãos de Abbey e de Sirius para baixo. Os três se abaixaram no exato momento em que uma única maldição era lançada, com sua luz esverdeada brilhando como um flash rápido. As palavras ecoaram pelos seus ouvidos como uma sentença, uma ameaça, um fim. As palavras que todos os bruxos conheciam, e que todos temiam. Avada Kedavra.

Todos as luzes de feitiços haviam parado naquela hora. Eles olharam para cima e viram que, ao lado de Augustus, estava Greyback, em sua forma humana, com a varinha ainda apontada para Sirius, Abbey e Mia.

– O que você fez? - indagou Augustus com uma cara de horror. - São apenas crianças!

– E daí? O que eu tenho a ver com isso? Mordi um deles quando ainda era um bebê. Nosso dever aqui é para com Riddle, não com um bando de crianças enxeridas. - retrucou Greyback, com um rosnado grave.

– Você tentou nos matar! - gritou Abbey, ferozmente, esquecendo-se por um segundo de com quem estava lidando e avançando para Greyback com a varinha apontada para o lobisomem.

– Abbey, não! - gritou Sirius, desesperado.

Mas era tarde demais. Greyback num passe de segundos, transformou-se num lobisomem, e fora a vez dele avançar para Abbey. A garota gritou quando caiu no chão e o lobo ficara em cima dela, com os dentes a centímetros de seu rosto.

– Saia de cima dela! - ordenou Sirius, correndo em direção aos dois e apontando a varinha para a criatura. Alguns estalos e luzes provinham da varinha do garoto, mas parecia que ele não conseguia lançar nenhum feitiço que atingisse o animal.

Somente o que Greyback fez foi se aproximar mais de Abbey, e abrir a grande boca uma última vez. Porém nesse momento, ninguém menos que Remus, aparecera no corredor ao lado de Zac e lançara um feitiço, do qual os meninos de tão atordoados que estavam, não conseguiram ouvir na hora, fazendo com que o lobisomem se afastasse com um latido de dor.

– Você não irá tocar nos meus amigos! - gritou ele para o lobisomem, seu olhar parecendo assustadoramente perigoso.

Greyback o fitou por alguns segundos, como se estivesse avaliando o que o garoto havia dito. Mas como se quisesse prová-lo de como havia feito a análise errada a seu respeito, avançou em uma questão de segundos para Belle, que se encontrava ao seu lado. Todavia, antes que a garota pudesse sequer dizer algo, ou se mexer, Thomas a empurrou e com um único e solitário grito, os colegas viram numa questão de segundos, as garras de Greyback deslizarem por todo o seu rosto.



Notas finais do capítulo

E aí gostaram? Por favor me digam!! :)



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