Jily - How I met you escrita por ChrisGranger


Capítulo 21
O segredo mais profundo


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal! Capítulo com muitas surpresas! Boa leitura!!



– Sirius! - chamou Abbey, olhando para os lados. - Olhe isso!

Sirius se dirigiu em direção à garota, parando ao seu lado. Em algumas árvores próximas, cortes estavam marcados, como se algum bicho tivesse arranhado as árvores. Em outras, junto com os arranhões marcados, sangue escorria vagarosamente.

– Árvores sangram? - disse Sirius, rindo da própria piada.

– Essa foi péssima, Black… - disse Abbey, passando os dedos pelas marcas. - que marcas são essas, afinal?

– De algum bicho… e se não me engano - disse Sirius, olhando para Abbey. - , do que estamos procurando.

– Mas… que coisa é essa, afinal? - perguntou ela, cansada de não ter respostas.

– Eu acho que sei… - disse ele, olhando para o céu, confuso. - mas não faz muito sentido…

Abbey examinara cada uma das árvores, com cautela. No total, eram cinco. De repente, cortando o silêncio, um uivo sombrio e próximo, ecoou pelas árvores.

Abbey, encarou Sirius assustada, perguntando com os olhos, o que diabos era aquele som.

– Vamos… - disse Sirius, firmemente, aproximando-se de Abbey. - está próximo… desse lado da floresta. E é perigoso… muito perigoso.

– Então é melhor corrermos, não é? Pro castelo? - perguntou Abbey, levantando um pouco as vestes, pronta para correr.

– Não… não para o castelo… - disse Sirius, olhando na direção em que, há poucos segundos, o uivo ecoou. - para perto do bicho.

***

Abbey e Sirius, estavam abaixados por trás de alguns arbustos, tentando respirar o mais silenciosamente possível. Eles estavam perto de uma clareira, e ouviam o rosnado forte e sombrio da criatura, próximo deles. Sirius erguera um pouco a cabeça, observando uma massa escura de olhos amarelos brilhantes, aproximando-se de algumas árvores, lentamente. O garoto apertara os olhos e tentara enxergar algo nas árvores.

Lá estava Lílian, encolhida entre elas. Sirius vira de relance, a garota virar-se para trás e sair cautelosamente do lugar, afastando-se. Ele soltou o ar, aliviado e abaixara-se novamente, com uma ideia percorrendo sua mente. Se Lílian estava ali, isso queria dizer que…

– Tiago. - sussurrou Sirius, para Abbey.

Abbey fez uma careta, não entendendo o que o garoto queria dizer.

– Lílian estava entre algumas árvores ali na frente, mas conseguiu fugir. Mas eu não estou vendo o Tiago. Ele deve estar por aqui… e nós também estamos. Temos que afastar essa coisa…

Sirius começara a procurar a varinha nas vestes, até achá-la e apontá-la para algumas árvores a alguns metros de distância.

O ser rosnava cada vez mais próximo e Abbey ouvira este, arranhando as unhas em mais algumas árvores.

– Anda logo! - sibilou ela para Sirius, nervosa.

Sirius sussurrou um feitiço e as folhas das árvores balançaram-se, como se alguma coisa estivesse andando por lá.

A criatura virou-se silenciando-se, e, após alguns segundos, correu até o local, rapidamente.

– Ufa! - ofegou Sirius, ajudando Abbey a se levantar e a puxando por entre as árvores, tentando se afastar o máximo possível da clareira.

Depois de algum tempo correndo, os dois pararam um pouco, ainda arfando.

– Você disse… - arfou Abbey, pressionando sua mão no pescoço para checar os batimentos cardíacos. - disse que… achava que sabia o que era aquilo?

Sirius afirmou com a cabeça, encostando-se numa árvore, ofegando tanto quanto a garota.

– Mas… por que não faz sentido? - perguntou ela, encarando o garoto.

Sirius a encarou também e, logo em seguida, olhou novamente para o céu.

– Porque não é lua cheia. - disse ele.

***

– O que você está fazendo aqui? - disse Tiago, incrédulo.

Remus aproximou-se mais dos dois, observando suor nos seus rostos e algumas plantas, grudadas em suas roupas e em seus cabelos.

– Quando voltei na sala comunal, Pedro e Belle tentaram me distrair e eles fazem isso pessimamente…

– Pedro disse que nós fomos dormir mais cedo? - perguntou Tiago, erguendo as sobrancelhas.

– Na verdade ele disse que vocês foram fazer os trabalhos na biblioteca… - corrigiu Remus, fazendo uma careta. - e… bem… o caso é que vocês não vão na biblioteca.

Tiago pareceu envergonhado.

– Amm… certo… - disse ele, ajeitando os óculos, afim de ter uma desculpa para não olhar para o amigo. - e então?

– Então, eu vim para cá… já imaginando que vocês estariam aqui. - admitiu Remus, parecendo um pouco decepcionado.

– Certo - pronunciou-se Lílian, pela primeira vez. - , você acertou. Nós conseguimos ver o que está andando pela floresta.

Remus, parecera, de repente mais preocupado e ficara vermelho como um tomate.

– Vocês viram? - perguntou ele, ansiosamente.

– Er… não exatamente - disse Tiago, girando a varinha nas mãos. - só vimos a sua sombra, ouvimos seus rosnados e seu uivo, também.

– Ah, tinha a baba também. - acrescentou Lílian.

– É, tinha muita baba… muita mesmo… era nojento. - disse Tiago.

Remus assenou com a cabeça.

– É bem… realmente tem muita baba… - disse ele, fazendo Tiago e Lílian se entreolharem, confusos. Remus quando percebera, acrescentara rapidamente. - amm… eu sei, porque eu já li sobre isso.

– Gente, desculpa, eu estou confusa… - interrompeu Lílian. - eu não sei se estou certa mas… essa coisa que está vagando pela floresta? É o que eu estou pensando?

Tiago encarou-a no escuro, hesitando um pouco.

– Lobisomem. - disse ele, fazendo com que Lílian se arrepiasse e enxergasse a floresta com mais temor do que antes.

– Foi o que eu pensei… - disse ela, olhando para os lados.

– O problema é que não é lua cheia! - disse Tiago, olhando para cima rapidamente.

Remus deu um risinho.

– É… bem, existem alguns lobisomens, os mais poderosos - começou ele, parecendo um pouco nervoso. - que não precisam de lua cheia para se transformar. O período de lua cheia desse mês acabou ontem.

Tiago e Lílian se entreolharam, assustados.

– Certo… tem um lobisomem “poderoso” vagando pela floresta, que coincidentemente, nós estamos… - disse Tiago, sarcasticamente.

– Então, é melhor nós irmos embora! - disse Remus, rapidamente, olhando mais uma vez para os lados.

– Tem um pequeno problema... - disse Tiago, dando um sorrisinho maroto. - Sirius e Abbey estão em algum lugar desta floresta, nesse exato momento. Mas, sem preocupações, não há nenhum problema!

Remus abrira a boca, incrédulo, percebendo somente agora, a falta de Sirius e Abbey.

– Vocês se separaram? - disse ele.

– Sim… - disse Lílian, envergonhando-se tanto quanto Tiago.

– Certo, gênios… vocês combinaram um ponto de encontro?

Lílian e Tiago balançaram a cabeça, olhando para o chão, como duas crianças recebendo uma bronca dos pais.

Remus suspirou, balançando a cabeça.

– Ok… é melhor começarmos a procurá-los, então… - disse Remus, acendendo a própria varinha.

Os outros concordaram, seguindo o garoto que os guiava involuntariamente.

– Então… você acha que esbarraremos com o nosso querido amigo lobisomem? - disse Tiago, tentando não prestar muita atenção nos sons da floresta.

Remus deu de ombros, virando-se um pouco para olhar o amigo.

– É bem… tomara que não.

– Como você nos encontrou, Remus? - perguntou Lílian, acelerando o passo.

Remus ficara um tempo pensando, e seu rosto se tornara rubro mais uma vez.

– Er… bem - começou ele, com a voz embasbacada. - tive sorte.

Lílian, ficara em silêncio sem saber se aquilo era mesmo verdade. Remus parecia ser um garoto que guardava segredos, na maioria das vezes ele era bem reservado.

Mais um uivo pudera ser ouvido e ecoara por entre as árvores, até chegar aos ouvidos dos garotos.

– É melhor andarmos mais rápido. - preocupara-se Remus, acelerando o passo.

– O quê é isso? - assustou-se Lílian.

– O quê? - questionou Tiago, olhando para onde a garota olhava.

Montes de aranhas grandes e peludas, deslizavam pelo chão da floresta próximas a eles.

– São acromântulas. - avisou Tiago, examinando uma bem de perto.

– Aquelas aranhas gigantescas? As perigosas, que o professor nos falou? - disse Lílian, arregalando os olhos, analisando-as mais de perto.

Tiago afirmou, calmamente.

– Olhem… elas seguem o mesmo caminho… onde será que dá? - percebeu ele, curioso.

– Eu não sei… e nem quero saber. - disse Remus, iluminando onde eles iam, com a companhia das acromântulas.

– Hmm… eu estou cansado já… - reclamou Tiago, suspirando. - eu poderia estar na minha cama agora. Mas estou perseguindo um lobisomem… e sabe o que é mais incrível? Eu gosto disso! Não consigo evitar… é só… um sentimento ótimo estar numa floresta com lobisomens, aranhas e centauros…

– Está dizendo que você está gostando disso tudo? - disse Remus, incrédulo.

Tiago deu de ombros, dando um sorrisinho maroto.

– O que acha, Evans? - perguntou Tiago, virando-se para trás e tomando um susto. O garoto começara a olhar para os lados, com seu rosto mais pálido do que jamais ficara.

– O que foi? - disse Remus, virando-se para trás, assim como o garoto e consequentemente, ficando da mesma cor do amigo.

Dezenas de centauros se encontravam por entre árvores e arbustos, cercando-os com flechas apontadas para eles, desconfiados. E o pior, Lílian havia sumido.

***

– Quem são vocês? - retumbara a voz do centauro da frente, com a cara antipática e os olhos frios.

– Tiago e Remus. - respondeu Tiago, dando um passo à frente.

– E o que vocês dois, Tiago e Remus, estão fazendo na floresta, nessa hora? - perguntou o centauro, friamente.

– Estamos… er… dando uma passada. - disse Remus, nervoso.

Os centauros riram, sem achar graça nenhuma.

– Certo… estão gostando? Bem acolhedora a floresta, não é? - perguntou um centauro, mais próximo aos dois.

– São menores, Leonel… assim como os que encontramos há pouco tempo. - interferiu o centauro da frente, que parecia ser o líder.

Tiago e Remus se entreolharam, assustados.

– Vocês… quero dizer, os senhores – começou Remus. - , viram nossos amigos?

O centauro assentiu, e olhou para dois outros, mais distantes do grupo, que abriram caminho para Sirius e Abbey. Sirius parecia nervoso e olhava para os amigos como se quisesse dizer alguma coisa, enquanto arrastava Abbey, que estava petrificada.

Sirius olhou para Tiago, perguntando com os olhos, onde estava Lílian. O garoto balançou a cabeça, preocupado.

– Encontramos os dois próximos à criatura que ronda esta floresta. Não deveria estar aqui… os planetas e estrelas não aprovam essas criaturas… - o centauro parou por um instante, e fitou Remus, como se o tivesse visto pela primeira vez. - Mas, vocês entendem, não é?

Remus afirmou, vermelho.

– A floresta não é lugar para crianças, há uma criatura noturna, rondando por aqui perigosa… - dizia o centauro, aprofundado nos próprios pensamentos.

– Sim… você já disse isso - interrompeu Tiago. - e nós sabemos… senhor.

O centauro parou, encarando-os mais uma vez.

– Vocês são alunos de Hogwarts? - perguntou ele, avaliando seus trajes.

– Sim, senhor. - respondeu Sirius.

O centauro, olhou para o céu novamente.

– Nós não podemos machucar menores… mas não podemos aturar criaturas aqui, criaturas que são controladas pela luz da Lua. O garoto não pode ficar e nem vir aqui. - disse o centauro.

– Ulíceros, o garoto é um aluno… Dumbledore deve ter permitido. - interferiu outro centauro.

– Do que eles estão falando? - sussurrou Tiago, para Remus.

Remus dera de ombros, pálido como cera.

– Eu não tenho certeza… - fingira Remus, sabendo exatamente o que Ulíceros estava dizendo e de quem estava dizendo.

– Onde está a Lílian? - perguntou Tiago, olhando para os lados, ainda pálido. Remus percebera que Tiago, realmente se preocupava com a garota.

Os centauros continuaram discutindo, olhando à toda hora para o céu.

– Muito bem… falaremos com Dumbledore sobre o garoto. Devemos deixá-los voltar para o castelo.

– Com licença, senhor. De quem vocês estão falando? Que garoto? - indagou Tiago.

Ulíceros erguera as sobrancelhas, olhando de relance para Remus.

– A criatura das noites, que se transforma em toda Lua Cheia não pode andar pela floresta. Ele é uma delas. - revelou Ulíceros, fazendo com que todo o lugar se silenciasse.

– Desculpe… mas acho que eu não entendi direito… - começou Tiago, fazendo com que o silêncio se quebrasse. - o senhor está dizendo que um de nós é um lobisomem?

Remus, parecendo prestes a passar mal, se pronunciou.

– É isso mesmo… - disse Remus, encarando o chão. - ele está dizendo que eu sou um lobisomem.

– Mas não é verdade… - balbuciou Tiago. - Ou é?

Remus afirmou com a cabeça, olhando para o chão. Tiago encarou o amigo, sem expressão. Sirius e Abbey estavam boquiabertos e olhavam para Remus, pedindo explicações.

Um grito ecoou pela floresta, subitamente, fazendo com que Tiago estremecesse e olhasse para os centauros, palidamente

– Vocês precisam nos ajudar! - exclamou ele, aproximando-se de Ulíceros.

– Tem mais de vocês, aqui? - perguntou o centauro, franzindo a testa.

– A minha amiga… está perdida - pediu Tiago, com um olhar de súplica. - , vocês precisam nos ajudar a encontrá-la. Antes que…

Tiago não conseguira terminar a frase, e sua voz estava embargada. Abbey soltava algumas lágrimas, sem conseguir dizer nada. Os centauros se entreolharam, batendo os cascos no chão da floresta.

– Está bem… Acédos, Filóstos, venham aqui por favor. - pediu Ulíceros, porém Tiago entendera que aquilo não era um pedido. Os dois centauros chamados, aproximaram-se do líder. - Nós levaremos as crianças e procuraremos a garota. Amanhã iremos até Dumbledore.

Os centauros afirmaram e se dirigiram até os garotos.

– Suba aqui. - disse Acédos, bondosamente para Abbey, que ainda estava tremendo. Sirius ajudou-a a subir e depois subira logo atrás, no mesmo centauro.

Tiago ainda pasmo com os acontecimentos, aproximou-se de Filóstos e subira no dorso da criatura. Remus subira no mesmo. A maioria dos centauros do grupo, pareceram irritados e desgostosos ao observar os garotos nos dorsos de seus companheiros, mas não se pronunciaram.

Ulíceros, comandando os outros dois centauros, fez sinal para que estes avançassem. Tiago sentira o vento atingindo-o rapidamente, enquanto, Filóstos acelerava e corria por entre as árvores na floresta.

Remus estava em silêncio, desde o momento que admitira seu maior segredo e do que mais se envergonhava. Ele sabia que agora, era só questão de tempo, até Tiago, Sirius e Pedro o deixarem de lado e o ignorarem. Esse era o seu maior medo.

Desde que viera para Hogwarts, ele se sentira normal, apesar das noites de Lua Cheia, ele se sentia como qualquer aluno, nervoso por causa de trabalhos, preocupado com os exames e se sentindo feliz. Acima de tudo, ele se sentia bem, pois conseguira fazer amigos, que não o julgavam pelo que ele era, simplesmente por não saberem do fato do garoto ser um lobisomem.

Porém agora, ele sabia que, aquela amizade que ele conquistou, aquela felicidade verdadeira e o sentimento de ser normal, iriam embora e era somente uma questão de tempo…

– Como você… sabe… - pronunciou-se Tiago, sem saber o que dizer.

Remus demorara um tempo para responder, pensando no que dizer para o amigo.

– Eu era muito pequeno… mal me lembro - começou Remus, suspirando. - esse lobisomem, Fenrir Greyback brigou com o meu pai, e bem… ele ficou com raiva. Então para se vingar, ele foi até a minha casa, no meio da noite para me matar. Papai conseguiu pará-lo a tempo e… bem, eu sobrevivi. Mas com um mal dentro de mim, que eu nunca poderei me livrar. Assim, todas as luas cheias a partir de então, eu me transformava.

Tiago ficara um tempo pensando, tentando imaginar a dor do amigo ao ser obrigado a se transformar em todas as noites de lua cheia.

– E… como você conseguiu guardar esse segredo, cara? - disse ele, admirado.

Tiago sentira Remus dar de ombros.

– Eu não consegui.

Os centauros percorreram a floresta por algum tempo e Lílian continuava desaparecida. Tiago imaginava o que teria acontecido com a garota, desejando mais que tudo, que ela estivesse bem e que aparecesse agora mesmo, alegando somente ter caído. Porém, o garoto sabia que Lílian não gritaria à toa. Afinal, havia um lobisomem a solta e a garota, não iria gritar por uma causa simples. E se o lobisomem a tivesse encontrado e a mordido? E se tivesse acontecido algo pior? Tiago balançou a cabeça. Ela está bem, ela está bem pensava ele, nervoso.

– Você acha que ela… - disse Tiago, virando-se para olhar Remus.

Remus estremeceu.

– Eu não sei… - respondeu o amigo.

– E se ele a tiver transformado? - indagou Tiago, com a voz embargada. - É muito ruim no começo?

Remus suspirou, fazendo uma careta.

– Um pouco… - admitiu ele, tristemente.

– Mas você vai ajudá-la, não é mesmo? - pressionou Tiago. - Quero dizer, se algo tiver acontecido…

Remus afirmou, sorrindo.

– Sim… claro… - disse ele, afinal. - E então, faremos companhia um pro outro em lua cheia.

Tiago deu um sorrisinho maroto, porém Remus vira que ele não estava nada bem. Depois de algum tempo, os centauros pararam e os garotos desceram para procurar Lílian.

– O som veio daqui. - disse Ulíceros, olhando para os lados.

– Lílian! - gritou Tiago, assim que descera de Filótos e começara a caminhar pela floresta. - Lílian!

– Lílian, onde você está? - acompanhara Abbey, roucamente, rondando algumas árvores.

Remus e Sirius foram para outro lado da floresta, tentando achar algum rastro. Tiago parara numa clareira, depois de meia hora procurando incansavelmente a garota.

– Evans! Apareça, por favor! - tentara Tiago, novamente iluminando as árvores.

– Tiago, vamos embora. - disse Sirius, aparecendo na clareira. - Amanhã falaremos com Dumbledore e começaremos a procurar novamente.

Tiago o encarou, incrédulo.

– Você está louco, Sirius? A Evans está perdida, por minha culpa! Eu não prestei atenção se ela estava atrás de mim e… nós não podemos abandoná-la aqui… eu não…

– Eu estou aqui!

Tiago parara de falar e rapidamente virara-se para trás, olhando para a garota ruiva, suja e com o cabelo bagunçado, vermelha de tanto correr. Ela estava apoiada em uma árvore e desabara no chão exausta, tentando respirar.

– Lílian! - disse Tiago, correndo para a garota o mais rápido possível, sentindo seus pés doerem.

Lílian, esforçou-se o máximo para dar um sorrisinho.

– Eu estou… - começou ela, desabando nos braços de Tiago.

O garoto riu aliviado, segurando-a, tentando levantá-la do chão.

– Por que você está rindo, Potter? - perguntou ela, tentando em vão, parecer brava. - Eu sei que estou horrível, mas pelo menos estou…

– Evans? - chamou Tiago, sacudindo-a de leve. - Acho que ela desmaiou…

– Ei, galera! Nós a encontramos! Ela está bem… er… mais ou menos! - gritou Sirius, para o grupo.

Os centauros vieram, galopando rapidamente, sendo seguidos de Abbey e Remus.

– Como ela está? - perguntou Remus, vindo rapidamente. - Ela tem alguma mordida?

– Acho que não! - disse Tiago, vizualizando o pescoço da garota.

Remus suspirou aliviado.

– Mas ela está desmaiada? - indagou Remus, preocupado.

– Está tudo bem… ela só está cansada demais - disse Tiago, sorrindo alegremente. - , vamos sair logo daqui… já chega de floresta por hoje. E por muito tempo!









Notas finais do capítulo

E aí gostaram? :)