Jily - How I met you escrita por ChrisGranger


Capítulo 16
Doces ou Travessuras


Notas iniciais do capítulo

VESTIDO LÍLY:
http://i.imgur.com/Rjdne23.jpg
VESTIDO BELLE:
https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t34.0-12/10361212_440621692739977_853488616_n.jpg?oh=9ec2a651a9febe946cd75d254cdc9b53&oe=539B865C&__gda__=1402672193_2a2d2f9dd919e6980d5c9c56f82f4bd1
VESTIDO ABBEY:
https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t34.0-12/10437307_455295774605902_1838368206_n.jpg?oh=1630af2f9add62a472047aa408f005fd&oe=539B290F&__gda__=1402694303_85678696b83aa227d65ffb46162c682e

Oi gente!!! Desculpem por ter demorado tanto tempo a postar! Um agradecimento muito especial à Alwaysbr que recomendou a minha fic e me ajudou com os vestidos das meninas!!! Muito obrigada flor!!! Eu realmente fiquei muito emocionada e feliz!! Este capítulo é dedicado à ela e a Jade Di Ângelo que sempre deixa reviews lindos!! Muito obrigada meninas!



– Então é isso que você quer? - disse Tiago, virando-se para trás. - Sirius?

Sirius revirou os olhos e murmurou algo baixinho. Então, levantou a cabeça e deu um sorrisinho maroto para Heloisa.

– Ótimo! Eu danço com você e você vai com o Pedro no baile? - perguntou Sirius.

– Isso mesmo… - afirmou Heloisa, esboçando um sorrisinho satisfeito.

Tiago suspirou aliviado, enquanto Heloisa virou-se rapidamente, deu um beijo na bochecha de Sirius e foi embora correndo.

– O Pedro vai ficar me devendo… - disse Sirius, vermelho.

– Ah… não me diga que você não gostou! - disse Tiago.

Sirius abrira a boca para responder mas fechara logo em seguida. Pedro acabara de passar pelo buraco do retrato.

– Pedro! Boas notícias, cara! - exclamou Tiago, enquanto o amigo se aproximava, cabisbaixo.

– Hum? O quê? - murmurou Pedro, ainda encarando o chão.

– Arranjamos um par para você! A Heloisa Rowl, sabe? Morena? Cabelos lisos? Perfeita para você! - disse Tiago, dando um sorrisinho orgulhoso.

– Ah! Mesmo? Obrigado Tiago! - disse Pedro, não parecendo tão animado.

– Agradeça ao Sirius! - disse Tiago, virando-se para Sirius com um sorrisinho maroto.

– É! Você está me dev… - Sirius interrompera a frase no meio, após Tiago dar um chutão em sua perna.

– Por que você fez isso? - sibilou Sirius, massageando a perna.

Tiago tossiu discretamente e encarou Pedro como se nada tivesse acontecido, com um sorrisinho maroto.

– O quê foi, cara? - perguntou Tiago, notando o silêncio e o rosto pálido do amigo.

– Nada… é que… - Pedro parecia aflito.

– Ei, Pedro, pode falar! Desembucha! - disse Sirius, se dirigindo à um sofá, ainda irritado.

– Escutem… eu preciso contar uma coisa à vocês… er… hoje à noite eu estava… passando pelo corredor e eu ouvi uma coisa… - disse Pedro, parecendo aflito. - Tiago, você ouviu aquilo hoje de manhã? As garotas estavam falando alguma coisa sobre o Zac…

Tiago revirou os olhos parecendo um pouco irritado.

– Aham… ouvi, aquele história maluca de que a Evans está apaixonada por um garoto que ela acabou de conhecer…

– Er… então, o Zac tem uma namorada que está planejando acabar com a vida da Evans por causa de alguma coisa… - Pedro pareceu confuso por um momento. - Mas, que seja, a namorada dele, pediu para o amigo dele…

– Isso está ficando sem sentido Pedro, vá direto ao ponto! - reclamou Sirius, mal-humorado.

– Certo. O Thomas Allen convidou a Belle para o baile para a Mia poder se aproximar da Lílian, por meio do Thomas e da Belle. - resumiu Pedro. - Eles estão planejando algo contra a Evans.

Tiago e Sirius ficaram calados por um momento tentando digerir aquilo.

– Certo, uma louca quer acabar com a vida da Evans… mas como? – refletiu Tiago.

– Acho que deveríamos avisar para ela, não é? - disse Pedro, timidamente.

Sirius parou de repente e deu um sorrisinho maroto para os amigos.

– Ou, nós podemos dar um jeito nisso… - disse Sirius, refletindo.

Tiago sorriu marotamente para o amigo.

– Hmm… certo, mas onde arranjaremos...

– No corujal deve ter o suficiente…

– Mas, amanhã de manhã? Eles estão quase terminando de arrumar o Salão…

– Perfeito! - exclamaram Tiago e Sirius juntos.

Pedro olhou para os dois confuso.

– O quê isso tudo quer dizer?

Tiago e Sirius sorriram.

– Quer dizer, Pedro Pettigrew que você está diante dos maiores gênios do mundo… - disse Sirius.

– Quer dizer, que teremos um grande show no Halloween… - completou Tiago.

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– Como estou? - perguntou Abbey, correndo de um lado para outro no quarto.

– Pare quieta para podermos ver! - exclamou Belle, de frente para o espelho, arrumando o cabelo.

Abbey parou um pouco e olhou para si mesma. Seu vestido azul claro brilhante, destacava seus cabelos, que presos numa trança embutida deixavam a garota espetacular. Abbey fez uma careta.

– Argh… esqueci minha pulseira! - reclamou ela, se dirigindo à seu armário.

Lílian riu por trás do livro que estava lendo.

– Líly! Quando você vai começar a se aprontar? - perguntou Belle, estérica.

– Daqui a pouquinho… - respondeu ela, sem nem tirar os olhos do livro. - Estou numa parte muito boa…

Abbey surgira de repente, e arrancara o livro das mãos de Lílian.

– Ei! - reclamou a garota, tentando recuperar o livro.

– Não senhora! Vamos, o Remus já deve estar esperando! - exclamou Abbey, puxando Lílian.

A garota revirou os olhos, rindo.

– Argh… vamos Heloisa, assim vamos chegar atrasadas! - exclamou Jane, revirando seu armário à procura de acessórios. A garota estava com um vestido longo, rosa claro e rodado com um decote na perna. Ela se enchia de acessórios, enquanto reclamava.

– O baile ainda nem começou, Jane! - disse Belle, um pouco irritada.

A garota a ignorou e continuou arrumando o cabelo.

– Com quem você vai, Jane? - perguntou Lílian, pegando seu vestido do armário e se dirigindo para o banheiro.

Jane a olhou com superioridade e deu um sorriso convencido.

– Com William Felts do terceiro ano… ele é da Grifinória também e faz parte do time de quadribol - respondeu ela, orgulhosa. - Conhece ele?

Lílian sorriu agradavelmente para Jane.

– Sei quem é, mas nunca falei com ele… - respondeu ela com simplicidade.

Jane ergueu as sobrancelhas e se virou novamente para Heloisa.

– Helô, adorei o seu vestido! - disse Jane, parecendo, por incrível que pareçesse, sincera - O Pedro vai gostar!

Heloisa estava com um vestido creme justo que batia nos joelhos. Ela havia enrolado seus cabelos que formavam pequenos cachos.

– Obrigada Jan! Também gostei do seu! - respondeu ela, feliz. - Vamos?

Jan afirmou com a cabeça e as duas saíram porta afora.

– Pedro? - sussurrou Belle, terminando de se arrumar. Seus cabelos estavam presos por um pequeno laço escuro e seu vestido verde, batendo até os joelhos a deixavam magnífica. Ela parecia um pouco desconcertada.

– O que tem ele? - perguntou Abbey, parecendo pronta. Lílian, aparentemente, estava bem atrasada.

– Nada… - disse Belle, fazendo um gesto displicente com a mão.

– Ei, vocês deveriam ir meninas… eu estou prendendo vocês! Ainda vou demorar muito! - disse Lílian, do banheiro.

– Nós não iremos sem você! - respondeu Abbey.

– Sim, vocês vão! Andem logo, o Potter e o Thomas vão cansar de esperar!

– Mas… o baile ainda nem começou! - disse Belle.

Lílian abriu uma fresta da porta do banheiro.

– Eu vou ficar bem… mesmo! Daqui a alguns minutos vou descer…

Abbey e Belle se entreolharam e deram de ombros.

– Certo… mas não demore muito! - disse Abbey, dando um sorrisinho.

Lílian lhes deu uma piscadela e fechou a porta do banheiro novamente.

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– Cara, esse terno me deixa gordo… - disse Sirius, encarando o espelho.

– Hmm… legal… - disse Tiago, virando-se para o amigo.

– Legal? Você acha legal eu estar supostamente mais gordo?

– Então está bem baleia orca, você está imenso! Ei acha que devemos levar você em algum tipo de guindaste para o Halloween? - provocou Tiago rindo.

– Olha para você Tiago! Parece um mordomo… ou um garçom! - disse Sirius, com um sorriso maroto.

Tiago encarou a si mesmo.

– Hmmm… acontece, que eu fico muito bem de terno… ei, o que nós podemos fazer para ficar um pouco mais…

– Halloween? - perguntou Remus, saindo do banheiro e recebendo admirações de seus amigos. Seu cabelo estava para o alto como se tivesse acabado de ser eletrocutado e seu terno amarronzado estava manchado de um líquido vermelho, como se fosse sangue.

– O que é você? - exclamou Pedro, deitado na sua cama.

– Eu… sou um cara que acabou de morrer - respondeu Remus, se encarando no espelho. - Eletrocutado, mais precisamente, o que reagiu, instantaneamente à um aceleramento na pressão cardíaca, fazendo com que ocorresse uma hemorragia no meu coração.

Os amigos fizeram caretas.

– Cara, você está morto, não precisa explicar por quê - disse Sirius, dando um sorrisinho - Bem, o que faremos agora?

– O que você quer dizer? - perguntou Tiago.

– Ok, Tiago. Isto aqui não é Halloween - disse Sirius, indicando o terno dos garotos - Isto aqui é um mordomo e um garçom.

– Ótimo, todos nós podemos estar mortos… - disse Pedro, rindo.

Tiago e Sirius viraram para ele como se acabassem de ter visto o amigo pela primeira vez. Eles abriram sorrisos largos.

– Pedro… genial! - disse Sirius, depois virou-se para Remus - Você, Mundo da Lua!

– Quê? - exclamou Remus, parecendo de repente muito assustado. - O que você quer dizer com isso?

Sirius revirou os olhos.

– Você estava no Mundo da Lua, nunca ouviu essa expressão? - perguntou ele.

– Ah… desculpe é que… o que você quer? - perguntou Remus.

– Pega o seu sangue falso - disse Tiago, segurando sua gravata verde escura.

Remus se virou em direção ao seu armário e catou uma caixa de vidro com o líquido vermelho.

– Perfeito… seremos os quatro mortos, um por todos e todos morreram. O que acham? - perguntou Sirius derramando o líquido em seu terno.

– Hmm… esse sangue não vai aparecer no meu terno… - disse Tiago, segurando a caixa de vidro. De repente ele deu um sorrisinho maroto, pegou um pouco do sangue da caixa e espalhou no lado direito do rosto. - Então aqui vai a história: eu fui pegar um copo d’água na cozinha, escorreguei, bati a cabeça no chão e o copo de vidro caiu na minha cabeça.

– Nossa, que incrível Tiago. Até na hora da morte você é um idiota! - exclamou Sirius, rindo.

– Parece morte de trouxa… nenhum bruxo morre por causa de um copo - disse Pedro.

– Nenhum bruxo, exceto o Tiago! - provocou Sirius.

– Então qual é a sua história, gênio? - perguntou Tiago, erguendo as sobrancelhas.

Sirius abriu os braços.

– Certo, eu estava numa missão super secreta para o Ministério da Magia. Lá estava eu… navegando pelo Oceano…

– Espere um pouco… Oceano? O que o Ministério da Magia queria quando te pediram para navegar pelo Oceano? Não seria mais fácil aparatar? - perguntou Remus.

– Calado Remus, está estragando a história! Continuando… lá estava eu e de repente fui acertado na cabeça por algum feitiço. Então eu desabei para frente isto é, eu caí no Oceano. Os tubarões me pegaram. Fim.

Os garotos se entreolharam e começaram a gargalhar.

– Jura? Mais uma morte ridícula? Morto por tubarões? - perguntou Remus.

– Olha só, quem disse que a minha história é idiota! - disse Tiago rindo, fingindo desabar num mar imaginário.

– Você morreu com um copo Tiago! - protestou Sirius, gargalhando também.

– Certo a minha história é melhor! - disse Pedro. - Eu não morri com sangue mais sim, com molho.

Os amigos fizeram uma careta.

– O quê? - perguntou Remus, confuso.

– Bom… numa noite eu estava na cozinha…

– Ei essa história é minha! - exclamou Tiago, fingindo estar bravo.

– Er… bem… é bem diferente! Bom, eu estava na cozinha comendo. Então eu morri.

O quê?– perguntaram os três amigos juntos.

– É... Remus não é verdade que se você comer muito… doce principalmente, você pode morrer?

– Bem… tudo em excesso faz mal Pedro, talvez se você comesse muito doce… muito mesmo… é possível - explicou Remus.

– Ahhh… seria uma boa maneira de morrer… comendo doces… - disse Pedro, suspirando.

Os garotos gargalharam enquanto terminavam de se aprontar para o tão esperado Halloween. Remus parecia cada vez mais nervoso à medida que se aproximava a hora de Tiago finalmente saber quem era seu par. Sirius cantarolava uma música enquanto calçava seus sapatos. Tiago se encarava no espelho sorrindo convencido e Pedro comia um pacote de caramelos enquanto esfregava um molho pela roupa.

– Então, vamos? - perguntou Sirius, segurando seu blaser escuro enquanto se aproximava da porta.

– Vamos cadáveres! - exclamou Tiago, saltando de sua cama para o chão - Hora do show…

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– Nossa! Nossa! Ah, minha nossa… - exclamava Abbey a cada passo que dava no Salão Principal.

– É, tá demais isso aqui, não é? - disse Tiago, a levando para dentro do Salão com empurrõezinhos.

O Salão estava muito bem decorado, com luzes de diversas cores, lançando nas paredes formas iluminadas de abóboras, fantasmas e seres mágicos. Uma banda tocava no fundo com músicas animadas e algumas vezes, assustadoras. Toda a decoração feita pelos alunos deixava o local um tanto sombrio, mas ao mesmo tempo, festeiro. Tiago olhou para Sirius, que parecia entediado ouvindo Sing, que Tiago percebeu, não parava de falar. Sirius fizera uma careta para o amigo, revirando os olhos. “A qualquer momento isso vai melhorar”, pensava Tiago animado.

– Então… você entendeu? - perguntou Abbey, dando um susto em Tiago.

– O quê? Ah… er… claro! - disse Tiago.

– Então… vamos!

– Vamos… aonde? - perguntou Tiago, confuso.

Abbey suspirou, rindo.

– Vamos dançar! - exclamou ela, puxando-o para um tumulto de alunos dançando.

– Ah… então… eu não danço - disse Tiago, tentando puxá-la de volta.

– Qual é… não precisa saber dançar! Vamos só… nos divertir, ok?

Tiago fez uma careta e se deixou vencer pela garota, se mexendo um pouco, enquanto Abbey dançava do seu lado. Sirius gargalhava encarando o palco, e por incrível que pareça, ele convidou Sing para dançar. Os dois se dirigiram para um lugar próximo de onde Tiago e Abbey estavam e começaram a dançar.

– Ei, Ab… vamos tomar alguma coisa… essa dança está me deixando com sede - fingiu Tiago, louco para sair daquele tumulto.

Abbey pareceu desapontada, mas acompanhou Tiago até um dos sofás dispostos no Salão. Tiago pegou dois copos de alguma bebida estranha roxeada e sentou-se ao lado da garota.

– Então… o que está achando da festa? - perguntou Tiago.

– Está ótima! - exclamou ela, encostando-se um pouco mais em Tiago, quando Jennifer Lawcrewpassou com seu acompanhante.

– E… onde estão o pessoal? - perguntou Tiago, olhando em volta - Pedro, Remus, Belle… Lílian?

– Humm… a Belle já está com o Thomas, eles parecem estar se dando muito bem! Já os seus amigos… eu não sei deles! E a Líly, bem quando eu saí ela ainda estava se aprontando…

– Ahh… que bom! Muito bom… ela tem mesmo um par? - perguntou Tiago, parecendo curioso.

Abbey suspirou e bebeu um pouco da bebida, fazendo uma careta.

– Tem.

Tiago abaixou a cabeça para o copo, encarando a bebida. Depois de experimentar, abriu um sorriso.

– Isso é a melhor coisa que eu já bebi em toda a minha vida!

– O quê? - disse Abbey, rindo.

Tiago terminou de beber a bebida em um gole só.

– Ab, eu já volto! - disse ele, desaparecendo no meio da multidão.

A garota, desconcertada, virou-se para um garçom.

– Amm… com licença. Tem algum álcool nessa… bebida? - perguntou Abbey.

– Não, senhora - disse ele.

– Ah… tá, obrigada - disse a garota, sentando-se no sofá, novamente.

Enquanto isso, na pista de dança, Tiago se espremeu por meio de vários alunos procurando Sirius. Achou o amigo, ainda dançando com Sing, porém os dois estavam bem mais próximos e Sirius encarava a garota com um sorriso malicioso. Tiago se esquivou por entre os alunos, recebendo cumprimentos de vários e se intrometeu entre Sirius e Sing. Os dois pareceram desapontados e Sirius repreendeu Tiago.

– Cara, estava rolando o maior clima! - reclamou Sirius.

– Foi mal. Experimenta. Bebida. Agora! - disse Tiago oferecendo um copo da bebida para Sirius, que revirou os olhos, aceitando.

– Meu Deus, mas que coisa é essa! - exclamou Sirius.

– Eu sei! É a melhor bebida do mundo não é?

– O quê? Tiago você está louco? Isto aqui está horrível! - disse Sirius empurrando o copo para Tiago, novamente - Agora, se não se importa… a Sing está esperando!

Tiago, balançou a cabeça desconcertado, procurando os outros amigos na multidão. Viu Pedro e Heloísa sentados num sofá encarando o chão e não conseguia achar Remus desde o início da noite.

– E aí, parceiro? - disse Remus, de repente ao seu lado.

– Remus! Procurei você à noite toda! Você desapareceu - disse Tiago, estendendo a mesma bebida roxa para Remus.

– Não, valeu… - recusou o garoto. - Estou procurando alguém…

– Hum… mesmo? Quem será? Eu vi você trocando olhares com a Tessa a semana inteira… ela é linda cara! Mas eu peguei ela dando uns amassos com um dos artilheiros da Corv…

– Não cara, não tem nada disso! Quem é Tessa? - disse Remus, parecendo um pouco tenso. - Na verdade eu estava procurando a… Lílian.

– É, bem, a Abbey disse que ela ainda estava no quarto mas… - Tiago parecera desconcertado e confuso, de repente. - Espere aí… por quê você estava procurando a Lílian?

Remus concentrou o olhar na entrada do Salão e Tiago acompanhou o amigo. Lílian acabara de entrar, fazendo com que Tiago arregalasse os olhos e ficasse vermelho no mesmo instante. A garota deixara os cabelos soltos, mas colocara uma pequena tiara prateada, combinando com as ondulações e os cachinhos soltos dos cabelos ruivos. Seu vestido acentuado perfeitamente, era violeta e branco com brilhos até os pés. Ela não havia carregado o rosto de maquiagem e não havia feito nada muito especial, mas Tiago nunca havia visto uma garota tão linda quanto Evans estava naquela noite. Ela olhava para os lados, parecendo perdida, até que finalmente achou os dois no meio dos alunos e se dirigiu até eles.

– Lílian! Você chegou! - disse Remus, parecendo aliviado. Ele não parecia ter prestado muita atenção nela, mas parecia muito menos tenso agora.

A garota deu um sorrisinho.

– Vocês estão ótimos! - disse ela.

Tiago, que ainda olhava bobamente para Lílian, despertou esboçando um sorrisinho maroto para a garota.

– Evans… acredite pimentinha, muita gente deve ter reparado em mim, não só você - disse ele, rindo da própria “piada” - mas, você está… está… hum… quer uma bebida? - disse ele estendendo o copo para a garota também.

Lílian dispensou, agradecendo.

– Quer dançar? - perguntou ela.

– Jura? Mesmo? Ah… mas é claro! - disse Tiago, admirado.

– Eu estava falando com o Remus, Potter! - disse a garota.

Como?– perguntou Tiago, incrédulo.

– Ela veio comigo ao Halloween, Tiago - disse Remus, parecendo estar gastando uma grande quantidade de energia a cada palavra. - É meu par…

Tiago não sabia muito bem definir a cor de seu rosto naquele momento. Vermelha de raiva ou de vergonha? Palidez de espanto ou de incredulidade? Ele estava sentindo tantas coisas ao mesmo tempo, que somente o que saiu de sua boca na hora foi:

– Preciso de mais uma bebida - disse ele, sem olhar para os dois, esbarrando em todos, querendo se distanciar o máximo possível.

Ele não iria brigar com o Remus. Não mesmo… ele era um de seus melhores amigos! Mas como ele pôde ter trago a Evans para o baile? Tiago não conseguia acreditar… ele se sentia… traído.

– Ah… por favor - disse Tiago, parando um garçom, pegando dois copos da mesma bebida roxa. Ele bebeu as duas rapidamente e aproximou-se de uma das mesas em forma de abóbora, decidindo fazer uma coisa. Com um só golpe, Tiago chutara a mesa adquirindo no mesmo instante uma dor intensa no calcanhar.

Tiago! Pelas barbas de Merlim, o que você está fazendo? - disse Abbey, cruzando os braços, querendo uma explicação.

– Eu estava paquerando a mesa Ab… então de repente quis beijá-la! - disse Tiago, irônico.

– Ah, pelo amor de Deus, eu não estou brincando…

– Nem eu! Vamos dançar? Uma música lenta… - disse Tiago, indicando um lugar próximo de onde Remus e Lílian conversavam.

– Ah… claro! - disse ela, desconfiada.

O garoto a guiara pelo Salão, olhando para frente decidido, esperando que todos estivessem olhando para ele naquele momento.

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– E então? Será que ele ficou muito bravo? - disse Remus, nervoso.

– Eu espero que não… - disse Lílian se sentindo mais culpada que nunca.

– Quero dizer… será que foi uma boa ideia? Nós somos amigos, mas Tiago pode ter entendido errado e… ceús, eu não gosto da Tessa?

– Quem é Tessa? - perguntou Lílian confusa.

– Não faço a menor ideia! - exclamou Remus, esfregando os olhos. - Eu preciso de uma bebida… - disse ele desaparecendo, logo em seguida.

– Certo… - Lílian olhou em volta, procurando alguém para conversar e pousou os olhos em algumas pessoas. Enxergou Zac dançando com Mia e sentiu uma pontada de decepção. Belle e Thomas também dançavam e a amiga parecia realmente feliz. Tiago puxava Abbey próximo do lugar onde Lílian estava. “Ele não deve estar tão chateado assim…” pensara ela, com a mesma culpa que sentira quando chegara.

– Líly… - disse Severo, surgindo de repente ao seu lado.

– Sev! Quanto tempo… você está ótimo de vampiro!

– É… bom, eu ando bem ocupado - disse ele, vermelho. - E obrigado. Você está… er… muito bem.

O garoto vestira um terno escuro e colocara um par de dentes afiados, escorrendo um pouco de sangue falso. Lílian sorriu.

– Obrigada! Então, onde está seu par? - perguntou ela, olhando para os lados.

– Hum… está em algum lugar, ela é invisível - disse ele, dando um sorrisinho de lado.

– Oh… bem, me apresente a ela assim que puder! - disse Lílian, rindo.

Severo deu de ombros e ficara pálido ao olhar para o lado. Seus “amigos” da Sonserina, o encaravam do outro lado do Salão como se ele tivesse acabado de ser pego no flagra.

– Er… acho que eu tenho que ir… - disse ele, nervoso.

– Seus amigos não gostam muito de mim, não é? - comentou a garota, erguendo as sobrancelhas.

– Não ligue para eles… não te conhecem de verdade - disse Severo, completando um pouco mais baixo - eles só vêm o sangue da pessoa.

Lílian fez um gesto displicente.

– Estou me acostumando… - disse ela.

– Er… bem… então, eu vou indo - disse Severo,apontando para os amigos, sorrindo de lado. - Depois nos vemos!

– Claro… - disse Lílian, sorrindo.

Quando ela virou-se novamente para frente, viu Tiago dançando ao lado de Abbey na pista de dança. O garoto lançava olhares em sua direção à toda hora. Lílian riu e acenou para o garoto, que fechou a cara.

– Ah… Tiago… - sussurrou ela para si mesma. - mas que peste que entrou na minha vida…

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– Quer dançar? – perguntou Thomas, fazendo com que o coração de Belle acelerasse e seu rosto se envermelhasse.

– Claro – respondeu ela, deixando o garoto levá-la para a pista de dança.

– Então... Belle, o que você gosta de fazer? – perguntou ele, dançando ao lado da garota.

– Hum... eu gosto muito de ler! Você gosta de livros? – perguntou Belle, esperançosa.

Thomas fez uma careta que passou despercebida por Belle.

– Hum... claro – fingiu Thomas.

Belle abriu um sorriso.

– Er... onde está a sua amiga? – perguntou ele, olhando para os lados.

– Deve estar com o Tiago em algum lugar...

– Hã? Mas ela não veio com o Lupin? – disse Thomas, arqueando as sobrancelhas.

– Ah! A Líly? Eu não sei se ela já chegou, ela começou a se vestir depois que eu saí do dormitório.

– E o Potter, gosta mesmo dela?

– Ah, sim! Só a Líly não percebe... ela acha que ele só quer irritá-la!

– Hmm... ela, alguma vez deu alguma coisa para ele? Tipo... um chocolate ou algo assim? – perguntou Thomas, pensativo.

Belle riu, sem entender direito o por quê de Thomas perguntar aquilo.

– Ham... sim ela já deve ter dado muitos gritos para ele – disse ela – Quer beber alguma coisa?

– Claro... – disse Thomas pegando da bandeja de um garçom dois copos de uma bebida roxeada. – Mas, o que eu quero dizer é se algum dia a Lílian deu algum presente para o Tiago.

– Er... não, acho que não. Meu Deus, que coisa horrível! – exclamou a garota, largando o copo em uma mesa de abóbora.

– Argh... é péssimo! – concordou Thomas, rindo junto com Belle.

– Então, você... faz parte do time de quadribol da Corvinal? – disse Belle, curiosa.

– Não exatamente... eu fazia – disse Thomas, parecendo um pouco chateado, repentinamente – ano passado. Mas... não era bom o bastante, de acordo com o capitão. Depois que eu não consegui agarrar as goles lançadas pelo time adversário no último jogo o capitão me dispensou.

Belle arregalou os olhos, assustada, sentindo uma grande pena de Thomas.

– Zac? – perguntou ela, baixinho.

– Não! Ano passado o capitão era o Robert, mas já saiu da escola – contou o garoto, passando as mãos nos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados. – O Zac é meu amigo, ele não... faria isso.

Belle fixou o olhar em um fio solto do vestido, procurando se distrair daquela história que parecia magoar tanto Thomas.

– Sabe de uma coisa, Thomas? Esse idiota não devia saber de nada! Eu aposto que você tem um grande talento, só precisa treinar e vencer esse medo de voltar para o campo!

– Mas eu não tenho medo...

– Tem sim, que eu sei – disse Belle, continuando – e eu vou te ajudar com isso... o quê acha de treinarmos um pouco a cada dia? Eu sou meio ruim mesmo em quadribol, quem sabe aprendo alguma coisa! E você se tornará o melhor jogador que Hogwarts já teve!

Thomas pareceu considerar a questão.

– Você acha que... pode funcionar? – perguntou o garoto, parecendo feliz.

– Com certeza! – afirmou Belle.

– Certo... tudo bem – disse ele.

– Então, segunda-feira às seis horas da manhã começamos!

O quê?– perguntou Thomas, arregalando os olhos. – Mas é cedo demais!

Belle deu de ombros, rindo.

– Você não quer treinar? Então devemos começar cedo! De noite é horrível... muitos deveres e não dá para ver nada no campo! – disse Belle.

Thomas murmurou e levantou as mãos, reconhecendo que Belle vencera.

– Tho... você pode vir comigo por um instante? – disse Mia, ao aproximar-se da mesa dos garotos.

Thomas parecera relutante, porém fez um aceno com a cabeça.

– Eu já volto – disse ele, para Belle.

– O quê você quer? – perguntou Thomas para Mia, numa distância considerável de Belle.

– Hum... Tho, está chateado comigo? – perguntou Mia, fazendo um biquinho.

– Não, Miandra. Cansado de você – disse ele, encostando-se numa pilastra.

– Nossa... mas por que? O quê foi que eu te fiz, Thomas? – perguntou Mia. – Você não queria a Evans para você?

– Eu nunca gostei da Evans! Eu nem sei porquê eu concordei com isso! Olha, você queria saber se a Evans tinha dado alguma coisa para o Potter. E não, ela não deu nenhuma caixa de chocolates ou algo para ele beber! Plano falhou, adeus!

– Não, senhor... eu tive uma ideia melhor! Olha, que tal ela não só ter feito o Potter se apaixonar, como fez vários meninos se apaixonarem por ela?

– Cara... você é lunática! A Evans só estava conversando com o Zac e foi você que começou a atacá-la! – disse Thomas, cansado.

– Aquela garota deu em cima do meu namorado e ainda teve a audácia de falar aquelas... coisas! Além disso, parece que todos os garotos acham-na perfeita! Uma sangue ruim, Thomas, pelo amor de Deus! – disse Mia, irritada, ajeitando o grande decote do vestido vermelho. A garota colocara um par de chifres vermelhos nos cabelos loiros longos e o vestido que mais mostrava do que escondia.

– Olha, se você está com tanto medo do Zac te trocar por ela, vocês deveriam terminar... afinal se você não confia nele...

– Escuta, eu confio nele! Mas eu não confio nela... e se ela se aproximar do Zac, eu...

– Está bem, eu tenho que voltar logo... então, aproveite sua “vingança”.

– Thomas, espera! Se você não me ajudar eu conto para todo mundo que você planejou tudo isso comigo, inclusive para a queridinha da Belle! – a garota cruzou os braços, esperando.

Thomas bufou, vermelho de raiva.

– O quê eu tenho que fazer? – perguntou o garoto entredentes.

Mia sorriu com desdém.

– Começar uma discussão – disse ela, com um olhar malicioso. – Entre o Potter e a Evans.

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– Minha vez! – disse Frank, para Caius, que dançava uma música lenta com Alice.

– Ah, cara... agora nã... AÍ! – exclamou Caius, massageando o tornozelo encarando Alice sem entender por que ela o chutara.

– Agora sim – disse Alice, dando um sorrisinho.

Caius, deu de ombros e saiu. Frank colocou uma de suas mãos na cintura da amiga e a outra segurou a mão dela.

– Então, Pelicier o que está achando do baile? – perguntou Frank, pronunciando o sobrenome dela.

– Está ótimo! Muito bonita a decoração... e você Longbotton, onde está sua acompanhante? – perguntou Alice, rindo.

– Hum... deve estar por aí. – disse ele dando de ombros. – A Abnara fala demais, porém é muito capaz de fazer muitas outras coisas com a boca, perfeitamente bem...

Alice revirou os olhos, fazendo um som de vômito. Seu estômago revirara com raiva de mais uma garota ter beijado o Frank, enquanto ela estava ali, igual uma boba, sendo a amiguinha.

– Ei, e você Lilice? – provocou Frank. – Você e o Caius já... bem...

– Não, Frank, somos bem mais comportados que você! Eu e ele sempre fomos amigos... – disse ela.

– Ufa! Que ótimo... – disse ele, ficando avermelhado logo depois. – quero dizer... hum... se tivesse acontecido algo que fizesse vocês se arrependerem, a amizade poderia... acabar e isto seria... péssimo!

Alice assentiu com a cabeça. O que ele queria dizer com isso? Será que ele tinha mesmo medo de isso acontecer ou... era outra coisa? A garota empurrara Frank levemente, rindo.

– Ei, o que foi? – perguntou Frank, girando-a.

– Vamos Frank... qual é o real motivo para você não querer que eu e Caius... bem... tenhamos outro tipo de relação?

– Alice... beijo não é palavrão – disse o garoto, e sob o olhar de repreensão da garota, continuou. – Está bem, o real motivo é que... você é como uma irmã para mim, e eu não quero que esses garotos se aproveitem de você. Eu sinto que... devo te proteger! Amigos são para isso, certo?

Alice suspirou, tentando manter-se forte, mas as lágrimas ameaçavam vir a todo momento.

– Ah... uma irmã? – disse Alice, parando de dançar.

– É… minha irmãzinha, que eu vou sempre cuidar - disse ele, aproximando-se.

Alice afastou-se um pouco.

– Frank, você é um idiota - disse ela, balançando a cabeça, deixando algumas lágrimas tombarem.

– O quê? Alice, por que você está chorando? - disse Frank, confuso, tentando se aproximar mais da garota, enquanto esta se afastava.

– Por que? Porque eu passei todos esse anos vendo você com cada uma das garotas com quem você já beijou,vendo você contar cada detalhe de vocês, enquanto eu, a amiga, estava lá para te ajudar sempre, a sua irmã… - desabafava Alice. - Bem, adivinha só, Frank? A sua irmã, era apaixonada por você durante todos esses anos!

Frank arregalou os olhos assustado mas ao mesmo tempo, confuso. Ele olhava para Alice como se estivesse a vendo pela primeira vez.

– Lice… eu não… - começou o garoto, sem saber o que dizer.

Alice virou-se de costas, vendo o tumulto de pessoas que se formara ao redor deles. Não olhando para trás, distanciou-se, se sentindo cada vez mais confusa e disposta a deixar todos os seus sentimentos que sentira todo esse tempo por Frank, para trás.



Notas finais do capítulo

E aí, gostaram? NÃO demoro a postar!!! Já estou de férias!!! :)