Jily - How I met you escrita por ChrisGranger


Capítulo 12
Tudo se encaixa


Notas iniciais do capítulo

Oi gente!! Aqui está, matem a curiosidade do que aconteceu com o Remus! Boa leitura, pessoal!



As mãos de Lílian tremiam ao tocar de leve o rosto do amigo, que estava manchado de sangue. O que acontecera com Remus?

– Ele está vivo? - perguntou Lena Still, uma garota da Lufa-Lufa, com os olhos espantados.

Lílian segurou o pulso do amigo e para seu imenso alívio, conseguiu sentir os batimentos cardíacos do garoto, que por sinal, estavam bastante acelerados.

– Sim… - disse Lílian, baixinho.

– Ei, quê barulho foi esse? - a voz de Tiago vindo de trás do tumulto, inundou o corredor silencioso.

– Onde é que o Remus pode estar, afinal? - perguntou Pedro ao lado de Tiago.

Ninguém precisou responder a essa pergunta, pois os meninos (Tiago, Pedro e Sirius) surgiram no meio das pessoas e levaram um choque ao verem o amigo caído no chão.

– Oq-que aconteceu com ele? - perguntou Tiago, branco que nem cera, se abaixando ao lado de Lílian.

A garota deu de ombros.

– Eu não sei… - disse ela com uma voz fraca.

– Eu só vi ele correndo no corredor, não deu para ver o rosto dele, eu não sei o quê aconteceu… mas de repente ele caiu, já todo ensanguentado… - contou Lena. Então fora ela que havia gritado.

– Eu vou chamar alguém! - disse Sirius, parecendo tão preocupado, quanto Tiago. O garoto saíra correndo e desaparecera do corredor.

Lílian estava suando e tremendo. Ela encostara-se na parede do trem, ainda encarando Remus, branca.

– Ei… está tudo bem, ele vai ficar bem. - disse Tiago para Lílian. O garoto parecia muito preocupado, mas suas palavras eram confiantes e sinceras.

Lílian lhe deu um pequeno sorriso.

– Ele não estava com vocês? - perguntou Lílian, confusa.

– Na verdade não… o Remus não apareceu hoje nem uma vez. Ele não estava no dormitório, apesar dele ter dormido lá, pois a cama dele estava toda bagunçada. O procuramos a manhã inteira mas não o achamos. Hagrid disse que ele embarcou no trem, então ficamos mais tranquilos. Mas ele não apareceu nenhuma vez.

Lílian o encarou horrorizada e logo a seguir, olhou para Remus. Lágrimas invadiram seus olhos, mas ela segurava-as com força.

– Onde está o garoto? - uma voz soou por trás dos meninos e um homem jovem apareceu ao lado de Sirius Black. Ele usava vestes verdes-claras, com um sinal do St.Mungus estampado na blusa.

Lílian e Tiago se levantaram, dando passagem ao homem, que apontou sua varinha para Remus. Na mesma hora o garoto começou a levitar e o homem foi embora, levando Remus, desacordado consigo.

Os alunos ficaram em silêncio e foram, aos poucos entrando em suas cabines. Abbey e Belle pareciam assustadas, mas não tanto quanto Tiago que ainda estava branco.

Lílian, Abbey e Belle entraram em suas cabines novamente, porém desta vez, acompanhadas por Tiago, Sirius e Pedro (que comia um saco de caramelos, parecendo nervoso.

Lílian sentara na janela, ao lado de Tiago, que não pronunciara uma palavra se quer.

Ela estava sentindo pena de Tiago. Lílian também se sentia muito mal por seu amigo, mas Remus era muito mais próximo de Tiago. Sirius também não estava muito diferente. Normalmente o garoto, sempre relaxado e tranquilo, agora estava quieto e olhava para o chão tristemente. Ninguém falara nada por algum tempo. Lílian encarava a paisagem se transformando enquanto tentava não perder a cabeça e chorar ali mesmo. O quê mais assustava a garota, era que o quê ela mais sentia era pena de Tiago. Ele fora tão confiante e tentara consolar a garota, enquanto ele mesmo estava sofrendo, pensando o quê poderia ter acontecido com seu amigo.

Sirius acabara dormindo, ainda bastante preocupado. Abbey, Belle e Pedro quiseram ir procurar a mulher do carrinho de doces, os três estavam famintos.

– Quer ir conosco Líly? - perguntou Abbey.

– Não, obrigada Abb… estou sem fome…

– E quanto a você… Tiago? - dessa vez Abbey estava vermelha e parecia nervosa.

Tiago negou com a cabeça, também murmurando estar sem fome.

Um silêncio constrangedor se instalou entre Lílian e Tiago, quando os amigos saíram.

– Sabe, você não precisa se preocupar… ele vai ficar bem. Já está com os médicos - disse Lílian, virando-se para Tiago, que a encarou com um sorrisinho. Seus óculos escorregavam de suor em seu nariz e seus olhos verdes escuros estavam tristes.

– Ele estava tão estranho nos últimos dias… fico pensando o quê há de errado com ele. - disse Tiago, pausadamente.

– Eu sei. - disse Lílian, com os olhos marejados, segurando o braço de Tiago. O garoto ficou admirado e feliz ao observar a mão de Lílian apoiada em seu braço. - Mas...ele vai ficar bem...vamos descobrir o quê aconteceu com ele.

Tiago deu um sorrisinho maroto.

– Você é tão linda, Evans… - disse Tiago, lhe dando uma piscadela.

Lílian revirou os olhos, irritada.

– Nem vem, Potter! - disse ela, empurrando o garoto e dando um pequeno sorriso para este.

Os garotos permaneceram em silêncio por um tempo, se sentindo muito melhores.

– Ei… obrigado, Lírio! - disse Tiago, com mais um sorriso maroto.

Lílian lhe deu um sorriso, revirando os olhos mais uma vez. Ela mal percebeu que naquele momento, Severo passava pelo corredor e que ao ver aquela cena, sentiu vontade de acabar com Tiago Potter, que sempre estava lá tentando conquistar a Lílian e que sempre se achava bom em tudo.”Eu vou mostrar quem é o melhor” pensou Severo, dando a volta no corredor. “Ah, eu vou.”

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– O caso é grave, Dr. Rowal?

– O caso Sra. Lupin é que seu filho passou por uma crise licantrópica muito cedo. E há tendências de isso voltar a acontecer.

– Veja, ele está acordando, querida.

Remus ouviu a voz de seu pai ao seu lado. O garoto abriu os olhos vagarosamente e encarou um teto verde-claro. Abaixando os olhos, observou sua mãe com lágrimas nos olhos e seu pai parecendo bastante preocupado e tenso. Remus olhou tudo em volta rapidamente, ele estava numa grande sala, haviam várias camas com enfermos, alguns parecendo bem piores que Remus.

– Oi… - disse Remus, baixinho.

– Oh, querido! - disse Merlly, sua mãe, chorando mais ainda e se inclinando para abraça-lo.

– Ei, ei! Calma, mãe! - disse Remus, sentindo dor em todo o corpo. Ele percebera que estava com várias cicatrizes nos braços, que ardiam bastante. Além do rosto, onde Remus não sentia absolutamente nada. - O quê aconteceu, comigo?

Merlly se postara ao lado de Gregorius, seu pai. O doutor, que vestia um traje verde-claro, com o emblema do St. Mungus, usava grandes óculos quadrados e tinha cabelos escuros, começara a falar.

– O quê aconteceu, sr. Lupin é que o sr. teve uma crise licantrópica. No começo da vida de um lobisomem, às vezes sobre pressão, acontece uma aceleração nos batimentos cardíacos e uma parte de seu corpo é transformada. Porém, incompletamente. Você não vira um lobisomem, mas parte dele irá tomar conta de seu corpo.

– Espere aí - disse Remus, nervoso. - Mas a lua cheia já passou. Eu já me transformei nesse mês.

– Este é o problema. As crises podem ocorrer há qualquer momento se o sr. não se controlar. Está passando por alguma pressão? Algo tem te deixado nervoso, normalmente? - perguntou o Dr. Rowal.

Remus lembrou-se dos amigos lhe bombardeando de perguntas sobre o que andara fazendo nas noites de lua cheia. Lembrou-se do baile e de Tiago que não sabia que ele iria com Líly. Se lembrou de como ficara nervoso de que todos descobrissem o que ele era de verdade.

– Hãm… - começou Remus.

– Tudo bem. O sr. estuda em Hogwarts, não é? Nas noites de lua cheia, o sr. vai para a Casa dos Gritos e fica lá até amanhecer, certo?

– Sim. - afirmou Remus.

– E imagino que tenha amigos, não? Eles notam o seu sumiço? - perguntou o dr. mais uma vez.

Remus afirmou com a cabeça.

– Eles me perguntam onde eu estava… - disse Remus - Eu às vezes tenho que ir à enfermaria durante o dia, porque me sinto péssimo, quando é lua cheia.

A mãe do garoto suspirara tristemente, segurando a mão do filho.

– Quando eles te perguntarem, o sr. deve ter o máximo de cautela e tentar não ficar nervoso. A crise pode tornar a acontecer, principalmente por quê o senhor é um licantrope há pouco tempo. Tem quanto tempo, dois anos?

– Três - respondeu Gregorius, parecendo se sentir muito mal. Remus sabia que o pai se culpava por ele ter se tornado um lobisomem. Quando Remus tinha oito anos, seu pai ofendeu Fenrir Greyback, por isso numa noite, o lobisomem invadiu sua casa e foi direto ao quarto do garoto. Remus ouvira mais uma vez seu próprio grito quando o lobisomem o mordera e estremeceu.

– Bom, o sr. deve ficar aqui por mais um dia e depois, poderá voltar à Hogwarts na segunda-feira junto com seus colegas. Mas como eu disse, deve tomar cuidado para não se estressar. Mais uma coisa, sr. Lupin… o sr. se lembra de alguma coisa quando essa crise começou?

Remus se esforçou e procurou em sua mente o quê ocorrera no dia anterior.

– Eu me lembro de dormir… muito nervoso com… algumas coisas, além dos meus amigos me perguntando para onde eu tinha ido na última semana de lua cheia. E eu me lembro que tentei... controlar… - Remus fez uma careta - Controlar duas pessoas dentro de mim. Mas dr. Rowal, por quê eu fiquei com essas cicatrizes todas? Por que todo o meu corpo está doendo?

– Bem, no processo do batimento cardíaco acelerado, seu eu licantrope, se mistura com você e assim seu corpo não sabe como reagir, não tendo a lua cheia em sua visão, você fica no meio de duas pessoas diferentes. Suas unhas podem ter crescido como a de lobisomens e no processo todo, o sr. se feriu consigo mesmo. O seu eu lobisomem atacou você mesmo. Em algumas horas você deve ter conseguido controlar isso, pois você embarcou no trem. No meio do caminho, de tanta tensão em seu corpo, o sr. acabou desmaiando. Já bastante ferido graças a seu eu lobisomem. Mas uma coisa sabemos. Uma parte de seu corpo soube o quê estava acontecendo, pois o sr. se afastou de seus amigos, que por acaso estão bastante preocupados. - disse o dr. sorrindo.

Remus deu um sorriso.

– Como eu vim parar aqui? - perguntou o garoto olhando para os pais.

– O médico do trem, o dr. Gibert o levou para a cabine de emergências e começou a tratar de seus ferimentos. Quando o trem chegou à King’s Cross seus pais o esperavam, mas o sr. saiu primeiro do trem, numa maca que o dr. Gilbert levava. Seus pais e ele o trouxeram até aqui. - respondeu o dr. Rowal.

– Oh… agradeça a ele por mim. - disse Remus, sem emoção - Dr. Rowal, o sr. onde o senhor acha que eu estive durante o tempo em que eu sumi em Hogwarts, antes de ir para o trem?

– Eu tenho um palpite… - disse o dr. - Talvez seu lobisomem tenha levado-o exatamente para o lugar onde você normalmente fica, quando se transforma em lobisomem.

– A Casa dos Gritos. - disse Remus.

O dr. afirmou com a cabeça.

– Agora se me dão licença, irei tratar de outros pacientes. Remus, por favor, tome esta poção. - disse o dr. entregando ao garoto uma poção verde-escura.

– Certo. Er... obrigado. - disse Remus.

O doutor deu um aceno de cabeça e foi embora.

– Então, como vocês estão? - perguntou Remus para os pais.

A mãe lhe deu um sorriso solidário e o pai ainda parecia bastante arrasado.

– Estamos melhor agora que você acordou. - disse a mãe.

– E quanto aos meus amigos? Eles me procuraram?

– Saímos da estação muito rápido e não vimos nenhum deles, mas eles têm mandado cartas desde ontem à noite - contou o pai.

– Hmm… certo… - disse Remus - O quê eu falo para eles?

– Bom, permitimos quê eles possam vir te visitar, mas você não pode falar o que realmente aconteceu - disse a mãe.

– Certo… quando eles vêm? - perguntou Remus, bebendo a poção fazendo caretas, pois continha um gosto terrível.

– Bem… hoje mesmo, de tarde. Vamos ter que inventar alguma coisa para você falar à eles - disse Gregorius.

– Tudo bem… - disse Remus, tenso - Mãe, eu preciso que você compre para mim vestes para o Halloween… ou alguma fantasia.

– Pode deixar querido, irei hoje mesmo no Beco Diagonal.

– Hãm...obrigado mãe - disse ele - Agora tenho que pensar no que eu vou dizer para os meus amigos.

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– Mãe! - gritou Lílian de seu quarto - Estou pronta!

– Ninguém quer saber… - disse Petúnia passando na porta do quarto de Lílian.

Lílian a ignorou. Ela aprendera que Petúnia nunca mais iria voltar a ser a mesma. A época em que as irmãs eram unidas mais que tudo e melhores amigas havia passado. Agora, Lílian era considerada uma aberração para Petúnia.

– Vamos? - perguntou sua mãe, Amy. Lílian era bem parecida com sua mãe. Amy tinha olhos verdes esmeraldas e cabelos ruivos, porém mais curtos que os da filha.

– Claro - disse a garota, calçando seus sapatos. Ela havia posto uma blusa rosa escura e calça jeans, prendendo o cabelo num rabo - A Petúnia e o papai vão?

– Não… seu pai vai ficar com a Petúnia. - disse sua mãe, olhando para sua filha com um sorriso.

– Ah... tá… tudo bem. - disse Lílian. Ela já esperava que Petúnia não quisesse ir.

Meia hora depois, as meninas já se encontravam no Beco Diagonal.

– Nós vamos nos encontrar com a Abbey e a Belle para comprarmos as roupas e depois vamos ao St. Mungus, visitar o Remus. O Tiago, o Sirius e o Pedro vão também, afinal eles são os melhores amigos do Remus.

– Querida, o Tiago não é o garoto que te irrita na escola? O apaixonadinho? - perguntou Amy fazendo uma carinha sapeca.

Lílian riu.

– É sim… o problema dele é que ele quer discutir e se achar o melhor para todas as pessoas de Hogwarts! Mas às vezes, ele é diferente… eu sinto que ele é uma pessoa boa. - disse Lílian, procurando por entre as pessoas, Abbey e Belle - Vamos encontrar a Belle e a Abbey na sorveteria Florean Fortescue.

– Não acredito que eu vou conhecer o apaixonadinho pela minha filha! - dizia Amy, animada. - Certo, onde é essa Flor Forte?

Lílian riu, levando a mãe em direção à sorveteria, onde ela avistou de longe a cabeleira loira escura de Abbey e os cabelos escuros e ondulados de Belle.

– Olá meninas! - disse Lílian cumprimentando as amigas.

A mãe de Abbey também estava lá e as duas mulheres decidiram ir para o Caldeirão Furado, enquanto as meninas escolhiam as roupas. Belle havia vindo com Abbey.

– Então, onde nós vamos primeiro? - perguntou Belle.

– Tem uma loja no finalzinho do Beco Diagonal de vestidos… - disse Abbey - Dizem que é ótima! Nada comparada à de Hogsmeade, mas é também muito boa!

– Vamos, então! - disse Lílian.

Em pouco tempo as garotas se encontravam em frente à uma loja com vários vestidos na vitrine. Elas sorriram e entraram animadas.

– Olá meninas, Hogwarts, certo? Vestidos para o Halloween? - perguntou uma doce senhora que veio atendê-las. Ela tinha cabelos curtos e escuros e tinha um sorriso bondoso.

– Sim senhora! - respondeu Lílian, olhando para os lados. A loja tinha um ambiente maravilhoso. Havia vestidos para todo o lado, apesar de ser uma loja pequena.

– Certo, sou a senhora Mailly! Vocês tem alguma preferência? - perguntou a senhora.

Lílian não pensara em nada. Ela só encarava vestido por vestido e achava todos magníficos.

– Hãm… eu não sei… - disse Abbey.

– Bom, a srta. tem cabelos loiros… o azul ficaria lindo em você! Um azul clarinho talvez… - disse Mailly, agarrando o braço de Abbey e a puxando para mostrar-lhe vestidos.

Lílian e Belle começaram a explorar a loja e a admirar todos os vestidos que viam.

– Olha só esse! - exclamou Belle, mostrando para Lílian um vestido verde escuro, que batia nos joelhos e havia pequenas flores coladas nas mangas curtas.

– Lindo! - disse Lílian, animada.

– Ei, meninas, olhem aqui! - chamou Abbey. As meninas viraram-se e Abbey apareceu, sorrindo. Ela estava com um vestido azul claro, tomara que caia com vários floquinhos de neve de prata por todo o vestido, que tinha várias camadas.

– Abb… está lindo! - disse Belle, com a boca aberta.

– Está maravilhoso! Você tem que levar! - exclamou Lílian, correndo até a amiga.

Abbey riu e decidiu levar o vestido.

– Agora, a srta… - disse Mailly, apontando para Belle, pensativa. - Muito bem…

– Eu gostei muito deste… - disse Belle, mostrando o vestido verde escuro.

– Hmm… sim! Combina com você. Vá experimentar! - disse Mailly.

Belle saíra correndo feliz, em direção ao provador.

– Será que o Tiago vai gostar daquele vestido? - perguntou Abbey, enquanto Lílian olhava mais vestidos.

Lílian revirou os olhos e deu um sorriso para a garota.

– Qualquer vestido fica bom em você e aquele azul, ficou deslumbrante! Tenho certeza que ele vai gostar! - dizia Lílian pegando alguns vestidos e pondo-os em sua frente para ver como ficavam.

– Obrigada Líly! - disse Abbey, abraçando a amiga. - E então, você acha que vai rolar alguma coisa entre você e o Remus?

Lílian deu uma gargalhada e olhou intrigada para a amiga.

– É claro que não, Abb! Somos somente amigos! - disse Lílian.

– Acho que ficou legal… - disse Belle e as garotas se viraram rapidamente, para verem a amiga.

– Você está linda! - exclamou Abbey. O vestido ficara perfeito em Belle. Este, batia até os joelhos e com as florzinhas nas magas ficava muito delicado e realçava os olhos azuis de Belle.

– Ficou muito bonito, Belle! - disse Lílian.

– Obrigada garotas! - falou Belle, entregando o vestido a Mailly - Eu vou levar.

– Muito bem! E quanto à você, querida? - perguntou Mailly, olhando para Lílian.

– Er… eu não sei… - disse Lílian, nervosa.

– Hmm… venha comigo… - disse a mulher, levando Lílian para um outro lado da loja - Estive pensando num vestido para você desde que entrou na loja, esses seus cabelos ruivos e seus olhos verdes chamam bastante atenção! E acho que tenho o vestido perfeito!

Lílian se sentira ficar vermelha e esperou a mulher, que havia pego a varinha e apontado para a última estante de um armário que ia até o topo da loja, contendo diversas caixas e alguns vestidos. Uma caixa saíra voando de lá e fora parar na mão de Mailly. Como Lílian queria poder já ter aprendido a fazer isso na escola!

A mulher parecia bastante excitada e abira a caixa devagar, olhando para Lílian animada. Dentro dela, havia um tecido branco com pedrinhas brilhantes. Mailly pegara o vestido da caixa cuidadosamente e o esticara em sua frente para Lílian vê-lo.

O vestido era tomara que caia e seu começo era branco com várias pedrinhas prateadas. À medida que o vestido ia descendo, a cor virava violeta até alcançar o pé, com várias camadas onduladas e brilhantes. Lílian ficara deslumbrada com a delicadeza do vestido.

– É… lindo! - disse Lílian, espantada.

– Vá experimentá-lo! - disse Mailly, feliz.

Lílian pegara o vestido cuidadosamente e fora para o provador.

– Você acha que o Remus está bem? - perguntou Belle, enquanto Lílian experimentava o vestido.

Abbey deu de ombros.

– Tomara que sim… a Lílian mandou cartas para a casa dele… acho que pegou o endereço com os meninos.

– É… você viu que o Tiago e a Lílian estavam se entendendo no trem? Eles estavam conversando! Isso é bom, não é? - perguntou Belle, animada, se esquecendo de que a amiga gostava de Tiago.

– É… - disse Abbey, parecendo chateada.

Na hora que Belle percebeu o seu erro, Lílian saíra do provador. E as garotas boquiabriram-se.

O vestido se encaixara perfeitamente em Lílian. A cor violeta misturando-se com o branco ficara maravilhoso e realçava os olhos da garota.

– Oh meu Deus!!! Lílian, você tem que levar! - exclamou Belle - Por que você não me mostrou esse vestido também, Sra. Mailly? - perguntou Belle em tom de brincadeira.

– Ficou muito bom... - disse Abbey, com uma voz desanimada. Ela ainda estava chateada por Tiago e Lílian terem se entendido no trem.

Lílian riu e as três pagaram Mailly felizes. Elas desceram a rua do Beco Diagonal, conversando e imaginando o que teria acontecido com Remus. Belle e Abbey achavam que o garoto fora atacado por algum sonserino. Já Lílian, tinha suas dúvidas. Ela imaginava que naquela semana que Remus havia agido de modo estranho, sumindo a toda hora, tinha algo a ver com o que acontecera no trem.

As garotas encontraram suas mães no Caldeirão Furado, conversando. Elas a bombardearam de perguntas sobre os vestidos, no que as meninas começaram a contar como era cada um.

– Gente é melhor irmos! - disse Lílian, olhando para seu relógio, depois de um tempo. - Hora de encontrar o Remus.



Notas finais do capítulo

E aí, gostaram?